European school (XX) - The wait






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Descrição fornecida pelo vendedor
Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente à escola europeia, que retrata uma mulher grávida sentada em uma postura íntima e reflexiva, expressando vulnerabilidade, cansaço e esperança ligados à espera de uma nova vida. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.
· Dimensões da obra: 41x32,5x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação, apresenta alguma falta de tinta.
A obra procede de uma coleção privada exclusiva em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote. Representação digital em mockup orientativo; podem existir diferenças relativamente ao artigo real em cor, escala e detalhes.
A tela será embalada de forma profissional por um perito da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o transporte propriamente dito.
O envio será efetuado pela Correos ou GLS com tracking. Envios disponíveis a nível internacional.
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Este quadro apresenta uma representação poderosa e íntima de uma mulher grávida sentada numa cadeira, com o corpo encolhido e o rosto parcialmente oculto por trás de uma das suas mãos. A figura ocupa praticamente toda a composição e aparece isolada frente a um fundo verde, sem elementos secundários que distraiam o olhar. Seu ventre arredondado transforma-se no centro visual e simbólico da cena, enquanto a postura inclinada, a cabeça baixa e o gesto silencioso transmitem introspeção, cansaço, vulnerabilidade e uma profunda consciência do momento vital que está a atravessar.
A mulher encontra-se sentada numa posição frontal, embora o tronco e a cabeça se inclinem ligeiramente para a esquerda. Essa orientação gera uma estrutura curvada que guia o olhar desde o cabelo escuro até ao rosto oculto, ao peito, ao ventre e às pernas. A composição está completamente organizada em torno do seu corpo e do seu gesto.
A postura resulta recolhida e protetora. A protagonista inclina-se para a frente como se precisasse descansar, concentrar-se nos seus pensamentos ou isolarem-se temporariamente do entorno. A posição fechada do corpo contrasta com a amplitude do ventre e reforça a sensação de intimidade.
A cabeça aparece abaixada e virada para a esquerda. O rosto está parcialmente oculto pela mão, impedindo conhecer com exactidão a expressão. Esta ausência de contacto visual preserva a intimidade da mulher e evita que a cena se torne num retrato convencional.
O gesto de cobrir o rosto pode sugerir emoções diferentes. Poderia tratar-se de cansaço físico, reflexão, pudor, preocupação ou uma pausa silenciosa. A obra não oferece uma única interpretação, mas permite que o espetador se aproxime com sensibilidade à complexidade emocional da maternidade.
A mão esquerda apoia-se verticalmente junto ao rosto. Os dedos cobrem a testa, o olho e parte da bochecha, enquanto o cotovelo repousa sobre a perna elevada. Esta posição permite que todo o peso da cabeça pareça descansar sobre a mão.
O braço forma uma linha alongada que desce desde o rosto até à perna. Os seus tons rosados, ocre e esverdeados recebem distintas intensidades de luz. Esta diagonal conecta visualmente a parte superior com o centro da composição e reforça o caráter recolhido da postura.
A outra mão pendura-se relaxadamente em direção ao chão. Os dedos aparecem ligeiramente curvados e aproximam-se da perna e da borda da cadeira. Este gesto traduz abandono físico e contrasta com a tensão emocional sugerida pela mão que cobre o rosto.
O braço direito estende-se desde o ombro até à zona inferior por meio de uma curva suave. As áreas iluminadas concentram-se na parte exterior, enquanto que as sombras verdes e castanhas definem o contacto com o tronco. A sua extensão contribui para equilibrar a figura.
O cabelo escuro está apanhado na parte de trás da cabeça. O seu volume é formado por pretos, castanhos, violetas e pequenos reflexos avermelhados. A massa de cabelo contrasta com os tons quentes da pele e separa a cabeça do fundo verde.
Algumas mechas parecem descer para a nuca e as costas. O penteado simples evita qualquer elemento ornamental e mantém toda a atenção na atitude da protagonista. O seu aspeto natural reforça a sinceridade e a humanidade da cena.
O pescoço aparece inclinado e parcialmente oculto pela postura. As sombras sob o queixo e em volta da clavícula acrescentam profundidade. Esta flexão transmite o peso da cabeça e acentua a sensação de concentração interior.
Os ombros apresentam uma disposição desigual devido ao gesto. O esquerdo fica elevado e próximo ao rosto, enquanto o direito desce em direção ao braço relaxado. Esta assimetria evita a rigidez e oferece uma expressão corporal especialmente convincente.
