Garrafa (2) - Cristal





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Conjunto de dois objetos de cristal Biedermeier antigos: uma garrafa de licor octogonal do século XIX com gravação satinada e suportes em prata (altura 19 cm, base 14 × 8,5 cm) e uma grande caneca cilíndrica com cena religiosa, 15,5 cm de altura e 9,4 cm de diâmetro; estado: pequena lasca num canto da decantador.
Descrição fornecida pelo vendedor
Conjunto de dois objetos Biedermeier de coleção antigos em cristal. O primeiro objeto é uma garrafa de licor (ou decantador), caracterizada por uma refinada combinação de cristal facetado, vidro gravado e acabamentos em metal precioso (prata). O objeto se distingue pela linha geométrica e pela extraordinária riqueza de detalhes decorativos. O corpo apresenta uma elegante silhueta octogonal (faceadas geométricas) de seção achatada, típica do gosto neoclássico ou da produção subsequente ecletica/Biedermeier da segunda metade do século XIX. Decoração (Gravação ácida/Facetamento): a superfície vítrea está inteiramente animada por uma complexa e delicada gravação satinada. O motivo central retrata um cesto florido (ou jardineira) a partir do qual partem volutas vegetais, guirlandas de folhas e botões de rosa. A precisão dos detalhes cria um belo contraste opaco/lustroso com o cristal translúcido do fundo. A base é espessa e facetada a espelho para conferir estabilidade e refratar a luz, exaltando a nitidez do material. O Colo e a Anel da garrafa é revestido por uma vistosa boca em prata. A parte inferior do anel metálico é ornada com um fino relevo entalhado com motivos geométricos e perlados, que funciona como um ponto de destaque elegante entre o metal liso e o corpo em cristal. A tampinha é original e coeva, feita em cristal maciço transparente. Época: Século XIX (segunda metade do XIX) / início do século XX produzido (aprox. 1870-1910) na Boêmia, parte da Alemanha. Condições: pequena lasca em um canto (ver foto). Medida: altura 19 x 14 x 8,5 cm. O segundo objeto é um grande caneco (ou grande taça/seau/pararata ou uma grande taça de cerveja/água sem cabo), caracterizado por uma importante iconografia de caráter histórico-religioso, inteiramente historiado. Corpo cilíndrico escilhado que se alarga levemente rumo à base sólida, espessa e em anel saliente (estabilidade típica dos recipientes da época). A metade inferior do corpo é decorada com uma filetagem em costeletas verticais (canalizações planas), que criam um jogo denso de reflexos verticais. Esta seção é delimitada superiormente por uma moldura com pequenos festões ou semicírculos facetados, que faz de “pódio” para a cena figurada. A parte superior abriga um friso contínuo gravado ácidos e polido finamente com a roda de cobre, que retrata uma cena sagrada ou lendária ambientada numa paisagem rural. A Figura Central (O Bispo/Santo): à esquerda ergue-se uma figura masculina autoritária que usa os paramentos sagrados: mitra na cabeça e um longo manto. Empunha uma vara (provavelmente um pastor ou bastão de peregrino). O braço estendido parece indicar ou abençoar os personagens à frente em prece à direita, ajoelhados aos pés de uma árvore e diante de ferramentas agrícolas (vislumbra-se uma estilha ou arado rudimentar), há duas figuras (provavelmente camponeses ou peregrinos) em atitude de profunda devoção e oração, com a cabeça inclinada. Ao fundo, representada com notável senso de perspectiva, ergue-se uma igreja ou mosteiro com campanário coroado por uma cruz, amplas janelas em arco e telhado inclinado. Um cercado de madeira à esquerda delimita a propriedade ou o campo. A cena é enquadrada por uma vegetação detalhada, com uma grande árvore frondosa à esquerda e árvores mais estilizadas à direita, que enraizam a narrativa num contexto rural e silvestre. A cena descreve, com muita probabilidade, um milagre ou um episódio da vida de um Santo Bispo e evangelizador (muito venerados na Europa Central). Poderia tratar-se de uma representação ligada a: São Bonifácio (evangelizador da Alemanha), São Urbano ou São Leônidas (protetor dos agricultores e do gado). Medida: altura cm 15,5 x diâmetro 9,4 cm.
