Bobo / Madeira - Burkina Faso






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Cimier de madeira do povo Bwa/Bobo, Burquina Faso, enviado com um grande suporte, em bom estado; altura sem base 800 mm, com base 1400 mm, largura 200 mm, profundidade 280 mm.
Descrição fornecida pelo vendedor
Burkina Faso
Bobo / Bwa
Madeira
Altura fora da base: 800 mm - Altura na base 1400 mm
Largura: 200 mm
Profundidade: 280 mm
Acompanha uma base grande e alta que pode ser posta no chão.
Esta peça não é uma máscara facial clássica, mas sim uma máscara-cimeira (usada no topo do crânio) que provém do povo Bwa, uma comunidade cultural localizada numa faixa entre o centro-oeste do Burkina Faso e o sudeste do Mali.
Embora o título dos arquivos mencione a etnia Bwa, esta escultura exibe uma estilização geométrica e um trabalho policromado em damas que compartilham imensas afinidades com a arte de seus vizinhos diretos: os Dogon (em especial pela estrutura do capacete) e os Bobo.
Aqui está a análise completa de sua origem estilística, de seu simbolismo e de seu uso ritual:
1. Características estilísticas e morfologia
A arte dos povos da curva do Níger e da savana burquinense é conhecida pela abstração geométrica e pelo uso de motivos gráficos bicolores ou tricolores. Os arquivos cimier_bwa-CI279.jpg e cimier_bwa-CI279-14.jpg destacam uma construção muito arquitetada:
A base em capacete hemisférico: a parte inferior é esculpida em forma de calota que se adapta à cabeça do dançarino. Ela se prolonga para baixo por uma face estilizada, plana e poligonal, dividida verticalmente por uma crista nasal em relevo. O contorno dessa face é destacado por uma frisa de triângulos pintados em dentes-de-serra.
A alta superestrutura recortada: o que confere a especificidade a este cimier é a grande peça vertical de madeira única que sobrepõe o capacete. Ela é constituída de dois grandes discos sobrepostos, amplamente recortados em seu centro. Esta seção vertical adota um perfil em zigue-zague ou em ondas sucessivas.
A decoração em damas e os motivos triangulares: os discos e a estrutura superior são completamente pintados com motivos geométricos ritmados. Distingue-se ali triângulos alternados e damas utilizando pigmentos tradicionais: o branco (obtido a partir de caulim), o vermelho-âmbar (terra laterítica) e o preto (substâncias vegetais ou de origem carbonosa).
O pássaro totêmico no topo: o arquivo cimier_bwa-CI279-14.jpg permite observar em detalhe o topo da escultura. A estrutura é coroada por um animal estilizado esculpido horizontalmente, figurando muito provavelmente um calau ou uma ave da savana com o bico mergulhante, um motivo protetor recorrente na região.
2. Uso ritual: iniciações e culto agrário
Entre os Bwa e as populações limítrofes, máscaras de madeira esculpidas e pintadas (como as famosas máscaras-placas) intervêm em momentos-chave da vida comunitária, principalmente geridos pelas famílias de ferreiros ou pelas sociedades de máscaras.
Os ritos de iniciação dos jovens (Do): estes cimiers são exibidos nas cerimônias de iniciação que marcam a passagem dos adolescentes à vida adulta. Os jovens iniciados aprendem a decifrar a linguagem secreta dos motivos geométricos pintados na madeira. Vestir a máscara e dominar sua dança é uma prova física que comprova a maturidade do iniciado.
O culto aos espíritos da natureza: ao contrário das máscaras de folhas que encarnam diretamente a divindade Do, as máscaras de madeira representam espíritos da savana (Nuna) ou animais totémicos que intercederam em favor dos antepassados fundadores do clã durante mitos de origem.
As festas agrícolas e os funerais: o cimier também é exibido durante rituais agrários antes das primeiras chuvas para solicitar a fertilidade da terra às forças invisíveis, bem como durante os funerais de notáveis para honrar seu status e guiar a sua alma.
3. Significado dos motivos geométricos
Nesta zona cultural da savana, nada é meramente decorativo; cada motivo pintado é um sinal gráfico que transmite uma lição moral ou religiosa:
O zig-zag e as linhas quebradas: costumam evocar o caminho sinuoso dos antepassados, o curso da água que nutre ou o relâmpago que anuncia a chuva benéfica.
Os triângulos alternados brancos e escuros: simbolizam a dualidade do mundo e o equilíbrio necessário à vida: o dia e a noite, a estação seca e a estação das chuvas, a ignorância do profano (o branco/a luz que deve ser instruída) e o conhecimento do iniciado.
O pássaro no topo: intermediário entre o céu e a terra, simboliza vigilância, proteção espiritual e a ligação constante entre o mundo dos vivos e o dos espíritos da savana.
As encomendas são enviadas de segunda a sábado com seguro e número de rastreio.
