Máscara de cerimônia - Yaure - Costa do Marfim






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Máscara cerimonial yaouré em madeira, proveniente da Costa do Marfim, medidas 42 cm de altura, 14 cm de largura e 12,5 cm de profundidade, em bom estado.
Descrição fornecida pelo vendedor
Costa do Marfim
Yaouré
Bois
Altura: 420mm
Largura: 140mm
Profundidade: 125mm
1. Identificação geral
1.1. Pertencimento cultural
O máscara apresentada pertence ao grupo Yaouré (ou Yauré) da Costa do Marfim, povo estabelecido principalmente entre Bouaflé, Zuénoula e as regiões vizinhas, numa zona situada entre os territórios baoulé e gouro. A arte yaouré é fortemente influenciada pelas tradições baoulé, mantendo, ao mesmo tempo, um vocabulário artístico próprio, especialmente nas coberturas monumentais e nas composições figurativas.
A máscara mede 51 cm de altura e é esculpida em uma única peça de madeira. Trata-se de uma máscara antropo-zoomórfica com superestrutura, destinada a ser portada no rosto durante cerimônias públicas.
1.2. Tipo de máscara
À luz das características visíveis, essa máscara pertence à família das máscaras de prestígio yaouré, por vezes designadas como variantes locais das máscaras lo ou wakè, conforme as aldeias e as tradições.
A superestrutura complexa composta:
• de uma cabeça de elefante,
• de dois rostos humanos,
• de duas grandes cornas laterais,
• de um longo bico central,
tende a distingui-la de modelos mais simples.
Trata-se de uma máscara concebida tanto pelo seu impacto visual quanto pela sua carga simbólica.
2. Descrição detalhada
2.1. O rosto principal
O rosto possui as características clássicas da escultura yaouré:
• testa muito alta e arredondada;
• olhos semi-cerrados, traduzindo serenidade e autocontrole;
• nariz longo e reto;
• boca fechada e discreta;
• rosto perfeitamente simétrico.
Os volumes são suaves, muito equilibrados e transmitem uma sensação de serenidade.
A modelagem lembra fortemente a escultura baoulé, mas com linhas levemente mais tensas.
2.2. O penteado
O penteado é composto por finas riscas paralelas que formam um elegante movimento curvo.
Este penteado evoca:
• um penteado feminino tradicional;
• o cuidado dedicado ao corpo;
• o prestígio social.
Nas sociedades akan, o penteado é um verdadeiro sinal de identidade.
Ele expressa:
• ordem,
• maturidade,
• dignidade,
• beleza ideal.
2.3. As cicatrizes
Distinguem-se vários motivos gravados:
• pequenas cicatrizes entre as sobrancelhas;
• gradeamento nas têmporas;
• borda dentada que percorre os lados.
Estas marcas representam sinais identitários.
Elas também permitem mostrar:
• pertencimento à comunidade;
• nobreza;
• beleza ritual.
3. A superestrutura
A parte superior constitui o elemento mais notável da máscara.
Ela combina vários seres pertencentes a diferentes mundos simbólicos.
3.1. As duas grandes cornas
Duas grandes cornas sobem verticalmente.
São deliberadamente proeminentes.
No imaginário yaouré, elas simbolizam:
• poder,
• fertilidade,
• autoridade,
• proteção.
Podem evocar antílopes sagrados ou búfalos, animais associados à força.
Sua abertura cria uma composição muito dinâmica que acentua a verticalidade da máscara.
3.2. A cabeça animal
Entre as cornas aparece uma cabeça animal.
Ela apresenta:
• um focinho alongado e curvado;
• dois presas curvadas;
• olhos em amêndoa.
Ela evoca uma cabeça de elefante.
Nas tradições yaouré, os animais representados nas máscaras não buscam reproduzir fielmente uma espécie.
Eles condensam várias qualidades:
• coragem,
• inteligência,
• força,
• vigilância.
3.3. Os dois rostos humanos
Duas pequenas cabeças humanas aparecem de cada lado.
Suas penteados são cuidadosamente esculpidos.
Esses personagens podem representar:
• antepassados;
• genios protetores;
• fundadores do lignagem;
• assistentes espirituais da máscara.
Sua presença reforça o caráter sobrenatural do conjunto.
3.4. O longo bico frontal
Um longo apêndice curvo desce até a testa.
Evoca um bico de calau.
