Miquel Torner de Semir (1938) - El velo de la memoria

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Antonio Yera
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Miquel Torner de Semir, artista espanhol, apresenta a obra original a óleo intitulada 'El velo de la memoria' (65 × 54 cm), assinada pelo artista, do período 2000–2010, em bom estado.

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Descrição fornecida pelo vendedor

Pictura Galeria apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Miquel Torner de Semir, que representa uma mulher de olhos fechados e mãos cruzadas, imersa num instante de profunda introspecção, serenidade e emoção contida. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade plástica que transmite.

· Dimensões da obra: 65x54x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na esquina direita da obra, Miquel Torner de Semir.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas constituem parte integrante da descrição do lote.

A obra será embalada de forma profissional por um perito da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional como o próprio transporte.
O envio será realizado pelos correios ou GLS com tracking. Envíos disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma figura feminina sentada, recolhida em si mesma e envolta numa atmosfera de profundo silêncio. A mulher ocupa o centro da composição e torna-se imediatamente no núcleo emocional da cena. Os olhos fechados, a delicada inclinação da cabeça e a serenidade das feições transmitem uma intensa sensação de introspeção, como se se encontrasse absorta nos seus pensamentos, entregada a uma oração íntima ou suspensa num instante de calma absoluta.

O rosto possui uma beleza serena e atemporal. Suas traços aparecem simplificados e definidos mediante contornos escuros que se destacam sobre uma pele iluminada por brancos, cinzas, rosados e delicados matizes azulados. Estas variações cromáticas conferem profundidade e expressão, especialmente nas maçãs do rosto, testa e pescoço. As pálpebras fechadas reforçam o caráter contemplativo da figura, enquanto a pequena boca, levemente colorida, introduz uma nota de doçura e humanidade.

A expressão da mulher resulta difícil de prender em uma única emoção. Pode-se percebê-la tranquila, melancólica, introspectiva e até uma forma de resignação serena. Seu rosto não revela uma dor evidente, mas sim uma vida interior intensa, carregada de lembranças e pensamentos. Essa ambiguidade emocional transforma a imagem numa cena aberta a múltiplas interpretações e permite que cada espectador estabeleça com ela uma conexão pessoal.

A cabeça aparece rodeada por um amplo lenço claro que desce de ambos os lados do rosto e enquadra delicadamente suas feições. Suas tonalidades marfim, creme, cinza suave e violeta pálido criam uma zona luminosa no centro da obra, separando visualmente a protagonista do fundo escuro. A forma envolvente do tecido transmite proteção, intimidade e recolhimento, como se a mulher se resguardasse do mundo exterior dentro do seu próprio silêncio.

Sobre a cabeça distingue-se uma faixa ou toque de tons marrons, ocre, dourados e azuis. Suas linhas curvas seguem a forma do cabelo e conferem elegância à figura. Os detalhes azulados introduzem um contraste refinado com as cores terrosas, enquanto as divisões internas sugerem pregas, adereços ou cabelos cuidadosamente presos. Este elemento confere à personagem um ar nobre e levemente cerimonial.

A vestimenta constitui um dos aspectos mais expressivos da composição. O corpo aparece envolto por amplas zonas de azul, violeta, cinza, vermelho, laranja, creme e marrom, organizadas em grandes fragmentos de cor delimitados por linhas escuras. Essa diversidade cromática confere à figura uma presença poderosa e transforma as suas roupas num mosaico visual cheio de ritmo, intensidade e personalidade.

O azul domina principalmente as mangas e os lados da figura. Em alguns pontos adquire uma profundidade quase noturna, enquanto noutras áreas clareia-se por meio de cinzas e brancos. Esta cor transmite serenidade, espiritualidade e distância, reforçando o estado contemplativo da protagonista. Diante dele, os vermelhos e laranjas da zona central trazem calor, vitalidade e uma energia emocional contida.

O contraste entre tons frios e quentes revela-se especialmente atraente. Os azuis e violetas parecem envolver a mulher numa atmosfera de silêncio, enquanto os vermelhos, ocre e laranjas sugerem a existência de sentimentos intensos por baixo da sua aparente quietude. A figura permanece imóvel, mas a cor revela uma riqueza interior que transforma a cena em algo muito mais profundo do que um simples retrato.