Entrega entre 1 e 3 dias na França via Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no resto da Europa e no mundo inteiro via Colissimo internacional.
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Mais sobre o vendedor
Burkina Faso
Bobo / Bwa
Madeira
Altura fora da base: 800 mm - Altura na base 1400 mm
Largura: 200 mm
Profundidade: 280 mm
Acompanha uma base grande e alta que pode ser posta no chão.
Esta peça não é uma máscara facial clássica, mas sim uma máscara-cimeira (usada no topo do crânio) que provém do povo Bwa, uma comunidade cultural localizada numa faixa entre o centro-oeste do Burkina Faso e o sudeste do Mali.
Embora o título dos arquivos mencione a etnia Bwa, esta escultura exibe uma estilização geométrica e um trabalho policromado em damas que compartilham imensas afinidades com a arte de seus vizinhos diretos: os Dogon (em especial pela estrutura do capacete) e os Bobo.
Aqui está a análise completa de sua origem estilística, de seu simbolismo e de seu uso ritual:
1. Características estilísticas e morfologia
A arte dos povos da curva do Níger e da savana burquinense é conhecida pela abstração geométrica e pelo uso de motivos gráficos bicolores ou tricolores. Os arquivos cimier_bwa-CI279.jpg e cimier_bwa-CI279-14.jpg destacam uma construção muito arquitetada:
A base em capacete hemisférico: a parte inferior é esculpida em forma de calota que se adapta à cabeça do dançarino. Ela se prolonga para baixo por uma face estilizada, plana e poligonal, dividida verticalmente por uma crista nasal em relevo. O contorno dessa face é destacado por uma frisa de triângulos pintados em dentes-de-serra.
A alta superestrutura recortada: o que confere a especificidade a este cimier é a grande peça vertical de madeira única que sobrepõe o capacete. Ela é constituída de dois grandes discos sobrepostos, amplamente recortados em seu centro. Esta seção vertical adota um perfil em zigue-zague ou em ondas sucessivas.
A decoração em damas e os motivos triangulares: os discos e a estrutura superior são completamente pintados com motivos geométricos ritmados. Distingue-se ali triângulos alternados e damas utilizando pigmentos tradicionais: o branco (obtido a partir de caulim), o vermelho-âmbar (terra laterítica) e o preto (substâncias vegetais ou de origem carbonosa).
O pássaro totêmico no topo: o arquivo cimier_bwa-CI279-14.jpg permite observar em detalhe o topo da escultura. A estrutura é coroada por um animal estilizado esculpido horizontalmente, figurando muito provavelmente um calau ou uma ave da savana com o bico mergulhante, um motivo protetor recorrente na região.
2. Uso ritual: iniciações e culto agrário
Entre os Bwa e as populações limítrofes, máscaras de madeira esculpidas e pintadas (como as famosas máscaras-placas) intervêm em momentos-chave da vida comunitária, principalmente geridos pelas famílias de ferreiros ou pelas sociedades de máscaras.
Os ritos de iniciação dos jovens (Do): estes cimiers são exibidos nas cerimônias de iniciação que marcam a passagem dos adolescentes à vida adulta. Os jovens iniciados aprendem a decifrar a linguagem secreta dos motivos geométricos pintados na madeira. Vestir a máscara e dominar sua dança é uma prova física que comprova a maturidade do iniciado.
O culto aos espíritos da natureza: ao contrário das máscaras de folhas que encarnam diretamente a divindade Do, as máscaras de madeira representam espíritos da savana (Nuna) ou animais totémicos que intercederam em favor dos antepassados fundadores do clã durante mitos de origem.
As festas agrícolas e os funerais: o cimier também é exibido durante rituais agrários antes das primeiras chuvas para solicitar a fertilidade da terra às forças invisíveis, bem como durante os funerais de notáveis para honrar seu status e guiar a sua alma.
3. Significado dos motivos geométricos
Nesta zona cultural da savana, nada é meramente decorativo; cada motivo pintado é um sinal gráfico que transmite uma lição moral ou religiosa:
O zig-zag e as linhas quebradas: costumam evocar o caminho sinuoso dos antepassados, o curso da água que nutre ou o relâmpago que anuncia a chuva benéfica.
Os triângulos alternados brancos e escuros: simbolizam a dualidade do mundo e o equilíbrio necessário à vida: o dia e a noite, a estação seca e a estação das chuvas, a ignorância do profano (o branco/a luz que deve ser instruída) e o conhecimento do iniciado.
O pássaro no topo: intermediário entre o céu e a terra, simboliza vigilância, proteção espiritual e a ligação constante entre o mundo dos vivos e o dos espíritos da savana.
As encomendas são enviadas de segunda a sábado com seguro e número de rastreio.
Entrega entre 1 e 3 dias na França via Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no resto da Europa e no mundo inteiro via Colissimo internacional.
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