Domingo Alvarez Gomez (1942) - Cerca de ti

04
dias
19
horas
32
minutos
59
segundos
Licitação inicial
€ 1
Preço de reserva não foi atingido
Marie Gebhardt
Especialista
Estimativa  € 300 - € 400
Nenhuma licitação

Proteção do comprador da Catawiki

O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes

Trustpilot 4.4 | 140355 avaliações

Classificada como Excelente na Trustpilot.

Cerca de ti, 1980–1990, pastel, Espanha, Realismo, Original, em moldura, 61,5 × 43,5 cm.

Resumo assistido por IA

Descrição fornecida pelo vendedor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Domingo Álvarez, que representa o abraço íntimo de duas pessoas como símbolo universal de amor, consolo, proteção e confiança mútua. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensões com moldura: 61,5x43,5x2 cm.
· Dimensões sem moldura: 48x30 cm.
· Pastel assinado à mão pelo artista na parte inferior direita, Domingo.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.
· A obra é vendida com belo moldura com vidro protetor (incluído no leilão como presente).

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote.

A pintura será embalada de forma profissional por um perito da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado via Correos, GLS ou NACEX com rastreio. Envíos disponíveis a nível internacional.

------------------------------------------------------------------

Este quadro apresenta o abraço íntimo e silencioso de duas figuras humanas que aparecem unidas no centro de uma composição dominada por tonalidades escuras, suaves e profundamente envolventes. Os corpos são mostrados de costas e permanecem entrelaçados de forma estreita, a ponto de suas formas parecerem fundir-se numa única presença. Os rostos ficam ocultos por completo, o que impede identificar os protagonistas e transforma o gesto numa imagem universal de afeto, consolo e proteção. Uma grande tela clara contorna a parte inferior de ambos os corpos e reforça a sensação de refúgio que a cena transmite.

A figura situada à esquerda ocupa o espaço central e mostra as costas quase por completo. Sua cabeça inclina-se em direção à pessoa que encara, permitindo que o cabelo escuro caia suavemente sobre a nuca e o ombro. Essa inclinação transmite confiança e entrega, como se buscasse descanso na proximidade do outro corpo. A ausência de tensão na postura faz com que o abraço resulte sincero, tranquilo e prolongado.

O cabelo dessa figura forma uma massa escura que se confunde parcialmente com o fundo. Alguns mechas recebem reflexos cinzentos e marrons, enquanto outros permanecem totalmente submersos na sombra. Sua queda irregular acarreta naturalidade e movimento. Ao ocultar o rosto, o cabelo aumenta o mistério e concentra a atenção na linguagem corporal.

As costas tornam-se um dos principais eixos visuais da obra. Da base do pescoço desce uma linha central que marca delicadamente a coluna e organiza a anatomia. Os ombros, as omoplatas e a cintura aparecem sugeridos por uma combinação gradual de claridade e sombra. O corpo não se apresenta como uma forma rígida, mas como uma superfície viva que responde ao gesto do abraço.

O ombro esquerdo encontra-se levemente mais baixo, enquanto o direito eleva-se pela proximidade do outro corpo. Essa assimetria introduz dinamismo e permite perceber a pressão suave do encontro. As variações de luz na espalda ajudam a compreender como ambas as figuras se acomodam uma contra a outra. Cada curva parece determinada pela necessidade de aproximar-se e sustentar-se mutuamente.

A cintura estreita-se na zona central e dá passagem à curva da anca, parcialmente coberta pela tela clara. Essa transição cria uma linha sinuosa que guia o olhar dos ombros até a parte inferior. A figura parece inclinar-se levemente para frente, reforçando o contato com a pessoa abraçada. Sua postura expressa vulnerabilidade, mas também plena confiança em quem a segura.

A segunda figura aparece situada à direita e fica parcialmente oculta. Sua costas apresentam-se de forma mais vertical e mostra uma linha luminosa que desce desde o ombro até a cintura. Embora se observem menos detalhes do seu corpo, a sua presença é essencial, pois constitui o apoio e o refúgio da figura central. Ambas as silhuetas são complementares e formam uma estrutura compacta.

