Mateu (XX) - La casa de los arcos






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La casa de los arcos, óleo sobre tela, Espanha, 1980–1990, original, assinado manualmente, vendido com moldura.
Descrição fornecida pelo vendedor
A Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Mateu, que retrata uma antiga casa de pedra com grandes arcos, pátios floridos e persianas verdes, observada a partir de uma rua estreita emoldurada por uma estrutura arquitetônica monumental. A pintura se destaca pela excelente técnica e pela alta qualidade pictórica que transmite.
· Dimensões com moldura: 49,5x44x6 cm.
· Dimensões sem moldura: 27x22 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior direita.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.
· A obra é vendida com bela moldura (incluída no leilão como presente).
A obra procede de uma coleção privada exclusiva em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote.
A pintura será embalada de forma profissional por um especialista da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), usando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o transporte.
O envio será realizado pela Correos, GLS ou NACEX com rastreio. Envio disponível internacionalmente.
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Este quadro apresenta um recanto íntimo de uma antiga povoação edificado ao redor de uma casa de pedra com grandes arcos, pequenos pátios e janelas protegidas por persianas verdes. O olhar adentra uma rua estreita e silenciosa, delimitada à direita por uma monumental estrutura de alvenaria que se aproxima poderosamente do observador. As fachadas envelhecidas, a vegetação floral, os espaços sombreados e a pequena faixa de céu azul criam uma atmosfera serena, histórica e profundamente evocativa.
A habitação principal ocupa a parte esquerda e central. Sua fachada irregular ergue-se em vários níveis e mantém uma aparência robusta, marcada pela passagem do tempo. Os muros combinam cinzas, marrons, violetas, ocre e pequenos reflexos rosados que sugerem a diversidade das pedras e os efeitos mutáveis da luz.
A distribuição das aberturas responde a uma arquitetura tradicional e pouco assimétrica. Janelas, portas e pátios aparecem adaptados aos diferentes níveis da fachada. Essa irregularidade confere autenticidade ao edifício e permite imaginar transformações sucessivas realizadas ao longo dos anos.
No piso inferior destacam-se dois grandes arcos de pedra. O primeiro, situado à esquerda, apresenta uma abertura ampla e completamente sombreada. Sua forma arredondada repousa sobre muros robustos e parece conduzir a um interior, a um passadiço ou a uma antiga dependência.
A escuridão do arco contrasta com as pedras claras que formam seu contorno. Os cinzas, brancos, verdes e violetas delimitam cuidadosamente a curva. Essa oposição entre luz e sombra acrescenta profundidade e desperta a curiosidade pelo que permanece oculto.
No interior do arco esquerdo distingue-se uma grande porta de madeira. Suas tonalidades marrons, avermelhadas e negras revelam sua estrutura vertical. A Porta parece antiga e resistente, concebida para fechar um depósito, uma habitação ou um espaço destinado a trabalhos artesanais.
Sobre o arco encontra-se uma varanda estreita com guarda-corpo de ferro escuro. Suas linhas verticais e horizontais criam uma estrutura geométrica que contrasta com a irregularidade dos muros. O guarda-corpo projeta pequenas sombras sobre a fachada e confere delicadeza.
Ao fundo dessa varanda aparece uma porta ou janela coberta por uma persiana verde. A intensa cor esmeralda destaca-se frente aos cinzas e marrons da pedra. Um cadre branco envolve a abertura e aumenta a luminosidade dessa zona.
A persiana parece estar completamente fechada, o que reforça a sensação de silêncio. Pode imaginar-se que proteja o interior do sol ou que a habitação esteja momentaneamente vazia. Esse pequeno sinal cotidiano acrescenta intimidade à arquitetura.
Em um nível superior observa-se outra varanda de menor dimensão. A abertura também está enquadrada em branco e apresenta tons avermelhados e escuros no seu interior. Sua posição elevada conduz o olhar para o telhado.
