Jaume Mateu (1954) - El guardián del tiempo

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El guardián do tempo, pintura a óleo de Jaume Mateu (1954) da Espanha, 1980–1990, assinado à mão, edição original e em bom estado, dimensões 40,5 × 61,5 cm.

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Descrição fornecida pelo vendedor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Jaume Mateu, que representa um antigo relógio rodeado de livros, flores, uma vela e uma pequena figura sentada, compondo uma íntima reflexão sobre o passar do tempo e a memória. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensões da obra: 40,5x61,5x1 cm.
· Óleo sobre tábua assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição da lote. Representação digital em mockup orientativo; podem existir diferenças em relação ao artigo real em cor, escala e detalhes.

A tela será embalada de forma profissional por um expert da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado por Correos ou GLS com acompanhamento. Envios disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma refinada natureza-morta disposta sobre uma prateleira ou mesa situada diante de uma grande janela. No centro ergue-se um relógio de mesa de corpo escuro e esfera clara, acompanhado por vários livros, um vaso branco com ramos e flores, uma pequena figura humana sentada e um delicado recipiente com flores brancas. A luz tênue que atravessa o vidro envolve os objetos numa atmosfera íntima e silenciosa, transformando uma simples coleção doméstica numa profunda reflexão sobre o passar do tempo, a memória, a leitura e a fragilidade da vida.

O relógio constitui o verdadeiro eixo da composição. Sua estrutura retangular ocupa uma posição central e destaca-se pela intensidade de suas tonalidades pretas, verdes escuras e cinzentas. Sua presença sólida contrasta com a delicadeza das flores e com a postura encolhida da pequena figura situada à direita.

A base do relógio apoia-se firmemente sobre a prateleira. Sua parte inferior apresenta uma forma escalonada que combina pretos, marrons e reflexos cinzentos. Esta estrutura oferece estabilidade e separa visualmente o corpo principal da superfície clara sobre a que descansa.

O corpo do relógio eleva-se por meio de uma forma retangular e levemente estreita. Suas superfícies escuras recebem pequenos reflexos esverdeados e azulados que permitem perceber o volume. A sobriedade do seu design faz com que a esfera se destaque de forma imediata.

A esfera circular aparece dominada por tonalidades creme, amareladas e ocre. Os números escuros distribuem-se ao redor da borda e criam um ritmo regular. Embora alguns detalhes fiquem suavemente integrados na atmosfera, o objeto é reconhecido com clareza como símbolo do tempo.

As mãos situam-se no centro e traçam delicadas linhas escuras sobre a superfície clara. Sua posição concreta é menos importante do que o seu significado: lembram que o tempo continua avançando mesmo quando os objetos e a casa parecem permanecer imóveis.

O círculo luminoso da esfera contrasta com o corpo retangular que o contém. Esta oposição entre curva e geometria traz equilíbrio. A esfera funciona quase como um pequeno foco de luz dentro de uma composição dominada por tons apagados.

Sobre o relógio repousam vários livros colocados horizontalmente. O volume inferior apresenta tons marrons e ocre, enquanto o superior combina vermelhos profundos, granadas, rosas e uma borda clara. A sua disposição sugere uma leitura interrompida ou uma seleção de obras mantidas junto ao relógio.

Os livros introduzem uma dimensão intelectual e pessoal. Não aparecem como objetos meramente decorativos, mas como sinais de uma presença humana invisível. É possível imaginar que pertencem a alguém que costuma ler junto à janela e que os deixou ali para retomá-los mais tarde.

As lombadas e as capas mostram pequenas irregularidades e mudanças de cor. Estas variações sugerem o uso e o passar do tempo sobre as suas superfícies. Os livros, assim como o relógio, encontram-se ligados à memória e à acumulação de experiências.

Sobre os volumes aparece um pequeno candelabro ou recipiente metálico de formas curvas. Sua base escura eleva-se até uma copa central e dois cabos laterais. Este objeto confere elegância e coroa verticalmente o conjunto formado pelo relógio e pelos livros.

