Antonio Di Viccaro (1935) - Sperlonga






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Antonio Di Viccarro Sperlonga, óleo sobre tela, 1966, Itália, 80 × 60 cm, em bom estado, visão de cidade, estilo moderno, edição original.
Descrição fornecida pelo vendedor
A trajetória artística de Antonio Di Viccaro, paisagista coerente e sensível, originário de Castelforte, Latina, é marcada por um elemento-chave, forte e incisivo: a cor, protagonista absoluto de toda a sua criação. Ele se define pintor, e se confirma nesse caminho, porque sua obra matérica e plástica é feita justamente de cor, presença dominante, cujo resultado ao longo do tempo evidenciará a aquisição e a adoção de uma busca cromática precisa. Uma paixão descoberta ainda jovem, um talento inato que se transformou depois em maestria, graças a uma carreira feita de estudo, obstinação e trabalho.
Hoje, Di Viccaro envolve-se com um conhecimento sólido e vitorioso do “fazer pintura”; nasce da cor e chega a ela, em um percurso natural e marcado, no qual a espátula, instrumento preferido, cria e transforma na tela uma realidade aparentemente conhecida e já vivida, remodelada e despertada pelo seu toque. Confirmará o uso da espátula por grande parte de sua carreira, técnica utilizada por poucos paisagistas na Itália, obtendo a realização de um estilo pessoal e reconhecível: mosaicos de cor, além de ser combinados de forma aparentemente arbitrária, de impacto visual e emocional considerável. Diante de seus cenários, das velaturas das águas tremeluzentes, das ruelas com lampejos de cor e luz, o público pode inicialmente ficar atordoado, quase recebido por um sopapo; o olho examina o paisaje, sentido e interpretado pelo artista, sob uma chave nova, moderna, onde o amarelo é combinado ao azul, o vermelho ao rosa, em um contraste que cria união. Há consciência da matéria, os sentidos são remexidos.
A cor ofusca, em certos pontos o óleo é tão generosamente espalhado pela tela que quase se poderia tocar, em certos momentos há a sensação de ouvir o estrondo das águas de um mar em tempestade tingido de um azul esfumado, ou de acariciar as velaturas sobrepostas em um lago sereno. Depois vem o detalhe, o cuidado dedicado ao particular que catalisa a atenção. Janelas banhadas por uma luz forte, mas tranquilizadora; flores repousando entre becos movimentados, onde raramente a figura humana é representada, protagonistas a natureza, a vida, o amor pela beleza. Di Viccaro sente a natureza, fez seu o paisaje, que ganha luz por meio de uma interiorização dele, num processo de reelaboração que se torna evidente no momento da execução da obra.
O paisaje é carregado de otimismo, mesmo quando a tela mostra um cenário ao anoitecer, porque a luz já se manifestou, anterior temporalmente e preexistente. A cor é um meio de exercer sobre a alma uma influência direta; sugere-se a ele, o pai do Abstracionismo, V. Kandinsky, o trabalho de Antonio Di Viccaro chega aos olhos, mas sua força está em conseguir ir além, emocionando e envolvendo a alma do espectador.
A trajetória artística de Antonio Di Viccaro, paisagista coerente e sensível, originário de Castelforte, Latina, é marcada por um elemento-chave, forte e incisivo: a cor, protagonista absoluto de toda a sua criação. Ele se define pintor, e se confirma nesse caminho, porque sua obra matérica e plástica é feita justamente de cor, presença dominante, cujo resultado ao longo do tempo evidenciará a aquisição e a adoção de uma busca cromática precisa. Uma paixão descoberta ainda jovem, um talento inato que se transformou depois em maestria, graças a uma carreira feita de estudo, obstinação e trabalho.
Hoje, Di Viccaro envolve-se com um conhecimento sólido e vitorioso do “fazer pintura”; nasce da cor e chega a ela, em um percurso natural e marcado, no qual a espátula, instrumento preferido, cria e transforma na tela uma realidade aparentemente conhecida e já vivida, remodelada e despertada pelo seu toque. Confirmará o uso da espátula por grande parte de sua carreira, técnica utilizada por poucos paisagistas na Itália, obtendo a realização de um estilo pessoal e reconhecível: mosaicos de cor, além de ser combinados de forma aparentemente arbitrária, de impacto visual e emocional considerável. Diante de seus cenários, das velaturas das águas tremeluzentes, das ruelas com lampejos de cor e luz, o público pode inicialmente ficar atordoado, quase recebido por um sopapo; o olho examina o paisaje, sentido e interpretado pelo artista, sob uma chave nova, moderna, onde o amarelo é combinado ao azul, o vermelho ao rosa, em um contraste que cria união. Há consciência da matéria, os sentidos são remexidos.
A cor ofusca, em certos pontos o óleo é tão generosamente espalhado pela tela que quase se poderia tocar, em certos momentos há a sensação de ouvir o estrondo das águas de um mar em tempestade tingido de um azul esfumado, ou de acariciar as velaturas sobrepostas em um lago sereno. Depois vem o detalhe, o cuidado dedicado ao particular que catalisa a atenção. Janelas banhadas por uma luz forte, mas tranquilizadora; flores repousando entre becos movimentados, onde raramente a figura humana é representada, protagonistas a natureza, a vida, o amor pela beleza. Di Viccaro sente a natureza, fez seu o paisaje, que ganha luz por meio de uma interiorização dele, num processo de reelaboração que se torna evidente no momento da execução da obra.
O paisaje é carregado de otimismo, mesmo quando a tela mostra um cenário ao anoitecer, porque a luz já se manifestou, anterior temporalmente e preexistente. A cor é um meio de exercer sobre a alma uma influência direta; sugere-se a ele, o pai do Abstracionismo, V. Kandinsky, o trabalho de Antonio Di Viccaro chega aos olhos, mas sua força está em conseguir ir além, emocionando e envolvendo a alma do espectador.
