Mario Gianello (1935) - Commedia dell'Arte in Rosa






Mestre em pintura renascentista, estágio na Sotheby's e 15 anos de experiência.
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Mario Gianello, artista italiano, apresenta a obra original Commedia dell'Arte in Rosa (1979), pintura a óleo sobre tela de 42 × 48 cm com moldura, assinada, produzida na Itália entre 1970 e 1980 e vendida com moldura.
Descrição fornecida pelo vendedor
AUTOR
Mario Gianello (1935) pintor italiano. Nasce a Bolonha, depois estabelece-se em Milão, cidade que se torna seu principal ponto de referência humano e profissional. Sua formação amadurece em um contexto fortemente ligado ao “fazer” artesanal: a aproximação à pintura passa, de fato, por estudos e experiências nas artes aplicadas, com a frequência do Instituto Statale della Ceramica di Faenza e de oficinas artesanais entre San Marino e Vicenza. Esse aprendizado, baseado na manualidade e no ofício, marca de forma decisiva sua maneira de construir a imagem e sobretudo seu relacionamento com a cor, entendida como matéria plena e presença dominante na composição.
No plano estilístico, Gianello move-se dentro de uma figuração livre e frequentemente teatral, alternando temas mais tradicionais a resultados mais declaradamente expressionistas. Em algumas séries, onde aparecem máscaras, figuras e atmosferas suspensas, por vezes próximas ao imaginário circense e carnavalesco, a pincelada e a mistura cromática tornam-se o verdadeiro motor da narrativa. A forma tende a sintetizar-se em camadas densas e materiais, e a gestualidade ganha valor emocional. A sua poética, nessa chave, busca ir além da aparência do dado sensível para encontrar uma “essência” interior das coisas, confiando às cores uma função não descritiva mas simbólica e quase espiritual, capaz de determinar o tom e o significado da obra.
DESCRIÇÃO
"Commedia dell'Arte em Rosa", óleo sobre tela, 42×48 cm com moldura, 24×30 cm apenas a tela, 1979, assinado no canto inferior direito. No verso, assinatura e data.
Nessa tela se encena um pequeno cortejo teatral, como captado em um momento de pausa nos bastidores. As figuras, dispostas em fila e levemente defasadas, evocam as máscaras tradicionais da Commedia dell’Arte mais como arquétipos do que como retratos: reconhecem-se os tipos do criado e do velho, do capitão e da jovem, sugeridos pelas posturas e pelos trajes mais que por detalhes minuciosos. O personagem em branco, central e dominante, remete à presença de Pulcinella com sua essencialidade luminosa e uma aura de distanciamento; a figura em ocre, mais terrena e “pesada”, alude ao mundo de Pantalone e dos caracteres avaros e bruscos; os perfis laterais, com faces insinuadas e roupas longas, remetem a Colombina e aos “apaixonados” sem máscara. A cena não conta uma ação precisa, é antes um “tempo suspenso”, um teatro mental em que cada personagem carrega consigo o seu papel.
A composição é construída como um fragmento de palco: uma faixa de figuras em primeiro plano, quase em friso, contra um fundo quente e vibrante, onde manchas e brilhos se lêem como luzes de cenário ou confetes distantes. A pincelada é matérica e sintética, com massas e camadas que dão vida à superfície; os contornos escuros, por vezes nervosos, mantêm os volumes unidos sem endurecê-los, enquanto as zonas claras são “puxadas” e riscadas, deixando entrever a trama e a estratificação da cor. O jogo cromático gira em torno de um marrom-avermelhado envolvente, sobre o qual explodem os tons rosa, malva e violeta dos vestidos. Datada de 1979, a obra insere-se plenamente naquela temporada da produção de Gianello dedicada a máscaras e atmosferas suspensas, onde a cor se torna protagonista absoluta da construção pictórica. Pintura de boa execução e significativa expressão emocional.