Uma vela branca e estreita emerge do centro do candelabro. Sua forma vertical sobe até a parte superior da janela e recorta-se contra o fundo claro. Não parece estar acesa, o que reforça a quietude do momento e a sensação de uma luz natural vinda do exterior.

A vela pode ser interpretada como símbolo de luz, conhecimento e duração. Sua fragilidade contrasta com a solidez do relógio, enquanto sua verticalidade estabelece uma conexão entre a prateleira e a zona superior. Junto com os livros, introduz uma dimensão contemplativa.

À esquerda do relógio apoiam-se vários livros em posição vertical e inclinada. Suas capas apresentam marrons, granadas, verdes escuros e tons avermelhados. A disposição irregular evita a rigidez e cria uma transição entre o relógio e o jarro.

Os livros inclinados parecem apoiar-se uns contra os outros e sobre o lateral do relógio. Esta posição transmite naturalidade, como se tivessem sido colocados de modo espontâneo. Suas diagonais conferem movimento dentro de uma composição predominantemente estável.

No extremo esquerdo surge um grande jarro branco de corpo arredondado. Sua forma ampla e curva contrasta com as linhas retas dos livros e do relógio. A superfície combina brancos, cinzas e delicados reflexos azulados.

O jarro estreita-se na parte superior e sustenta um abundante conjunto de ramos, caules e folhas. Seu volume claro destaca-se sobre o fundo ocre da parede e confere luminosidade à zona esquerda. A forma ovalada confere suavidade e equilíbrio.

Os ramos sobem em direções diferentes, criando uma estrutura dinâmica e quase escultórica. Algumas curvam-se em direção ao relógio, enquanto outras se estendem até o extremo esquerdo. Esta distribuição guia o olhar e enquadra o conjunto central.

As folhas apresentam verde-escuros, acinzentados e pequenos reflexos azulados. Suas formas alongadas sobrepõem-se e geram uma massa de vegetação com aspecto ligeiramente selvagem. Não se trata de um ramal perfeitamente ordenado, mas de uma composição natural e espontânea.

Entre as folhas aparecem pequenas flores e botões de cores avermelhadas, rosadas e violetas. Estes acentos quentes destacam discretamente sobre os verdes opacos. A delicadeza das flores introduz uma nota de vida dentro do interior silencioso.

Alguns caules parecem secos ou parcialmente despidos. Esta convivência entre folhas verdes, flores e ramos despidos acrescenta riqueza simbólica. O ramo pode interpretar-se como uma imagem dos ciclos naturais, onde crescimento, plenitude e decadência aparecem simultaneamente.

No lado direito do relógio destaca-se uma pequena escultura de cor preta. A figura representa uma pessoa sentada, com o corpo ereto e as mãos apoiadas sobre as pernas ou reunidas no colo. Sua silhueta escura recorta-se com clareza frente à janela.

A cabeça aparece levemente inclinada, o que confere à figura uma atitude meditativa. Não se distinguem com precisão seus traços, mas a postura transmite serenidade, paciência e recolhimento. Parece contemplar silenciosamente o relógio ou o espaço que se estende diante dela.

A figura descansa sobre uma base arredondada e escura. Abaixo aparece outra base de forma retangular ou circular que eleva o conjunto. Esta sucessão de suportes confere à pequena escultura uma presença sólida e cerimonial.

A cor preta da estatueta estabelece um diálogo direto com o corpo do relógio. Ambos os elementos partilham tonalidade profunda, mas seus significados são diferentes: o relógio representa o tempo objetivo, enquanto a figura sugere a experiência humana e contemplativa desse tempo.

A proximidade entre o relógio e a escultura cria uma pequena narrativa simbólica. A figura parece esperar, observar ou refletir perante o avanço das horas. Esta relação transforma a natureza-morta numa cena de grande profundidade psicológica.

