Mario Schifano (1934-1998) - "Il Gusto"

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Mario Schifano, Il Gusto, litografia de edição limitada assinada à mão (reprodução offset em cinco cores) da obra original de 1974, 29 × 23 cm, em excelente estado.

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Descrição fornecida pelo vendedor

Mario Schifano, O gosto. Reprodução litográfica (5 cores offset) da obra original de Mario Schifano "Il Gusto" expressamente realizada para Bolaffiarte. 5000 exemplares numerados trazem a assinatura autógrafa do Artista (nosso exemplar n.º 792). Selo seco Bolaffi. Em ótimo estado. Raro de se encontrar associado à revista e ainda conservado dentro da cartolina oficial com que foi enviado em 1974. Sem preço de reserva!

Mario Schifano (Homs, 20 de setembro de 1934 – Roma, 26 de janeiro de 1998) foi um pintor e cineasta italiano.

Ao lado de Franco Angeli e Tano Festa, representou um ponto fundamental da Pop art italiana e europeia. Perfectamente inserido no panorama cultural internacional dos anos sessenta, era considerado um artista prolífico, exuberante e amante da vida social. O hábito de drogas que durou toda a sua vida lhe valeu o rótulo de artista amaldiçoado.[1]

Apaixonado estudioso de novas técnicas pictóricas, foi um dos primeiros a usar o computador para criar obras e conseguiu processar imagens do computador e transferi-las para telas em emulsão (as "telas computadorizadas").[2] A prolificidade do autor e a aparente simplicidade de suas obras levaram à difusão de um grande número de falsificações, sobretudo após seu falecimento.

Mario Schifano nasceu na Líbia italiana, onde o pai de origem siciliana, era funcionário do Ministério da Educação Pública e colaborador de Renato Bartoccini.[3] Após o fim da guerra voltou para Roma onde, devido à sua personalidade inquieta, deixou a escola cedo, trabalhando inicialmente como atendente, para depois seguir os passos do pai que trabalhava no museu etrusco de Villa Giulia como arqueólogo e restaurador. Graças a essa experiência aproximou-se da arte executando, em um primeiro período, obras que sofriam a influência da Arte Informal. Sua primeira mostra individual foi na Galeria Appia Antica de Roma em 1959.[4]

No fim dos anos cinquenta participou do movimento artístico Scuola di Piazza del Popolo junto com artistas como Francesco Lo Savio, Mimmo Rotella, Giuseppe Uncini, Giosetta Fioroni, Tano Festa e Franco Angeli. O grupo reunia-se no Caffè Rosati, bar romano então frequentado entre outros por Pier Paolo Pasolini, Alberto Moravia e Federico Fellini e situado na Praça do Popolo, de onde tiraram o nome. Em 1960 as obras do grupo foram expostas, em uma mostra coletiva, na Galeria La Salita.[5]

1961-1970: Arte, Cinema e as Estrelas
Em 1961 recebe o Prêmio Lissone para a seção "Jovem pintura internacional" e uma exposição individual na Galeria La Tartaruga de Plínio De Martiis em Roma.

Entrementes, no Caffè Rosati conheceu entre outros a sua futura amante Anita Pallenberg, com quem fez sua primeira viagem a Nova York em 1962, onde entrou em contato com Andy Warhol e Gerard Malanga frequentando a Factory e as noites do New American Cinema Group. Nesse período participou da mostra New Realists na Sidney Janis Gallery, uma coletiva que incluía grande parte dos jovens artistas da Pop art e do Nouveau Réalisme, entre eles Andy Warhol e Roy Lichtenstein.[1] Teve então oportunidade de participar da vida boêmia nova-iorquina que o levou às primeiras experimentações com LSD.[6]

