Apian - Cosmographia - 1540





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PRIMA DE COPÉRNICO, PRIMA DE GALILEU: A COSMOGRAFIA NA ORIGEM DA CIÊNCIA MODERNA
Completa com todas as volvelle originais e em ótimas condições.
Esta edição anversa de 1540 da Cosmographia de Pierre Apian, revisada, corrigida e ampliada por Gemma Frisius, é uma das obras-chave na construção da ciência moderna. Ainda antes da ruptura teórica introduzida pelo heliocentrismo e pela astronomia telescópica, este livro ensina a medir o mundo: a Terra, o céu, as distâncias, as coordenadas. É aqui que se forma a linguagem matemática e geométrica sem a qual a revolução copernicana e a obra de Galileo teriam sido impensáveis.
A Cosmographia não propõe uma nova cosmologia, mas fornece as ferramentas conceituais e operacionais que tornarão possível o seu superamento.
VALOR DE MERCADO
Exemplares completos e em bom estado desta edição de 1574 são raros no mercado. As avaliações variam sensivelmente conforme a completude das volvelles e a presença do mapa geográfico dobrado. Cópias completas e bem conservadas podem atingir valores entre 18.000 e 30.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÕES - EXEMPLAR DE COLECIONADOR
Completa com todas as volvelle originais e em ótimas condições.
Encadernação em pergaminho integral reutilizado. Capa com xilogravura; cerca de 110 gravuras em madeira no texto, incluindo vinhetas, iniciais historiadas, tabelas e volvelles, das quais quatro com sistema móvel. Exemplar geralmente limpo. O exemplar está conforme o estado editorial de 1540 e não inclui o mapa do mundo em papel cordiforme dobrável, cuja introdução sistemática é documentada apenas a partir das edições de 1550 e posteriores; tal ausência não constitui uma falha, mas reflete fielmente a configuração originária desta fase anversesa. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre descritas.
Colação: (1), 61, 1 papel não numerado (1); total de 135 páginas.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Cosmographia Petri Apiani, per Gemmam Frisium medicum et mathematicum Lovaniensium, ab omnibus mendis vindicata, aucta ac illustrata.
Antuerpiae, Arnoldo Berckman, 1540.
Autor: Pierre Apian. Curadores e comentadores: Gemma Frisius.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
A Cosmographia representa um dos pilares da transição da cosmografia descritiva medieval para a ciência matemática do mundo físico. A obra não discute o sistema tolemaico, mas reforça a sua estrutura quantitativa, fornecendo métodos rigorosos para a determinação de coordenadas, a medição de distâncias terrestres e celestes e a representação geométrica do espaço.
É justamente essa abordagem que cria o terreno científico sobre o qual se apoiará o heliocentrismo de Nicolau Copérnico, que herdou da tradição cosmográfica de Apiano e Frisius o primado do cálculo e da estrutura matemática do cosmo. Da mesma forma, a obra prepara o mundo conceitual no qual operará Galileo Galilei: um universo já concebido como mensurável, quantificável, traduzível em números e proporções. Nesse sentido, a Cosmographia não é um livro “antes” da revolução científica, mas um de seus prerequisitos essenciais.
BIOGRAFIA DOS AUTORES
Pierre Apian (1495–1552) foi um astrônomo e matemático alemão, professor na Universidade de Ingolstadt. Sua obra destaca-se pela capacidade de traduzir conceitos astronômicos complexos em ferramentas práticas e didáticas, tornando a cosmografia uma disciplina aplicada e acessível.
Gemma Frisius (1508–1555), médico, matemático e cartógrafo flamenco, ensinou em Lovaina e desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento da cartografia científica e dos métodos de mensuração geográfica. Foi mestre de Mercator e figura central na difusão da matemática aplicada no século XVI.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Dali primeira metade do século XVI até o fim do século, a Cosmographia conheceu uma difusão excepcional, com mais de quarenta reimpressões em quatorze línguas. As edições anversenses dos anos Trinta e Quarenta, como a de 1540, precedem a introdução estável da grande carta cordiforme dobrável e representam uma fase em que a obra se configura como manual científico compacto e plenamente funcional. As edições subsequentes, a partir de 1550, ampliam o aparato cartográfico e enfatizam a dimensão iconográfica.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Adams, H.M., Catalogue of Books Printed on the Continent of Europe, 1501–1600, in Cambridge Libraries, Cambridge, 1967, A–1087 (edições anversesas da Cosmographia; referência para a tradição frisiana).