À direita da estatueta encontra-se um pequeno jarro ou recipiente de caule estreito. Sua forma vertical combina marrons, cinzas e pretos. Sobre ele surge uma massa de flores brancas de aspecto suave e arredondado.

As flores formam uma nuvem clara que contrasta com a figura sombria e com os tons quentes da parede. Seus contornos irregulares sugerem numerosos pétalos agrupados. Esta luminosidade equilibra visualmente o grande jarro branco situado no extremo esquerdo.

O pequeno recipiente parece especialmente delicado diante do volume do relógio. Sua estreiteza e a fragilidade das flores introduzem uma nota de leveza. Também ajuda a fechar a composição pela direita sem sobrecarregá-la.

A prateleira sobre a qual repousam os objetos apresenta uma tonalidade verde acinzentada. Sua superfície horizontal funciona como base comum e une todos os elementos. A borda frontal está decorada com uma sucessão de formas escuras semelhantes a borlas ou pequenos motivos pendentes.

Este detalhe ornamental traz um ritmo repetitivo na parte inferior. As pequenas formas pretas contrastam com a claridade da borda e sugerem um tecido, uma toalha ou uma faixa decorativa. A sua presença reforça o caráter doméstico e cuidado do interior.

A disposição dos objetos responde a um equilíbrio assimétrico. O grande jarro e os ramos ocupam a esquerda; o relógio domina o centro; e a escultura com as flores brancas completa a direita. Cada grupo possui uma identidade própria, mas todos se relacionam através de cores e formas.

As curvas do jarro, a esfera e as flores contrastam com os retângulos do relógio, dos livros e da janela. Esta convivência de formas arredondadas e geométricas oferece variedade. Nenhum elemento parece colocado ao acaso.

A janela ocupa praticamente todo o fundo e está dividida por amplos caixilhos verticais. Os tons cinzentos, brancos, violetas e rosados do cristal sugerem uma luz filtrada por cortinas, neblina ou reflexos exteriores. A atmosfera que atravessa a janela é suave e envolvente.

As linhas escuras da moldura delimitam várias zonas retangulares. Esta estrutura organiza o fundo e repete a geometria do relógio e dos livros. A janela confere profundidade, embora aquilo que existe do lado de lá permaneça indeterminado.

Algumas manchas rosadas e violetas percebem-se atrás do cristal. Poderiam corresponder a edifícios, cortinas, reflexos ou elementos do exterior. A sua indefinição confere mistério e evita distrair a atenção dos objetos em primeiro plano.

A luz exterior não entra de forma intensa, mas amortecida. Parece a claridade de uma manhã nublada ou de uma tarde silenciosa que se estende delicadamente sobre os objetos. Esta iluminação favorece os tons suaves e cria uma atmosfera de recolhimento.

A parede situada dos dois lados da janela apresenta marrons, ocre e tonalidades rosadas. Estas cores quentes contrastam com os verdes e pretos do conjunto central. A parede atua como uma moldura que encerra e protege a cena doméstica.

O reflexo claro sobre a esfera permite que o relógio se destaque sem romper a suavidade geral. Os livros, a vela e o jarro também recebem pequenos destellos. A luz parece unir os objetos através de uma delicada continuidade.

A paleta cromática é dominada por marrons, cinzentos, verdes pouco saturados, pretos e brancos. Os vermelhos dos livros e das flores trazem calor, enquanto os violetas do fundo introduzem uma nota melancólica. O resultado é sóbrio, harmonioso e profundamente íntimo.

A ausência de pessoas reais intensifica a sensação de uma presença invisível. Os livros sugerem o leitor, a vela lembra quem poderia acendê-la, o relógio marca as horas da casa e as flores revelam o cuidado de alguém. A casa parece temporariamente vazia, mas cheia de memória.

A pequena escultura funciona como substituto simbólico dessa presença humana. Sua postura sentada introduz quietude e contemplação. Parece custodiar os objetos e acompanhar o passo silencioso das horas.