Ao retornar de Nova York, após participar de exposições em Roma, Paris e Milão, participou em 1964 da XXXII Exposição Internacional de Arte de Veneza.[5] Nesse período, suas telas definidas como "paisagens Anêmicas", nas quais é a memória a evocar a representação da natureza com pequenos detalhes ou escritos alusivos e aparecem em embrião as revisitações da história da arte que o levaram mais tarde às famosas obras pictóricas sobre o futurismo.[4] São do mesmo ano seus primeiros filmes em 16 mm Round Trip e Reflex, que o inserem, como figura central do cinema experimental italiano, à margem daquele movimento que logo conduziria à experiência da Cooperativa Cinema Independente, à qual não aderiu jamais abertamente.[5] Em Roma conheceu e frequentou Marco Ferreri e Giuseppe Ungaretti ao qual, já octogenário, ofereceu uma noite no Peyote.[6] Mas uma das relações desse período que mais o influenciaram foi a com Ettore Rosboch, com quem firmou uma profunda amizade, baseada na paixão comum pela música. Naquela época, também graças às constantes viagens a Londres, os dois fizeram amizade com os Rolling Stones, aos quais apresentaram Anita Pallenberg que em 1965 iniciou relacionamento com Brian Jones, para depois tornar-se, anos depois, companheira de Keith Richards.[6] Em 1965 participa da Bienal de San Marino e da Bienal de São Paulo do Brasil e realiza seu ciclo de trabalhos intitulado Eu sou infantil, despertando interesse entre outros de Maurizio Calvesi, Maurizio Fagiolo dell'Arco e Goffredo Parise.[4]

Em 1966-67, também graças à colaboração de Ettore Rosboch forma a banda Le Stelle di Mario Schifano, iniciando assim uma estreita colaboração com os músicos Giandomenico Crescentini, ex-baixista dos New Dada, o guitarrista romano Urbano Orlandi, o tecladista Nello Marini e o baterista alessandrino Sergio Cerra, dos quais gerencia a orientação musical e a direção dos concertos transformando-os, por um par de anos, em um dos mais altos exemplos de música psicodélica italiana e internacional.[7] Mario Schifano deixou o grupo ao próprio grupo após o evento romano Grande angolo, sogni e stelle ocorrido em 28 de dezembro no Piper Club,[8] dedicando-se de forma mais ativa à sua atividade cinematográfica e artística, e deixando-se também envolver num relacionamento temporário com Marianne Faithfull, muito discutido na imprensa escandalosa inglesa.[6][9] O aparato visual da noite Grande angolo, sogni e stelle previa ainda a projeção sobre os músicos, por meio de quatro projetores, de imagens sobre o Vietnã, imagens da natureza e do longa Anna Carini visto em agosto pelas mariposas[6] previamente apresentado no Studio Marconi.[4]

Em 1967 realiza as sequências de títulos de cabeça e de cauda para o filme L'harem de Marco Ferreri. Foi justamente graças ao interesse de Ferreri em seu trabalho que no ano seguinte conseguiu produzir sua Trilogia para um Massacre, composta pelos três longas Satellite (1968), Umano non umano (1969), com a colaboração de Adriano Aprà, Carmelo Bene, Mick Jagger, Alberto Moravia, Sandro Penna, Rada Rassimov e Keith Richards e Trapianto, consunção, morte de Franco Brocani (1969).[5]

Em 1968 desenha a capa de Stereoequipe dos Equipe 84. Em 1969 o apartamento situado na Piazza in Piscinula em Roma, que então pertencia a Schifano, foi usado por Ferreri como cenário do filme Dillinger è morto, cujas paredes ostentam alguns quadros do artista.[10][11] Em 1969 os Rolling Stones dedicam a Mario Schifano a música Monkey Man.[6]

Anos setenta e oitenta
Em 1971 alguns de seus quadros são incluídos por Achille Bonito Oliva na mostra Vitalità nel negativo nell'arte italiana 1960/70.[4] Além disso, sua amizade com o presidente da Bienal de Monza, Oscar Cugola, o levou a estar muito próximo aos ambientes televisivos. Muitos de seus trabalhos, os chamados "monocromos", apresentam apenas uma ou duas cores, aplicadas em papel de embalagem colado na tela. A influência de Jasper Johns se manifestava no emprego de números ou letras isoladas do alfabeto, mas no modo de pintar de Schifano podem ser rastreadas semelhanças com o trabalho de Robert Rauschenberg. Em uma tela de 1960 lê-se a palavra "no" pintada com gotejamentos de cor em letras maiúsculas grandes, como em um graffiti mural.

