Stendhal - Rome Naples et Florence - 1826





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Descrição fornecida pelo vendedor
Edição original - O Grand Tour de Stendhal nas capitais da Itália
Segundo Cluzot, esta edição é uma 'obra totalmente nova, completamente reescrita por Stendhal e aumentada com um volume'. A segunda edição era na verdade apenas uma reedição, após algumas semanas, da edição original com uma página de rosto contendo o endereço do editor Colburn e a menção 'segunda edição'.
Roma, Nápoles e Florença na terceira edição de 1826 não é uma simples reimpressão, mas uma verdadeira reconstrução da obra. Stendhal retoma o texto de 1817 e o transforma em algo radicalmente novo, ampliando sua abrangência narrativa, política e estética. A viagem torna-se uma ferramenta crítica: a Itália observada serve para expor a Europa, seu gosto, suas hipocrisias e sua incapacidade de compreender a modernidade artística. Esta edição marca um dos momentos mais altos da escrita ensaística-narrativa de Stendhal.
VALOR DE MERCADO
À venda online por 4.176,88 US$
No mercado de antiguidades, a terceira edição parcialmente original de 1826 de Rome, Naples et Florence, completa em dois volumes e com encadernação contemporânea, geralmente se situa numa faixa entre 2.900 e 3.700 euros, com oscilações relacionadas ao estado de conservação das páginas, à integridade das lombadas e à presença de proveniências históricas documentadas, como no caso de exemplares provenientes de cabinets littéraires oitocentistas.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Dois volumes. Encadernação coeva com lombadas em couro, títulos e iniciais A. A. impressos a ouro; sinais de uso. Marca tipográfica nos frontispícios, ex libris e timbrretto de posse. Algumas manchas, amarelamentos fisiológicos homogêneos. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição. Pp. (2); 4nn, 304; (2). (2); 4nn; 348; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Roma, Nápoles e Florença.
Paris, Delaunay, 1826.
M. de Stendhal.
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
Segundo Cluzot, esta edição é uma "obra totalmente nova, completamente reescrita por Stendhal e ampliada com um volume adicional". A segunda edição era, na realidade, apenas uma reedição, após algumas semanas, da edição original com uma página de rosto contendo o endereço do editor Colburn e a menção "segunda edição". O julgamento capta perfeitamente a natureza do livro: Stendhal não se limita a revisar o texto, mas o reescreve, enriquecendo-o com novos anedotas ou desenvolvendo aquelas apenas sugeridas na primeira edição, como os episódios sobre Catalani e Gina. A essa reelaboração soma-se a célebre Vida de Rossini, que, apesar do título, não é uma biografia no sentido tradicional, mas uma obra polêmica e profundamente original. Através de Rossini, Stendhal realiza uma análise crítica da Itália pós-napoleônica e do público parisiense, acusado de não compreender a modernidade do compositor. A música de Rossini, definida como "eminente romantismo", torna-se assim o ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre a arte, o gosto e a sociedade contemporânea.
Biografia do Autor
Stendhal, pseudônimo de Henri Beyle, nasceu em Grenoble em 1783 e morreu em Paris em 1842. Escritor, crítico e diplomata, foi uma das figuras centrais da literatura europeia do século XIX. Profundamente ligado à Itália, que considerava uma pátria espiritual, desenvolveu uma escrita baseada na análise psicológica, na ironia e na observação implacável dos mecanismos sociais e políticos. Roma, Nápoles e Florença ocupam um lugar essencial em sua obra, numa mistura de diário de viagem, ensaio político e reflexão estética.
Histórico de impressão e circulação
A primeira edição apareceu em 1817, mas esta terceira edição original é na verdade uma obra inteiramente nova, completamente reescrita por Stendhal e enriquecida por um volume suplementar (cfr. Clouzot).
A segunda edição não passou de uma simples revenda, após algumas semanas, da edição original, com uma página de título de relais contendo o endereço do editor Colburn e a indicação 'segunda edição'. Esta 'terceira edição' constitui, portanto, a verdadeira segunda edição original, muito mais completa do que a primeira.
Esta edição foi a responsável por consolidar a obra em sua forma mais ambiciosa e complexa. Publicada por Simon César Delaunay, esta edição testemunha o contínuo processo de reescrita ao qual Stendhal submetia seus textos, adaptando-os à evolução de seu pensamento. A circulação foi significativa nos ambientes liberais e intelectuais franceses, contribuindo para o sucesso crítico da obra ao longo do século XIX.
Bibliografia e Referências
Cluzot, Stendhal, Roma, Nápoles e Florença, nota bibliográfica.
BnF, Catalogue général, Stendhal.
WorldCat, edições oitocentistas de Roma, Nápoles e Florença.
Del Litto, Victor, Stendhal e a Itália.
