Giovanni Mason (1937) - Crocifissione

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Caterina Maffeis
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Crocifissone, óleo sobre tela 63 × 53 cm de Giovanni Mason (1937), Itália, período 1980–1990, edição original, com moldura.

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Descrição fornecida pelo vendedor

AUTOR

Giovanni Mason (1937) escultor e pintor italiano. Nascido em Piombino Dese, próximo a Treviso, é uma figura de destaque da escultura e da pintura contemporâneas, cuja pesquisa artística se formou entre o Vêneto e a Lombardia. Após os primeiros estudos na escola de ornato da Academia de Castelfranco Veneto, aperfeiçoou sua técnica frequentando os cursos de escultura na Academia de Brera em Milão. Fundamental para sua maturação foi, porém, uma formação autônoma e itinerante, marcada por visitas aos principais museus europeus e por encontros com mestres do porte de Mario Radice e Oskar Kokoschka. Esse percurso levou-o a desenvolver uma linguagem que reelabora a grande tradição plástica de autores como Antonio Canova e Umberto Boccioni, reinterpretando-a com uma sensibilidade moderna voltada a investigação do mistério da figura humana e seu relationamento com o infinito.

Seu estilo se caracteriza por um simbolismo antropomórfico e essencial, onde a busca pelo equilíbrio entre originalidade e perfeição formal se manifesta através de um diálogo constante entre linhas esféricas e geometrias mais ásperas. Mason não se limita à representação do detalhe, mas visa apresentar o conjunto, a própria essência dos fenômenos, colocando o homem como centro de conhecimento e visão. Essa profundidade espiritual encontra expressão em um hábil trabalho com materiais nobres e diversos: desde esculturas em madeira e mármores preciosos até o bronze e as refinadas integrações com o vidro de Murano. Sua arte é um jogo de contrasts entre luzes e sombras que transforma a matéria bruta em criaturas metamórficas, capazes de dar forma tangível a conceitos abstratos como a não violência e o amor pela vida.

O prestígio internacional de Mason é atestado por décadas de atividade expositiva na Europa, Estados Unidos e Japão, além de importantes reconhecimentos institucionais, entre os quais o Ambrogino d’Oro recebido em Milão em 1974 e a Benemerenza da cidade de Cantù conferida-lhe em 2024. Suas obras passaram a integrar coleções de relevante expressão, figurando nos Museus do Vaticano, nos Museus Civicos de Pádua e em prestigiosas fundações bancárias. Recentemente, sua visibilidade foi renovada por instalações públicas icônicas, como o monumento "Amore per la Vita" em Cantù,

DESCRIÇÃO

"Crocifissione", óleo sobre tela, 63*53cm com moldura, 50*40cm a tela, anos 80 do século XX, assinado na margem inferior. Ao verso assinatura e endereço do ateliê do artista.

No centro da composição ergue-se a figura de Cristo, cujo corpo parece alongado e quase des-materializado em uma tensão ascendente que culmina no gesto dos braços estendidos para o alto, transformando o patíbulo em um símbolo de congração entre o humano e o divino. Aos pés da cruz, à esquerda, aglomera-se um grupo de figuras doloridas, representadas como um bloco material compacto que acentua o senso de dramaticidade coral, enquanto à direita pequenas silhuetas parecem observar o evento de uma distância metafísica. A escolha cromática é deliberadamente essencial e simbólica: um fundo azul profundo e noturno funciona como vazio cósmico de onde emergem os sujeitos, acesos por clarões dourados, ocre e marrons que conferem à cena uma aura de sacralidade sem tempo, como se fosse uma ícone moderna emergida da escuridão.

A análise da técnica pictórica revela o quanto a identidade de escultor de Mason é predominante também na tela, onde a cor é tratada como matéria densa a ser moldada para gerar efeitos plásticos de grande relevo. As pinceladas, corpulentas e vibrantes, criam uma superfície tormentosa que busca constantemente a terceira dimensão, manifestando uma evidente afinidade volumétrica com as pesquisas dinâmicas de Umberto Boccioni, especialmente na descomposição de planos e na força intrínseca das formas. Inserida no período de maturidade do artista, a obra encarna perfeitamente esse simbolismo antropomórfico que vimos ser o fulcro de sua produção, onde a figura humana não é nunca mera representação mas veículo de uma interioridade revelada. Neste trabalho, a busca do essencial e o jogo de contrasts entre luzes e sombras transformam a pintura em uma extensão de sua prática escultórica, confirmando a capacidade de Mason de elevar o particular ao universal através de uma manipulação sapiente e quase mística da matéria pictórica.

CONDITION REPORT

Excelente a condição geral. Pintura íntegra em todas as suas partes com cromia e pinceladas vivas e bem legíveis. A moldura deve ser entendida como cortesia.

Envio rastreável e assegurado com embalagem adequada.