A influência da Pop art é notável em toda a produção artística de Mario Schifano, fascinado por novas tecnologias, pela publicidade, pela música, pela fotografia e pela experimentação. Em particular, as obras mais próximas da pop art do artista são as dos anos oitenta. Entre as obras mais importantes desse período destacam-se as Propagandas, série dedicadas a marcas publicitárias (Coca-Cola e Esso) nas quais há um claro exemplo de veiculação de imagens de uso comum e facilmente reconhecíveis, citadas de diversas maneiras ou detalhes das próprias, às bicicletas, às flores e à natureza em geral (entre as séries mais famosas encontram-se os Paisagens anêmicas, as Vistas interrompidas, a Árvore da Vida, extintos e os Campos de trigo). São certamente de incluir entre as obras mais reconhecíveis e importantes as telas emulsificadas, filhas de seus contínuos cliques fotográficos que acompanham toda a sua vida, suportes nos quais são reproduzidas imagens televisivas de consumo cotidiano, múltiplas e em fluxo contínuo com leves intervenções pictóricas. Existem em sua produção também telas onde por meio de técnica de serigrafia são reproduzidas imagens entre as mais importantes por ele realizadas (Esso, Companheiros companheiros, Paisagens), as quais, contudo, não devem ser entendidas propriamente como "serigrafias", mas como obras únicas realizadas com a referida técnica. Schifano naqueles anos quase abandonou a pintura como técnica, pois ele mesmo afirmava que esta estivesse morta e tornada obsoleta em relação ao uso de técnicas diferentes (por exemplo as emulsões ou justamente as serigrafias). Na prática não a abandonará nunca, ainda que a realidade pictórica daqueles anos o sugerisse, permitindo-lhe, em qualquer caso, tornar-se precursor sempre curioso do uso da tecnologia para a produção artística. Por afinidade com as tendências culturais acima, nos anos oitenta entrou em contato com o grupo de criativos (ilustradores, escritores, quadrinistas, repórteres) da revista Frigidaire (Stefano Tamburini, Vincenzo Sparagna, Andrea Pazienza, Tanino Liberatore, Massimo Mattioli, Filippo Scozzari).

Em 1984 realiza o Ciclo da natureza, composto por dez grandes telas doadas ao Museu de Arte Contemporânea de Gibellina, na província de Trapani.

Anos noventa
O último período de produção é particularmente marcado pelos médias e pela multimídia, interrompido apenas por alguns ciclos mais estritamente pictóricos[12]. Em 27 de março de 1997 o artista, que nos anos oitenta havia recebido condenações por posse de substâncias entorpecentes, obteve da Corte de Apelação Penal de Roma a completa reintegração judicial, pois "a droga era apenas para uso pessoal" graças à defesa de seu advogado Attilio Maccarrone.[13] Morreu aos 63 anos, enquanto se encontrava no centro de reanimação do hospital Santo Spirito de Roma, devido a um ataque cardíaco.[14]

Herdade
O Centro de Estudos e Arquivo da Comunicação de Parma conserva dois fundos dedicados a Mario Schifano. O primeiro[16] destes compreende 13 obras em tela. O segundo[17] é composto por 132 polaroids e 244 fotografias em preto e branco sobre papel tom de prata, realizadas nos Estados Unidos durante a concepção do filme Human Lab, além de uma série de 47 fotografias em preto e branco de autores diversos (em sua maioria anônimos): retratos de Mario Schifano trabalhando, em casa, na companhia de outros artistas ou intelectuais. Ambos os fundos são públicos e inteiramente consultáveis.

Em 2008, na ocasião do décimo aniversário da morte de Schifano, o CSAC organiza America Anêmica, uma mostra de toda a doação do autor curada por Arturo Carlo Quintavalle.