O relógio representa inevitavelmente o transcurso do tempo. Sua posição central transforma essa ideia no núcleo da obra. Tudo o que o rodeia — os livros, as flores e a vela — pode relacionar-se com distintas formas de duração e memória.

Os livros conservam pensamentos e experiências para além da vida de seus autores. As flores representam uma beleza temporal que terminará por desvanecer-se. A vela alude a uma luz que pode acender-se e apagar-se. A escultura, por sua vez, parece permanecer imóvel.

A composição pode entender-se como uma reflexão sobre a permanência e o efémero. Alguns objetos foram criados para durar, enquanto outros mudam ou desaparecem. O relógio mantém unidos ambos os domínios mediante a medição constante das horas.

Existe também uma dimensão profundamente doméstica. Os objetos parecem ter sido reunidos por gosto pessoal e mantêm um valor afetivo. Não são apresentados como peças isoladas, mas como parte de uma história íntima criada dentro do lar.

A janela introduz a possibilidade de um mundo exterior, mas o olhar permanece concentrado no interior. Esta escolha reforça o caráter introspectivo. A cena convida a parar, observar e valorizar os pequenos objetos que acompanham a vida quotidiana.

No conjunto, este precioso quadro oferece uma natureza-morta íntima e profundamente evocadora, centrada num antigo relógio de mesa acompanhado por livros, uma vela, um grande jarro com ramos e flores, uma figura sentada e um pequeno ramo branco. A luz tênue da janela, a sobriedade das cores e a disposição equilibrada dos objetos constroem uma atmosfera silenciosa, culta e melancólica. A obra transforma um cantinho doméstico numa delicada reflexão sobre o passar do tempo, a memória, a leitura, a beleza efémera e a presença invisível de quem habita os espaços.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Jaume Mateu, que representa um antigo relógio rodeado de livros, flores, uma vela e uma pequena figura sentada, compondo uma íntima reflexão sobre o passar do tempo e a memória. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensões da obra: 40,5x61,5x1 cm.
· Óleo sobre tábua assinado à mão pelo artista na parte inferior esquerda.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição da lote. Representação digital em mockup orientativo; podem existir diferenças em relação ao artigo real em cor, escala e detalhes.

A tela será embalada de forma profissional por um expert da IVEX, utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado por Correos ou GLS com acompanhamento. Envios disponíveis a nível internacional.

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Este quadro apresenta uma refinada natureza-morta disposta sobre uma prateleira ou mesa situada diante de uma grande janela. No centro ergue-se um relógio de mesa de corpo escuro e esfera clara, acompanhado por vários livros, um vaso branco com ramos e flores, uma pequena figura humana sentada e um delicado recipiente com flores brancas. A luz tênue que atravessa o vidro envolve os objetos numa atmosfera íntima e silenciosa, transformando uma simples coleção doméstica numa profunda reflexão sobre o passar do tempo, a memória, a leitura e a fragilidade da vida.

O relógio constitui o verdadeiro eixo da composição. Sua estrutura retangular ocupa uma posição central e destaca-se pela intensidade de suas tonalidades pretas, verdes escuras e cinzentas. Sua presença sólida contrasta com a delicadeza das flores e com a postura encolhida da pequena figura situada à direita.

A base do relógio apoia-se firmemente sobre a prateleira. Sua parte inferior apresenta uma forma escalonada que combina pretos, marrons e reflexos cinzentos. Esta estrutura oferece estabilidade e separa visualmente o corpo principal da superfície clara sobre a que descansa.

O corpo do relógio eleva-se por meio de uma forma retangular e levemente estreita. Suas superfícies escuras recebem pequenos reflexos esverdeados e azulados que permitem perceber o volume. A sobriedade do seu design faz com que a esfera se destaque de forma imediata.