O ombro direito desta segunda figura eleva-se e forma uma curva ampla que conduz à cabeça oculta. A luz concentra-se sobre a parte superior e ressalta o volume antes de descer pelo braço. O rosto permanece completamente escondido atrás da outra pessoa, o que intensifica a sensação de privacidade. O espectador presencia o abraço, mas não pode acessar a identidade nem os pensamentos dos protagonistas.

Uma das mãos constitui um detalhe de enorme força emocional. Parece apoiada sobre a parte superior das costas e perto do ombro da figura central, com os dedos estendidos e levemente separados. O gesto é suave, porém firme, e transmite a vontade de sustentar, proteger e não deixar ir. A mão funciona como expressão visível daquilo que os rostos ocultos não podem comunicar.

Os dedos seguem a curvatura do ombro e parecem exercer uma pressão delicada. A luminosidade que os percorre permite distingui-los claramente frente ao cabelo escuro e à pele sombreada. Esse contraste transforma a mão num dos pontos mais expressivos da composição. Sua posição pode interpretarse como uma carícia, uma busca de segurança ou um gesto de consolo.

A ausência de faces confere grande universalidade à cena. As figuras poderiam representar um casal, duas pessoas que se reencontram, familiares que se consolam ou entes queridos que se despedem. Ao não exibirem expressões faciais, a emoção é construída exclusivamente através da proximidade, da postura e do contato. Essa indefinição permite que cada espectador projete no abraço suas próprias lembranças.

Os corpos não aparecem frente a uma forma rígida, mas levemente deslocados e adaptados um ao outro. Esse arranjo cria uma sensação de unidade orgânica. As linhas dos ombros, das costas e dos braços aproximam-se até tornar-se difíceis de separar em alguns pontos. O abraço parece apagar momentaneamente os limites individuais e construir um espaço compartilhado.

A iluminação é tênue e concentra-se principalmente nas costas e na mão visível. Predominam tons de marfim, bege, dourados e acinzentados, acompanhados por sombras marrons e violetas. A luz não invade toda a cena, mas surge de forma selectiva e revela apenas aquilo necessário para compreender o gesto. Essa escolha aumenta a intimidade e faz o abraço parecer protegido pela penumbra.

Nas costas da figura central aparecem pequenas zonas luminosas que se distribuem sobre os ombros e as omoplatas. A claridade torna-se mais suave ao descer até a cintura, onde se mistura com tons esverdeados e ocres. Sobre o segundo corpo, a luz forma uma faixa vertical mais intensa que ajuda a diferenciar ambas as figuras. Essas mudanças sutis acrescentam profundidade sem romper a unidade do conjunto.

As sombras cumprem uma função essencial. Cercam as cabeças, ocultam os rostos e envolvem os lados da composição, criando a sensação de isolamento em relação ao mundo exterior. A escuridão não parece ameaçadora, mas protetora, semelhante a um quarto silencioso ou a uma noite em que o abraço se torna o único refúgio. O fundo elimina qualquer distração e concentra toda a emoção nos corpos.

A tela clara que cobre a parte inferior ocupa uma superfície considerável e apresenta uma queda ampla e irregular. Seus tons brancos, cinzentos, azulados e esverdeados contrastam com a calidez da pele e com a profundidade do fundo. A borda sobe ao redor das caderas, envolvendo as duas figuras dentro de um mesmo espaço. Sua presença reforça a ideia de intimidade compartilhada.

Os vinclos da tela formam linhas suaves que se estendem para os lados e para a parte inferior. Algumas partes recebem maior claridade, enquanto outras confundem-se com as sombras. A tela pode lembrar uma fronha, uma manta ou um pano amplo disposto ao redor dos corpos. Para além de sua função material, atua como envoltório simbólico que protege e une.

A cor geral da obra é contida e sóbria. Os marrons, cinzas, pretos e verdes apagados criam um ambiente de profunda calma, enquanto os tons quentes da pele introduzem humanidade. Não existem cores vivas que alterem a concentração emocional. Tudo parece construído para transmitir silêncio, proximidade e uma intensidade que não necessita de gestos dramáticos.

