Baule - Costa do Marfim





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Descrição fornecida pelo vendedor
Costa do Marfim
Baoulé
Dimensão :
Altura : 135mm + base 10mm
Largura : 60mm
Profundidade : 3mm
Esta peça em madeira esculpida é uma polia de tear, um objeto de arte mobiliário e utilitário emblemático do povo Baoulé, que vive na Costa do Marfim.
Entre os Baoulé e outros grupos da área cultural Akan, as ferramentas de tecelagem não são apenas funcionais: são quase sempre esculpidas com grande refinamento para incorporar figuras antropomórficas ou zoomórficas.
1. Características formais e análise da peça
O exame visual dos arquivos poulie_baoule-BP094.jpg e poulie_baoule-BP094-7.jpg permite apreciar a estrutura técnica e o desgaste desta ferramenta:
A cabeça antropomórfica estilizada: o topo da polia toma a forma de uma cabeça simplificada ou de um botão cefálico arredondado. Distinguem-se aberturas limpas e circulares. Essas passagens permitiam fazer passar o cordão de suspensão que ligava a polia à parte superior do tear horizontal.
O corpo da polia (copa): a parte central forma um quadro oval ou retangular oco. Nas laterais desse quadro, motivos geométricos discretos, feitos de finas linhas incisas em chevrons, decoram a superfície da madeira.
O eixo e o rodete ausentes: à base do quadro, observa-se uma entalha arredondada e gasta. É justamente nesse ponto que o eixo removível (frequentemente em madeira ou metal) que sustentava a pequena roda (o rodete) sobre a qual deslizava a corda ligando as lisas encaixava. Nesta peça antiga, o rodete original não está mais presente, o que é muito comum em objetos de coleção que passaram por uso.
A patina de atrito e de uso: o objeto apresenta uma patina sombria, densa e oleosa, típica de madeiras manuseadas por longos períodos pelos tecelões. A base interna do quadro mostra uma área mais clara e erodida bem visível nas fotos, causada pelo atrito incessante das cordas e do rodete em movimento durante o trabalho de tecelagem.
2. Uso funcional no tear
O tecelagem é tradicionalmente uma atividade exclusivamente masculina entre os Baoulé. A polia desempenha um papel mecânico-chave nesse processo:
O va-e-vem das lisas: o tecelão está sentado diante de um tear horizontal de banda estreita. Seus pés acionam pedais conectados às lisas (os quadros que separam os fios da warp). A polia, suspensa acima do tear, funciona como eixo de retorno: quando o tecelão pressiona um pedal para abaixar uma lisa, a polia permite que a segunda lisca suba alternadamente.
Conforto visual e espiritual: o tecelão trabalha por longos períodos, de forma repetitiva e minuciosa. Colocar uma figura esculpida logo sob seus olhos, à altura do olhar, rompe a monotonia da tarefa. O objeto funciona como companheiro de trabalho visual.
3. Significado simbólico e estético
Para além de sua função mecânica, a beleza da polia reflete o status do seu proprietário. Um artesão habilidoso devia possuir ferramentas cuidadas para valorizar seu savoir-faire aos olhos de seus clientes.
Além disso, na cosmologia local, o ato de tecer — entrelaçar fios para criar uma estrutura unida — é frequentemente comparado à fala, ao tecido social e à criação do mundo. Decorar uma polia com uma cabeça humana ou com um espírito guardião permitia invocar a bênção dos ancestrais sobre o trabalho em curso, garantindo que o tecido produzido seja de boa qualidade e traga proteção à pessoa que o usará.
Os pacotes são enviados de segunda-feira a sábado com seguro e número de rastreio.
Entrega entre 1 e 3 dias na França via Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no restante da Europa e em todo o mundo via Colissimo internacional.
We speak english
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Mais sobre o vendedor
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Baoulé
Dimensão :
Altura : 135mm + base 10mm
Largura : 60mm
Profundidade : 3mm
Esta peça em madeira esculpida é uma polia de tear, um objeto de arte mobiliário e utilitário emblemático do povo Baoulé, que vive na Costa do Marfim.
Entre os Baoulé e outros grupos da área cultural Akan, as ferramentas de tecelagem não são apenas funcionais: são quase sempre esculpidas com grande refinamento para incorporar figuras antropomórficas ou zoomórficas.
1. Características formais e análise da peça
O exame visual dos arquivos poulie_baoule-BP094.jpg e poulie_baoule-BP094-7.jpg permite apreciar a estrutura técnica e o desgaste desta ferramenta:
A cabeça antropomórfica estilizada: o topo da polia toma a forma de uma cabeça simplificada ou de um botão cefálico arredondado. Distinguem-se aberturas limpas e circulares. Essas passagens permitiam fazer passar o cordão de suspensão que ligava a polia à parte superior do tear horizontal.
O corpo da polia (copa): a parte central forma um quadro oval ou retangular oco. Nas laterais desse quadro, motivos geométricos discretos, feitos de finas linhas incisas em chevrons, decoram a superfície da madeira.
O eixo e o rodete ausentes: à base do quadro, observa-se uma entalha arredondada e gasta. É justamente nesse ponto que o eixo removível (frequentemente em madeira ou metal) que sustentava a pequena roda (o rodete) sobre a qual deslizava a corda ligando as lisas encaixava. Nesta peça antiga, o rodete original não está mais presente, o que é muito comum em objetos de coleção que passaram por uso.
A patina de atrito e de uso: o objeto apresenta uma patina sombria, densa e oleosa, típica de madeiras manuseadas por longos períodos pelos tecelões. A base interna do quadro mostra uma área mais clara e erodida bem visível nas fotos, causada pelo atrito incessante das cordas e do rodete em movimento durante o trabalho de tecelagem.
2. Uso funcional no tear
O tecelagem é tradicionalmente uma atividade exclusivamente masculina entre os Baoulé. A polia desempenha um papel mecânico-chave nesse processo:
O va-e-vem das lisas: o tecelão está sentado diante de um tear horizontal de banda estreita. Seus pés acionam pedais conectados às lisas (os quadros que separam os fios da warp). A polia, suspensa acima do tear, funciona como eixo de retorno: quando o tecelão pressiona um pedal para abaixar uma lisa, a polia permite que a segunda lisca suba alternadamente.
Conforto visual e espiritual: o tecelão trabalha por longos períodos, de forma repetitiva e minuciosa. Colocar uma figura esculpida logo sob seus olhos, à altura do olhar, rompe a monotonia da tarefa. O objeto funciona como companheiro de trabalho visual.
3. Significado simbólico e estético
Para além de sua função mecânica, a beleza da polia reflete o status do seu proprietário. Um artesão habilidoso devia possuir ferramentas cuidadas para valorizar seu savoir-faire aos olhos de seus clientes.
Além disso, na cosmologia local, o ato de tecer — entrelaçar fios para criar uma estrutura unida — é frequentemente comparado à fala, ao tecido social e à criação do mundo. Decorar uma polia com uma cabeça humana ou com um espírito guardião permitia invocar a bênção dos ancestrais sobre o trabalho em curso, garantindo que o tecido produzido seja de boa qualidade e traga proteção à pessoa que o usará.
Os pacotes são enviados de segunda-feira a sábado com seguro e número de rastreio.
Entrega entre 1 e 3 dias na França via Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no restante da Europa e em todo o mundo via Colissimo internacional.
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