As mãos aparecem cruzadas delicadamente sobre o regaço e constituem outro importante foco expressive. Suas formas alongadas e elegantes estendem-se horizontalmente, criando uma pausa dentro da verticalidade dominante da figura. A postura pode interpretarse como um gesto de espera, descanso, aceitação ou meditação. Também transmite compostura e serenidade, completando a linguagem silenciosa iniciada pelos olhos fechados.

A disposição das mãos reforça a impressão de que a mulher se encontra completamente concentrada no seu mundo interior. Não segura nenhum objeto nem realiza uma ação concreta; simplesmente permanece sentada, com os braços recolhidos e o corpo em repouso. Essa ausência de movimento visível confere à cena uma força especial, pois toda a emoção parece concentrar-se na postura, no rosto e na relação entre as cores.

O fundo é formado por grandes superfícies escuras de marrom, preto, cinza e verde profundo, divididas por linhas e formas geométricas. Essa estrutura cria uma sensação de espaço fechado e indefinido, semelhante a uma habitação silenciosa ou a um cenário simbólico. A escuridão que envolve a mulher aumenta o seu protagonismo e faz com que as zonas claras de seu rosto e seu velo pareçam emergir da penumbra.

No lado direito destaca-se uma grande faixa avermelhada que percorre verticalmente a composição. Os seus tons intensos, próximos ao vermelho escuro, ao granada e ao terracota, introduzem uma poderosa presença emocional. Esta zona pode lembrar uma cortina, uma parede ou uma superfície abstrata, embora a função principal seja equilibrar os azuis da vestimenta e aportar calor ao conjunto.

A relação entre a figura e o fundo gera uma tensão interessante. A mulher parece fazer parte do espaço e, ao mesmo tempo, encontrar-se isolada dele. Os contornos escuros delimitam claramente a sua silhueta, enquanto certas tonalidades da roupa repetem-se no ambiente e criam uma sutil continuidade. Desse modo, o personagem aparece protegido pelo espaço que o envolve, como se o silêncio exterior refletisse o seu estado interior.

Toda a composição organiza-se em torno de uma forte verticalidade. A figura eleva-se desde a parte inferior até ocupar quase toda a altura, enquanto as divisões do fundo acompanham essa direção. No entanto, a linha horizontal formada pelas mãos introduz estabilidade e descanso. Este equilíbrio entre verticalidade e horizontalidade confere à obra uma estrutura sólida, serena e muito harmoniosa.

A ausência de elementos narrativos concretos favorece uma interpretação universal. Não conhecemos a identidade da mulher, o lugar onde se encontra nem o motivo do seu recolhimento. Precisamente por isso, a figura pode representar muitas realidades: uma mãe, uma jovem à espera, uma mulher entregue à oração, uma lembrança familiar ou uma imagem simbólica de serenidade e força interior.

A protagonista possui uma presença que lembra figuras antigas, religiosas ou cerimoniais, embora a sua representação conserve uma sensibilidade plenamente contemporânea. O velo, a quietude da postura e os olhos fechados podem evocar recolhimento espiritual, enquanto a intensidade das cores e as formas fragmentadas conferem uma dimensão moderna e emocional. Esta convivência entre tradição e atualidade confere à obra um caráter singular e atemporal.

A cena convida a uma contemplação pausada. Quanto mais se observa, mais parece mudar a emoção do rosto: num primeiro momento pode transmitir paz; depois, melancolia; e, por fim, uma profunda sensação de fortaleza. A mulher não precisa olhar para o espectador para estabelecer uma conexão com ele. O seu silêncio e a sua presença são suficientes para despertar perguntas sobre os seus pensamentos, a sua história e aquilo que guarda no seu interior.

A gama cromática contribui decisivamente para esta riqueza emocional. Os tons escuros do fundo criam profundidade e mistério; os brancos e cremes iluminam o rosto e o lenço; os azuis trazem calma; e os vermelhos introduzem paixão e vitalidade. Os ocre, marrons e cinzas atuam como elementos de união, gerando uma harmonia equilibrada entre a luminosidade central e a intensidade do entorno.

