Lucio Ranucci (1925-2017) - Bistrot du Port






Mestrado em Inovação e Organização Cultural, dez anos em arte italiana contemporânea.
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Lucio Ranucci, pintura a óleo original intitulada Bistrot du Port (2002), 40 x 30 cm, em excelente estado, vendida com moldura e certificado.
Descrição fornecida pelo vendedor
Le Bistrot du Port
Lucio Ranucci (1925-2017)
Óleo/Lona 40 X 30
Estado Perfeito
Assinado e datado no alto esquerdo
Vendido em moldura sob vidro
Vendido com certificado
Proveniência Galeria Italiana
O Artista:
Lucio Ranucci, um dos representantes mais significativos do movimento artístico conhecido como cubismo realista, nasceu em 1925 em Perledo, na província de Côme. Sua infância e adolescência são marcadas por frequentes deslocamentos devido ao trabalho de seus pais, ambos médicos. Enquanto seu pai e sua irmã mais nova Silvia se deslocam entre o norte e o sul da Itália, Lucio passa oito anos em internato em Perugia. O ano de 1933 traz um ponto de virada dramático em sua vida quando o pai, Bernardino, falece. Sua mãe decide mudar-se para Milão com a irmã Silvia, deixando Lucio no internato de Perugia. A experiência da separação e da solidão influenciará profundamente sua trajetória artística, inspirando suas obras futuras.
No início de 1943, como muitos jovens italianos da época, Lucio Ranucci alista-se como voluntário no Exército Italiano e parte para o Norte da África. Essa aventura deveria ser uma experiência heróica, mas transforma-se rapidamente em cativeiro na Tunísia, onde é capturado. Em janeiro de 1945, ele retorna à Itália como intérprete para as tropas anglo-americanas. Após a guerra, Lucio Ranucci começa a trabalhar como jornalista em Milão, mas sua sede de conhecimento e desejo de explorar o mundo o levam, em 1947, a empreender uma viagem à América Latina, primeiro para a Argentina. Seus recursos financeiros são limitados e, para se manter, aceita empregos ocasionais como marinheiro, motorista de necrotério e fotógrafo, deslocando-se pelo Chile, Bolívia e Peru. Apesar das frequentes viagens, ele nunca abandona seu interesse pela pintura e pelo contexto cultural dos países latino-americanos.
Lucio Ranucci mantém um compromisso jornalístico constante, usando sua arte como vetor de denúncia contra a pobreza, a opressão e a falta de liberdade das populações da América do Sul. Em 1949, ele expõe pela primeira vez na Galleria Marini de Lima, Peru, e a partir de então passa a expor regularmente em vários países da América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e na Itália. Na décadas de 1950, participa de importantes exposições coletivas, como a Bienal Panamericana do México em 1958 e a Bienal de São Paulo, representando a Costa Rica.
Seu estilo, com influências cubistas e expressionistas, reflete a subliminação da humanidade, com figuras solenes e frontais, pintadas com olhos desprovidos de pupilas que expressão o mundo interior dos sujeitos. Em 1951, Lucio Ranucci estabelece sua moradia por dez anos na Costa Rica, onde ocupa o cargo de diretor do Teatro Universitário e dedica-se também à pintura mural, incluindo um grande painel no aeroporto de San José. Sua sensibilidade aos dramas das pessoas o leva a participar ativamente de eventos políticos da América Central, chegando a ser preso em Manágua, Nicarágua. No entanto, Ranucci não se considera apenas jornalista ou ativista político; sua verdadeira paixão continua sendo a arte.
Ao longo dos anos, ele expõe em muitos países, das Américas à Europa, obtendo reconhecimento e apreço por sua capacidade de capturar a alma da humanidade sofredida através de suas pinturas.
Após um período em Roma e Ischia, Lucio fixa-se nos Estados Unidos, em San Francisco, para expor suas obras e entrar em contato com seu público de admiradores. Em seguida, ele passa algum tempo em Paris e acaba estabelecendo-se na Côte d’Azur, perto de Vence.