A esfera circular aparece dominada por tonalidades creme, amareladas e ocre. Os números escuros distribuem-se ao redor da borda e criam um ritmo regular. Embora alguns detalhes fiquem suavemente integrados na atmosfera, o objeto é reconhecido com clareza como símbolo do tempo.

As mãos situam-se no centro e traçam delicadas linhas escuras sobre a superfície clara. Sua posição concreta é menos importante do que o seu significado: lembram que o tempo continua avançando mesmo quando os objetos e a casa parecem permanecer imóveis.

O círculo luminoso da esfera contrasta com o corpo retangular que o contém. Esta oposição entre curva e geometria traz equilíbrio. A esfera funciona quase como um pequeno foco de luz dentro de uma composição dominada por tons apagados.

Sobre o relógio repousam vários livros colocados horizontalmente. O volume inferior apresenta tons marrons e ocre, enquanto o superior combina vermelhos profundos, granadas, rosas e uma borda clara. A sua disposição sugere uma leitura interrompida ou uma seleção de obras mantidas junto ao relógio.

Os livros introduzem uma dimensão intelectual e pessoal. Não aparecem como objetos meramente decorativos, mas como sinais de uma presença humana invisível. É possível imaginar que pertencem a alguém que costuma ler junto à janela e que os deixou ali para retomá-los mais tarde.

As lombadas e as capas mostram pequenas irregularidades e mudanças de cor. Estas variações sugerem o uso e o passar do tempo sobre as suas superfícies. Os livros, assim como o relógio, encontram-se ligados à memória e à acumulação de experiências.

Sobre os volumes aparece um pequeno candelabro ou recipiente metálico de formas curvas. Sua base escura eleva-se até uma copa central e dois cabos laterais. Este objeto confere elegância e coroa verticalmente o conjunto formado pelo relógio e pelos livros.

Uma vela branca e estreita emerge do centro do candelabro. Sua forma vertical sobe até a parte superior da janela e recorta-se contra o fundo claro. Não parece estar acesa, o que reforça a quietude do momento e a sensação de uma luz natural vinda do exterior.

A vela pode ser interpretada como símbolo de luz, conhecimento e duração. Sua fragilidade contrasta com a solidez do relógio, enquanto sua verticalidade estabelece uma conexão entre a prateleira e a zona superior. Junto com os livros, introduz uma dimensão contemplativa.

À esquerda do relógio apoiam-se vários livros em posição vertical e inclinada. Suas capas apresentam marrons, granadas, verdes escuros e tons avermelhados. A disposição irregular evita a rigidez e cria uma transição entre o relógio e o jarro.

Os livros inclinados parecem apoiar-se uns contra os outros e sobre o lateral do relógio. Esta posição transmite naturalidade, como se tivessem sido colocados de modo espontâneo. Suas diagonais conferem movimento dentro de uma composição predominantemente estável.

No extremo esquerdo surge um grande jarro branco de corpo arredondado. Sua forma ampla e curva contrasta com as linhas retas dos livros e do relógio. A superfície combina brancos, cinzas e delicados reflexos azulados.

O jarro estreita-se na parte superior e sustenta um abundante conjunto de ramos, caules e folhas. Seu volume claro destaca-se sobre o fundo ocre da parede e confere luminosidade à zona esquerda. A forma ovalada confere suavidade e equilíbrio.

Os ramos sobem em direções diferentes, criando uma estrutura dinâmica e quase escultórica. Algumas curvam-se em direção ao relógio, enquanto outras se estendem até o extremo esquerdo. Esta distribuição guia o olhar e enquadra o conjunto central.

As folhas apresentam verde-escuros, acinzentados e pequenos reflexos azulados. Suas formas alongadas sobrepõem-se e geram uma massa de vegetação com aspecto ligeiramente selvagem. Não se trata de um ramal perfeitamente ordenado, mas de uma composição natural e espontânea.

