Entrevistas

Em exclusivo na Catawiki - Arquivo de arte de Londres para venda

Em colaboração com Anthony Chrisp - Especialista em arte moderna

Orgulhamo-nos de anunciar a nossa colaboração com o espaço de arte L-13 em Londres. Juntos apresentamos um leilão de arte moderna muito especial (L-13 Art Archive) com obras exclusivas da sua coleção. O leilão terá início do dia 23 de junho e termina a 3 de julho. Alguns dos artistas incluídos neste leilão incluem Jamie Reid, James Cauty e Billy Childish. Falamos com Steve Lowe, proprietário do L-13 e pedimos que nos explicasse o que é o L-13 e o que podemos esperar deste próximo leilão.

O que é o L-13? Pode falar-nos sobre a sua história, como mudou ao longo dos anos e sobre o seu papel atualmente?
Steve: Antes de mais, o L-13 não é uma galeria. Costumávamos ter um espaço para exposições e um programa de exposições, mas deixamos de o fazer em 2013. Mas mesmo quando tínhamos, recusava que nos denominassem de galeria. Na minha ideia sempre fomos tanto um espaço para gerar ideias e fazer coisas, como um espaço de exibição e venda de obras de arte. Queria que fosse uma plataforma onde alguns artistas selecionados pudessem desenvolver o seu trabalho com um sentido de colaboração empresarial. Também servia para mim como uma plataforma para desenvolver a minha própria criatividade. O anterior espaço de exposições é conhecido como estúdio Harry Adams onde faço pinturas em colaboração com o Adam Wood, sob o nome Harry Adams.

Into the Light Cartaz publicitário do L-13 de Harry Adams

Começamos com um espaço pequeno em Bloomsbury, em 2003. Primeiro éramos conhecidos como o aquário, depois passamos a THE AQUARIUM L-13 quando passamos para um espaço maior que tinha sido atingido pelo Zeppelin L-13, em 1915. Posteriormente, em 2009, mudam-nos para o nosso atual espaço, escondido em Clerkenwell e passamos a ser The L-13 Light Industrial Workshop and Private Ladies and Gentlemen’s Club for Art Leisure and the Disruptive Betterment of Culture. Os quatro artistas residentes do L-13 desde o início são (por ordem alfabética) Harry Adams (anteriormente conhecido como STOT21stCplanB), Billy Childish, Jimmy Cauty e Jamie Reid.

Dirty Fake Old Queen de Jamie Reid

É conhecido por tentar sempre alargar as fronteiras no mundo das artes, pode-nos explicar como o faz?
Steve: Estar envolvido no mundo das artes é efetivamente uma relação de amor-ódio. No início da década de 1990 parei de criar arte um ano antes de concluir o meu Mestrado em Belas Artes e toquei em bandas durante 15 anos. Nessa altura acreditava efetivamente que parte do trabalho de um artista era desafiar a cultura dominante e isso trouxe-me ao que faço atualmente. O primeiro espetáculo que fizemos enquanto “galeria” foi sobre o grupo radical francês Os Situacionistas e o meu interesse na "contracultura" conduziu-me aos artistas com os quais trabalho atualmente. Billy era conhecido por ser crítico e por desafiar a cultura dominante e da moda, Jimmy está associado ao fantástico legado de ter sido uma metade do The KLF e pelo investimento de um milhão de libras na K Foundation com Bill Drummond. E Jamie, claro, é mais conhecido por ser o criador dos grafismos dos Sex Pistols e é do mais radical que se pode ser. Com estes artistas a bordo temos sempre garantia de apresentar obras divertidas, provocadoras e iconoclastas. É importante destacar que apesar de nossa posição ser algo crítica, nenhum de nós é uma pessoa de mal com a vida. Na verdade, divertimo-nos muito, adoramos o que temos e assumimos sempre uma visão positiva.


Stamps of Mass Destruction 3rd Class (CNPD 5th Anniversary Edition) de James Cauty

Como veio parar à Catawiki?
Steve: O especialista de arte urbana e de rua da Catawiki contactou-nos para falar sobre a autenticidade de uma obra Not Banksy que ele acreditava ser uma falsificação. Nessa altura, em 2007, o Adam e eu tínhamos começado a fazer as pinturas Not Banksy sob o nome STOT21stCplanB. Eram uma paródia, não tanto de Banksy, mas das multidões de oportunistas especuladores que compravam a sua obra. As primeiras obras foram feitas em telas de baixo custo utilizando stencils que se destinavam a decorar quartos infantis (ou seja coelhos e galinhas fofinhos, etc.). Atribuímos-lhes títulos de cariz político com uma assinatura falsa de Banksy feita em stencil e eram vendidos em pequenas edições. As vendas na loja voavam (em parte promovidas pelo rumor de que era na verdade Banksy que as fazia), por isso continuamos a fazer mais, esticando cada vez mais a credulidade em termos do tamanho das edições e das variações, numa tentativa de desgastar o interesse das pessoas na compra. Finalmente uma tela cumpriu o objetivo. Foi uma série de 11 pinturas numa edição de 100 unidades. A primeira era um coelho com 10 cenouras, depois um coelho com 9 cenouras e por aí sucessivamente até ao coelho sem cenouras. Paramos durante algum tempo, mas depois regressamos, em 2008, com uma série em cartão que era muito mais uma miscelânea do trabalho de Banksy em stencil. Os meus favoritos eram Stencil Art is So Last Week e um com um rato de Banksy com um cartaz a dizer “In our spectacular society, my commodity value vastly outstrips my true worth, thus diminishing any real meaning I might have once had. Please help!” (Na nossa sociedade espetacular, o meu valor de produto ultrapassa largamente o meu valor real, diminuindo assim o significado real que possa um dia ter tido. Por favor, ajude-me!) Encontramos alguns remanescentes destas edições, além de algumas provas e experiências que incluímos neste leilão. Infelizmente, já não temos nenhuma das telas iniciais.


Esquerda: Stencil Art Is So Last Week de Not Banksy / STOT21stCplanB. Direita: Please Help! de Not Banksy / STOT21stCplan

Pode dizer-nos algo mais sobre estes artistas e sobre o seu trabalho e explicar por que vale a pena colecionar as suas obras?
Steve: Já falei um pouco sobre os artistas e todos eles valem a pena ser colecionados porque têm trabalhos extraordinários que são simultaneamente sofisticados e fáceis de compreender e apreciar. Todos eles têm um elevado estatuto cultural pelo seu envolvimento autêntico com o que fazem e são altamente valorizados por isso. Também vale a pena colecionar as edições L-13 porque nos dedicamos a fazer as coisas com um genuíno sentido de entusiasmo. Gostamos realmente daquilo que fazemos, adoramos algumas ideias loucas e inspiramo-nos no que acontece no mundo.


Sem título de Billy Childish

Tem alguma obra favorita que vai fazer parte deste próximo leilão?
Steve: Na verdade não, porque gosto de todas. Gosto muito dos cartazes ART HATE e a história por trás dos livros Billy Childish Penguin é fantástica. Adoro o conjunto Thatcher’s Children. Todos devem ler as cartas que fazem parte do mesmo. São histéricas.


Conjunto Thatcher’s Children de Billy Childish / CTMF / Jamie Reid

Gostaria de partilhar algo mais com os nossos leitores?
Steve: Sim, visitem o nosso website e façam parte do nosso percurso. Não se vão arrepender!

Estas obras e muitas mais estão disponíveis no nosso próximo Leilão especial de arte moderna dedicado ao arquivo de arte do L-13. Pode fazer as suas licitações, basta que se registe gratuitamente aqui.

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