O peito está representado de forma natural, sem idealização excessiva. Os tons quentes da pele misturam-se com verdes, ocres e castanhos provenientes das sombras. A figura surge mostrada a partir de uma perspetiva humana e íntima, ligada ao processo de gestação.
O ventre arredondado domina a zona central e inferior. A sua forma ampla recebe uma luz suave que ressalta o volume e o transforma no núcleo emocional da composição. A curvatura expressa de forma clara a gravidez e a presença de uma nova vida.
Sobre o abdómen distribuem-se tonalidades creme, rosadas, esverdeadas e ocres. A zona superior recebe uma luz mais quente, enquanto as partes inferiores aparecem envoltas em sombras castanhas e verdes. Estas mudanças permitem perceber a forma sem recorrer a contornos rígidos.
O ventre estabelece um poderoso contraste com a posição fechada da mãe. Enquanto ela parece recolher-se sobre si mesma, a forma arredondada projeta-se em direção ao espetador. Esta oposição concentra o significado da obra na relação entre interioridade emocional e transformação física.
As pernas dispõem-se de forma desigual. Uma delas aparece flexionada e elevada, permitindo que o cotovelo Sirva de apoio, enquanto a outra desce para a parte inferior. Esta postura confere estabilidade e contribui para a sensação de cansaço ou repouso.
O joelho elevado ocupa boa parte do primeiro plano esquerdo. A sua forma encontra-se iluminada com cremes, rosas e amarelos suaves, com sombras verdes e castanhas ao redor. A proximidade desta perna aumenta a sensação de volume e profundidade.
A outra perna estende-se para baixo e fica parcialmente ocultada pelo abdômen. A sua posição ajuda a sustentar o corpo sobre a cadeira e fecha visualmente a zona inferior. As sombras acumulam-se entre as duas pernas e delimitam as suas formas.
A cadeira aparece apenas de forma parcial, pois o corpo ocupa quase toda a superfície. Destaca-se um assento escuro de tons azuis e verdes, acompanhado por pés castanhos. A sua estrutura simples funciona como apoio sem adquirir protagonismo desnecessário.
A borda clara do assento destaca-se sob a figura e permite compreender a posição da mulher. Os pés descem para o chão através de linhas verticais que conferem estabilidade. A simplicidade do mobiliário reforça a austeridade da cena.
A sombra projectada atrás da figura aparece como uma grande massa verde escura. A sua forma estende-se para a direita e repete parcialmente a silhueta das costas e do braço. Esta sombra cria profundidade e separa o corpo do fundo.
O fundo está dominado por verdes apagados, oliva, cinzentos e pequenos matizes amarelados. Não define uma sala concreta nem contém objetos reconhecíveis. Esta indeterminação concentra por completo a atenção na protagonista e transforma o espaço numa extensão do seu estado emocional.
A gama verde transmite calma, silêncio e recolhimento, embora os seus tons mais escuros também introduzam certa melancolia. A pele quente destaca-se claramente sobre essa superfície e adquire uma presença imediata. A oposição cromática organiza toda a composição.
A luz parece proceder desde a parte frontal e levemente para a esquerda. Ilumina o braço elevado, o ombro, o peito, o ventre e as pernas, enquanto deixa o rosto e as costas em sombra. Essa distribuição dirige o olhar para o corpo gestante.
A zona do rosto permanece parcialmente escura não apenas pela mão, mas também pela inclinação da cabeça. Esta penumbra preserva o mistério dos pensamentos da mulher. O corpo revela o seu estado físico, mas a sua vida interior permanece protegida.
A composição vertical acentua a presença monumental da figura. A mulher ocupa quase todo o espaço e aproxima-se do espetador, sem uma paisagem ou interior que permita distanciar-se emocionalmente. Esta aproximação força a contemplar o seu gesto com atenção e respeito.
A ausência de roupa, joias ou objetos pessoais elimina referências sociais e temporais. A protagonista não é definida por uma época ou classe concreta, mas pela sua condição humana e maternal. Esta nudez confere universalidade à cena.
A obra pode ser interpretada como uma reflexão sobre a maternidade afastada de qualquer visão idealizada. O embarazo aparece acompanhado de cansaço, vulnerabilidade e pensamento. A mulher não posa como uma figura alegórica, mas vive um momento privado de profunda intensidade.