Mario Schifano, O gosto. Reprodução litográfica (5 cores offset) da obra original de Mario Schifano "Il Gusto" expressamente realizada para Bolaffiarte. 5000 exemplares numerados trazem a assinatura autógrafa do Artista (nosso exemplar n.º 792). Selo seco Bolaffi. Em ótimo estado. Raro de se encontrar associado à revista e ainda conservado dentro da cartolina oficial com que foi enviado em 1974. Sem preço de reserva!

Mario Schifano (Homs, 20 de setembro de 1934 – Roma, 26 de janeiro de 1998) foi um pintor e cineasta italiano.

Ao lado de Franco Angeli e Tano Festa, representou um ponto fundamental da Pop art italiana e europeia. Perfectamente inserido no panorama cultural internacional dos anos sessenta, era considerado um artista prolífico, exuberante e amante da vida social. O hábito de drogas que durou toda a sua vida lhe valeu o rótulo de artista amaldiçoado.[1]

Apaixonado estudioso de novas técnicas pictóricas, foi um dos primeiros a usar o computador para criar obras e conseguiu processar imagens do computador e transferi-las para telas em emulsão (as "telas computadorizadas").[2] A prolificidade do autor e a aparente simplicidade de suas obras levaram à difusão de um grande número de falsificações, sobretudo após seu falecimento.

Mario Schifano nasceu na Líbia italiana, onde o pai de origem siciliana, era funcionário do Ministério da Educação Pública e colaborador de Renato Bartoccini.[3] Após o fim da guerra voltou para Roma onde, devido à sua personalidade inquieta, deixou a escola cedo, trabalhando inicialmente como atendente, para depois seguir os passos do pai que trabalhava no museu etrusco de Villa Giulia como arqueólogo e restaurador. Graças a essa experiência aproximou-se da arte executando, em um primeiro período, obras que sofriam a influência da Arte Informal. Sua primeira mostra individual foi na Galeria Appia Antica de Roma em 1959.[4]

No fim dos anos cinquenta participou do movimento artístico Scuola di Piazza del Popolo junto com artistas como Francesco Lo Savio, Mimmo Rotella, Giuseppe Uncini, Giosetta Fioroni, Tano Festa e Franco Angeli. O grupo reunia-se no Caffè Rosati, bar romano então frequentado entre outros por Pier Paolo Pasolini, Alberto Moravia e Federico Fellini e situado na Praça do Popolo, de onde tiraram o nome. Em 1960 as obras do grupo foram expostas, em uma mostra coletiva, na Galeria La Salita.[5]

1961-1970: Arte, Cinema e as Estrelas
Em 1961 recebe o Prêmio Lissone para a seção "Jovem pintura internacional" e uma exposição individual na Galeria La Tartaruga de Plínio De Martiis em Roma.

Entrementes, no Caffè Rosati conheceu entre outros a sua futura amante Anita Pallenberg, com quem fez sua primeira viagem a Nova York em 1962, onde entrou em contato com Andy Warhol e Gerard Malanga frequentando a Factory e as noites do New American Cinema Group. Nesse período participou da mostra New Realists na Sidney Janis Gallery, uma coletiva que incluía grande parte dos jovens artistas da Pop art e do Nouveau Réalisme, entre eles Andy Warhol e Roy Lichtenstein.[1] Teve então oportunidade de participar da vida boêmia nova-iorquina que o levou às primeiras experimentações com LSD.[6]