A composição vertical acentua a presença das figuras e permite que o abraço ocupe quase todo o espaço disponível. As cabeças situam-se na parte superior e unem-se dentro de uma grande massa escura, enquanto as costas descem paralelamente em direção à tela. Essa organização cria uma sensação de estabilidade. Os corpos funcionam como duas colunas flexíveis que se apoiam mutuamente.

As linhas curvas dominam toda a cena. Aparecem nos ombros, braços, costas, quadris e nas dobras da tela. Não há interrupções bruscas nem formas angulosas que quebrem a harmonia. Essa continuidade visual acompanha o significado emocional do abraço e faz com que a composição pareça fluida e envolvente.

O contato entre as duas figuras pode ser interpretado como uma representação do amor, ainda que não necessariamente de cariz romântico. O abraço é um dos gestos humanos mais universais e pode expressar alegria, gratidão, proteção, perdão, despedida ou consolo. A obra mantém todas essas possibilidades abertas. Sua força reside justamente em não explicar o que aconteceu antes nem o que acontecerá depois.

Também pode ser entendido como uma imagem de refúgio diante da solidão. O fundo escuro sugere um mundo exterior incerto, enquanto a união dos corpos cria um espaço luminoso e seguro. As figuras parecem encontrar na presença do outro aquilo que não existe ao redor. O abraço torna-se assim numa forma de resistência frente ao medo, à perda ou à fragilidade.

A mão apoiada sobre o ombro transmite a necessidade de manter aquele instante. Seus dedos abertos parecem afirmar a presença da outra pessoa e confirmar que o contato é real. Esse pequeno gesto concentra uma imensa intensidade emocional. Pode ser lido como uma promessa silenciosa de acompanhamento e permanência.

A figura central, ao inclinar a cabeça e mostrar as costas, expressa uma entrega absoluta. Não existe um olhar para o espectador nem uma consciência aparente de estar a ser observado. Toda a sua atenção dirige-se para a pessoa abraçada. Essa atitude transforma a cena num momento profundamente privado e concede ao espectador o papel de testemunha silenciosa.

A segunda figura, mais oculta, pode ser percebida como uma presença protetora. Sua postura vertical e a colocação da mão transmitem estabilidade. No entanto, o facto de também esconder o rosto sugere que as duas pessoas precisam do abraço por igual. Não existe uma figura completamente forte e outra completamente vulnerável, mas uma dependência mútua baseada no afeto.

A pintura convida a recordar aqueles momentos em que as palavras são insuficientes. Em determinadas situações, um abraço pode comunicar mais do que qualquer explicação, pois permite compartilhar uma emoção sem necessidade de nomeá-la. As figuras parecem ter encontrado precisamente essa linguagem silenciosa. Sua proximidade expressa compreensão e aceitação.

A cena possui uma beleza contida que decorre da simplicidade. Não há objetos, paisagens nem elementos narrativos que expliquem a relação entre os personagens. Permanecem apenas os corpos, a mão, a luz e a tela. Essa redução faz com que a emoção se apresente de forma direta e universal.

No conjunto, este quadro representa o abraço profundo de duas figuras que encontram refúgio, consolo e segurança na proximidade mútua. As costas unidas, os rostos ocultos, a mão apoiada sobre o ombro e a tela clara que envolve os corpos constroem uma imagem íntima e profundamente emotiva. A escuridão do fundo isola os protagonistas do mundo exterior, enquanto a luz suave revela o calor de sua união. A obra transforma um gesto cotidiano em um símbolo universal do amor, da proteção, da confiança e da necessidade humana de se sentir acompanhado.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Pictura Subastas apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Domingo Álvarez, que representa o abraço íntimo de duas pessoas como símbolo universal de amor, consolo, proteção e confiança mútua. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.