Conjunto de dois objetos Biedermeier de coleção antigos em cristal. O primeiro objeto é uma garrafa de licor (ou decantador), caracterizada por uma refinada combinação de cristal facetado, vidro gravado e acabamentos em metal precioso (prata). O objeto se distingue pela linha geométrica e pela extraordinária riqueza de detalhes decorativos. O corpo apresenta uma elegante silhueta octogonal (faceadas geométricas) de seção achatada, típica do gosto neoclássico ou da produção subsequente ecletica/Biedermeier da segunda metade do século XIX. Decoração (Gravação ácida/Facetamento): a superfície vítrea está inteiramente animada por uma complexa e delicada gravação satinada. O motivo central retrata um cesto florido (ou jardineira) a partir do qual partem volutas vegetais, guirlandas de folhas e botões de rosa. A precisão dos detalhes cria um belo contraste opaco/lustroso com o cristal translúcido do fundo. A base é espessa e facetada a espelho para conferir estabilidade e refratar a luz, exaltando a nitidez do material. O Colo e a Anel da garrafa é revestido por uma vistosa boca em prata. A parte inferior do anel metálico é ornada com um fino relevo entalhado com motivos geométricos e perlados, que funciona como um ponto de destaque elegante entre o metal liso e o corpo em cristal. A tampinha é original e coeva, feita em cristal maciço transparente. Época: Século XIX (segunda metade do XIX) / início do século XX produzido (aprox. 1870-1910) na Boêmia, parte da Alemanha. Condições: pequena lasca em um canto (ver foto). Medida: altura 19 x 14 x 8,5 cm. O segundo objeto é um grande caneco (ou grande taça/seau/pararata ou uma grande taça de cerveja/água sem cabo), caracterizado por uma importante iconografia de caráter histórico-religioso, inteiramente historiado. Corpo cilíndrico escilhado que se alarga levemente rumo à base sólida, espessa e em anel saliente (estabilidade típica dos recipientes da época). A metade inferior do corpo é decorada com uma filetagem em costeletas verticais (canalizações planas), que criam um jogo denso de reflexos verticais. Esta seção é delimitada superiormente por uma moldura com pequenos festões ou semicírculos facetados, que faz de “pódio” para a cena figurada. A parte superior abriga um friso contínuo gravado ácidos e polido finamente com a roda de cobre, que retrata uma cena sagrada ou lendária ambientada numa paisagem rural. A Figura Central (O Bispo/Santo): à esquerda ergue-se uma figura masculina autoritária que usa os paramentos sagrados: mitra na cabeça e um longo manto. Empunha uma vara (provavelmente um pastor ou bastão de peregrino). O braço estendido parece indicar ou abençoar os personagens à frente em prece à direita, ajoelhados aos pés de uma árvore e diante de ferramentas agrícolas (vislumbra-se uma estilha ou arado rudimentar), há duas figuras (provavelmente camponeses ou peregrinos) em atitude de profunda devoção e oração, com a cabeça inclinada. Ao fundo, representada com notável senso de perspectiva, ergue-se uma igreja ou mosteiro com campanário coroado por uma cruz, amplas janelas em arco e telhado inclinado. Um cercado de madeira à esquerda delimita a propriedade ou o campo. A cena é enquadrada por uma vegetação detalhada, com uma grande árvore frondosa à esquerda e árvores mais estilizadas à direita, que enraizam a narrativa num contexto rural e silvestre. A cena descreve, com muita probabilidade, um milagre ou um episódio da vida de um Santo Bispo e evangelizador (muito venerados na Europa Central). Poderia tratar-se de uma representação ligada a: São Bonifácio (evangelizador da Alemanha), São Urbano ou São Leônidas (protetor dos agricultores e do gado). Medida: altura cm 15,5 x diâmetro 9,4 cm.