O gesto do rosto introduz uma dimensão psicológica essencial. A protagonista poderia encontrar-se a refletir sobre o futuro, a sentir o peso físico da gestação ou a procurar alguns instantes de descanso. A ambiguidade emocional torna a imagem especialmente comovente.
Existe também uma forte sensação de proteção. A postura inclinada parece envolver o ventre, embora as mãos não o cubram diretamente. Todo o corpo organiza-se em torno da nova vida que cresce no seu interior, tornando a figura num abrigo.
A composição reúne fragilidade e força. O gesto transmite cansaço e vulnerabilidade, mas a presença ampla e sólida do corpo expressa resistência. A mulher atravessa uma transformação que exige tanto física quanto emocional.
A maternidade é representada aqui como uma experiência íntima e complexa. Não há celebração exterior, acompanhantes nem elementos decorativos; apenas uma mulher diante de seus pensamentos. Esta austeridade permite que a obra comunique com grande intensidade.
O silêncio do fundo intensifica a sensação de pausa. Parece como se o tempo tivesse parado à volta da protagonista para lhe permitir ouvir o seu próprio corpo e as suas emoções. O espetador torna-se testemunha desse momento privado.
A imagem pode despertar sentimentos de ternura, empatia e respeito. A sua força não depende de uma ação dramática, mas da sinceridade de uma postura cotidiana. A mulher parece próxima e profundamente humana.
O ventre, situado no centro, simboliza esperança, continuidade e futuro. No entanto, o rosto oculto lembra que a espera também pode implicar incerteza e esforço. A união dessas ideias confere à obra uma notável profundidade emocional.
No conjunto, este precioso quadro oferece uma representação íntima, honesta e profundamente comovedora de uma mulher grávida sentada em silêncio, com o rosto apoiado numa mão e o corpo recolhido em torno do ventre. A sobriedade do fundo verde, a cálida luminosidade da pele, a postura cansada e a ausência de elementos secundários concentram toda a atenção na experiência emocional da protagonista. A obra transmite simultaneamente vulnerabilidade, força, espera e esperança, tornando-se numa sensível reflexão sobre a maternidade, a transformação do corpo e o mistério de uma nova vida.
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Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente à escola europeia, que retrata uma mulher grávida sentada em uma postura íntima e reflexiva, expressando vulnerabilidade, cansaço e esperança ligados à espera de uma nova vida. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.
· Dimensões da obra: 41x32,5x2 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação, apresenta alguma falta de tinta.
A obra procede de uma coleção privada exclusiva em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote. Representação digital em mockup orientativo; podem existir diferenças relativamente ao artigo real em cor, escala e detalhes.
A tela será embalada de forma profissional por um perito da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o transporte propriamente dito.
O envio será efetuado pela Correos ou GLS com tracking. Envios disponíveis a nível internacional.
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Este quadro apresenta uma representação poderosa e íntima de uma mulher grávida sentada numa cadeira, com o corpo encolhido e o rosto parcialmente oculto por trás de uma das suas mãos. A figura ocupa praticamente toda a composição e aparece isolada frente a um fundo verde, sem elementos secundários que distraiam o olhar. Seu ventre arredondado transforma-se no centro visual e simbólico da cena, enquanto a postura inclinada, a cabeça baixa e o gesto silencioso transmitem introspeção, cansaço, vulnerabilidade e uma profunda consciência do momento vital que está a atravessar.
A mulher encontra-se sentada numa posição frontal, embora o tronco e a cabeça se inclinem ligeiramente para a esquerda. Essa orientação gera uma estrutura curvada que guia o olhar desde o cabelo escuro até ao rosto oculto, ao peito, ao ventre e às pernas. A composição está completamente organizada em torno do seu corpo e do seu gesto.
A postura resulta recolhida e protetora. A protagonista inclina-se para a frente como se precisasse descansar, concentrar-se nos seus pensamentos ou isolarem-se temporariamente do entorno. A posição fechada do corpo contrasta com a amplitude do ventre e reforça a sensação de intimidade.
A cabeça aparece abaixada e virada para a esquerda. O rosto está parcialmente oculto pela mão, impedindo conhecer com exactidão a expressão. Esta ausência de contacto visual preserva a intimidade da mulher e evita que a cena se torne num retrato convencional.