Entre as folhas aparecem pequenas flores e botões de cores avermelhadas, rosadas e violetas. Estes acentos quentes destacam discretamente sobre os verdes opacos. A delicadeza das flores introduz uma nota de vida dentro do interior silencioso.

Alguns caules parecem secos ou parcialmente despidos. Esta convivência entre folhas verdes, flores e ramos despidos acrescenta riqueza simbólica. O ramo pode interpretar-se como uma imagem dos ciclos naturais, onde crescimento, plenitude e decadência aparecem simultaneamente.

No lado direito do relógio destaca-se uma pequena escultura de cor preta. A figura representa uma pessoa sentada, com o corpo ereto e as mãos apoiadas sobre as pernas ou reunidas no colo. Sua silhueta escura recorta-se com clareza frente à janela.

A cabeça aparece levemente inclinada, o que confere à figura uma atitude meditativa. Não se distinguem com precisão seus traços, mas a postura transmite serenidade, paciência e recolhimento. Parece contemplar silenciosamente o relógio ou o espaço que se estende diante dela.

A figura descansa sobre uma base arredondada e escura. Abaixo aparece outra base de forma retangular ou circular que eleva o conjunto. Esta sucessão de suportes confere à pequena escultura uma presença sólida e cerimonial.

A cor preta da estatueta estabelece um diálogo direto com o corpo do relógio. Ambos os elementos partilham tonalidade profunda, mas seus significados são diferentes: o relógio representa o tempo objetivo, enquanto a figura sugere a experiência humana e contemplativa desse tempo.

A proximidade entre o relógio e a escultura cria uma pequena narrativa simbólica. A figura parece esperar, observar ou refletir perante o avanço das horas. Esta relação transforma a natureza-morta numa cena de grande profundidade psicológica.

À direita da estatueta encontra-se um pequeno jarro ou recipiente de caule estreito. Sua forma vertical combina marrons, cinzas e pretos. Sobre ele surge uma massa de flores brancas de aspecto suave e arredondado.

As flores formam uma nuvem clara que contrasta com a figura sombria e com os tons quentes da parede. Seus contornos irregulares sugerem numerosos pétalos agrupados. Esta luminosidade equilibra visualmente o grande jarro branco situado no extremo esquerdo.

O pequeno recipiente parece especialmente delicado diante do volume do relógio. Sua estreiteza e a fragilidade das flores introduzem uma nota de leveza. Também ajuda a fechar a composição pela direita sem sobrecarregá-la.

A prateleira sobre a qual repousam os objetos apresenta uma tonalidade verde acinzentada. Sua superfície horizontal funciona como base comum e une todos os elementos. A borda frontal está decorada com uma sucessão de formas escuras semelhantes a borlas ou pequenos motivos pendentes.

Este detalhe ornamental traz um ritmo repetitivo na parte inferior. As pequenas formas pretas contrastam com a claridade da borda e sugerem um tecido, uma toalha ou uma faixa decorativa. A sua presença reforça o caráter doméstico e cuidado do interior.

A disposição dos objetos responde a um equilíbrio assimétrico. O grande jarro e os ramos ocupam a esquerda; o relógio domina o centro; e a escultura com as flores brancas completa a direita. Cada grupo possui uma identidade própria, mas todos se relacionam através de cores e formas.

As curvas do jarro, a esfera e as flores contrastam com os retângulos do relógio, dos livros e da janela. Esta convivência de formas arredondadas e geométricas oferece variedade. Nenhum elemento parece colocado ao acaso.

A janela ocupa praticamente todo o fundo e está dividida por amplos caixilhos verticais. Os tons cinzentos, brancos, violetas e rosados do cristal sugerem uma luz filtrada por cortinas, neblina ou reflexos exteriores. A atmosfera que atravessa a janela é suave e envolvente.

As linhas escuras da moldura delimitam várias zonas retangulares. Esta estrutura organiza o fundo e repete a geometria do relógio e dos livros. A janela confere profundidade, embora aquilo que existe do lado de lá permaneça indeterminado.