Apesar do seu caráter íntimo, a figura irradia uma notável dignidade. A sua postura não é frágil nem insegura, mas firme e contida. A inclinação da cabeça e o gesto das mãos falam de uma pessoa que aceita o silêncio e encontra nele uma forma de refúgio. Esta combinação de vulnerabilidade e fortaleza transforma a protagonista numa presença profundamente humana.

A obra pode entender-se também como uma reflexão sobre a pausa no meio da agitação quotidiana. A mulher parece ter parado, afastando-se por um momento do ruído exterior para ouvir os seus próprios pensamentos. Nesse sentido, a cena adquire uma dimensão universal e próxima, pois representa a necessidade de tranquilidade, introspeção e encontro consigo mesma.

A sua intensa personalidade visual permitiria integrá-la num salão contemporâneo, num quarto, num escritório ou num canto dedicado à leitura e à contemplação. Num espaço de tons neutros, os seus azuis, vermelhos e ocres tornariam-se num elegante ponto de atenção. Junto a móveis de madeira, têxteis naturais ou elementos decorativos sóbrios, aportaria profundidade, carácter e uma sensação de exclusividade.

A verticalidade da composição favorece especialmente a sua colocação sobre uma cómoda, uma consola, uma poltrona ou uma parede estreita com boa iluminação. O olhar fechado da protagonista não impõe a sua presença, antes convida a aproximar-se e observá-la com calma. É uma obra capaz de transformar o ambiente através de uma emoção silenciosa, sofisticada e profundamente evocadora.

No conjunto, a obra oferece um retrato feminino de extraordinária força interior, protagonizado por uma mulher de olhos fechados, mãos cruzadas e vestimentas intensamente coloridas. O lenço claro que enquadra o seu rosto, a riqueza dos azuis, vermelhos e ocres, e o fundo escuro dividido em grandes formas constroem uma imagem íntima, solene e atemporal. A protagonista parece habitar um instante suspenso entre a meditação, a memória e a espera, transmitindo serenidade, dignidade e uma profunda emoção contida.

Pictura Galeria apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Miquel Torner de Semir, que representa uma mulher de olhos fechados e mãos cruzadas, imersa num instante de profunda introspecção, serenidade e emoção contida. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade plástica que transmite.

· Dimensões da obra: 65x54x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na esquina direita da obra, Miquel Torner de Semir.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas constituem parte integrante da descrição do lote.

A obra será embalada de forma profissional por um perito da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional como o próprio transporte.
O envio será realizado pelos correios ou GLS com tracking. Envíos disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma figura feminina sentada, recolhida em si mesma e envolta numa atmosfera de profundo silêncio. A mulher ocupa o centro da composição e torna-se imediatamente no núcleo emocional da cena. Os olhos fechados, a delicada inclinação da cabeça e a serenidade das feições transmitem uma intensa sensação de introspeção, como se se encontrasse absorta nos seus pensamentos, entregada a uma oração íntima ou suspensa num instante de calma absoluta.

O rosto possui uma beleza serena e atemporal. Suas traços aparecem simplificados e definidos mediante contornos escuros que se destacam sobre uma pele iluminada por brancos, cinzas, rosados e delicados matizes azulados. Estas variações cromáticas conferem profundidade e expressão, especialmente nas maçãs do rosto, testa e pescoço. As pálpebras fechadas reforçam o caráter contemplativo da figura, enquanto a pequena boca, levemente colorida, introduz uma nota de doçura e humanidade.

A expressão da mulher resulta difícil de prender em uma única emoção. Pode-se percebê-la tranquila, melancólica, introspectiva e até uma forma de resignação serena. Seu rosto não revela uma dor evidente, mas sim uma vida interior intensa, carregada de lembranças e pensamentos. Essa ambiguidade emocional transforma a imagem numa cena aberta a múltiplas interpretações e permite que cada espectador estabeleça com ela uma conexão pessoal.

A cabeça aparece rodeada por um amplo lenço claro que desce de ambos os lados do rosto e enquadra delicadamente suas feições. Suas tonalidades marfim, creme, cinza suave e violeta pálido criam uma zona luminosa no centro da obra, separando visualmente a protagonista do fundo escuro. A forma envolvente do tecido transmite proteção, intimidade e recolhimento, como se a mulher se resguardasse do mundo exterior dentro do seu próprio silêncio.

