Ninni Pagano (1969) - Classic identity

03
dias
21
horas
50
minutos
00
segundos
Licitação atual
€ 2
Sem preço de reserva
Maurizio Buquicchio
Especialista
Selecionado por Maurizio Buquicchio

Possui mestrado em Cinema e Artes Visuais; curador, escritor e pesquisador experiente.

Estimativa da galeria  € 2.500 - € 3.000
12 outras pessoas estão de olho neste objeto
DE
€2
FR
€1

Proteção do comprador da Catawiki

O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes

Trustpilot 4.4 | 134364 avaliações

Classificada como Excelente na Trustpilot.

Pintura a óleo Classic Identity de Ninni Pagano (2026), assinado à mão, edição original, retrato, 56 × 47 cm, Itália.

Resumo assistido por IA

Descrição fornecida pelo vendedor

Biografia de Ninni Pagano

Nascido em Catania em 1969, Ninni Pagano inicialmente segue estudos de natureza científica, um background que influenciará a precisão e a estrutura de suas futuras obras. Sua aproximação ao mundo da arte acontece através da frequência ao estúdio do mestre Antonio Sciacca, com quem comparte uma visão de arte como ponte entre épocas diferentes.

A Poetica: "A Câmara das Maravilhas"
A pesquisa de Pagano está intimamente ligada ao conceito de Wunderkammer (Câmara das Maravilhas). Suas obras são frequentemente concebidas como espaços mentais onde se fundem:

Classicismo e Pop: Elementos da estatua greco-romana e renascentista são reinterpretados com cores compactas e simbolismos contemporâneos.

Alquimia e Filosofia: O artista investiga o enigma da existência através de figuras oníricas (como suas célebres "Mulheres Cisne") e referências herméticas.

A Matéria: Utiliza pós misturadas para obter uma compacidade cromática que confere às telas uma dimensão quase escultórica.

Trágesi e Reconhecimento:
Apesar de sua carreira expositiva ter decolado plenamente por volta de 2011, ele atingiu rapidamente marcos de relevância internacional:
Bienal de Veneza: Exibiu na 56ª edição (2015) dentro da mostra "Grazie Italia" no Pavilhão de Guatemala.
Trienal de Roma: Participação na Exposição Trienal de Artes Visuais em 2014.
Publicações: Seu trabalho está incluído no Catálogo de Arte Moderna (CAM) da Mondadori e no Atlas da Arte Contemporânea De Agostini.

Presença Internacional: Suas obras foram expostas em locais de prestígio como o Museu Altes Dampfbad de Baden-Baden, na Alemanha, e no Art Market de Budapeste.
Além de pintor e escultor, Pagano é um conhecedor da arte antiquária. Essa paixão se reflete na maneira como ele "recupera" o passado, não para copiá-lo, mas para transformá-lo em uma linguagem grotesca e fascinante que aborda as contradições do homem moderno.

A obra se apresenta como um palimesto visual onde o passado ancestral e o presente consumista se sobrepõem até se confundirem. No centro da composição domina a imponente figura de uma mulher de pescoço longo (tradição Kayan), retratada de perfil, cuja dignidade milenar é literalmente "vestida" pelos símbolos da cultura de massa ocidental.

1. O Contraste Visual e Material

A assinatura estilística de Pagano emerge no contraste entre a maciez da carne e a rigidez dos objetos:

Anéis e a Marca: Os anéis de latão, símbolo de pertencimento e de beleza tradicional, criam um paralelo visual com as curvas do logo Coca-Cola que invade o fundo. Ambos são "marcas": uma de identidade cultural, a outra de mercado.

Acessórios Anacrônicos: O boné vermelho com aba e a maça de golfe carregada ao ombro atuam como elementos de perturbação (ou détournement). Transformam a figura de guardião de uma tradição em uma espécie de " manequim" da globalização.

2. Simbolismo do Título
O título "Classic Identity" joga com a ambiguidade do termo "Classic":

Por um lado, evoca o "Coca-Cola Classic", sugerindo que até as culturas mais remotas se tornaram hoje um produto de consumo, uma marca atraente aos olhos do Ocidente.
Por outro, interroga o espectador sobre o que define hoje uma identidade "clássica": ainda está ligada às raízes ou é definida pelos objetos que possuímos e pelas marcas que exibimos?

3. Atmosfera e Cor
A atmosfera é quente, quase crepuscular, envelhecida pelo tempo, dominada por tons ocre, vermelhos e pretos. Essa escolha cromática confere à obra uma aura quase sagrada, que conflita intencionalmente com a banalidade dos objetos representados (lata, golfe). A luz parece emanar da pele da mulher, tornando-a o único elemento "vivo" em um mundo de logos e grafismos publicitários.

Síntese crítica:
Nesta tela, Ninni Pagano não se limita a uma crítica banal ao consumismo. Ele encena uma fusão irreversível. A mulher não parece vítima, mas protagonista de um novo mundo híbrido, onde a maça de golfe substitui instrumentos rituais e o logotipo se torna o cenário natural da existência moderna. É um retrato da "Tradição 2.0", belíssimo e inquietante ao mesmo tempo.