Perto desta varanda surge uma pequena janela estreita. Sua forma vertical e seu interior quase negro interrompem a superfície da parede. Essas aberturas, de tamanhos distintos, produzem um ritmo irregular e pitoresco.
O telhado estende-se numa leve diagonale e é composto por telhas avermelhadas, alaranjadas e marrons. Sua borda irregular recorta-se contra o céu azul. Os tons quentes da cobertura equilibram as cores frias das sombras e das persianas.
Algumas zonas do telhado parecem desgastadas e desiguais. Essa aparência reforça a antiguidade do edifício e sugere uma arquitetura conservada ao longo de gerações. O telhado protege a fachada com um beiral escuro.
Na parte central direita aparece um segundo arco, mais estreito e profundo. Sua abertura sombria encontra-se parcialmente oculta pela grande estrutura do primeiro plano. Essa sobreposição aumenta a profundidade e permite imaginar a continuação da rua ou das dependências interiores.
Sobre o segundo arco situa-se outra varanda com flores. A guarda-vida escura sustenta várias jardineiras ou plantas de cores verdes, avermelhadas, rosadas e brancas. Essa ornamentação introduz uma nota de vida e delicadeza no meio da sobriedade da pedra.
Atrás das flores surge uma nova persiana verde enquadrada por uma borda branca. Sua cor conecta-se com as plantas da varanda e com a vegetação do primeiro plano. A repetição desse elemento contribui para unificar a fachada.
As flores parecem inclinar-se levemente sobre a borda. Suas pequenas formas quentes contrastam com o muro claro e sugerem o cuidado dos habitantes. Embora não haja pessoa, a presença das jardineiras revela que a casa permanece ligada à vida cotidiana.
Na base do edifício observam-se pequenas plantas que crescem entre as pedras. Os verdes escuros, amarelos e brancos amaciam o encontro entre o muro e o solo. Essa vegetação espontânea demonstra como a natureza ocupa cada canto disponível.
O grande elemento situado à direita pode corresponder ao pilar de um arco, a uma porta monumental ou a uma estrutura de pedra que emoldura a rua. Sua proximidade faz com que ocupe praticamente toda a altura e confere uma forte sensação de profundidade.
Os sillares que formam este pilar aparecem claramente diferenciados. Suas superfícies combinam cremes, amarelos, ocres, cinzas e pequenos matizes rosados. As juntas escuras entre as pedras reforçam a solidez e a antiguidade da construção.
Cada bloco apresenta leves variações de tonalidade e tamanho. Algumas zonas parecem iluminadas, enquanto outras ficam cobertas por sombras violetas e marrons. Essa variedade impede que o pilar se perceba como uma superfície rígida.
Perto dos sillares abre-se uma franja vertical muito escura. Pode corresponder ao interior de um grande arco, a uma porta ou a um passo situado em primeiro plano. A profundidade dessa sombra contrasta intensamente com as zonas iluminadas da fachada.
Na parte superior direita estende-se uma ampla massa negra e acinzentada que pode pertencer à face inferior do arco ou a uma construção vizinha. Suas linhas horizontais sugerem pedra, vigas ou elementos arquitetônicos mergulhados na penumbra.
A presença dessa grande sombra funciona como uma moldura que envolve a casa ao fundo. O observador parece encontrarem-se sob um arco ou junto a uma porta monumental, contemplando a fachada situada do outro lado. Esse ponto de vista transforma a cena numa experiência envolvente.
Na parte superior esquerda surge uma pequena faixa de céu azul claro. Sua luminosidade contrasta com a arquitetura escura e confere frescor. O céu permite compreender a estreiteza da rua, pois fica reduzido a uma abertura entre os edifícios.
A luz parece descer da zona superior esquerda e alcançar setores específicos da fachada. As molduras brancas, as pedras ocre e as persianas verdes recebem clareza, enquanto os arcos e o grande pilar permanecem em sombra.
