Frederic Suñer (1954) - Intimidad

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Caroline Bokobza
Especialista
Selecionado por Caroline Bokobza

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Descrição fornecida pelo vendedor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Frederic Suñer, que retrata uma mulher núa sentada de costas, em um instante íntimo de reflexão, como símbolo de vulnerabilidade, serenidade e recolhimento interior. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensão da obra: 55x38x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra provém de uma coleção privada exclusiva em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote. Representação digital em mockup orientativa; podem existir diferenças relativamente ao artigo real em cor, escala e detalhes.

A tela será embalada de forma profissional por um perito da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional como o próprio transporte.
O envio será realizado por Correos ou GLS com rastreio. Envíos disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma cena íntima e contemplativa protagonizada por uma mulher nua sentada sobre um pequeno banquinho. A figura, retratada de costas e ligeiramente inclinada para a frente, ocupa o centro da composição e torna-se o foco absoluto do olhar. A sua postura natural, afastada de qualquer rigidez, transmite uma sensação de recolhimento e serenidade, como se a protagonista tivesse sido apanhada num instante privado de reflexão. O ambiente carece de elementos narrativos precisos, permitindo que o corpo, a cor e a atmosfera construam por si sós o significado da obra.

A mulher aparece orientada para a esquerda, com o rosto inclinado e parcialmente oculto. Este posicionamento impede estabelecer um contacto direto com o espectador e reforça o carácter reservado da cena. O olhar baixo parece dirigir-se para o chão ou para um ponto situado fora da composição, sugerindo concentração, cansaço ou uma reflexão silenciosa. Ao não mostrar completamente as suas feições, a figura mantém certo anonimato e pode ser entendida como uma representação universal da intimidade humana.

O cabelo escuro está preso num coque baixo e volumoso que deixa a nuca à mostra. A sua tonalidade quase negra contrasta intensamente com os matizes quentes da pele e com a luminosidade amarelada do fundo. Algumas variações grisalhas e azuladas percorrem o cabelo, conferindo-lhe profundidade e movimento. O penteado simples contribui para a naturalidade da cena e acentua a delicada curva que une a cabeça aos ombros.

A inclinação da cabeça constitui um dos elementos mais expressivos da composição. O rosto dirige-se para baixo, enquanto o pescoço se prolonga com suavidade até ao ombro esquerdo. Esta linha descendente introduz uma sensação de introspecção e vulnerabilidade, como se a protagonista se encontrasse completamente absorvida pelos seus pensamentos. A ausência de gestos exagerados permite que a emoção se manifeste através da postura corporal.

As costas ocupam uma parte fundamental da obra e apresentam-se como uma vasta superfície percorrida por numerosos matizes. Os ombros encontram-se ligeiramente curvados, e a coluna é sugerida através de uma sucessão de sombras quentes que descem para a cintura. A anatomia não aparece idealizada de forma artificial, mas observada com proximidade e sinceridade. O corpo mantém os seus volumes naturais, as suas tensões e as suas pequenas irregularidades.

A luz parece alcançar com maior intensidade o ombro esquerdo e a parte superior do braço, criando uma franja clara que delimita a figura diante do fundo escuro. À medida que avança para o centro das costas, a luminosidade transforma-se em marrons, rosados, terrosos e matizes violeta. Esta gradação confere volume ao corpo e permite perceber a curvatura das omoplatas, da cintura e das ancas. As sombras não endurecem a figura, antes a envolvem com calor.

O braço esquerdo desce quase verticalmente e termina apoiado sobre o assento. A sua posição funciona como um ponto de estabilidade e revela que parte do peso do corpo recai sobre a mão. A linha alongada do braço contrasta com as curvas das costas e das ancas, introduzindo uma estrutura firme no centro da cena. A clareza que percorre o seu contorno ajuda a separar a figura da grande zona verde situada à esquerda.