Algumas manchas rosadas e violetas percebem-se atrás do cristal. Poderiam corresponder a edifícios, cortinas, reflexos ou elementos do exterior. A sua indefinição confere mistério e evita distrair a atenção dos objetos em primeiro plano.

A luz exterior não entra de forma intensa, mas amortecida. Parece a claridade de uma manhã nublada ou de uma tarde silenciosa que se estende delicadamente sobre os objetos. Esta iluminação favorece os tons suaves e cria uma atmosfera de recolhimento.

A parede situada dos dois lados da janela apresenta marrons, ocre e tonalidades rosadas. Estas cores quentes contrastam com os verdes e pretos do conjunto central. A parede atua como uma moldura que encerra e protege a cena doméstica.

O reflexo claro sobre a esfera permite que o relógio se destaque sem romper a suavidade geral. Os livros, a vela e o jarro também recebem pequenos destellos. A luz parece unir os objetos através de uma delicada continuidade.

A paleta cromática é dominada por marrons, cinzentos, verdes pouco saturados, pretos e brancos. Os vermelhos dos livros e das flores trazem calor, enquanto os violetas do fundo introduzem uma nota melancólica. O resultado é sóbrio, harmonioso e profundamente íntimo.

A ausência de pessoas reais intensifica a sensação de uma presença invisível. Os livros sugerem o leitor, a vela lembra quem poderia acendê-la, o relógio marca as horas da casa e as flores revelam o cuidado de alguém. A casa parece temporariamente vazia, mas cheia de memória.

A pequena escultura funciona como substituto simbólico dessa presença humana. Sua postura sentada introduz quietude e contemplação. Parece custodiar os objetos e acompanhar o passo silencioso das horas.

O relógio representa inevitavelmente o transcurso do tempo. Sua posição central transforma essa ideia no núcleo da obra. Tudo o que o rodeia — os livros, as flores e a vela — pode relacionar-se com distintas formas de duração e memória.

Os livros conservam pensamentos e experiências para além da vida de seus autores. As flores representam uma beleza temporal que terminará por desvanecer-se. A vela alude a uma luz que pode acender-se e apagar-se. A escultura, por sua vez, parece permanecer imóvel.

A composição pode entender-se como uma reflexão sobre a permanência e o efémero. Alguns objetos foram criados para durar, enquanto outros mudam ou desaparecem. O relógio mantém unidos ambos os domínios mediante a medição constante das horas.

Existe também uma dimensão profundamente doméstica. Os objetos parecem ter sido reunidos por gosto pessoal e mantêm um valor afetivo. Não são apresentados como peças isoladas, mas como parte de uma história íntima criada dentro do lar.

A janela introduz a possibilidade de um mundo exterior, mas o olhar permanece concentrado no interior. Esta escolha reforça o caráter introspectivo. A cena convida a parar, observar e valorizar os pequenos objetos que acompanham a vida quotidiana.

No conjunto, este precioso quadro oferece uma natureza-morta íntima e profundamente evocadora, centrada num antigo relógio de mesa acompanhado por livros, uma vela, um grande jarro com ramos e flores, uma figura sentada e um pequeno ramo branco. A luz tênue da janela, a sobriedade das cores e a disposição equilibrada dos objetos constroem uma atmosfera silenciosa, culta e melancólica. A obra transforma um cantinho doméstico numa delicada reflexão sobre o passar do tempo, a memória, a leitura, a beleza efémera e a presença invisível de quem habita os espaços.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Dados

Artista
Jaume Mateu (1954)
Vendido com moldura
Não
Vendido por
Galeria
Edição
Original
Título da obra de arte
El guardián del tiempo
Técnica
Pintura a óleo
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Espanha
Estado
Bom estado
Altura
40,5 cm
Largura
61,5 cm
Estilo
Impressionista
Período
1980-1990
Vendido por
EspanhaVerificado
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