Essa iluminação cria uma atmosfera de rua fresca e protegida. Pode tratar-se de uma manhã tranquila ou de uma tarde em que o sol atinge apenas algumas partes dos edifícios. A alternância lumínica oferece mistério e profundidade.
O chão ocupa a parte inferior e apresenta-se em ocre, marrons, cinzas e pequenos reflexos violetas. Suas linhas diagonais conduzem-se para as portas e arcos. A superfície parece ligeiramente irregular, própria de uma rua antiga.
Algumas zonas claras do solo sugerem pedras iluminadas ou um caminho gasto pelo uso. As sombras escuras concentram-se junto aos muros. Essa transição permite que a arquitetura se integre ao terreno.
Na extremidade inferior direita aparece um agrupamento de plantas e flores. Suas folhas verdes, amarelas e azuladas misturam-se com pequenos acentos rosados. A vegetação introduz movimento e suaviza a presença do grande pilar.
As flores do primeiro plano parecem relacionar-se com as jardineiras da varanda. Essa repetição cria um percurso cromático desde a zona inferior até a fachada. A natureza acompanha assim toda a arquitetura e confere calor.
A paleta cromática está dominada por cinzas, marrons, ocre e pretos. Os verdes das persianas e das plantas trazem frescor, enquanto os rosas e vermelhos introduzem pequenos acentos quentes. O azul do céu completa o conjunto.
A composição organiza-se mediante uma forte sensação de enquadramento. A estrutura escura do lado direito e os edifícios laterais dirigem a atenção para a casa central. O observador parece observar o lugar a partir de um espaço coberto ou do interior de outra construção.
As linhas verticais das fachadas e do pilar equilibram-se com as curvas dos arcos. As diagonais dos telhados e do solo conferem movimento. Essa variedade geométrica faz com que a cena pareça dinâmica, apesar da tranquilidade.
A ausência de figuras humanas intensifica a importância da arquitetura. Portas, janelas, varandas e flores atuam como sinais de uma presença invisível. A rua parece habitada, mas atravessada por um instante de total silêncio.
A fachada conserva traços de vida quotidiana. As persianas fechadas protegem os interiores, as plantas decoram a varanda e as portas guardam espaços privados. Esses detalhes permitem imaginar os habitantes sem necessidade de os representar.
Os arcos proporcionam uma dimensão histórica e monumental. Suas grandes aberturas lembram antigas casas rurais, edifícios medievais ou construções adaptadas às necessidades de uma população tradicional. A pedra torna-se testemunho da memória do lugar.
A cena transmite a sensação de descobrir um recanto escondido. O ponto de vista próximo, as sombras e a estreiteza do espaço impedem contemplar a povoação completa. Essa limitação aumenta a curiosidade e sugere que a rua continua além dos arcos.
A obra pode ser interpretada como uma reflexão sobre o passo do tempo. Os muros permanecem, embora apresentem desgaste; as portas continuam a fechar-se a cada dia; e as flores renovam sua cor com as estações. Arquitetura e natureza convivem em ritmos distintos.
A casa simboliza abrigo, continuidade e pertença. Sua aparência robusta transmite segurança, enquanto as varandas e as flores introduzem intimidade. O edifício não aparece como um monumento distante, mas como um lugar próximo e profundamente humano.
O contraste entre as sombras escuras e os pequenos setores iluminados cria uma atmosfera misteriosa, mas acolhedora. A escuridão convida a imaginar interiores e passagens, enquanto a luz revela os detalhes cotidianos da fachada.
No conjunto, este precioso quadro oferece uma visão íntima e profundamente evocativa de uma antiga casa de pedra situada numa rua histórica estreita, com grandes arcos, portas de madeira, pequenas varandas, persianas verdes e flores que animam a fachada. A imponente estrutura de alvenaria do primeiro plano, as profundas zonas de sombra e a pequena abertura de céu azul constroem uma extraordinária sensação de profundidade. A obra transmite silêncio, memória e o encanto atemporal de uma arquitetura que preserva a presença invisível de gerações inteiras.