A mão aparece discretamente representada junto à borda do banquinho. Embora não constitua o elemento mais chamativo do quadro, cumpre uma função expressiva importante: o seu apoio reforça a sensação de pausa e de repouso. Os dedos parecem segurar levemente o assento, como se a mulher procurasse equilíbrio enquanto mantém o corpo inclinado. Este pequeno gesto dota a postura de credibilidade e humanidade.

O outro braço fica parcialmente oculto pelo torso e pela perspetiva. A sua presença intui-se através de algumas sombras que percorrem o flanco, contribuindo para a sensação de profundidade. Esta ocultação concentra ainda mais a atenção na lomba e evita que a composição resulte excessivamente sincrónica. O corpo organiza-se assim através de uma combinação de zonas visíveis e sugeridas que convida a uma observação pausada.

A cintura forma uma transição delicada entre a amplitude das costas e o volume das ancas. Uma linha sinuosa desce pelo flanco e define a silhueta com naturalidade. As sombras mais profundas concentram-se nesta zona, enquanto alguns reflexos rosados e ocres destacam os planos próximos à luz. Esta alternância cromática confere grande riqueza visual ao corpo e evita qualquer sensação de uniformidade.

As ancas, situadas no centro inferior da composição, constituem um dos principais pontos de equilíbrio visual. O seu volume arredondado contrasta com a estreiteza da cintura e com a verticalidade do banquinho. A postura sentada gera pequenas tensões e alterações anatómicas que foram observadas com atenção, sublinhando a naturalidade do momento. A figura não parece posar para se exibir, mas permanecer alheia ao olhar exterior.

Uma das pernas desce em direção ao canto inferior direito e prolonga-se até ficar fora ou muito perto do limite da imagem. A sua direção diagonal introduz dinamismo e compensa a inclinação da cabeça para o lado oposto. Os tons mais escuros concentram-se na parte superior, enquanto a zona inferior recebe uma claridade quente que perfila o joelho, a panturrilha e o tornozelo. Esta extensão da perna aporta elegância e alonga visualmente a figura.

A outra perna permanece mais perto do banquinho e aparece parcialmente oculta pelo corpo e pelo próprio assento. As suas sombras profundas ajudam a criar distância entre os diferentes planos. A alternância entre as duas pernas fornece estabilidade à postura e reforça a sensação de peso corporal. A protagonista apresenta-se firmemente assente, embora a inclinação do torso introduza uma certa fragilidade emocional.

O banquinho é uma estrutura simples e estreita coberta por um tecido claro. As suas pernas escuras formam várias linhas verticais que descem até ao chão e contrastam com as formas curvas do corpo. Os traves aportam estabilidade e criam uma pequena arquitetura geométrica por baixo da figura. A sua austeridade evita distrair a atenção e serve como suporte visual para a presença humana.

O tecido estendido sobre o assento cai de forma irregular pelos bordos e apresenta tonalidades bege, creme, ocre e cinza esverdeado. Os seus pregues suaves contrastam com a firmeza das pernas e com a calidez da pele. A orla despenteada confere um detalhe quotidiano e ligeiramente humilde, afastando a cena de qualquer ambientação luxuosa. Este elemento acentua a simplicidade e a autenticidade do momento representado.

O solo ocupa uma faixa acinzentada na parte inferior da imagem. Sobre ele projetam-se sombras azulado e violáceas provenientes das pernas do banquinho e da figura. Estas sombras situam fisicamente os elementos dentro do espaço e conferem uma sensação de profundidade. A sobriedade do solo permite que os tons quentes do corpo se destaquem com maior intensidade.

O fundo divide-se em grandes campos cromáticos que cercam a protagonista. À esquerda domina um verde escuro, profundo e terroso, enquanto o centro e a direita são ocupados por amarelos, ocres, verdes claros e turquesas. Esta organização estabelece um contraste entre uma zona sombria e outra mais luminosa. A figura fica precisamente entre ambas, como se se encontrasse no limite entre a escuridão e a claridade.

