de la Roque - Voyage dans la Palestine - 1718






Especialista em livros antigos, focada em disputas teológicas desde 1999.
| €363 | ||
|---|---|---|
| €323 | ||
| €303 | ||
Proteção do comprador da Catawiki
O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes
Trustpilot 4.4 | 125565 avaliações
Classificada como Excelente na Trustpilot.
Voyage dans la Palestine, de Jean de La Roque e Laurent d’Arvieux, edição de Amsterdão de 1718, ilustrada, encadernada em pele, mapa dobrável, 400 páginas, 160 × 100 mm, em francês.
Descrição fornecida pelo vendedor
O príncipe árabe conta: entre os filhos de Ismael, sob o céu do deserto
Com a descrição da Arábia, do príncipe e do geógrafo árabe Ismaël Abulfeda.
Viagem diplomática e visão exótica do mundo árabe no século XVII, com gravuras fora do texto e mapa do Monte Carmelo. No vasto silêncio das areias orientais, entre tendas movidas pelo vento e fogueiras que se apagam ao crepúsculo do deserto, um emissário do Rei Sol atravessa a Palestina para alcançar o misterioso Gran Emir, chefe dos príncipes árabes do deserto, descendentes de Ismaele, filho de Abraão. Em suas palavras, refletem-se o fascínio e a complexidade de um mundo que a Europa observa com reverência e temor, enquanto a pena de Jean de La Roque transforma o relato diplomático em uma narrativa de civilizações nômades, genealogias sagradas e geografias perdidas. Para completar essa narrativa extraordinária, contribui o príncipe e geógrafo árabe Ismaël Abulfeda, cuja descrição da Arábia fornece à obra uma base erudita e uma profundidade histórica que a tornam um dos mais notáveis documentos orientalistas do início do século XVIII.
VALOR DE MERCADO
A segunda edição holandesa, publicada em 1718 em Amsterdã pela Steenhouwer & Uytwerf, um ano após a edição parisiense, é atualmente de difícil obtenção, especialmente quando completa com todas as gravuras e o grande mapa dobrável do Monte Carmelo. Exemplares em boas condições, mesmo com defeitos na encadernação, situam-se entre 400 e 700 euros; aqueles bem conservados, com ilustrações intactas e encadernação sólida, podem ultrapassar os 800 euros em livrarias de antiguidades ou leilões especializados em viagens e descobertas. A combinação entre observação direta e reflexão geográfica árabe faz desta obra uma peça fundamental na literatura orientalista do início do século XVIII.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação contemporânea em couro integral, dorso com cinco nervuras e título gravado em placa. Encadernação com sinais de uso. Internamente, papel uniforme, com tonalidade bege e leves amarelamentos nas margens. Incisões fora do texto e mapa dobrável do Monte Carmelo. Pp. (2); 48 nn; 342; 6 nn; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Viagem na Palestina
Amsterdã, Chez Steenhouwer & Uytwerf, 1718.
Laurent d’Arvieux / Jean de La Roque.
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
O volume une dois planos narrativos: por um lado, o Voyage del Sieur d’Arvieux, diplomata e intérprete do Re Sole enviado ao Levante, por outro, a Description générale de l’Arabie de Abulfeda, geógrafo e príncipe árabe do século XIV. La Roque, curador e autor do texto final, constrói uma obra de síntese que combina a precisão etnográfica da experiência direta com a profundidade cultural da tradição islâmica.