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A Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Mateu, que retrata uma antiga casa de pedra com grandes arcos, pátios floridos e persianas verdes, observada a partir de uma rua estreita emoldurada por uma estrutura arquitetônica monumental. A pintura se destaca pela excelente técnica e pela alta qualidade pictórica que transmite.
· Dimensões com moldura: 49,5x44x6 cm.
· Dimensões sem moldura: 27x22 cm.
· Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista na parte inferior direita.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.
· A obra é vendida com bela moldura (incluída no leilão como presente).
A obra procede de uma coleção privada exclusiva em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote.
A pintura será embalada de forma profissional por um especialista da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), usando materiais de alta qualidade para garantir a sua proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o transporte.
O envio será realizado pela Correos, GLS ou NACEX com rastreio. Envio disponível internacionalmente.
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Este quadro apresenta um recanto íntimo de uma antiga povoação edificado ao redor de uma casa de pedra com grandes arcos, pequenos pátios e janelas protegidas por persianas verdes. O olhar adentra uma rua estreita e silenciosa, delimitada à direita por uma monumental estrutura de alvenaria que se aproxima poderosamente do observador. As fachadas envelhecidas, a vegetação floral, os espaços sombreados e a pequena faixa de céu azul criam uma atmosfera serena, histórica e profundamente evocativa.
A habitação principal ocupa a parte esquerda e central. Sua fachada irregular ergue-se em vários níveis e mantém uma aparência robusta, marcada pela passagem do tempo. Os muros combinam cinzas, marrons, violetas, ocre e pequenos reflexos rosados que sugerem a diversidade das pedras e os efeitos mutáveis da luz.
A distribuição das aberturas responde a uma arquitetura tradicional e pouco assimétrica. Janelas, portas e pátios aparecem adaptados aos diferentes níveis da fachada. Essa irregularidade confere autenticidade ao edifício e permite imaginar transformações sucessivas realizadas ao longo dos anos.
No piso inferior destacam-se dois grandes arcos de pedra. O primeiro, situado à esquerda, apresenta uma abertura ampla e completamente sombreada. Sua forma arredondada repousa sobre muros robustos e parece conduzir a um interior, a um passadiço ou a uma antiga dependência.
A escuridão do arco contrasta com as pedras claras que formam seu contorno. Os cinzas, brancos, verdes e violetas delimitam cuidadosamente a curva. Essa oposição entre luz e sombra acrescenta profundidade e desperta a curiosidade pelo que permanece oculto.
No interior do arco esquerdo distingue-se uma grande porta de madeira. Suas tonalidades marrons, avermelhadas e negras revelam sua estrutura vertical. A Porta parece antiga e resistente, concebida para fechar um depósito, uma habitação ou um espaço destinado a trabalhos artesanais.
Sobre o arco encontra-se uma varanda estreita com guarda-corpo de ferro escuro. Suas linhas verticais e horizontais criam uma estrutura geométrica que contrasta com a irregularidade dos muros. O guarda-corpo projeta pequenas sombras sobre a fachada e confere delicadeza.
Ao fundo dessa varanda aparece uma porta ou janela coberta por uma persiana verde. A intensa cor esmeralda destaca-se frente aos cinzas e marrons da pedra. Um cadre branco envolve a abertura e aumenta a luminosidade dessa zona.
A persiana parece estar completamente fechada, o que reforça a sensação de silêncio. Pode imaginar-se que proteja o interior do sol ou que a habitação esteja momentaneamente vazia. Esse pequeno sinal cotidiano acrescenta intimidade à arquitetura.
Em um nível superior observa-se outra varanda de menor dimensão. A abertura também está enquadrada em branco e apresenta tons avermelhados e escuros no seu interior. Sua posição elevada conduz o olhar para o telhado.