A grande superfície verde do lado esquerdo cria uma atmosfera recolhida e misteriosa. A sua profundidade cromática faz destacar o perfil do rosto, o cabelo e o contorno iluminado do braço. Também pode interpretar-se como uma presença simbólica ligada ao silêncio, ao pensamento ou àquilo que permanece oculto. Frente a ela, a mulher parece inclinar-se para um espaço interior e desconhecido.

Do lado direito, as pinceladas verticais de cor turquesa, verde e azul introduzem uma sensação de frescura. Estas formas poderiam recordar vagamente uma cortina, uma abertura ou simplesmente um espaço banhado pela luz, embora não se definam de forma literal. A sua verticalidade prolonga as linhas do banquinho e contrasta com a curva das costas. Os tons frios equilibram os amarelos intensos e os marrons da figura.

A zona amarelada situada atrás do corpo atua como fonte de luminosidade. Os seus tons dourados e verdosos rodeiam a silhueta e permitem distinguir com clareza os ombros, a cintura e as ancas. A luz não parece proceder de um ponto concreto, mas expandir-se pelo ambiente de forma difusa. Esta qualidade transforma a cena num espaço quase mental, suspenso fora de um lugar e de um tempo determinados.

A combinação de cores desempenha um papel essencial na expressão emocional da obra. Os marrons, rosados e terras do corpo transmitem calor e humanidade; os verdes escuros introduzem profundidade e recolhimento; os amarelos trazem claridade; e os turquesas revigoram o conjunto. Todos estes tons relacionam-se sem romper a harmonia, criando uma atmosfera de grande riqueza e sensibilidade.

A composição está construída em torno da verticalidade da figura, embora as curvas do corpo evitem qualquer rigidez. A cabeça inclinada, a linha dos ombros, as costas, as ancas e a perna alongada formam um percurso contínuo que orienta o olhar desde a parte superior até ao chão. As pernas do banquinho prolongam este movimento descendente e conferem estabilidade à imagem. O resultado é uma estrutura equilibrada na qual cada elemento contribui para destacar a presença silenciosa da mulher.

A nudez apresenta-se com naturalidade e sobriedade, afastada de uma interpretação abertamente provocadora. O corpo aparece como veículo de emoções humanas relacionadas com a vulnerabilidade, o descanso e a introspeção. A protagonista não procura ser contemplada, pois o seu rosto oculto e a sua postura recolhida sugerem que permanece encerrada no seu próprio mundo. Esta distância transforma o espectador em testemunha discreta de um momento profundamente privado.

A cena pode interpretar-se como uma reflexão sobre a solidão e o diálogo interior. A mulher parece ter-se detido durante uns instantes, deixando que o silêncio a envolva. Não sabemos o que pensa nem o que aconteceu antes ou depois, e justamente essa ausência de informação amplia as possibilidades narrativas. A tela capta uma emoção indefinida que pode oscilar entre a serenidade, a melancolia e o cansaço.

Também se percebe um interessante contraste entre a força física do corpo e a fragilidade da postura. As costas e as ancas possuem uma presença sólida, mas a cabeça inclinada e os ombros curvados sugerem vulnerabilidade. Esta dualidade confere profundidade psicológica à figura: a mulher pode parecer firme e, ao mesmo tempo, emocionalmente recolhida. O corpo torna-se assim uma linguagem silenciosa capaz de expressar aquilo que o rosto não revela.

No conjunto, a obra representa uma mulher nua sentada de costas sobre um simples banquinho, inclinada num instante de silêncio e introspeção. A naturalidade da sua postura, a presença calorosa do seu corpo e o contraste entre os verdes profundos, os amarelos luminosos e os matizes turquesa criam uma cena íntima e profundamente humana. O quadro transmite serenidade, vulnerabilidade e uma suave melancolia, transformando um momento cotidiano de repouso numa reflexão poética sobre a solidão, o corpo e o mundo interior.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Frederic Suñer, que retrata uma mulher núa sentada de costas, em um instante íntimo de reflexão, como símbolo de vulnerabilidade, serenidade e recolhimento interior. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensão da obra: 55x38x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra provém de uma coleção privada exclusiva em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote. Representação digital em mockup orientativa; podem existir diferenças relativamente ao artigo real em cor, escala e detalhes.