O gesto de cobrir o rosto pode sugerir emoções diferentes. Poderia tratar-se de cansaço físico, reflexão, pudor, preocupação ou uma pausa silenciosa. A obra não oferece uma única interpretação, mas permite que o espetador se aproxime com sensibilidade à complexidade emocional da maternidade.
A mão esquerda apoia-se verticalmente junto ao rosto. Os dedos cobrem a testa, o olho e parte da bochecha, enquanto o cotovelo repousa sobre a perna elevada. Esta posição permite que todo o peso da cabeça pareça descansar sobre a mão.
O braço forma uma linha alongada que desce desde o rosto até à perna. Os seus tons rosados, ocre e esverdeados recebem distintas intensidades de luz. Esta diagonal conecta visualmente a parte superior com o centro da composição e reforça o caráter recolhido da postura.
A outra mão pendura-se relaxadamente em direção ao chão. Os dedos aparecem ligeiramente curvados e aproximam-se da perna e da borda da cadeira. Este gesto traduz abandono físico e contrasta com a tensão emocional sugerida pela mão que cobre o rosto.
O braço direito estende-se desde o ombro até à zona inferior por meio de uma curva suave. As áreas iluminadas concentram-se na parte exterior, enquanto que as sombras verdes e castanhas definem o contacto com o tronco. A sua extensão contribui para equilibrar a figura.
O cabelo escuro está apanhado na parte de trás da cabeça. O seu volume é formado por pretos, castanhos, violetas e pequenos reflexos avermelhados. A massa de cabelo contrasta com os tons quentes da pele e separa a cabeça do fundo verde.
Algumas mechas parecem descer para a nuca e as costas. O penteado simples evita qualquer elemento ornamental e mantém toda a atenção na atitude da protagonista. O seu aspeto natural reforça a sinceridade e a humanidade da cena.
O pescoço aparece inclinado e parcialmente oculto pela postura. As sombras sob o queixo e em volta da clavícula acrescentam profundidade. Esta flexão transmite o peso da cabeça e acentua a sensação de concentração interior.
Os ombros apresentam uma disposição desigual devido ao gesto. O esquerdo fica elevado e próximo ao rosto, enquanto o direito desce em direção ao braço relaxado. Esta assimetria evita a rigidez e oferece uma expressão corporal especialmente convincente.
O peito está representado de forma natural, sem idealização excessiva. Os tons quentes da pele misturam-se com verdes, ocres e castanhos provenientes das sombras. A figura surge mostrada a partir de uma perspetiva humana e íntima, ligada ao processo de gestação.
O ventre arredondado domina a zona central e inferior. A sua forma ampla recebe uma luz suave que ressalta o volume e o transforma no núcleo emocional da composição. A curvatura expressa de forma clara a gravidez e a presença de uma nova vida.
Sobre o abdómen distribuem-se tonalidades creme, rosadas, esverdeadas e ocres. A zona superior recebe uma luz mais quente, enquanto as partes inferiores aparecem envoltas em sombras castanhas e verdes. Estas mudanças permitem perceber a forma sem recorrer a contornos rígidos.
O ventre estabelece um poderoso contraste com a posição fechada da mãe. Enquanto ela parece recolher-se sobre si mesma, a forma arredondada projeta-se em direção ao espetador. Esta oposição concentra o significado da obra na relação entre interioridade emocional e transformação física.
As pernas dispõem-se de forma desigual. Uma delas aparece flexionada e elevada, permitindo que o cotovelo Sirva de apoio, enquanto a outra desce para a parte inferior. Esta postura confere estabilidade e contribui para a sensação de cansaço ou repouso.
O joelho elevado ocupa boa parte do primeiro plano esquerdo. A sua forma encontra-se iluminada com cremes, rosas e amarelos suaves, com sombras verdes e castanhas ao redor. A proximidade desta perna aumenta a sensação de volume e profundidade.
A outra perna estende-se para baixo e fica parcialmente ocultada pelo abdômen. A sua posição ajuda a sustentar o corpo sobre a cadeira e fecha visualmente a zona inferior. As sombras acumulam-se entre as duas pernas e delimitam as suas formas.
A cadeira aparece apenas de forma parcial, pois o corpo ocupa quase toda a superfície. Destaca-se um assento escuro de tons azuis e verdes, acompanhado por pés castanhos. A sua estrutura simples funciona como apoio sem adquirir protagonismo desnecessário.