Perto desta varanda surge uma pequena janela estreita. Sua forma vertical e seu interior quase negro interrompem a superfície da parede. Essas aberturas, de tamanhos distintos, produzem um ritmo irregular e pitoresco.
O telhado estende-se numa leve diagonale e é composto por telhas avermelhadas, alaranjadas e marrons. Sua borda irregular recorta-se contra o céu azul. Os tons quentes da cobertura equilibram as cores frias das sombras e das persianas.
Algumas zonas do telhado parecem desgastadas e desiguais. Essa aparência reforça a antiguidade do edifício e sugere uma arquitetura conservada ao longo de gerações. O telhado protege a fachada com um beiral escuro.
Na parte central direita aparece um segundo arco, mais estreito e profundo. Sua abertura sombria encontra-se parcialmente oculta pela grande estrutura do primeiro plano. Essa sobreposição aumenta a profundidade e permite imaginar a continuação da rua ou das dependências interiores.
Sobre o segundo arco situa-se outra varanda com flores. A guarda-vida escura sustenta várias jardineiras ou plantas de cores verdes, avermelhadas, rosadas e brancas. Essa ornamentação introduz uma nota de vida e delicadeza no meio da sobriedade da pedra.
Atrás das flores surge uma nova persiana verde enquadrada por uma borda branca. Sua cor conecta-se com as plantas da varanda e com a vegetação do primeiro plano. A repetição desse elemento contribui para unificar a fachada.
As flores parecem inclinar-se levemente sobre a borda. Suas pequenas formas quentes contrastam com o muro claro e sugerem o cuidado dos habitantes. Embora não haja pessoa, a presença das jardineiras revela que a casa permanece ligada à vida cotidiana.
Na base do edifício observam-se pequenas plantas que crescem entre as pedras. Os verdes escuros, amarelos e brancos amaciam o encontro entre o muro e o solo. Essa vegetação espontânea demonstra como a natureza ocupa cada canto disponível.
O grande elemento situado à direita pode corresponder ao pilar de um arco, a uma porta monumental ou a uma estrutura de pedra que emoldura a rua. Sua proximidade faz com que ocupe praticamente toda a altura e confere uma forte sensação de profundidade.
Os sillares que formam este pilar aparecem claramente diferenciados. Suas superfícies combinam cremes, amarelos, ocres, cinzas e pequenos matizes rosados. As juntas escuras entre as pedras reforçam a solidez e a antiguidade da construção.
Cada bloco apresenta leves variações de tonalidade e tamanho. Algumas zonas parecem iluminadas, enquanto outras ficam cobertas por sombras violetas e marrons. Essa variedade impede que o pilar se perceba como uma superfície rígida.
Perto dos sillares abre-se uma franja vertical muito escura. Pode corresponder ao interior de um grande arco, a uma porta ou a um passo situado em primeiro plano. A profundidade dessa sombra contrasta intensamente com as zonas iluminadas da fachada.
Na parte superior direita estende-se uma ampla massa negra e acinzentada que pode pertencer à face inferior do arco ou a uma construção vizinha. Suas linhas horizontais sugerem pedra, vigas ou elementos arquitetônicos mergulhados na penumbra.
A presença dessa grande sombra funciona como uma moldura que envolve a casa ao fundo. O observador parece encontrarem-se sob um arco ou junto a uma porta monumental, contemplando a fachada situada do outro lado. Esse ponto de vista transforma a cena numa experiência envolvente.
Na parte superior esquerda surge uma pequena faixa de céu azul claro. Sua luminosidade contrasta com a arquitetura escura e confere frescor. O céu permite compreender a estreiteza da rua, pois fica reduzido a uma abertura entre os edifícios.
A luz parece descer da zona superior esquerda e alcançar setores específicos da fachada. As molduras brancas, as pedras ocre e as persianas verdes recebem clareza, enquanto os arcos e o grande pilar permanecem em sombra.