A tela será embalada de forma profissional por um perito da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional como o próprio transporte.
O envio será realizado por Correos ou GLS com rastreio. Envíos disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma cena íntima e contemplativa protagonizada por uma mulher nua sentada sobre um pequeno banquinho. A figura, retratada de costas e ligeiramente inclinada para a frente, ocupa o centro da composição e torna-se o foco absoluto do olhar. A sua postura natural, afastada de qualquer rigidez, transmite uma sensação de recolhimento e serenidade, como se a protagonista tivesse sido apanhada num instante privado de reflexão. O ambiente carece de elementos narrativos precisos, permitindo que o corpo, a cor e a atmosfera construam por si sós o significado da obra.

A mulher aparece orientada para a esquerda, com o rosto inclinado e parcialmente oculto. Este posicionamento impede estabelecer um contacto direto com o espectador e reforça o carácter reservado da cena. O olhar baixo parece dirigir-se para o chão ou para um ponto situado fora da composição, sugerindo concentração, cansaço ou uma reflexão silenciosa. Ao não mostrar completamente as suas feições, a figura mantém certo anonimato e pode ser entendida como uma representação universal da intimidade humana.

O cabelo escuro está preso num coque baixo e volumoso que deixa a nuca à mostra. A sua tonalidade quase negra contrasta intensamente com os matizes quentes da pele e com a luminosidade amarelada do fundo. Algumas variações grisalhas e azuladas percorrem o cabelo, conferindo-lhe profundidade e movimento. O penteado simples contribui para a naturalidade da cena e acentua a delicada curva que une a cabeça aos ombros.

A inclinação da cabeça constitui um dos elementos mais expressivos da composição. O rosto dirige-se para baixo, enquanto o pescoço se prolonga com suavidade até ao ombro esquerdo. Esta linha descendente introduz uma sensação de introspecção e vulnerabilidade, como se a protagonista se encontrasse completamente absorvida pelos seus pensamentos. A ausência de gestos exagerados permite que a emoção se manifeste através da postura corporal.

As costas ocupam uma parte fundamental da obra e apresentam-se como uma vasta superfície percorrida por numerosos matizes. Os ombros encontram-se ligeiramente curvados, e a coluna é sugerida através de uma sucessão de sombras quentes que descem para a cintura. A anatomia não aparece idealizada de forma artificial, mas observada com proximidade e sinceridade. O corpo mantém os seus volumes naturais, as suas tensões e as suas pequenas irregularidades.

A luz parece alcançar com maior intensidade o ombro esquerdo e a parte superior do braço, criando uma franja clara que delimita a figura diante do fundo escuro. À medida que avança para o centro das costas, a luminosidade transforma-se em marrons, rosados, terrosos e matizes violeta. Esta gradação confere volume ao corpo e permite perceber a curvatura das omoplatas, da cintura e das ancas. As sombras não endurecem a figura, antes a envolvem com calor.

O braço esquerdo desce quase verticalmente e termina apoiado sobre o assento. A sua posição funciona como um ponto de estabilidade e revela que parte do peso do corpo recai sobre a mão. A linha alongada do braço contrasta com as curvas das costas e das ancas, introduzindo uma estrutura firme no centro da cena. A clareza que percorre o seu contorno ajuda a separar a figura da grande zona verde situada à esquerda.

A mão aparece discretamente representada junto à borda do banquinho. Embora não constitua o elemento mais chamativo do quadro, cumpre uma função expressiva importante: o seu apoio reforça a sensação de pausa e de repouso. Os dedos parecem segurar levemente o assento, como se a mulher procurasse equilíbrio enquanto mantém o corpo inclinado. Este pequeno gesto dota a postura de credibilidade e humanidade.