AUTOR

Giovanni Mason (1937) escultor e pintor italiano. Nascido em Piombino Dese, próximo a Treviso, é uma figura de destaque da escultura e da pintura contemporâneas, cuja pesquisa artística se formou entre o Vêneto e a Lombardia. Após os primeiros estudos na escola de ornato da Academia de Castelfranco Veneto, aperfeiçoou sua técnica frequentando os cursos de escultura na Academia de Brera em Milão. Fundamental para sua maturação foi, porém, uma formação autônoma e itinerante, marcada por visitas aos principais museus europeus e por encontros com mestres do porte de Mario Radice e Oskar Kokoschka. Esse percurso levou-o a desenvolver uma linguagem que reelabora a grande tradição plástica de autores como Antonio Canova e Umberto Boccioni, reinterpretando-a com uma sensibilidade moderna voltada a investigação do mistério da figura humana e seu relationamento com o infinito.

Seu estilo se caracteriza por um simbolismo antropomórfico e essencial, onde a busca pelo equilíbrio entre originalidade e perfeição formal se manifesta através de um diálogo constante entre linhas esféricas e geometrias mais ásperas. Mason não se limita à representação do detalhe, mas visa apresentar o conjunto, a própria essência dos fenômenos, colocando o homem como centro de conhecimento e visão. Essa profundidade espiritual encontra expressão em um hábil trabalho com materiais nobres e diversos: desde esculturas em madeira e mármores preciosos até o bronze e as refinadas integrações com o vidro de Murano. Sua arte é um jogo de contrasts entre luzes e sombras que transforma a matéria bruta em criaturas metamórficas, capazes de dar forma tangível a conceitos abstratos como a não violência e o amor pela vida.

O prestígio internacional de Mason é atestado por décadas de atividade expositiva na Europa, Estados Unidos e Japão, além de importantes reconhecimentos institucionais, entre os quais o Ambrogino d’Oro recebido em Milão em 1974 e a Benemerenza da cidade de Cantù conferida-lhe em 2024. Suas obras passaram a integrar coleções de relevante expressão, figurando nos Museus do Vaticano, nos Museus Civicos de Pádua e em prestigiosas fundações bancárias. Recentemente, sua visibilidade foi renovada por instalações públicas icônicas, como o monumento "Amore per la Vita" em Cantù,

DESCRIÇÃO

"Crocifissione", óleo sobre tela, 63*53cm com moldura, 50*40cm a tela, anos 80 do século XX, assinado na margem inferior. Ao verso assinatura e endereço do ateliê do artista.

No centro da composição ergue-se a figura de Cristo, cujo corpo parece alongado e quase des-materializado em uma tensão ascendente que culmina no gesto dos braços estendidos para o alto, transformando o patíbulo em um símbolo de congração entre o humano e o divino. Aos pés da cruz, à esquerda, aglomera-se um grupo de figuras doloridas, representadas como um bloco material compacto que acentua o senso de dramaticidade coral, enquanto à direita pequenas silhuetas parecem observar o evento de uma distância metafísica. A escolha cromática é deliberadamente essencial e simbólica: um fundo azul profundo e noturno funciona como vazio cósmico de onde emergem os sujeitos, acesos por clarões dourados, ocre e marrons que conferem à cena uma aura de sacralidade sem tempo, como se fosse uma ícone moderna emergida da escuridão.

A análise da técnica pictórica revela o quanto a identidade de escultor de Mason é predominante também na tela, onde a cor é tratada como matéria densa a ser moldada para gerar efeitos plásticos de grande relevo. As pinceladas, corpulentas e vibrantes, criam uma superfície tormentosa que busca constantemente a terceira dimensão, manifestando uma evidente afinidade volumétrica com as pesquisas dinâmicas de Umberto Boccioni, especialmente na descomposição de planos e na força intrínseca das formas. Inserida no período de maturidade do artista, a obra encarna perfeitamente esse simbolismo antropomórfico que vimos ser o fulcro de sua produção, onde a figura humana não é nunca mera representação mas veículo de uma interioridade revelada. Neste trabalho, a busca do essencial e o jogo de contrasts entre luzes e sombras transformam a pintura em uma extensão de sua prática escultórica, confirmando a capacidade de Mason de elevar o particular ao universal através de uma manipulação sapiente e quase mística da matéria pictórica.

CONDITION REPORT

Excelente a condição geral. Pintura íntegra em todas as suas partes com cromia e pinceladas vivas e bem legíveis. A moldura deve ser entendida como cortesia.

Envio rastreável e assegurado com embalagem adequada.

Dados

Artista
Giovanni Mason (1937)
Vendido com moldura
Sim
Vendido por
Galeria
Edição
Original
Título da obra de arte
Crocifissione
Técnica
Pintura a óleo
Assinatura
Assinado
País de origem
Itália
Estado
Excelente estado
Altura
63 cm
Largura
53 cm
Estilo
Neoexpressionismo
Período
1980-1990
Vendido por
ItáliaVerificado
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97,58%
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