D’Arvieux (1635–1702), enviado de Luís XIV a Tunísia e a Constantinopla, teve um papel fundamental nas relações franco-ottomanas, participando em 1672 das negociações conduzidas pelo cardeal de Nointel junto à Sublime Porta e, em 1688, na libertação de 320 franceses reduzidos à escravidão. Suas observações sobre os beduínos – por ele definidos como 'a verdadeira posteridade de Ismael' – constituem uma das descrições europeias mais antigas e autênticas das tribos nômades árabes. A parte retirada de Abulfeda amplia a perspectiva, oferecendo um quadro geográfico e político da Arábia baseado em fontes árabes e manuscritos orientais, revelando a crescente atenção do mundo francês pela cultura islâmica. As ilustrações fora do texto ilustram momentos emblemáticos da viagem: o Grande Emir em seu acampamento, a princesa esposa, as cerimônias do deserto e a vista do Monte Carmelo, ponto de encontro entre geografia sagrada e observação empírica. Juntos, texto e imagens refletem o duplo tom da obra: metade documento histórico, metade visão simbólica do Oriente como espaço de alteridade e revelação.
Autor
Jean de La Roque (1661–1745), jornalista e escritor francês, foi redator de relatórios de viagem e correspondente para diversos jornais da época. Conheceu pessoalmente Laurent d’Arvieux e publicou postumamente suas relações, ampliando-as com notas e com a adição de textos orientalistas. Laurent d’Arvieux (1635–1702), diplomata e orientalista, falava árabe, hebraico e turco, e passou vinte anos em missões no Levante. Ismaël Abulfeda (1273–1331), príncipe de Hama e geógrafo árabe, foi autor da célebre Taqwīm al-Buldān (Tavole dos países), texto de referência da geografia islâmica medieval, do qual La Roque extraiu a descrição geral da Arábia.
Histórico de impressão e circulação
A primeira edição saiu em Paris em 1717, na viúva de Estienne; esta segunda edição, impressa em Amsterdã por Steenhouwer & Uytwerf em 1718, retoma o texto com leves alterações tipográficas e um aparato iconográfico de qualidade superior. A difusão foi ampla nos Países Baixos e na Inglaterra, onde o interesse por relatos de viagem e pela cultura árabe estava em forte crescimento. O formato in-12 e o aparato ilustrativo tornaram o volume acessível a um público culto e curioso, contribuindo para consolidar o mito do Oriente como berço de genealogias antigas e misteriosas.
Bibliografia e Referências
Chadenat 1063; Brunet II, 1289; Cioranescu 38209; Barbier IV, 1157; Graesse I, 198; Wilson, Voyages du Levant, p. 212; Atabey 19; Blackmer 42.
Mais sobre o vendedor
Traduzido pelo Google TradutorO príncipe árabe conta: entre os filhos de Ismael, sob o céu do deserto
Com a descrição da Arábia, do príncipe e do geógrafo árabe Ismaël Abulfeda.
Viagem diplomática e visão exótica do mundo árabe no século XVII, com gravuras fora do texto e mapa do Monte Carmelo. No vasto silêncio das areias orientais, entre tendas movidas pelo vento e fogueiras que se apagam ao crepúsculo do deserto, um emissário do Rei Sol atravessa a Palestina para alcançar o misterioso Gran Emir, chefe dos príncipes árabes do deserto, descendentes de Ismaele, filho de Abraão. Em suas palavras, refletem-se o fascínio e a complexidade de um mundo que a Europa observa com reverência e temor, enquanto a pena de Jean de La Roque transforma o relato diplomático em uma narrativa de civilizações nômades, genealogias sagradas e geografias perdidas. Para completar essa narrativa extraordinária, contribui o príncipe e geógrafo árabe Ismaël Abulfeda, cuja descrição da Arábia fornece à obra uma base erudita e uma profundidade histórica que a tornam um dos mais notáveis documentos orientalistas do início do século XVIII.