Ao retornar de Nova York, após participar de exposições em Roma, Paris e Milão, participou em 1964 da XXXII Exposição Internacional de Arte de Veneza.[5] Nesse período, suas telas definidas como "paisagens Anêmicas", nas quais é a memória a evocar a representação da natureza com pequenos detalhes ou escritos alusivos e aparecem em embrião as revisitações da história da arte que o levaram mais tarde às famosas obras pictóricas sobre o futurismo.[4] São do mesmo ano seus primeiros filmes em 16 mm Round Trip e Reflex, que o inserem, como figura central do cinema experimental italiano, à margem daquele movimento que logo conduziria à experiência da Cooperativa Cinema Independente, à qual não aderiu jamais abertamente.[5] Em Roma conheceu e frequentou Marco Ferreri e Giuseppe Ungaretti ao qual, já octogenário, ofereceu uma noite no Peyote.[6] Mas uma das relações desse período que mais o influenciaram foi a com Ettore Rosboch, com quem firmou uma profunda amizade, baseada na paixão comum pela música. Naquela época, também graças às constantes viagens a Londres, os dois fizeram amizade com os Rolling Stones, aos quais apresentaram Anita Pallenberg que em 1965 iniciou relacionamento com Brian Jones, para depois tornar-se, anos depois, companheira de Keith Richards.[6] Em 1965 participa da Bienal de San Marino e da Bienal de São Paulo do Brasil e realiza seu ciclo de trabalhos intitulado Eu sou infantil, despertando interesse entre outros de Maurizio Calvesi, Maurizio Fagiolo dell'Arco e Goffredo Parise.[4]

Em 1966-67, também graças à colaboração de Ettore Rosboch forma a banda Le Stelle di Mario Schifano, iniciando assim uma estreita colaboração com os músicos Giandomenico Crescentini, ex-baixista dos New Dada, o guitarrista romano Urbano Orlandi, o tecladista Nello Marini e o baterista alessandrino Sergio Cerra, dos quais gerencia a orientação musical e a direção dos concertos transformando-os, por um par de anos, em um dos mais altos exemplos de música psicodélica italiana e internacional.[7] Mario Schifano deixou o grupo ao próprio grupo após o evento romano Grande angolo, sogni e stelle ocorrido em 28 de dezembro no Piper Club,[8] dedicando-se de forma mais ativa à sua atividade cinematográfica e artística, e deixando-se também envolver num relacionamento temporário com Marianne Faithfull, muito discutido na imprensa escandalosa inglesa.[6][9] O aparato visual da noite Grande angolo, sogni e stelle previa ainda a projeção sobre os músicos, por meio de quatro projetores, de imagens sobre o Vietnã, imagens da natureza e do longa Anna Carini visto em agosto pelas mariposas[6] previamente apresentado no Studio Marconi.[4]

Em 1967 realiza as sequências de títulos de cabeça e de cauda para o filme L'harem de Marco Ferreri. Foi justamente graças ao interesse de Ferreri em seu trabalho que no ano seguinte conseguiu produzir sua Trilogia para um Massacre, composta pelos três longas Satellite (1968), Umano non umano (1969), com a colaboração de Adriano Aprà, Carmelo Bene, Mick Jagger, Alberto Moravia, Sandro Penna, Rada Rassimov e Keith Richards e Trapianto, consunção, morte de Franco Brocani (1969).[5]

Em 1968 desenha a capa de Stereoequipe dos Equipe 84. Em 1969 o apartamento situado na Piazza in Piscinula em Roma, que então pertencia a Schifano, foi usado por Ferreri como cenário do filme Dillinger è morto, cujas paredes ostentam alguns quadros do artista.[10][11] Em 1969 os Rolling Stones dedicam a Mario Schifano a música Monkey Man.[6]

Anos setenta e oitenta
Em 1971 alguns de seus quadros são incluídos por Achille Bonito Oliva na mostra Vitalità nel negativo nell'arte italiana 1960/70.[4] Além disso, sua amizade com o presidente da Bienal de Monza, Oscar Cugola, o levou a estar muito próximo aos ambientes televisivos. Muitos de seus trabalhos, os chamados "monocromos", apresentam apenas uma ou duas cores, aplicadas em papel de embalagem colado na tela. A influência de Jasper Johns se manifestava no emprego de números ou letras isoladas do alfabeto, mas no modo de pintar de Schifano podem ser rastreadas semelhanças com o trabalho de Robert Rauschenberg. Em uma tela de 1960 lê-se a palavra "no" pintada com gotejamentos de cor em letras maiúsculas grandes, como em um graffiti mural.