Sobre a cabeça distingue-se uma faixa ou toque de tons marrons, ocre, dourados e azuis. Suas linhas curvas seguem a forma do cabelo e conferem elegância à figura. Os detalhes azulados introduzem um contraste refinado com as cores terrosas, enquanto as divisões internas sugerem pregas, adereços ou cabelos cuidadosamente presos. Este elemento confere à personagem um ar nobre e levemente cerimonial.

A vestimenta constitui um dos aspectos mais expressivos da composição. O corpo aparece envolto por amplas zonas de azul, violeta, cinza, vermelho, laranja, creme e marrom, organizadas em grandes fragmentos de cor delimitados por linhas escuras. Essa diversidade cromática confere à figura uma presença poderosa e transforma as suas roupas num mosaico visual cheio de ritmo, intensidade e personalidade.

O azul domina principalmente as mangas e os lados da figura. Em alguns pontos adquire uma profundidade quase noturna, enquanto noutras áreas clareia-se por meio de cinzas e brancos. Esta cor transmite serenidade, espiritualidade e distância, reforçando o estado contemplativo da protagonista. Diante dele, os vermelhos e laranjas da zona central trazem calor, vitalidade e uma energia emocional contida.

O contraste entre tons frios e quentes revela-se especialmente atraente. Os azuis e violetas parecem envolver a mulher numa atmosfera de silêncio, enquanto os vermelhos, ocre e laranjas sugerem a existência de sentimentos intensos por baixo da sua aparente quietude. A figura permanece imóvel, mas a cor revela uma riqueza interior que transforma a cena em algo muito mais profundo do que um simples retrato.

As mãos aparecem cruzadas delicadamente sobre o regaço e constituem outro importante foco expressive. Suas formas alongadas e elegantes estendem-se horizontalmente, criando uma pausa dentro da verticalidade dominante da figura. A postura pode interpretarse como um gesto de espera, descanso, aceitação ou meditação. Também transmite compostura e serenidade, completando a linguagem silenciosa iniciada pelos olhos fechados.

A disposição das mãos reforça a impressão de que a mulher se encontra completamente concentrada no seu mundo interior. Não segura nenhum objeto nem realiza uma ação concreta; simplesmente permanece sentada, com os braços recolhidos e o corpo em repouso. Essa ausência de movimento visível confere à cena uma força especial, pois toda a emoção parece concentrar-se na postura, no rosto e na relação entre as cores.

O fundo é formado por grandes superfícies escuras de marrom, preto, cinza e verde profundo, divididas por linhas e formas geométricas. Essa estrutura cria uma sensação de espaço fechado e indefinido, semelhante a uma habitação silenciosa ou a um cenário simbólico. A escuridão que envolve a mulher aumenta o seu protagonismo e faz com que as zonas claras de seu rosto e seu velo pareçam emergir da penumbra.

No lado direito destaca-se uma grande faixa avermelhada que percorre verticalmente a composição. Os seus tons intensos, próximos ao vermelho escuro, ao granada e ao terracota, introduzem uma poderosa presença emocional. Esta zona pode lembrar uma cortina, uma parede ou uma superfície abstrata, embora a função principal seja equilibrar os azuis da vestimenta e aportar calor ao conjunto.

A relação entre a figura e o fundo gera uma tensão interessante. A mulher parece fazer parte do espaço e, ao mesmo tempo, encontrar-se isolada dele. Os contornos escuros delimitam claramente a sua silhueta, enquanto certas tonalidades da roupa repetem-se no ambiente e criam uma sutil continuidade. Desse modo, o personagem aparece protegido pelo espaço que o envolve, como se o silêncio exterior refletisse o seu estado interior.

Toda a composição organiza-se em torno de uma forte verticalidade. A figura eleva-se desde a parte inferior até ocupar quase toda a altura, enquanto as divisões do fundo acompanham essa direção. No entanto, a linha horizontal formada pelas mãos introduz estabilidade e descanso. Este equilíbrio entre verticalidade e horizontalidade confere à obra uma estrutura sólida, serena e muito harmoniosa.

