Emilio Isgrò (1937) - Sans titre





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Descrição fornecida pelo vendedor
Os colecionadores e apreciadores mais experientes notarão uma peculiaridade incrivelmente rara nesta obra do mestre Emilio Isgrò, ou seja, esse matiz da raspagem, essas palavras deixadas parcialmente visíveis apenas para quem está atento e curioso.
Este é um traço distintivo desta serigrafia impressa em apenas 40 exemplares, que a torna um unicidade no ciclo pictórico do mestre, que normalmente ou apaga completamente a palavra ou a deixa visível, enquanto aqui temos a adição do "matiz da raspagem".
Emilio Isgrò, com a raspagem, foi um grande precursor da notificação da desvalorização e da decadência da palavra, da linguagem, do valor que as palavras possuem, um fenômeno que hoje em dia vivemos mais do que nunca. O mestre começou a denunciar em 1964 aquilo que hoje é cotidiano, provável, notamos essa falta de valor da palavra, entendida como objeto veiculador de ideias, passível de ser exprimido em todas as suas formas, desde debates televisivos, nos informativos impressos, na divulgação por parte dos mass media e na sociedade leitora cada vez menor que estamos indo criar.
Menos palavras, menos cultura em circulação, mas isso, para além de discursões críticas sobre a arte, o que isso implica na sociedade?
A capacidade de raciocinar, e acrescentaria a capacidade de raciocinar com um pensamento crítico e próprio, é ditada pela quantidade e qualidade do vocabulário que um indivíduo possui; não podemos pensar além das palavras que conhecemos, como não se pode construir uma casa sem todo o material necessário, quanto mais faltar o material menos a casa estará completa, estável, exequível.
Limitando as palavras também se limitam os conceitos que alguém pode criar e a capacidade de expressá-los ou de se expressar.
Incluindo o axioma de menos palavras igual a menos pensamentos, o trabalho de Isgrò assume um valor altíssimo a nível cultural e artístico.
Esconder as palavras atrás da raspagem é uma maneira do mestre fazer nascer a curiosidade no espectador da obra, uma forma de nos aconselhar a ir explorar por baixo da palavra, a imaginar o que poderia haver em relação ao que fica “livre” para ser lido.
Um processo conceitual, de descoberta, de investigação, de reflexão sobre as palavras e sobre a sua disposição, quase como se Isgrò assumisse o papel pedagógico de professor, bem como de intelectual.
Mas Isgrò não é apenas um “professor”, ele é também um criador de novas regras sintáticas e formais, um desenvolvedor de histórias novas, mas também um aguçado satírico, o mestre é aquilo que um intelectual deveria ser, um “despertador da consciência”.
Emilio Isgrò, portanto, coloca-se na história da arte como um guardião da palavra e, por extensão, da cultura, um papel fundamental que cada vez mais necessitamos.
As dimensões da obra são 80 x 60 cm.
O número da tiragem pode não corresponder ao número da fotografia.
A proveniência da obra é da galeria Grafica Manzoni, que emite o certificado de autenticidade.
Os colecionadores e apreciadores mais experientes notarão uma peculiaridade incrivelmente rara nesta obra do mestre Emilio Isgrò, ou seja, esse matiz da raspagem, essas palavras deixadas parcialmente visíveis apenas para quem está atento e curioso.
Este é um traço distintivo desta serigrafia impressa em apenas 40 exemplares, que a torna um unicidade no ciclo pictórico do mestre, que normalmente ou apaga completamente a palavra ou a deixa visível, enquanto aqui temos a adição do "matiz da raspagem".
Emilio Isgrò, com a raspagem, foi um grande precursor da notificação da desvalorização e da decadência da palavra, da linguagem, do valor que as palavras possuem, um fenômeno que hoje em dia vivemos mais do que nunca. O mestre começou a denunciar em 1964 aquilo que hoje é cotidiano, provável, notamos essa falta de valor da palavra, entendida como objeto veiculador de ideias, passível de ser exprimido em todas as suas formas, desde debates televisivos, nos informativos impressos, na divulgação por parte dos mass media e na sociedade leitora cada vez menor que estamos indo criar.
Menos palavras, menos cultura em circulação, mas isso, para além de discursões críticas sobre a arte, o que isso implica na sociedade?
A capacidade de raciocinar, e acrescentaria a capacidade de raciocinar com um pensamento crítico e próprio, é ditada pela quantidade e qualidade do vocabulário que um indivíduo possui; não podemos pensar além das palavras que conhecemos, como não se pode construir uma casa sem todo o material necessário, quanto mais faltar o material menos a casa estará completa, estável, exequível.
Limitando as palavras também se limitam os conceitos que alguém pode criar e a capacidade de expressá-los ou de se expressar.
Incluindo o axioma de menos palavras igual a menos pensamentos, o trabalho de Isgrò assume um valor altíssimo a nível cultural e artístico.
Esconder as palavras atrás da raspagem é uma maneira do mestre fazer nascer a curiosidade no espectador da obra, uma forma de nos aconselhar a ir explorar por baixo da palavra, a imaginar o que poderia haver em relação ao que fica “livre” para ser lido.
Um processo conceitual, de descoberta, de investigação, de reflexão sobre as palavras e sobre a sua disposição, quase como se Isgrò assumisse o papel pedagógico de professor, bem como de intelectual.
Mas Isgrò não é apenas um “professor”, ele é também um criador de novas regras sintáticas e formais, um desenvolvedor de histórias novas, mas também um aguçado satírico, o mestre é aquilo que um intelectual deveria ser, um “despertador da consciência”.
Emilio Isgrò, portanto, coloca-se na história da arte como um guardião da palavra e, por extensão, da cultura, um papel fundamental que cada vez mais necessitamos.
As dimensões da obra são 80 x 60 cm.
O número da tiragem pode não corresponder ao número da fotografia.
A proveniência da obra é da galeria Grafica Manzoni, que emite o certificado de autenticidade.