A influência da Pop art é notável em toda a produção artística de Mario Schifano, fascinado por novas tecnologias, pela publicidade, pela música, pela fotografia e pela experimentação. Em particular, as obras mais próximas da pop art do artista são as dos anos oitenta. Entre as obras mais importantes desse período destacam-se as Propagandas, série dedicadas a marcas publicitárias (Coca-Cola e Esso) nas quais há um claro exemplo de veiculação de imagens de uso comum e facilmente reconhecíveis, citadas de diversas maneiras ou detalhes das próprias, às bicicletas, às flores e à natureza em geral (entre as séries mais famosas encontram-se os Paisagens anêmicas, as Vistas interrompidas, a Árvore da Vida, extintos e os Campos de trigo). São certamente de incluir entre as obras mais reconhecíveis e importantes as telas emulsificadas, filhas de seus contínuos cliques fotográficos que acompanham toda a sua vida, suportes nos quais são reproduzidas imagens televisivas de consumo cotidiano, múltiplas e em fluxo contínuo com leves intervenções pictóricas. Existem em sua produção também telas onde por meio de técnica de serigrafia são reproduzidas imagens entre as mais importantes por ele realizadas (Esso, Companheiros companheiros, Paisagens), as quais, contudo, não devem ser entendidas propriamente como "serigrafias", mas como obras únicas realizadas com a referida técnica. Schifano naqueles anos quase abandonou a pintura como técnica, pois ele mesmo afirmava que esta estivesse morta e tornada obsoleta em relação ao uso de técnicas diferentes (por exemplo as emulsões ou justamente as serigrafias). Na prática não a abandonará nunca, ainda que a realidade pictórica daqueles anos o sugerisse, permitindo-lhe, em qualquer caso, tornar-se precursor sempre curioso do uso da tecnologia para a produção artística. Por afinidade com as tendências culturais acima, nos anos oitenta entrou em contato com o grupo de criativos (ilustradores, escritores, quadrinistas, repórteres) da revista Frigidaire (Stefano Tamburini, Vincenzo Sparagna, Andrea Pazienza, Tanino Liberatore, Massimo Mattioli, Filippo Scozzari).

Em 1984 realiza o Ciclo da natureza, composto por dez grandes telas doadas ao Museu de Arte Contemporânea de Gibellina, na província de Trapani.

Anos noventa
O último período de produção é particularmente marcado pelos médias e pela multimídia, interrompido apenas por alguns ciclos mais estritamente pictóricos[12]. Em 27 de março de 1997 o artista, que nos anos oitenta havia recebido condenações por posse de substâncias entorpecentes, obteve da Corte de Apelação Penal de Roma a completa reintegração judicial, pois "a droga era apenas para uso pessoal" graças à defesa de seu advogado Attilio Maccarrone.[13] Morreu aos 63 anos, enquanto se encontrava no centro de reanimação do hospital Santo Spirito de Roma, devido a um ataque cardíaco.[14]

Herdade
O Centro de Estudos e Arquivo da Comunicação de Parma conserva dois fundos dedicados a Mario Schifano. O primeiro[16] destes compreende 13 obras em tela. O segundo[17] é composto por 132 polaroids e 244 fotografias em preto e branco sobre papel tom de prata, realizadas nos Estados Unidos durante a concepção do filme Human Lab, além de uma série de 47 fotografias em preto e branco de autores diversos (em sua maioria anônimos): retratos de Mario Schifano trabalhando, em casa, na companhia de outros artistas ou intelectuais. Ambos os fundos são públicos e inteiramente consultáveis.

Em 2008, na ocasião do décimo aniversário da morte de Schifano, o CSAC organiza America Anêmica, uma mostra de toda a doação do autor curada por Arturo Carlo Quintavalle.

Dados

Artista
Mario Schifano (1934-1998)
Vendido por
Proprietário ou revendedor
Edição
Edição limitada
Título da obra de arte
"Il Gusto"
Técnica
Litografia
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Itália
Ano
1974
Estado
Excelente estado
Altura
29 cm
Largura
23 cm
Estilo
Pop art
Período
1970-1980
Vendido com moldura
Não
Vendido por
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