· Dimensões com moldura: 61,5x43,5x2 cm.
· Dimensões sem moldura: 48x30 cm.
· Pastel assinado à mão pelo artista na parte inferior direita, Domingo.
· A peça encontra-se em bom estado de conservação.
· A obra é vendida com belo moldura com vidro protetor (incluído no leilão como presente).

A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.

Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descrição do lote.

A pintura será embalada de forma profissional por um perito da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo da embalagem profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado via Correos, GLS ou NACEX com rastreio. Envíos disponíveis a nível internacional.

------------------------------------------------------------------

Este quadro apresenta o abraço íntimo e silencioso de duas figuras humanas que aparecem unidas no centro de uma composição dominada por tonalidades escuras, suaves e profundamente envolventes. Os corpos são mostrados de costas e permanecem entrelaçados de forma estreita, a ponto de suas formas parecerem fundir-se numa única presença. Os rostos ficam ocultos por completo, o que impede identificar os protagonistas e transforma o gesto numa imagem universal de afeto, consolo e proteção. Uma grande tela clara contorna a parte inferior de ambos os corpos e reforça a sensação de refúgio que a cena transmite.

A figura situada à esquerda ocupa o espaço central e mostra as costas quase por completo. Sua cabeça inclina-se em direção à pessoa que encara, permitindo que o cabelo escuro caia suavemente sobre a nuca e o ombro. Essa inclinação transmite confiança e entrega, como se buscasse descanso na proximidade do outro corpo. A ausência de tensão na postura faz com que o abraço resulte sincero, tranquilo e prolongado.

O cabelo dessa figura forma uma massa escura que se confunde parcialmente com o fundo. Alguns mechas recebem reflexos cinzentos e marrons, enquanto outros permanecem totalmente submersos na sombra. Sua queda irregular acarreta naturalidade e movimento. Ao ocultar o rosto, o cabelo aumenta o mistério e concentra a atenção na linguagem corporal.

As costas tornam-se um dos principais eixos visuais da obra. Da base do pescoço desce uma linha central que marca delicadamente a coluna e organiza a anatomia. Os ombros, as omoplatas e a cintura aparecem sugeridos por uma combinação gradual de claridade e sombra. O corpo não se apresenta como uma forma rígida, mas como uma superfície viva que responde ao gesto do abraço.

O ombro esquerdo encontra-se levemente mais baixo, enquanto o direito eleva-se pela proximidade do outro corpo. Essa assimetria introduz dinamismo e permite perceber a pressão suave do encontro. As variações de luz na espalda ajudam a compreender como ambas as figuras se acomodam uma contra a outra. Cada curva parece determinada pela necessidade de aproximar-se e sustentar-se mutuamente.

A cintura estreita-se na zona central e dá passagem à curva da anca, parcialmente coberta pela tela clara. Essa transição cria uma linha sinuosa que guia o olhar dos ombros até a parte inferior. A figura parece inclinar-se levemente para frente, reforçando o contato com a pessoa abraçada. Sua postura expressa vulnerabilidade, mas também plena confiança em quem a segura.

A segunda figura aparece situada à direita e fica parcialmente oculta. Sua costas apresentam-se de forma mais vertical e mostra uma linha luminosa que desce desde o ombro até a cintura. Embora se observem menos detalhes do seu corpo, a sua presença é essencial, pois constitui o apoio e o refúgio da figura central. Ambas as silhuetas são complementares e formam uma estrutura compacta.

O ombro direito desta segunda figura eleva-se e forma uma curva ampla que conduz à cabeça oculta. A luz concentra-se sobre a parte superior e ressalta o volume antes de descer pelo braço. O rosto permanece completamente escondido atrás da outra pessoa, o que intensifica a sensação de privacidade. O espectador presencia o abraço, mas não pode acessar a identidade nem os pensamentos dos protagonistas.

Uma das mãos constitui um detalhe de enorme força emocional. Parece apoiada sobre a parte superior das costas e perto do ombro da figura central, com os dedos estendidos e levemente separados. O gesto é suave, porém firme, e transmite a vontade de sustentar, proteger e não deixar ir. A mão funciona como expressão visível daquilo que os rostos ocultos não podem comunicar.

