Barberot Sylvain - Pop Christ






Mais de 10 anos de experiência no comércio de arte; fundou sua própria galeria.
Proteção do comprador da Catawiki
O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes
Trustpilot 4.4 | 129956 avaliações
Classificada como Excelente na Trustpilot.
O artista francês Sylvain Barberot apresenta Pop Christ, obra de 2026 com técnica mista sobre aço e folha de ouro 9 ct, dimensões 58 x 31 x 12 cm, assinada à mão, peso 4,9 g, em excelente estado.
Descrição fornecida pelo vendedor
Este Cristo, com peso de 5 Kg, data do século XIX. Técnica mista, folha de ouro, pigmentos e purpurinas
Esta obra propõe uma releitura radical da figura de Cristo na cruz, deslocada fora de sua narrativa tradicional para entrar num espaço de tensão simbólica e plástica. O corpo, inteiro coberto por um azul profundo com reflexos cintilantes, rompe com a iconografia clássica do martírio: o sangue desaparece em favor de uma superfície vibrante, quase cósmica, onde as purpurinas introduzem uma ambiguída entre o sagrado e o artifício.
A suspensão, assegurada por um único ponto de ancoragem dourado, transforma a crucificação em desequilíbrio. A própria cruz está ausente; é substituída por uma linha vertical minimal, que evoca mais uma fixação do que um instrumento de suplício. Essa mudança formal induz uma leitura nova: o corpo não parece mais pregado, mas contido, como em estado de oscilação entre queda e elevação.
O uso da folha de ouro, historicamente associada à iconografia religiosa, atua aqui como um sinal residual do sagrado. No entanto, sua função é desviada: longe de aureolar ou de magnificar, ela se torna um ponto de suspensão, quase frágil, colocando em dúvida a própria estabilidade da figura.
Por esse jogo de inversões — do vermelho para o azul, da cruz para a suspensão, do pathos para uma forma de abstração — a obra questiona a persistência dos símbolos religiosos num contexto contemporâneo. Ela oscila entre reverência e desacralização, entre ícone e objeto, e convida o espectador a reconsiderar o que resta do sagrado quando seus códigos são alterados.
Este Cristo, com peso de 5 Kg, data do século XIX. Técnica mista, folha de ouro, pigmentos e purpurinas
Esta obra propõe uma releitura radical da figura de Cristo na cruz, deslocada fora de sua narrativa tradicional para entrar num espaço de tensão simbólica e plástica. O corpo, inteiro coberto por um azul profundo com reflexos cintilantes, rompe com a iconografia clássica do martírio: o sangue desaparece em favor de uma superfície vibrante, quase cósmica, onde as purpurinas introduzem uma ambiguída entre o sagrado e o artifício.
A suspensão, assegurada por um único ponto de ancoragem dourado, transforma a crucificação em desequilíbrio. A própria cruz está ausente; é substituída por uma linha vertical minimal, que evoca mais uma fixação do que um instrumento de suplício. Essa mudança formal induz uma leitura nova: o corpo não parece mais pregado, mas contido, como em estado de oscilação entre queda e elevação.
O uso da folha de ouro, historicamente associada à iconografia religiosa, atua aqui como um sinal residual do sagrado. No entanto, sua função é desviada: longe de aureolar ou de magnificar, ela se torna um ponto de suspensão, quase frágil, colocando em dúvida a própria estabilidade da figura.
Por esse jogo de inversões — do vermelho para o azul, da cruz para a suspensão, do pathos para uma forma de abstração — a obra questiona a persistência dos símbolos religiosos num contexto contemporâneo. Ela oscila entre reverência e desacralização, entre ícone e objeto, e convida o espectador a reconsiderar o que resta do sagrado quando seus códigos são alterados.