O outro braço fica parcialmente oculto pelo torso e pela perspetiva. A sua presença intui-se através de algumas sombras que percorrem o flanco, contribuindo para a sensação de profundidade. Esta ocultação concentra ainda mais a atenção na lomba e evita que a composição resulte excessivamente sincrónica. O corpo organiza-se assim através de uma combinação de zonas visíveis e sugeridas que convida a uma observação pausada.

A cintura forma uma transição delicada entre a amplitude das costas e o volume das ancas. Uma linha sinuosa desce pelo flanco e define a silhueta com naturalidade. As sombras mais profundas concentram-se nesta zona, enquanto alguns reflexos rosados e ocres destacam os planos próximos à luz. Esta alternância cromática confere grande riqueza visual ao corpo e evita qualquer sensação de uniformidade.

As ancas, situadas no centro inferior da composição, constituem um dos principais pontos de equilíbrio visual. O seu volume arredondado contrasta com a estreiteza da cintura e com a verticalidade do banquinho. A postura sentada gera pequenas tensões e alterações anatómicas que foram observadas com atenção, sublinhando a naturalidade do momento. A figura não parece posar para se exibir, mas permanecer alheia ao olhar exterior.

Uma das pernas desce em direção ao canto inferior direito e prolonga-se até ficar fora ou muito perto do limite da imagem. A sua direção diagonal introduz dinamismo e compensa a inclinação da cabeça para o lado oposto. Os tons mais escuros concentram-se na parte superior, enquanto a zona inferior recebe uma claridade quente que perfila o joelho, a panturrilha e o tornozelo. Esta extensão da perna aporta elegância e alonga visualmente a figura.

A outra perna permanece mais perto do banquinho e aparece parcialmente oculta pelo corpo e pelo próprio assento. As suas sombras profundas ajudam a criar distância entre os diferentes planos. A alternância entre as duas pernas fornece estabilidade à postura e reforça a sensação de peso corporal. A protagonista apresenta-se firmemente assente, embora a inclinação do torso introduza uma certa fragilidade emocional.

O banquinho é uma estrutura simples e estreita coberta por um tecido claro. As suas pernas escuras formam várias linhas verticais que descem até ao chão e contrastam com as formas curvas do corpo. Os traves aportam estabilidade e criam uma pequena arquitetura geométrica por baixo da figura. A sua austeridade evita distrair a atenção e serve como suporte visual para a presença humana.

O tecido estendido sobre o assento cai de forma irregular pelos bordos e apresenta tonalidades bege, creme, ocre e cinza esverdeado. Os seus pregues suaves contrastam com a firmeza das pernas e com a calidez da pele. A orla despenteada confere um detalhe quotidiano e ligeiramente humilde, afastando a cena de qualquer ambientação luxuosa. Este elemento acentua a simplicidade e a autenticidade do momento representado.

O solo ocupa uma faixa acinzentada na parte inferior da imagem. Sobre ele projetam-se sombras azulado e violáceas provenientes das pernas do banquinho e da figura. Estas sombras situam fisicamente os elementos dentro do espaço e conferem uma sensação de profundidade. A sobriedade do solo permite que os tons quentes do corpo se destaquem com maior intensidade.

O fundo divide-se em grandes campos cromáticos que cercam a protagonista. À esquerda domina um verde escuro, profundo e terroso, enquanto o centro e a direita são ocupados por amarelos, ocres, verdes claros e turquesas. Esta organização estabelece um contraste entre uma zona sombria e outra mais luminosa. A figura fica precisamente entre ambas, como se se encontrasse no limite entre a escuridão e a claridade.

A grande superfície verde do lado esquerdo cria uma atmosfera recolhida e misteriosa. A sua profundidade cromática faz destacar o perfil do rosto, o cabelo e o contorno iluminado do braço. Também pode interpretar-se como uma presença simbólica ligada ao silêncio, ao pensamento ou àquilo que permanece oculto. Frente a ela, a mulher parece inclinar-se para um espaço interior e desconhecido.

