Pende mask - Pende - República Democrática do Congo






Possui pós-graduação em Estudos Africanos e 15 anos de experiência em Arte Africana.
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Máscara pende, em madeira, proveniente da República Democrática do Congo, etnia Pende, proveniente de Berthe Hartert, Barcelona.
Descrição fornecida pelo vendedor
Muita especulação tem sido dedicada à interpretação da projeção que se estende do queixo dessas máscaras. A maioria dos ocidentais tem presumido que ela representa uma barba. Essa suposição sempre assusta os Pende, que raramente veem barbas com mais de dois centímetros. O nome técnico da projeção é “gilanga”, mas os escultores Pende no centro brincam chamá-la de “snout” (mutumbi). Se possível, os Pende gostam de esperar uma ou duas noites antes de enterrar seus mortos. As mulheres lavam o corpo, o colocam para repouso e o cobrem com uma folha. No passado, essa folha era de tecido de ráfia, mas mais tarde foi substituída por tecido de algodão branco. Antigamente, às vezes puxavam a folha até o queixo e cortavam uma faixa de tecido para cobrir a boca e mantê-la fechada. Nesse caso, o queixo ficava exposto. A representação de um cadáver explica os olhos meio abertos, com o olhar desfocado. A elegante abstração do corpo explica a forma da projeção, que, em muitos casos, curva para cima no fim, como fariam os pés. A boca fica meio aberta. Por razões estéticas, os artistas optaram por reforçar a linha do maxilar com a borda do tecido de cobertura e retratar a boca sem a linha de tecido.
Proveniência: Berthe Hartert, Barcelona
Coleção Argiles, Barcelona
Muita especulação tem sido dedicada à interpretação da projeção que se estende do queixo dessas máscaras. A maioria dos ocidentais tem presumido que ela representa uma barba. Essa suposição sempre assusta os Pende, que raramente veem barbas com mais de dois centímetros. O nome técnico da projeção é “gilanga”, mas os escultores Pende no centro brincam chamá-la de “snout” (mutumbi). Se possível, os Pende gostam de esperar uma ou duas noites antes de enterrar seus mortos. As mulheres lavam o corpo, o colocam para repouso e o cobrem com uma folha. No passado, essa folha era de tecido de ráfia, mas mais tarde foi substituída por tecido de algodão branco. Antigamente, às vezes puxavam a folha até o queixo e cortavam uma faixa de tecido para cobrir a boca e mantê-la fechada. Nesse caso, o queixo ficava exposto. A representação de um cadáver explica os olhos meio abertos, com o olhar desfocado. A elegante abstração do corpo explica a forma da projeção, que, em muitos casos, curva para cima no fim, como fariam os pés. A boca fica meio aberta. Por razões estéticas, os artistas optaram por reforçar a linha do maxilar com a borda do tecido de cobertura e retratar a boca sem a linha de tecido.
Proveniência: Berthe Hartert, Barcelona
Coleção Argiles, Barcelona