A ausência de elementos narrativos concretos favorece uma interpretação universal. Não conhecemos a identidade da mulher, o lugar onde se encontra nem o motivo do seu recolhimento. Precisamente por isso, a figura pode representar muitas realidades: uma mãe, uma jovem à espera, uma mulher entregue à oração, uma lembrança familiar ou uma imagem simbólica de serenidade e força interior.

A protagonista possui uma presença que lembra figuras antigas, religiosas ou cerimoniais, embora a sua representação conserve uma sensibilidade plenamente contemporânea. O velo, a quietude da postura e os olhos fechados podem evocar recolhimento espiritual, enquanto a intensidade das cores e as formas fragmentadas conferem uma dimensão moderna e emocional. Esta convivência entre tradição e atualidade confere à obra um caráter singular e atemporal.

A cena convida a uma contemplação pausada. Quanto mais se observa, mais parece mudar a emoção do rosto: num primeiro momento pode transmitir paz; depois, melancolia; e, por fim, uma profunda sensação de fortaleza. A mulher não precisa olhar para o espectador para estabelecer uma conexão com ele. O seu silêncio e a sua presença são suficientes para despertar perguntas sobre os seus pensamentos, a sua história e aquilo que guarda no seu interior.

A gama cromática contribui decisivamente para esta riqueza emocional. Os tons escuros do fundo criam profundidade e mistério; os brancos e cremes iluminam o rosto e o lenço; os azuis trazem calma; e os vermelhos introduzem paixão e vitalidade. Os ocre, marrons e cinzas atuam como elementos de união, gerando uma harmonia equilibrada entre a luminosidade central e a intensidade do entorno.

Apesar do seu caráter íntimo, a figura irradia uma notável dignidade. A sua postura não é frágil nem insegura, mas firme e contida. A inclinação da cabeça e o gesto das mãos falam de uma pessoa que aceita o silêncio e encontra nele uma forma de refúgio. Esta combinação de vulnerabilidade e fortaleza transforma a protagonista numa presença profundamente humana.

A obra pode entender-se também como uma reflexão sobre a pausa no meio da agitação quotidiana. A mulher parece ter parado, afastando-se por um momento do ruído exterior para ouvir os seus próprios pensamentos. Nesse sentido, a cena adquire uma dimensão universal e próxima, pois representa a necessidade de tranquilidade, introspeção e encontro consigo mesma.

A sua intensa personalidade visual permitiria integrá-la num salão contemporâneo, num quarto, num escritório ou num canto dedicado à leitura e à contemplação. Num espaço de tons neutros, os seus azuis, vermelhos e ocres tornariam-se num elegante ponto de atenção. Junto a móveis de madeira, têxteis naturais ou elementos decorativos sóbrios, aportaria profundidade, carácter e uma sensação de exclusividade.

A verticalidade da composição favorece especialmente a sua colocação sobre uma cómoda, uma consola, uma poltrona ou uma parede estreita com boa iluminação. O olhar fechado da protagonista não impõe a sua presença, antes convida a aproximar-se e observá-la com calma. É uma obra capaz de transformar o ambiente através de uma emoção silenciosa, sofisticada e profundamente evocadora.

No conjunto, a obra oferece um retrato feminino de extraordinária força interior, protagonizado por uma mulher de olhos fechados, mãos cruzadas e vestimentas intensamente coloridas. O lenço claro que enquadra o seu rosto, a riqueza dos azuis, vermelhos e ocres, e o fundo escuro dividido em grandes formas constroem uma imagem íntima, solene e atemporal. A protagonista parece habitar um instante suspenso entre a meditação, a memória e a espera, transmitindo serenidade, dignidade e uma profunda emoção contida.

Dados

Artista
Miquel Torner de Semir (1938)
Vendido com moldura
Não
Vendido por
Galeria
Edição
Original
Título da obra de arte
El velo de la memoria
Técnica
Pintura a óleo
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Espanha
Estado
Bom estado
Altura
65 cm
Largura
54 cm
Estilo
Barroco
Período
2000-2010
Vendido por
EspanhaVerificado
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