Entre muitos povos da Costa do Marfim, o calau está associado a:
• à palavra criadora;
• à comunicação com os ancestrais;
• à fertilidade;
• ao mundo celestial.
Sua posição central mostra que atua como mediador entre os mundos humano e espiritual.
4. Função ritual
4.1. Manifestação de um espírito
A máscara não é considerada apenas um objeto.
Uma vez usada, torna-se a manifestação visível de um espírito.
O dançarino desaparece simbolicamente.
O público não vê mais um homem, mas uma potência invisível.
4.2. Cerimônias
Esse tipo de máscara ocorre em inúmeras cerimônias:
• funerais importantes;
• festas comunitárias;
• celebrações agrícolas;
• recepção de hóspedes prestigiosos;
• rituais de proteção;
• cerimônias de reconciliação.
A dança permite tornar presente o mundo invisível.
4.3. Função educativa
As máscaras também desempenham um papel moral.
Lembram valores essenciais:
• respeito aos antigos;
• harmonia social;
• coragem;
• honestidade;
• autocontrole.
5. Função simbólica
5.1. Reunião de três mundos
A composição sobrepõe vários níveis:
• o rosto humano representa os vivos;
• os animais encarnam as forças da natureza;
• os personagens superiores evocam os antepassados.
A máscara torna-se assim uma síntese cosmológica.
5.2. Aliança entre beleza e força
O contraste entre:
• o rosto extremamente sereno,
• as fortes cornas,
• as presas,
• os animais,
traduz uma ideia essencial dos Yaouré: a verdadeira força está sob controle.
A beleza externa reflete o equilíbrio interior.
5.3. Proteção
Os animais também servem como guardiões espirituais.
Eles repelem:
• doenças;
• influências nefastas;
• conflitos;
• forças invisíveis hostis.
A máscara torna-se um protetor coletivo.
6. Análise estilística
6.1. Influência baoulé
Vários elementos lembram diretamente os grandes ateliês baoulé:
• testa arredondada;
• olhos semi-cerrados;
• nariz longo;
• boca discreta;
• volumes polidos.
Essa parentesco é normal, dada a proximidade geográfica e cultural dos dois povos.
6.2. Características próprias dos Yaouré
Os elementos tipicamente yaouré são numerosos:
• superestrutura particularmente desenvolvida;
• abundância de símbolos animais;
• justaposição de seres humanos e animais;
• equilíbrio entre naturalismo e estilização;
• composição muito vertical.
Estas características distinguem claramente esta obra das máscaras baoulé mais sóbrias.
7. Qualidade da escultura
A observação das fotografias evidencia:
• excelente domínio das proporções;
• grande delicadeza nas gravuras do penteado;
• bela simetria do rosto;
• superestrutura complexa bem integrada;
• um polimento antigo que produziu uma patina profunda.
A escultura revela um artesão experiente, capaz de trabalhar tanto os grandes volumes quanto os detalhes finos.
8. Estado de conservação
A máscara apresenta um estado de conservação compatível com um objeto ritual que já foi utilizado.
Observa-se, em particular:
• patina antiga de uso;
• desgaste regular dos relevos;
• pequenos lascamentos em algumas extremidades das cornas e dos elementos superiores;
• uma fina fenda de retração da madeira na altura da testa, típica do envelhecimento natural;
• uma cavidade interna apresentando os traços normais de escavação manual.
Não há nenhuma restauração importante claramente visível nas fotografias.
9. Síntese
Esta máscara yaouré constitui uma obra particularmente elaborada da arte tradicional marfinense. Seu rosto sereno, tratado segundo os cânones estéticos akan, é coroado por uma impressionante arquitetura simbólica que associa cornas, cabeça de elefante, bico de calau e duas figuras humanas. Esta combinação não se trata apenas de uma busca decorativa: expressa a reunião das forças da natureza, dos antepassados e da comunidade em um único objeto ritual.
Por meio de sua iconografia rica, da qualidade de sua escultura e do equilíbrio de sua composição, esta máscara destinava-se a atuar em cerimônias importantes, onde incarnava um espírito protetor encarregado de assegurar prosperidade, coesão social e a transmissão dos valores fundamentais da sociedade yaouré.
Os pacotes são enviados de segunda a sábado com seguro e número de rastreamento.
Entrega entre 1 a 3 dias na França em Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no resto da Europa e no mundo inteiro em Colissimo internacional.