Do lado direito, as pinceladas verticais de cor turquesa, verde e azul introduzem uma sensação de frescura. Estas formas poderiam recordar vagamente uma cortina, uma abertura ou simplesmente um espaço banhado pela luz, embora não se definam de forma literal. A sua verticalidade prolonga as linhas do banquinho e contrasta com a curva das costas. Os tons frios equilibram os amarelos intensos e os marrons da figura.

A zona amarelada situada atrás do corpo atua como fonte de luminosidade. Os seus tons dourados e verdosos rodeiam a silhueta e permitem distinguir com clareza os ombros, a cintura e as ancas. A luz não parece proceder de um ponto concreto, mas expandir-se pelo ambiente de forma difusa. Esta qualidade transforma a cena num espaço quase mental, suspenso fora de um lugar e de um tempo determinados.

A combinação de cores desempenha um papel essencial na expressão emocional da obra. Os marrons, rosados e terras do corpo transmitem calor e humanidade; os verdes escuros introduzem profundidade e recolhimento; os amarelos trazem claridade; e os turquesas revigoram o conjunto. Todos estes tons relacionam-se sem romper a harmonia, criando uma atmosfera de grande riqueza e sensibilidade.

A composição está construída em torno da verticalidade da figura, embora as curvas do corpo evitem qualquer rigidez. A cabeça inclinada, a linha dos ombros, as costas, as ancas e a perna alongada formam um percurso contínuo que orienta o olhar desde a parte superior até ao chão. As pernas do banquinho prolongam este movimento descendente e conferem estabilidade à imagem. O resultado é uma estrutura equilibrada na qual cada elemento contribui para destacar a presença silenciosa da mulher.

A nudez apresenta-se com naturalidade e sobriedade, afastada de uma interpretação abertamente provocadora. O corpo aparece como veículo de emoções humanas relacionadas com a vulnerabilidade, o descanso e a introspeção. A protagonista não procura ser contemplada, pois o seu rosto oculto e a sua postura recolhida sugerem que permanece encerrada no seu próprio mundo. Esta distância transforma o espectador em testemunha discreta de um momento profundamente privado.

A cena pode interpretar-se como uma reflexão sobre a solidão e o diálogo interior. A mulher parece ter-se detido durante uns instantes, deixando que o silêncio a envolva. Não sabemos o que pensa nem o que aconteceu antes ou depois, e justamente essa ausência de informação amplia as possibilidades narrativas. A tela capta uma emoção indefinida que pode oscilar entre a serenidade, a melancolia e o cansaço.

Também se percebe um interessante contraste entre a força física do corpo e a fragilidade da postura. As costas e as ancas possuem uma presença sólida, mas a cabeça inclinada e os ombros curvados sugerem vulnerabilidade. Esta dualidade confere profundidade psicológica à figura: a mulher pode parecer firme e, ao mesmo tempo, emocionalmente recolhida. O corpo torna-se assim uma linguagem silenciosa capaz de expressar aquilo que o rosto não revela.

No conjunto, a obra representa uma mulher nua sentada de costas sobre um simples banquinho, inclinada num instante de silêncio e introspeção. A naturalidade da sua postura, a presença calorosa do seu corpo e o contraste entre os verdes profundos, os amarelos luminosos e os matizes turquesa criam uma cena íntima e profundamente humana. O quadro transmite serenidade, vulnerabilidade e uma suave melancolia, transformando um momento cotidiano de repouso numa reflexão poética sobre a solidão, o corpo e o mundo interior.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Dados

Artista
Frederic Suñer (1954)
Vendido com moldura
Não
Vendido por
Galeria
Edição
Original
Título da obra de arte
Intimidad
Técnica
Pintura a óleo
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Espanha
Estado
Bom estado
Altura
55 cm
Largura
38 cm
Estilo
Impressionista
Período
1980-1990
Vendido por
EspanhaVerificado
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