Leilões especiais

Uma visão do nosso especialista sobre Arqueologia e História Natural no Dia de S. Valentim

Por Simone | 8 de fevereiro

Para o Dia de São Valentim deste ano decidimos fazer aquilo em somos bons: celebrar o nosso amor comum por objetos únicos e difíceis de encontrar. Para isso, pedimos a alguns dos nossos apaixonados especialistas, vendedores e utilizadores para responderem a algumas questões. Os nossos peritos em arqueologia e história natural no entanto, começaram, em vez disso, a dissertar entusiasticamente sobre o São Valentim e a Mitologia Grega. Se isto não deixar transparecer como são verdadeiramente apaixonados, não sei o que o fará.

Peter Reynaers é o nosso especialista em achados e artefactos arqueológicos; algo pelo qual se apaixonou quando era ainda muito jovem. Tinha apenas quatro anos de idade, quando acompanhou o seu pai numa escavação arqueológica no sul da França e que fez despertar a sua paixão ao longo da vida pela arqueologia. Alguns anos mais tarde, quando todos os seus amigos liam livros de banda desenhada, ele debruçava-se em leituras sobre Tutankhamon. No dia de S. Valentim, fez a curadoria desta coleção especial de minerais, escreveu um guia completo sobre “cristais do amor” e partilhou connosco alguns fatos sobre a origem do Dia dos Namorados, que pode encontrar mais abaixo.

Quem era então o S.Valentim?

"São Valentim de Roma foi supostamente um mártir católico do século III que foi condenado à morte e enterrado em Roma no dia que hoje conhecemos como o Dia dos Namorados: 14 de fevereiro. Ainda que ele seja tradicionalmente reconhecido como o santo padroeiro do "amor cortês", em 1969 foi, na realidade, removido do Calendário Romano Geral como resultado direto do fragmentado registo histórico à sua volta. Apesar disso, continua a ser comemorado numa base mais local em todo o mundo Cristão, mais recentemente como o santo padroeiro do amor em geral, daí o nome dado ao dia 14: Dia de S. Valentim."

Vénus, a Deusa do Amor

"Nos tempos gregos e romanos, não era S. Valentim, mas sim Vénus (para os gregos: Afrodite) que era homenageado como a derradeira Deusa do Amor. Ela era ajudada, claro, pelo seu filho Cupido (para os gregos: Eros) quem voava animadamente por aí disparando setas nos humanos que, por conseguinte, eram atingidos por um amor divino inebriante. A própria Vénus pensava-se ter nascido do mar, fato retratado na famosa pintura "O Nascimento de Vénus" de Botticelli, onde ela figura, em pé, dentro de uma Concha-gigante (vieira)."

Borboletas

"Os gregos e romanos tinham outra forma de celebrar o amor: borboletas! Na mitologia grega, as borboletas eram vistas como o mais etéreo de todos os seres. Na história de Amor (Cupido/Eros) e Psique (alma), os amantes incondicionais celebrados pelos romanos, Psique era muitas vezes representada como uma bela mulher com asas de borboleta nas costas."

Também é um apaixonado/a pela arqueologia e pela história natural como o nosso especialista Peter? Ele e os seus outros colegas organizaram um  leilão especial de São Valentim que decorre esta semana e vale a pena visitar.

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