André Gabriel Bernadou (1910-1985) - Composition





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Gouache sobre papel.
André Gabriel Bernadou nasce em 13 de janeiro de 1910 em Paris e morre em 27 de junho de 1985 na mesma cidade. No início de sua carreira como pintor, ele atua paralelamente como geômetro, uma experiência que influenciará duradouramente sua concepção do espaço e da construção pictural.
Formou-se junto a Paul Baudouin, de quem retém a grande rigorosidade do desenho e uma organização estruturada do espaço pictural, que constituirão a base de sua obra.
Já nos anos 1930, expõe regularmente e torna-se conhecido por suas naturezas-mortas e seus paisagens. Participa do Salon des Indépendants entre 1931 e 1939, bem como do Salon des Tuileries entre 1934 e 1939, o que marca a sua entrada progressiva no meio artístico parisiense.
Em 1943, seu trabalho é objeto de uma biografia redigida pelo historiador Armand Boutillier du Retail, publicada pela Éditions de l’Union Française, marcando um reconhecimento crítico no meio.
Após a guerra, sua pintura evolui para uma linguagem mais estruturada e abstrata. Essa evolução acompanha uma abertura a outras formas de criação. Em 1952, ele ilustra de maneira completa a coletânea Poésie de Henry de Malvesin.
A partir de 1967, é representado pela Galerie Simone Heller, na rue de Seine, em Paris, um local importante da cena artística parisiense defendendo nomes como Auguste Herbin e Paul Klee, e apresenta ali um solo em novembro de 1967.
Em 1971, desenvolve um trabalho experimental sobre ardósia integrando materiais como pedras, vidros coloridos, chumbo e asfalto, levando a dimensão material e tátil de sua pintura a um patamar mais elevado.
Na continuidade dessa pesquisa, em 1972, é convidado a realizar a ilustração gravada da partitura « Divertimento n°15 » de Paul Arma, integrando-a ao círculo restrito de artistas majeures da vanguarda europeia que ilustraram suas partituras, contando entre eles Pablo Picasso, Henri Matisse, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Marc Chagall, Georges Braque, Fernand Léger, Alexander Calder, Constantin Brâncuși, Paul Klee, Le Corbusier, Pierre Soulages, Victor Vasarely, Sonia Delaunay, Francis Picabia, Jean Arp, László Moholy-Nagy, Maria Helena Vieira da Silva, Alberto Magnelli, André Lanskoy… **
Em 1973, participa do Salon des Réalités Nouvelles, confirmando sua percepção enraizada nas pesquisas abstratas do pós-guerra e a evolução de sua trajetória artística.
As obras produzidas principalmente nas décadas de 1960, período mais pleno e característico de sua carreira, encontram-se hoje em várias coleções públicas de destaque, nomeadamente no Musée d’Art Moderne de Paris, no Musée de Céret e no Centre national des arts plastiques.
Pelo trabalho de abstração e pela experimentação da matéria, André Gabriel Bernadou ocupa um lugar singular na pintura francesa do século XX.
Gouache sobre papel.
André Gabriel Bernadou nasce em 13 de janeiro de 1910 em Paris e morre em 27 de junho de 1985 na mesma cidade. No início de sua carreira como pintor, ele atua paralelamente como geômetro, uma experiência que influenciará duradouramente sua concepção do espaço e da construção pictural.
Formou-se junto a Paul Baudouin, de quem retém a grande rigorosidade do desenho e uma organização estruturada do espaço pictural, que constituirão a base de sua obra.
Já nos anos 1930, expõe regularmente e torna-se conhecido por suas naturezas-mortas e seus paisagens. Participa do Salon des Indépendants entre 1931 e 1939, bem como do Salon des Tuileries entre 1934 e 1939, o que marca a sua entrada progressiva no meio artístico parisiense.
Em 1943, seu trabalho é objeto de uma biografia redigida pelo historiador Armand Boutillier du Retail, publicada pela Éditions de l’Union Française, marcando um reconhecimento crítico no meio.
Após a guerra, sua pintura evolui para uma linguagem mais estruturada e abstrata. Essa evolução acompanha uma abertura a outras formas de criação. Em 1952, ele ilustra de maneira completa a coletânea Poésie de Henry de Malvesin.
A partir de 1967, é representado pela Galerie Simone Heller, na rue de Seine, em Paris, um local importante da cena artística parisiense defendendo nomes como Auguste Herbin e Paul Klee, e apresenta ali um solo em novembro de 1967.
Em 1971, desenvolve um trabalho experimental sobre ardósia integrando materiais como pedras, vidros coloridos, chumbo e asfalto, levando a dimensão material e tátil de sua pintura a um patamar mais elevado.
Na continuidade dessa pesquisa, em 1972, é convidado a realizar a ilustração gravada da partitura « Divertimento n°15 » de Paul Arma, integrando-a ao círculo restrito de artistas majeures da vanguarda europeia que ilustraram suas partituras, contando entre eles Pablo Picasso, Henri Matisse, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Marc Chagall, Georges Braque, Fernand Léger, Alexander Calder, Constantin Brâncuși, Paul Klee, Le Corbusier, Pierre Soulages, Victor Vasarely, Sonia Delaunay, Francis Picabia, Jean Arp, László Moholy-Nagy, Maria Helena Vieira da Silva, Alberto Magnelli, André Lanskoy… **
Em 1973, participa do Salon des Réalités Nouvelles, confirmando sua percepção enraizada nas pesquisas abstratas do pós-guerra e a evolução de sua trajetória artística.
As obras produzidas principalmente nas décadas de 1960, período mais pleno e característico de sua carreira, encontram-se hoje em várias coleções públicas de destaque, nomeadamente no Musée d’Art Moderne de Paris, no Musée de Céret e no Centre national des arts plastiques.
Pelo trabalho de abstração e pela experimentação da matéria, André Gabriel Bernadou ocupa um lugar singular na pintura francesa do século XX.