Instagram:@ninnipagano

Biografia de Ninni Pagano

Nascido em Catania em 1969, Ninni Pagano inicialmente segue estudos de natureza científica, um background que influenciará a precisão e a estrutura de suas futuras obras. Sua aproximação ao mundo da arte acontece através da frequência ao estúdio do mestre Antonio Sciacca, com quem comparte uma visão de arte como ponte entre épocas diferentes.

A Poetica: "A Câmara das Maravilhas"
A pesquisa de Pagano está intimamente ligada ao conceito de Wunderkammer (Câmara das Maravilhas). Suas obras são frequentemente concebidas como espaços mentais onde se fundem:

Classicismo e Pop: Elementos da estatua greco-romana e renascentista são reinterpretados com cores compactas e simbolismos contemporâneos.

Alquimia e Filosofia: O artista investiga o enigma da existência através de figuras oníricas (como suas célebres "Mulheres Cisne") e referências herméticas.

A Matéria: Utiliza pós misturadas para obter uma compacidade cromática que confere às telas uma dimensão quase escultórica.

Trágesi e Reconhecimento:
Apesar de sua carreira expositiva ter decolado plenamente por volta de 2011, ele atingiu rapidamente marcos de relevância internacional:
Bienal de Veneza: Exibiu na 56ª edição (2015) dentro da mostra "Grazie Italia" no Pavilhão de Guatemala.
Trienal de Roma: Participação na Exposição Trienal de Artes Visuais em 2014.
Publicações: Seu trabalho está incluído no Catálogo de Arte Moderna (CAM) da Mondadori e no Atlas da Arte Contemporânea De Agostini.

Presença Internacional: Suas obras foram expostas em locais de prestígio como o Museu Altes Dampfbad de Baden-Baden, na Alemanha, e no Art Market de Budapeste.
Além de pintor e escultor, Pagano é um conhecedor da arte antiquária. Essa paixão se reflete na maneira como ele "recupera" o passado, não para copiá-lo, mas para transformá-lo em uma linguagem grotesca e fascinante que aborda as contradições do homem moderno.

A obra se apresenta como um palimesto visual onde o passado ancestral e o presente consumista se sobrepõem até se confundirem. No centro da composição domina a imponente figura de uma mulher de pescoço longo (tradição Kayan), retratada de perfil, cuja dignidade milenar é literalmente "vestida" pelos símbolos da cultura de massa ocidental.

1. O Contraste Visual e Material

A assinatura estilística de Pagano emerge no contraste entre a maciez da carne e a rigidez dos objetos:

Anéis e a Marca: Os anéis de latão, símbolo de pertencimento e de beleza tradicional, criam um paralelo visual com as curvas do logo Coca-Cola que invade o fundo. Ambos são "marcas": uma de identidade cultural, a outra de mercado.

Acessórios Anacrônicos: O boné vermelho com aba e a maça de golfe carregada ao ombro atuam como elementos de perturbação (ou détournement). Transformam a figura de guardião de uma tradição em uma espécie de " manequim" da globalização.

2. Simbolismo do Título
O título "Classic Identity" joga com a ambiguidade do termo "Classic":

Por um lado, evoca o "Coca-Cola Classic", sugerindo que até as culturas mais remotas se tornaram hoje um produto de consumo, uma marca atraente aos olhos do Ocidente.
Por outro, interroga o espectador sobre o que define hoje uma identidade "clássica": ainda está ligada às raízes ou é definida pelos objetos que possuímos e pelas marcas que exibimos?

3. Atmosfera e Cor
A atmosfera é quente, quase crepuscular, envelhecida pelo tempo, dominada por tons ocre, vermelhos e pretos. Essa escolha cromática confere à obra uma aura quase sagrada, que conflita intencionalmente com a banalidade dos objetos representados (lata, golfe). A luz parece emanar da pele da mulher, tornando-a o único elemento "vivo" em um mundo de logos e grafismos publicitários.

Síntese crítica:
Nesta tela, Ninni Pagano não se limita a uma crítica banal ao consumismo. Ele encena uma fusão irreversível. A mulher não parece vítima, mas protagonista de um novo mundo híbrido, onde a maça de golfe substitui instrumentos rituais e o logotipo se torna o cenário natural da existência moderna. É um retrato da "Tradição 2.0", belíssimo e inquietante ao mesmo tempo.

Instagram:@ninnipagano

Dados

Artista
Ninni Pagano (1969)
Vendido com moldura
Não
Vendido por
Vindo diretamente do artista
Edição
Original
Título da obra de arte
Classic identity
Técnica
Pintura a óleo
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Itália
Ano
2026
Estado
Excelente estado
Altura
56 cm
Largura
47 cm
Imagem/Tema
Retrato
Estilo
Simbolismo
Período
Depois de 2020
Vendido por
ItáliaVerificado
209
Objetos vendidos
100%
Privadotop

Objetos semelhantes

Para si em

Arte moderna e contemporânea