Essa iluminação cria uma atmosfera de rua fresca e protegida. Pode tratar-se de uma manhã tranquila ou de uma tarde em que o sol atinge apenas algumas partes dos edifícios. A alternância lumínica oferece mistério e profundidade.
O chão ocupa a parte inferior e apresenta-se em ocre, marrons, cinzas e pequenos reflexos violetas. Suas linhas diagonais conduzem-se para as portas e arcos. A superfície parece ligeiramente irregular, própria de uma rua antiga.
Algumas zonas claras do solo sugerem pedras iluminadas ou um caminho gasto pelo uso. As sombras escuras concentram-se junto aos muros. Essa transição permite que a arquitetura se integre ao terreno.
Na extremidade inferior direita aparece um agrupamento de plantas e flores. Suas folhas verdes, amarelas e azuladas misturam-se com pequenos acentos rosados. A vegetação introduz movimento e suaviza a presença do grande pilar.
As flores do primeiro plano parecem relacionar-se com as jardineiras da varanda. Essa repetição cria um percurso cromático desde a zona inferior até a fachada. A natureza acompanha assim toda a arquitetura e confere calor.
A paleta cromática está dominada por cinzas, marrons, ocre e pretos. Os verdes das persianas e das plantas trazem frescor, enquanto os rosas e vermelhos introduzem pequenos acentos quentes. O azul do céu completa o conjunto.
A composição organiza-se mediante uma forte sensação de enquadramento. A estrutura escura do lado direito e os edifícios laterais dirigem a atenção para a casa central. O observador parece observar o lugar a partir de um espaço coberto ou do interior de outra construção.
As linhas verticais das fachadas e do pilar equilibram-se com as curvas dos arcos. As diagonais dos telhados e do solo conferem movimento. Essa variedade geométrica faz com que a cena pareça dinâmica, apesar da tranquilidade.
A ausência de figuras humanas intensifica a importância da arquitetura. Portas, janelas, varandas e flores atuam como sinais de uma presença invisível. A rua parece habitada, mas atravessada por um instante de total silêncio.
A fachada conserva traços de vida quotidiana. As persianas fechadas protegem os interiores, as plantas decoram a varanda e as portas guardam espaços privados. Esses detalhes permitem imaginar os habitantes sem necessidade de os representar.
Os arcos proporcionam uma dimensão histórica e monumental. Suas grandes aberturas lembram antigas casas rurais, edifícios medievais ou construções adaptadas às necessidades de uma população tradicional. A pedra torna-se testemunho da memória do lugar.
A cena transmite a sensação de descobrir um recanto escondido. O ponto de vista próximo, as sombras e a estreiteza do espaço impedem contemplar a povoação completa. Essa limitação aumenta a curiosidade e sugere que a rua continua além dos arcos.
A obra pode ser interpretada como uma reflexão sobre o passo do tempo. Os muros permanecem, embora apresentem desgaste; as portas continuam a fechar-se a cada dia; e as flores renovam sua cor com as estações. Arquitetura e natureza convivem em ritmos distintos.
A casa simboliza abrigo, continuidade e pertença. Sua aparência robusta transmite segurança, enquanto as varandas e as flores introduzem intimidade. O edifício não aparece como um monumento distante, mas como um lugar próximo e profundamente humano.
O contraste entre as sombras escuras e os pequenos setores iluminados cria uma atmosfera misteriosa, mas acolhedora. A escuridão convida a imaginar interiores e passagens, enquanto a luz revela os detalhes cotidianos da fachada.
No conjunto, este precioso quadro oferece uma visão íntima e profundamente evocativa de uma antiga casa de pedra situada numa rua histórica estreita, com grandes arcos, portas de madeira, pequenas varandas, persianas verdes e flores que animam a fachada. A imponente estrutura de alvenaria do primeiro plano, as profundas zonas de sombra e a pequena abertura de céu azul constroem uma extraordinária sensação de profundidade. A obra transmite silêncio, memória e o encanto atemporal de uma arquitetura que preserva a presença invisível de gerações inteiras.