Lucio Ranucci não se dedica apenas à pintura, mas também escreve três livros, incluindo Alguien camina sobre el sol (1949) e I colonnelli (1965). Ao longo de sua longa carreira artística, ele expõe em mais de quinze países e suas obras estão em coleções públicas e privadas ao redor do mundo. Sua paixão indomável pela arte o leva a lutar pela restauração da arte como berço da cultura e da memória, bem como como voz de protesto contra os dramas humanos.
Lucio Ranucci falece em 2017, mas seu legado artístico e seu compromisso com a denúncia social permanecem como testemunho de sua herança na arte contemporânea. Suas obras continuam vivas, levando consigo a força das emoções e o chamado à justiça social.
A obra:
Realizada em 2002, esta pintura de Lucio Ranucci retrata uma cena íntima e contemplativa de dois jogadores de cartas em um boteco, tema recorrente na história da arte, revisitado aqui com o estilo distintivo do artista italiano. No centro da composição, dois homens estão à mesa, vestidos com bonés tradicionais e uma camisa para um deles, absorvidos pelo jogo iluminados por uma lâmpada pendente, criando uma atmosfera suave e misteriosa.
O personagem da esquerda segura um jogo de cartas do qual se distingue claramente um 7 de copas, um 8 de copas, uma figura de ouros e um 7 de paus, enquanto o parceiro da direita oculta suas cartas dos olhos dele. Sobre a mesa azul, uma garrafa de vinho tinto e dois copos de pé cheios de um líquido vermelho completam esta cena de boteco.
O estilo de Ranucci caracteriza-se pela geometrização das formas e pela simplificação dos volumes, lembrando a influência do cubismo e da arte bizantina. Os personagens possuem rostos estilizados e expressivos, contornados por traços marcados, e seus corpos são esculpidos pela iluminação suave da lâmpada. A paleta de cores é dominada por tons frios de azul, verde e cinza, aquecidos por toques de ocre e bordô, conferindo à obra uma atmosfera melancólica e atemporal.
Le Bistrot du Port
Lucio Ranucci (1925-2017)
Óleo/Lona 40 X 30
Estado Perfeito
Assinado e datado no alto esquerdo
Vendido em moldura sob vidro
Vendido com certificado
Proveniência Galeria Italiana
O Artista:
Lucio Ranucci, um dos representantes mais significativos do movimento artístico conhecido como cubismo realista, nasceu em 1925 em Perledo, na província de Côme. Sua infância e adolescência são marcadas por frequentes deslocamentos devido ao trabalho de seus pais, ambos médicos. Enquanto seu pai e sua irmã mais nova Silvia se deslocam entre o norte e o sul da Itália, Lucio passa oito anos em internato em Perugia. O ano de 1933 traz um ponto de virada dramático em sua vida quando o pai, Bernardino, falece. Sua mãe decide mudar-se para Milão com a irmã Silvia, deixando Lucio no internato de Perugia. A experiência da separação e da solidão influenciará profundamente sua trajetória artística, inspirando suas obras futuras.
No início de 1943, como muitos jovens italianos da época, Lucio Ranucci alista-se como voluntário no Exército Italiano e parte para o Norte da África. Essa aventura deveria ser uma experiência heróica, mas transforma-se rapidamente em cativeiro na Tunísia, onde é capturado. Em janeiro de 1945, ele retorna à Itália como intérprete para as tropas anglo-americanas. Após a guerra, Lucio Ranucci começa a trabalhar como jornalista em Milão, mas sua sede de conhecimento e desejo de explorar o mundo o levam, em 1947, a empreender uma viagem à América Latina, primeiro para a Argentina. Seus recursos financeiros são limitados e, para se manter, aceita empregos ocasionais como marinheiro, motorista de necrotério e fotógrafo, deslocando-se pelo Chile, Bolívia e Peru. Apesar das frequentes viagens, ele nunca abandona seu interesse pela pintura e pelo contexto cultural dos países latino-americanos.