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Máscara de arte africana
Arte de máscaras africanas
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Máscara de estatua de galeria de arte africano
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Costa do Marfim
Yaouré
Bois
Altura: 420mm
Largura: 140mm
Profundidade: 125mm
1. Identificação geral
1.1. Pertencimento cultural
O máscara apresentada pertence ao grupo Yaouré (ou Yauré) da Costa do Marfim, povo estabelecido principalmente entre Bouaflé, Zuénoula e as regiões vizinhas, numa zona situada entre os territórios baoulé e gouro. A arte yaouré é fortemente influenciada pelas tradições baoulé, mantendo, ao mesmo tempo, um vocabulário artístico próprio, especialmente nas coberturas monumentais e nas composições figurativas.
A máscara mede 51 cm de altura e é esculpida em uma única peça de madeira. Trata-se de uma máscara antropo-zoomórfica com superestrutura, destinada a ser portada no rosto durante cerimônias públicas.
1.2. Tipo de máscara
À luz das características visíveis, essa máscara pertence à família das máscaras de prestígio yaouré, por vezes designadas como variantes locais das máscaras lo ou wakè, conforme as aldeias e as tradições.
A superestrutura complexa composta:
• de uma cabeça de elefante,
• de dois rostos humanos,
• de duas grandes cornas laterais,
• de um longo bico central,
tende a distingui-la de modelos mais simples.
Trata-se de uma máscara concebida tanto pelo seu impacto visual quanto pela sua carga simbólica.
2. Descrição detalhada
2.1. O rosto principal
O rosto possui as características clássicas da escultura yaouré:
• testa muito alta e arredondada;
• olhos semi-cerrados, traduzindo serenidade e autocontrole;
• nariz longo e reto;
• boca fechada e discreta;
• rosto perfeitamente simétrico.
Os volumes são suaves, muito equilibrados e transmitem uma sensação de serenidade.
A modelagem lembra fortemente a escultura baoulé, mas com linhas levemente mais tensas.
2.2. O penteado
O penteado é composto por finas riscas paralelas que formam um elegante movimento curvo.
Este penteado evoca:
• um penteado feminino tradicional;
• o cuidado dedicado ao corpo;
• o prestígio social.
Nas sociedades akan, o penteado é um verdadeiro sinal de identidade.
Ele expressa:
• ordem,
• maturidade,
• dignidade,
• beleza ideal.
2.3. As cicatrizes
Distinguem-se vários motivos gravados:
• pequenas cicatrizes entre as sobrancelhas;
• gradeamento nas têmporas;
• borda dentada que percorre os lados.
Estas marcas representam sinais identitários.
Elas também permitem mostrar:
• pertencimento à comunidade;
• nobreza;
• beleza ritual.
3. A superestrutura
A parte superior constitui o elemento mais notável da máscara.
Ela combina vários seres pertencentes a diferentes mundos simbólicos.
3.1. As duas grandes cornas
Duas grandes cornas sobem verticalmente.
São deliberadamente proeminentes.
No imaginário yaouré, elas simbolizam:
• poder,
• fertilidade,
• autoridade,
• proteção.
Podem evocar antílopes sagrados ou búfalos, animais associados à força.
Sua abertura cria uma composição muito dinâmica que acentua a verticalidade da máscara.
3.2. A cabeça animal
Entre as cornas aparece uma cabeça animal.
Ela apresenta:
• um focinho alongado e curvado;
• dois presas curvadas;
• olhos em amêndoa.
Ela evoca uma cabeça de elefante.
Nas tradições yaouré, os animais representados nas máscaras não buscam reproduzir fielmente uma espécie.
Eles condensam várias qualidades:
• coragem,
• inteligência,
• força,
• vigilância.
3.3. Os dois rostos humanos
Duas pequenas cabeças humanas aparecem de cada lado.
Suas penteados são cuidadosamente esculpidos.
Esses personagens podem representar:
• antepassados;
• genios protetores;
• fundadores do lignagem;
• assistentes espirituais da máscara.
Sua presença reforça o caráter sobrenatural do conjunto.
3.4. O longo bico frontal
Um longo apêndice curvo desce até a testa.
Evoca um bico de calau.
Entre muitos povos da Costa do Marfim, o calau está associado a:
• à palavra criadora;
• à comunicação com os ancestrais;
• à fertilidade;
• ao mundo celestial.