Alden, J.E. – Landis, D., European Americana, 1493–1600, New York, 1980, n. 540/2 (para as edições quinhentistas da Cosmographia com menção à América; útil para distinguir as variantes anteriores a 1550).
BM/STC (German Books), British Museum, Catalogue of German Books Printed before 1601, London, s.d., p. 12 (entrada Apianus; distingue as edições anversesas dos anos 1539–1544 das reimpressões tardias).
Church, G.E., Catalogue of Books Relating to the Discovery and Early History of North and South America, New York, 1907, n. 78 (referência fundamental para a presença da América nas cartas cosmográficas de Apiano).
Harrisse, H., Bibliotheca Americana Vetustissima, New York, 1866, n. 230 (para o contexto americano da Cosmographia e sua difusão no século XVI).
Nijhoff, W. – Kronenberg, M.E., Nederlandsche Bibliographie van 1500 tot 1540, ’s-Gravenhage, 1923–1971, n. 126 (censo das edições anversesas e atribuição tipográfica a Berckmann).
Sabin, J., Bibliotheca Americana, New York, 1868–1936, n. 1745 (entrada Apianus; descrição das edições com referência às cartas do mundo e às variantes).
Shirley, R.W., The Mapping of the World: Early Printed World Maps 1472–1700, London, 1983, pp. 56–58 (para a carta cosmográfica xilogravada e a subsequente introdução da grande carta cordiforme dobrável nas edições pós-1550).
Van der Krogt, P., Globi Neerlandici, Utrecht, 1993, pp. 84–87 (contexto iconográfico do globo e da tradição cartográfica frisiana).
Zinner, E., Verzeichnis der astronomischen Instrumente der Renaissance, München, 1956, pp. 112–118 (para a análise das volvelle e dos instrumentos cosmográficos representados na Cosmographia).
ICCU – OPAC SBN, registro para Cosmographia de Petrus Apianus, edição Anversa 1540 (censos em bibliotecas italianas; comparação com edições anversesas contíguas 1539 e 1543).
USTC – Universal Short Title Catalogue, entrada Apianus, Cosmographia, Anversa 1540 (identificação da edição e comparação com as emissões subsequentes de 1550).
Mais sobre o vendedor
PRIMA DE COPÉRNICO, PRIMA DE GALILEU: A COSMOGRAFIA NA ORIGEM DA CIÊNCIA MODERNA
Completa com todas as volvelle originais e em ótimas condições.
Esta edição anversa de 1540 da Cosmographia de Pierre Apian, revisada, corrigida e ampliada por Gemma Frisius, é uma das obras-chave na construção da ciência moderna. Ainda antes da ruptura teórica introduzida pelo heliocentrismo e pela astronomia telescópica, este livro ensina a medir o mundo: a Terra, o céu, as distâncias, as coordenadas. É aqui que se forma a linguagem matemática e geométrica sem a qual a revolução copernicana e a obra de Galileo teriam sido impensáveis.
A Cosmographia não propõe uma nova cosmologia, mas fornece as ferramentas conceituais e operacionais que tornarão possível o seu superamento.
VALOR DE MERCADO
Exemplares completos e em bom estado desta edição de 1574 são raros no mercado. As avaliações variam sensivelmente conforme a completude das volvelles e a presença do mapa geográfico dobrado. Cópias completas e bem conservadas podem atingir valores entre 18.000 e 30.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÕES - EXEMPLAR DE COLECIONADOR
Completa com todas as volvelle originais e em ótimas condições.
Encadernação em pergaminho integral reutilizado. Capa com xilogravura; cerca de 110 gravuras em madeira no texto, incluindo vinhetas, iniciais historiadas, tabelas e volvelles, das quais quatro com sistema móvel. Exemplar geralmente limpo. O exemplar está conforme o estado editorial de 1540 e não inclui o mapa do mundo em papel cordiforme dobrável, cuja introdução sistemática é documentada apenas a partir das edições de 1550 e posteriores; tal ausência não constitui uma falha, mas reflete fielmente a configuração originária desta fase anversesa. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre descritas.
Colação: (1), 61, 1 papel não numerado (1); total de 135 páginas.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Cosmographia Petri Apiani, per Gemmam Frisium medicum et mathematicum Lovaniensium, ab omnibus mendis vindicata, aucta ac illustrata.
Antuerpiae, Arnoldo Berckman, 1540.