Relatório de Condição
Excelente a condição geral. A obra integra em cada uma de suas partes com cromia e pincelada vivas e bem legíveis. A moldura é oferecida como cortesia.
Envio rastreado e assegurado com embalagem adequada.
AUTOR
Mario Gianello (1935) pintor italiano. Nasce a Bolonha, depois estabelece-se em Milão, cidade que se torna seu principal ponto de referência humano e profissional. Sua formação amadurece em um contexto fortemente ligado ao “fazer” artesanal: a aproximação à pintura passa, de fato, por estudos e experiências nas artes aplicadas, com a frequência do Instituto Statale della Ceramica di Faenza e de oficinas artesanais entre San Marino e Vicenza. Esse aprendizado, baseado na manualidade e no ofício, marca de forma decisiva sua maneira de construir a imagem e sobretudo seu relacionamento com a cor, entendida como matéria plena e presença dominante na composição.
No plano estilístico, Gianello move-se dentro de uma figuração livre e frequentemente teatral, alternando temas mais tradicionais a resultados mais declaradamente expressionistas. Em algumas séries, onde aparecem máscaras, figuras e atmosferas suspensas, por vezes próximas ao imaginário circense e carnavalesco, a pincelada e a mistura cromática tornam-se o verdadeiro motor da narrativa. A forma tende a sintetizar-se em camadas densas e materiais, e a gestualidade ganha valor emocional. A sua poética, nessa chave, busca ir além da aparência do dado sensível para encontrar uma “essência” interior das coisas, confiando às cores uma função não descritiva mas simbólica e quase espiritual, capaz de determinar o tom e o significado da obra.
DESCRIÇÃO
"Commedia dell'Arte em Rosa", óleo sobre tela, 42×48 cm com moldura, 24×30 cm apenas a tela, 1979, assinado no canto inferior direito. No verso, assinatura e data.
Nessa tela se encena um pequeno cortejo teatral, como captado em um momento de pausa nos bastidores. As figuras, dispostas em fila e levemente defasadas, evocam as máscaras tradicionais da Commedia dell’Arte mais como arquétipos do que como retratos: reconhecem-se os tipos do criado e do velho, do capitão e da jovem, sugeridos pelas posturas e pelos trajes mais que por detalhes minuciosos. O personagem em branco, central e dominante, remete à presença de Pulcinella com sua essencialidade luminosa e uma aura de distanciamento; a figura em ocre, mais terrena e “pesada”, alude ao mundo de Pantalone e dos caracteres avaros e bruscos; os perfis laterais, com faces insinuadas e roupas longas, remetem a Colombina e aos “apaixonados” sem máscara. A cena não conta uma ação precisa, é antes um “tempo suspenso”, um teatro mental em que cada personagem carrega consigo o seu papel.
A composição é construída como um fragmento de palco: uma faixa de figuras em primeiro plano, quase em friso, contra um fundo quente e vibrante, onde manchas e brilhos se lêem como luzes de cenário ou confetes distantes. A pincelada é matérica e sintética, com massas e camadas que dão vida à superfície; os contornos escuros, por vezes nervosos, mantêm os volumes unidos sem endurecê-los, enquanto as zonas claras são “puxadas” e riscadas, deixando entrever a trama e a estratificação da cor. O jogo cromático gira em torno de um marrom-avermelhado envolvente, sobre o qual explodem os tons rosa, malva e violeta dos vestidos. Datada de 1979, a obra insere-se plenamente naquela temporada da produção de Gianello dedicada a máscaras e atmosferas suspensas, onde a cor se torna protagonista absoluta da construção pictórica. Pintura de boa execução e significativa expressão emocional.
Relatório de Condição
Excelente a condição geral. A obra integra em cada uma de suas partes com cromia e pincelada vivas e bem legíveis. A moldura é oferecida como cortesia.
Envio rastreado e assegurado com embalagem adequada.