VALOR DE MERCADO
A segunda edição holandesa, publicada em 1718 em Amsterdã pela Steenhouwer & Uytwerf, um ano após a edição parisiense, é atualmente de difícil obtenção, especialmente quando completa com todas as gravuras e o grande mapa dobrável do Monte Carmelo. Exemplares em boas condições, mesmo com defeitos na encadernação, situam-se entre 400 e 700 euros; aqueles bem conservados, com ilustrações intactas e encadernação sólida, podem ultrapassar os 800 euros em livrarias de antiguidades ou leilões especializados em viagens e descobertas. A combinação entre observação direta e reflexão geográfica árabe faz desta obra uma peça fundamental na literatura orientalista do início do século XVIII.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação contemporânea em couro integral, dorso com cinco nervuras e título gravado em placa. Encadernação com sinais de uso. Internamente, papel uniforme, com tonalidade bege e leves amarelamentos nas margens. Incisões fora do texto e mapa dobrável do Monte Carmelo. Pp. (2); 48 nn; 342; 6 nn; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Viagem na Palestina
Amsterdã, Chez Steenhouwer & Uytwerf, 1718.
Laurent d’Arvieux / Jean de La Roque.
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
O volume une dois planos narrativos: por um lado, o Voyage del Sieur d’Arvieux, diplomata e intérprete do Re Sole enviado ao Levante, por outro, a Description générale de l’Arabie de Abulfeda, geógrafo e príncipe árabe do século XIV. La Roque, curador e autor do texto final, constrói uma obra de síntese que combina a precisão etnográfica da experiência direta com a profundidade cultural da tradição islâmica.
D’Arvieux (1635–1702), enviado de Luís XIV a Tunísia e a Constantinopla, teve um papel fundamental nas relações franco-ottomanas, participando em 1672 das negociações conduzidas pelo cardeal de Nointel junto à Sublime Porta e, em 1688, na libertação de 320 franceses reduzidos à escravidão. Suas observações sobre os beduínos – por ele definidos como 'a verdadeira posteridade de Ismael' – constituem uma das descrições europeias mais antigas e autênticas das tribos nômades árabes. A parte retirada de Abulfeda amplia a perspectiva, oferecendo um quadro geográfico e político da Arábia baseado em fontes árabes e manuscritos orientais, revelando a crescente atenção do mundo francês pela cultura islâmica. As ilustrações fora do texto ilustram momentos emblemáticos da viagem: o Grande Emir em seu acampamento, a princesa esposa, as cerimônias do deserto e a vista do Monte Carmelo, ponto de encontro entre geografia sagrada e observação empírica. Juntos, texto e imagens refletem o duplo tom da obra: metade documento histórico, metade visão simbólica do Oriente como espaço de alteridade e revelação.
Autor
Jean de La Roque (1661–1745), jornalista e escritor francês, foi redator de relatórios de viagem e correspondente para diversos jornais da época. Conheceu pessoalmente Laurent d’Arvieux e publicou postumamente suas relações, ampliando-as com notas e com a adição de textos orientalistas. Laurent d’Arvieux (1635–1702), diplomata e orientalista, falava árabe, hebraico e turco, e passou vinte anos em missões no Levante. Ismaël Abulfeda (1273–1331), príncipe de Hama e geógrafo árabe, foi autor da célebre Taqwīm al-Buldān (Tavole dos países), texto de referência da geografia islâmica medieval, do qual La Roque extraiu a descrição geral da Arábia.
Histórico de impressão e circulação
A primeira edição saiu em Paris em 1717, na viúva de Estienne; esta segunda edição, impressa em Amsterdã por Steenhouwer & Uytwerf em 1718, retoma o texto com leves alterações tipográficas e um aparato iconográfico de qualidade superior. A difusão foi ampla nos Países Baixos e na Inglaterra, onde o interesse por relatos de viagem e pela cultura árabe estava em forte crescimento. O formato in-12 e o aparato ilustrativo tornaram o volume acessível a um público culto e curioso, contribuindo para consolidar o mito do Oriente como berço de genealogias antigas e misteriosas.
Bibliografia e Referências
Chadenat 1063; Brunet II, 1289; Cioranescu 38209; Barbier IV, 1157; Graesse I, 198; Wilson, Voyages du Levant, p. 212; Atabey 19; Blackmer 42.