Autor: Pierre Apian. Curadores e comentadores: Gemma Frisius.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
A Cosmographia representa um dos pilares da transição da cosmografia descritiva medieval para a ciência matemática do mundo físico. A obra não discute o sistema tolemaico, mas reforça a sua estrutura quantitativa, fornecendo métodos rigorosos para a determinação de coordenadas, a medição de distâncias terrestres e celestes e a representação geométrica do espaço.
É justamente essa abordagem que cria o terreno científico sobre o qual se apoiará o heliocentrismo de Nicolau Copérnico, que herdou da tradição cosmográfica de Apiano e Frisius o primado do cálculo e da estrutura matemática do cosmo. Da mesma forma, a obra prepara o mundo conceitual no qual operará Galileo Galilei: um universo já concebido como mensurável, quantificável, traduzível em números e proporções. Nesse sentido, a Cosmographia não é um livro “antes” da revolução científica, mas um de seus prerequisitos essenciais.
BIOGRAFIA DOS AUTORES
Pierre Apian (1495–1552) foi um astrônomo e matemático alemão, professor na Universidade de Ingolstadt. Sua obra destaca-se pela capacidade de traduzir conceitos astronômicos complexos em ferramentas práticas e didáticas, tornando a cosmografia uma disciplina aplicada e acessível.
Gemma Frisius (1508–1555), médico, matemático e cartógrafo flamenco, ensinou em Lovaina e desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento da cartografia científica e dos métodos de mensuração geográfica. Foi mestre de Mercator e figura central na difusão da matemática aplicada no século XVI.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Dali primeira metade do século XVI até o fim do século, a Cosmographia conheceu uma difusão excepcional, com mais de quarenta reimpressões em quatorze línguas. As edições anversenses dos anos Trinta e Quarenta, como a de 1540, precedem a introdução estável da grande carta cordiforme dobrável e representam uma fase em que a obra se configura como manual científico compacto e plenamente funcional. As edições subsequentes, a partir de 1550, ampliam o aparato cartográfico e enfatizam a dimensão iconográfica.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Adams, H.M., Catalogue of Books Printed on the Continent of Europe, 1501–1600, in Cambridge Libraries, Cambridge, 1967, A–1087 (edições anversesas da Cosmographia; referência para a tradição frisiana).
Alden, J.E. – Landis, D., European Americana, 1493–1600, New York, 1980, n. 540/2 (para as edições quinhentistas da Cosmographia com menção à América; útil para distinguir as variantes anteriores a 1550).
BM/STC (German Books), British Museum, Catalogue of German Books Printed before 1601, London, s.d., p. 12 (entrada Apianus; distingue as edições anversesas dos anos 1539–1544 das reimpressões tardias).
Church, G.E., Catalogue of Books Relating to the Discovery and Early History of North and South America, New York, 1907, n. 78 (referência fundamental para a presença da América nas cartas cosmográficas de Apiano).
Harrisse, H., Bibliotheca Americana Vetustissima, New York, 1866, n. 230 (para o contexto americano da Cosmographia e sua difusão no século XVI).
Nijhoff, W. – Kronenberg, M.E., Nederlandsche Bibliographie van 1500 tot 1540, ’s-Gravenhage, 1923–1971, n. 126 (censo das edições anversesas e atribuição tipográfica a Berckmann).
Sabin, J., Bibliotheca Americana, New York, 1868–1936, n. 1745 (entrada Apianus; descrição das edições com referência às cartas do mundo e às variantes).
Shirley, R.W., The Mapping of the World: Early Printed World Maps 1472–1700, London, 1983, pp. 56–58 (para a carta cosmográfica xilogravada e a subsequente introdução da grande carta cordiforme dobrável nas edições pós-1550).
Van der Krogt, P., Globi Neerlandici, Utrecht, 1993, pp. 84–87 (contexto iconográfico do globo e da tradição cartográfica frisiana).
Zinner, E., Verzeichnis der astronomischen Instrumente der Renaissance, München, 1956, pp. 112–118 (para a análise das volvelle e dos instrumentos cosmográficos representados na Cosmographia).
ICCU – OPAC SBN, registro para Cosmographia de Petrus Apianus, edição Anversa 1540 (censos em bibliotecas italianas; comparação com edições anversesas contíguas 1539 e 1543).
USTC – Universal Short Title Catalogue, entrada Apianus, Cosmographia, Anversa 1540 (identificação da edição e comparação com as emissões subsequentes de 1550).