Mais sobre o vendedor
Traduzido pelo Google TradutorEdição original - O Grand Tour de Stendhal nas capitais da Itália
Segundo Cluzot, esta edição é uma 'obra totalmente nova, completamente reescrita por Stendhal e aumentada com um volume'. A segunda edição era na verdade apenas uma reedição, após algumas semanas, da edição original com uma página de rosto contendo o endereço do editor Colburn e a menção 'segunda edição'.
Roma, Nápoles e Florença na terceira edição de 1826 não é uma simples reimpressão, mas uma verdadeira reconstrução da obra. Stendhal retoma o texto de 1817 e o transforma em algo radicalmente novo, ampliando sua abrangência narrativa, política e estética. A viagem torna-se uma ferramenta crítica: a Itália observada serve para expor a Europa, seu gosto, suas hipocrisias e sua incapacidade de compreender a modernidade artística. Esta edição marca um dos momentos mais altos da escrita ensaística-narrativa de Stendhal.
VALOR DE MERCADO
À venda online por 4.176,88 US$
No mercado de antiguidades, a terceira edição parcialmente original de 1826 de Rome, Naples et Florence, completa em dois volumes e com encadernação contemporânea, geralmente se situa numa faixa entre 2.900 e 3.700 euros, com oscilações relacionadas ao estado de conservação das páginas, à integridade das lombadas e à presença de proveniências históricas documentadas, como no caso de exemplares provenientes de cabinets littéraires oitocentistas.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Dois volumes. Encadernação coeva com lombadas em couro, títulos e iniciais A. A. impressos a ouro; sinais de uso. Marca tipográfica nos frontispícios, ex libris e timbrretto de posse. Algumas manchas, amarelamentos fisiológicos homogêneos. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição. Pp. (2); 4nn, 304; (2). (2); 4nn; 348; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Roma, Nápoles e Florença.
Paris, Delaunay, 1826.
M. de Stendhal.
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
Segundo Cluzot, esta edição é uma "obra totalmente nova, completamente reescrita por Stendhal e ampliada com um volume adicional". A segunda edição era, na realidade, apenas uma reedição, após algumas semanas, da edição original com uma página de rosto contendo o endereço do editor Colburn e a menção "segunda edição". O julgamento capta perfeitamente a natureza do livro: Stendhal não se limita a revisar o texto, mas o reescreve, enriquecendo-o com novos anedotas ou desenvolvendo aquelas apenas sugeridas na primeira edição, como os episódios sobre Catalani e Gina. A essa reelaboração soma-se a célebre Vida de Rossini, que, apesar do título, não é uma biografia no sentido tradicional, mas uma obra polêmica e profundamente original. Através de Rossini, Stendhal realiza uma análise crítica da Itália pós-napoleônica e do público parisiense, acusado de não compreender a modernidade do compositor. A música de Rossini, definida como "eminente romantismo", torna-se assim o ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre a arte, o gosto e a sociedade contemporânea.
Biografia do Autor
Stendhal, pseudônimo de Henri Beyle, nasceu em Grenoble em 1783 e morreu em Paris em 1842. Escritor, crítico e diplomata, foi uma das figuras centrais da literatura europeia do século XIX. Profundamente ligado à Itália, que considerava uma pátria espiritual, desenvolveu uma escrita baseada na análise psicológica, na ironia e na observação implacável dos mecanismos sociais e políticos. Roma, Nápoles e Florença ocupam um lugar essencial em sua obra, numa mistura de diário de viagem, ensaio político e reflexão estética.
Histórico de impressão e circulação
A primeira edição apareceu em 1817, mas esta terceira edição original é na verdade uma obra inteiramente nova, completamente reescrita por Stendhal e enriquecida por um volume suplementar (cfr. Clouzot).
A segunda edição não passou de uma simples revenda, após algumas semanas, da edição original, com uma página de título de relais contendo o endereço do editor Colburn e a indicação 'segunda edição'. Esta 'terceira edição' constitui, portanto, a verdadeira segunda edição original, muito mais completa do que a primeira.
Esta edição foi a responsável por consolidar a obra em sua forma mais ambiciosa e complexa. Publicada por Simon César Delaunay, esta edição testemunha o contínuo processo de reescrita ao qual Stendhal submetia seus textos, adaptando-os à evolução de seu pensamento. A circulação foi significativa nos ambientes liberais e intelectuais franceses, contribuindo para o sucesso crítico da obra ao longo do século XIX.
Bibliografia e Referências
Cluzot, Stendhal, Roma, Nápoles e Florença, nota bibliográfica.
BnF, Catalogue général, Stendhal.
WorldCat, edições oitocentistas de Roma, Nápoles e Florença.
Del Litto, Victor, Stendhal e a Itália.