A borda clara do assento destaca-se sob a figura e permite compreender a posição da mulher. Os pés descem para o chão através de linhas verticais que conferem estabilidade. A simplicidade do mobiliário reforça a austeridade da cena.
A sombra projectada atrás da figura aparece como uma grande massa verde escura. A sua forma estende-se para a direita e repete parcialmente a silhueta das costas e do braço. Esta sombra cria profundidade e separa o corpo do fundo.
O fundo está dominado por verdes apagados, oliva, cinzentos e pequenos matizes amarelados. Não define uma sala concreta nem contém objetos reconhecíveis. Esta indeterminação concentra por completo a atenção na protagonista e transforma o espaço numa extensão do seu estado emocional.
A gama verde transmite calma, silêncio e recolhimento, embora os seus tons mais escuros também introduzam certa melancolia. A pele quente destaca-se claramente sobre essa superfície e adquire uma presença imediata. A oposição cromática organiza toda a composição.
A luz parece proceder desde a parte frontal e levemente para a esquerda. Ilumina o braço elevado, o ombro, o peito, o ventre e as pernas, enquanto deixa o rosto e as costas em sombra. Essa distribuição dirige o olhar para o corpo gestante.
A zona do rosto permanece parcialmente escura não apenas pela mão, mas também pela inclinação da cabeça. Esta penumbra preserva o mistério dos pensamentos da mulher. O corpo revela o seu estado físico, mas a sua vida interior permanece protegida.
A composição vertical acentua a presença monumental da figura. A mulher ocupa quase todo o espaço e aproxima-se do espetador, sem uma paisagem ou interior que permita distanciar-se emocionalmente. Esta aproximação força a contemplar o seu gesto com atenção e respeito.
A ausência de roupa, joias ou objetos pessoais elimina referências sociais e temporais. A protagonista não é definida por uma época ou classe concreta, mas pela sua condição humana e maternal. Esta nudez confere universalidade à cena.
A obra pode ser interpretada como uma reflexão sobre a maternidade afastada de qualquer visão idealizada. O embarazo aparece acompanhado de cansaço, vulnerabilidade e pensamento. A mulher não posa como uma figura alegórica, mas vive um momento privado de profunda intensidade.
O gesto do rosto introduz uma dimensão psicológica essencial. A protagonista poderia encontrar-se a refletir sobre o futuro, a sentir o peso físico da gestação ou a procurar alguns instantes de descanso. A ambiguidade emocional torna a imagem especialmente comovente.
Existe também uma forte sensação de proteção. A postura inclinada parece envolver o ventre, embora as mãos não o cubram diretamente. Todo o corpo organiza-se em torno da nova vida que cresce no seu interior, tornando a figura num abrigo.
A composição reúne fragilidade e força. O gesto transmite cansaço e vulnerabilidade, mas a presença ampla e sólida do corpo expressa resistência. A mulher atravessa uma transformação que exige tanto física quanto emocional.
A maternidade é representada aqui como uma experiência íntima e complexa. Não há celebração exterior, acompanhantes nem elementos decorativos; apenas uma mulher diante de seus pensamentos. Esta austeridade permite que a obra comunique com grande intensidade.
O silêncio do fundo intensifica a sensação de pausa. Parece como se o tempo tivesse parado à volta da protagonista para lhe permitir ouvir o seu próprio corpo e as suas emoções. O espetador torna-se testemunha desse momento privado.
A imagem pode despertar sentimentos de ternura, empatia e respeito. A sua força não depende de uma ação dramática, mas da sinceridade de uma postura cotidiana. A mulher parece próxima e profundamente humana.
O ventre, situado no centro, simboliza esperança, continuidade e futuro. No entanto, o rosto oculto lembra que a espera também pode implicar incerteza e esforço. A união dessas ideias confere à obra uma notável profundidade emocional.
No conjunto, este precioso quadro oferece uma representação íntima, honesta e profundamente comovedora de uma mulher grávida sentada em silêncio, com o rosto apoiado numa mão e o corpo recolhido em torno do ventre. A sobriedade do fundo verde, a cálida luminosidade da pele, a postura cansada e a ausência de elementos secundários concentram toda a atenção na experiência emocional da protagonista. A obra transmite simultaneamente vulnerabilidade, força, espera e esperança, tornando-se numa sensível reflexão sobre a maternidade, a transformação do corpo e o mistério de uma nova vida.