Sua posição central mostra que atua como mediador entre os mundos humano e espiritual.
4. Função ritual
4.1. Manifestação de um espírito
A máscara não é considerada apenas um objeto.
Uma vez usada, torna-se a manifestação visível de um espírito.
O dançarino desaparece simbolicamente.
O público não vê mais um homem, mas uma potência invisível.
4.2. Cerimônias
Esse tipo de máscara ocorre em inúmeras cerimônias:
• funerais importantes;
• festas comunitárias;
• celebrações agrícolas;
• recepção de hóspedes prestigiosos;
• rituais de proteção;
• cerimônias de reconciliação.
A dança permite tornar presente o mundo invisível.
4.3. Função educativa
As máscaras também desempenham um papel moral.
Lembram valores essenciais:
• respeito aos antigos;
• harmonia social;
• coragem;
• honestidade;
• autocontrole.
5. Função simbólica
5.1. Reunião de três mundos
A composição sobrepõe vários níveis:
• o rosto humano representa os vivos;
• os animais encarnam as forças da natureza;
• os personagens superiores evocam os antepassados.
A máscara torna-se assim uma síntese cosmológica.
5.2. Aliança entre beleza e força
O contraste entre:
• o rosto extremamente sereno,
• as fortes cornas,
• as presas,
• os animais,
traduz uma ideia essencial dos Yaouré: a verdadeira força está sob controle.
A beleza externa reflete o equilíbrio interior.
5.3. Proteção
Os animais também servem como guardiões espirituais.
Eles repelem:
• doenças;
• influências nefastas;
• conflitos;
• forças invisíveis hostis.
A máscara torna-se um protetor coletivo.
6. Análise estilística
6.1. Influência baoulé
Vários elementos lembram diretamente os grandes ateliês baoulé:
• testa arredondada;
• olhos semi-cerrados;
• nariz longo;
• boca discreta;
• volumes polidos.
Essa parentesco é normal, dada a proximidade geográfica e cultural dos dois povos.
6.2. Características próprias dos Yaouré
Os elementos tipicamente yaouré são numerosos:
• superestrutura particularmente desenvolvida;
• abundância de símbolos animais;
• justaposição de seres humanos e animais;
• equilíbrio entre naturalismo e estilização;
• composição muito vertical.
Estas características distinguem claramente esta obra das máscaras baoulé mais sóbrias.
7. Qualidade da escultura
A observação das fotografias evidencia:
• excelente domínio das proporções;
• grande delicadeza nas gravuras do penteado;
• bela simetria do rosto;
• superestrutura complexa bem integrada;
• um polimento antigo que produziu uma patina profunda.
A escultura revela um artesão experiente, capaz de trabalhar tanto os grandes volumes quanto os detalhes finos.
8. Estado de conservação
A máscara apresenta um estado de conservação compatível com um objeto ritual que já foi utilizado.
Observa-se, em particular:
• patina antiga de uso;
• desgaste regular dos relevos;
• pequenos lascamentos em algumas extremidades das cornas e dos elementos superiores;
• uma fina fenda de retração da madeira na altura da testa, típica do envelhecimento natural;
• uma cavidade interna apresentando os traços normais de escavação manual.
Não há nenhuma restauração importante claramente visível nas fotografias.
9. Síntese
Esta máscara yaouré constitui uma obra particularmente elaborada da arte tradicional marfinense. Seu rosto sereno, tratado segundo os cânones estéticos akan, é coroado por uma impressionante arquitetura simbólica que associa cornas, cabeça de elefante, bico de calau e duas figuras humanas. Esta combinação não se trata apenas de uma busca decorativa: expressa a reunião das forças da natureza, dos antepassados e da comunidade em um único objeto ritual.
Por meio de sua iconografia rica, da qualidade de sua escultura e do equilíbrio de sua composição, esta máscara destinava-se a atuar em cerimônias importantes, onde incarnava um espírito protetor encarregado de assegurar prosperidade, coesão social e a transmissão dos valores fundamentais da sociedade yaouré.
Os pacotes são enviados de segunda a sábado com seguro e número de rastreamento.
Entrega entre 1 a 3 dias na França em Chronopost, 2 a 5 dias em toda a União Europeia.
Entrega no resto da Europa e no mundo inteiro em Colissimo internacional.
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Arte de máscaras africanas
Arte das máscaras africanas
Máscara de estatua de galeria de arte africano