Lucio Ranucci mantém um compromisso jornalístico constante, usando sua arte como vetor de denúncia contra a pobreza, a opressão e a falta de liberdade das populações da América do Sul. Em 1949, ele expõe pela primeira vez na Galleria Marini de Lima, Peru, e a partir de então passa a expor regularmente em vários países da América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e na Itália. Na décadas de 1950, participa de importantes exposições coletivas, como a Bienal Panamericana do México em 1958 e a Bienal de São Paulo, representando a Costa Rica.
Seu estilo, com influências cubistas e expressionistas, reflete a subliminação da humanidade, com figuras solenes e frontais, pintadas com olhos desprovidos de pupilas que expressão o mundo interior dos sujeitos. Em 1951, Lucio Ranucci estabelece sua moradia por dez anos na Costa Rica, onde ocupa o cargo de diretor do Teatro Universitário e dedica-se também à pintura mural, incluindo um grande painel no aeroporto de San José. Sua sensibilidade aos dramas das pessoas o leva a participar ativamente de eventos políticos da América Central, chegando a ser preso em Manágua, Nicarágua. No entanto, Ranucci não se considera apenas jornalista ou ativista político; sua verdadeira paixão continua sendo a arte.
Ao longo dos anos, ele expõe em muitos países, das Américas à Europa, obtendo reconhecimento e apreço por sua capacidade de capturar a alma da humanidade sofredida através de suas pinturas.
Após um período em Roma e Ischia, Lucio fixa-se nos Estados Unidos, em San Francisco, para expor suas obras e entrar em contato com seu público de admiradores. Em seguida, ele passa algum tempo em Paris e acaba estabelecendo-se na Côte d’Azur, perto de Vence.
Lucio Ranucci não se dedica apenas à pintura, mas também escreve três livros, incluindo Alguien camina sobre el sol (1949) e I colonnelli (1965). Ao longo de sua longa carreira artística, ele expõe em mais de quinze países e suas obras estão em coleções públicas e privadas ao redor do mundo. Sua paixão indomável pela arte o leva a lutar pela restauração da arte como berço da cultura e da memória, bem como como voz de protesto contra os dramas humanos.
Lucio Ranucci falece em 2017, mas seu legado artístico e seu compromisso com a denúncia social permanecem como testemunho de sua herança na arte contemporânea. Suas obras continuam vivas, levando consigo a força das emoções e o chamado à justiça social.
A obra:
Realizada em 2002, esta pintura de Lucio Ranucci retrata uma cena íntima e contemplativa de dois jogadores de cartas em um boteco, tema recorrente na história da arte, revisitado aqui com o estilo distintivo do artista italiano. No centro da composição, dois homens estão à mesa, vestidos com bonés tradicionais e uma camisa para um deles, absorvidos pelo jogo iluminados por uma lâmpada pendente, criando uma atmosfera suave e misteriosa.
O personagem da esquerda segura um jogo de cartas do qual se distingue claramente um 7 de copas, um 8 de copas, uma figura de ouros e um 7 de paus, enquanto o parceiro da direita oculta suas cartas dos olhos dele. Sobre a mesa azul, uma garrafa de vinho tinto e dois copos de pé cheios de um líquido vermelho completam esta cena de boteco.
O estilo de Ranucci caracteriza-se pela geometrização das formas e pela simplificação dos volumes, lembrando a influência do cubismo e da arte bizantina. Os personagens possuem rostos estilizados e expressivos, contornados por traços marcados, e seus corpos são esculpidos pela iluminação suave da lâmpada. A paleta de cores é dominada por tons frios de azul, verde e cinza, aquecidos por toques de ocre e bordô, conferindo à obra uma atmosfera melancólica e atemporal.