Os dedos seguem a curvatura do ombro e parecem exercer uma pressão delicada. A luminosidade que os percorre permite distingui-los claramente frente ao cabelo escuro e à pele sombreada. Esse contraste transforma a mão num dos pontos mais expressivos da composição. Sua posição pode interpretarse como uma carícia, uma busca de segurança ou um gesto de consolo.

A ausência de faces confere grande universalidade à cena. As figuras poderiam representar um casal, duas pessoas que se reencontram, familiares que se consolam ou entes queridos que se despedem. Ao não exibirem expressões faciais, a emoção é construída exclusivamente através da proximidade, da postura e do contato. Essa indefinição permite que cada espectador projete no abraço suas próprias lembranças.

Os corpos não aparecem frente a uma forma rígida, mas levemente deslocados e adaptados um ao outro. Esse arranjo cria uma sensação de unidade orgânica. As linhas dos ombros, das costas e dos braços aproximam-se até tornar-se difíceis de separar em alguns pontos. O abraço parece apagar momentaneamente os limites individuais e construir um espaço compartilhado.

A iluminação é tênue e concentra-se principalmente nas costas e na mão visível. Predominam tons de marfim, bege, dourados e acinzentados, acompanhados por sombras marrons e violetas. A luz não invade toda a cena, mas surge de forma selectiva e revela apenas aquilo necessário para compreender o gesto. Essa escolha aumenta a intimidade e faz o abraço parecer protegido pela penumbra.

Nas costas da figura central aparecem pequenas zonas luminosas que se distribuem sobre os ombros e as omoplatas. A claridade torna-se mais suave ao descer até a cintura, onde se mistura com tons esverdeados e ocres. Sobre o segundo corpo, a luz forma uma faixa vertical mais intensa que ajuda a diferenciar ambas as figuras. Essas mudanças sutis acrescentam profundidade sem romper a unidade do conjunto.

As sombras cumprem uma função essencial. Cercam as cabeças, ocultam os rostos e envolvem os lados da composição, criando a sensação de isolamento em relação ao mundo exterior. A escuridão não parece ameaçadora, mas protetora, semelhante a um quarto silencioso ou a uma noite em que o abraço se torna o único refúgio. O fundo elimina qualquer distração e concentra toda a emoção nos corpos.

A tela clara que cobre a parte inferior ocupa uma superfície considerável e apresenta uma queda ampla e irregular. Seus tons brancos, cinzentos, azulados e esverdeados contrastam com a calidez da pele e com a profundidade do fundo. A borda sobe ao redor das caderas, envolvendo as duas figuras dentro de um mesmo espaço. Sua presença reforça a ideia de intimidade compartilhada.

Os vinclos da tela formam linhas suaves que se estendem para os lados e para a parte inferior. Algumas partes recebem maior claridade, enquanto outras confundem-se com as sombras. A tela pode lembrar uma fronha, uma manta ou um pano amplo disposto ao redor dos corpos. Para além de sua função material, atua como envoltório simbólico que protege e une.

A cor geral da obra é contida e sóbria. Os marrons, cinzas, pretos e verdes apagados criam um ambiente de profunda calma, enquanto os tons quentes da pele introduzem humanidade. Não existem cores vivas que alterem a concentração emocional. Tudo parece construído para transmitir silêncio, proximidade e uma intensidade que não necessita de gestos dramáticos.

A composição vertical acentua a presença das figuras e permite que o abraço ocupe quase todo o espaço disponível. As cabeças situam-se na parte superior e unem-se dentro de uma grande massa escura, enquanto as costas descem paralelamente em direção à tela. Essa organização cria uma sensação de estabilidade. Os corpos funcionam como duas colunas flexíveis que se apoiam mutuamente.

As linhas curvas dominam toda a cena. Aparecem nos ombros, braços, costas, quadris e nas dobras da tela. Não há interrupções bruscas nem formas angulosas que quebrem a harmonia. Essa continuidade visual acompanha o significado emocional do abraço e faz com que a composição pareça fluida e envolvente.

O contato entre as duas figuras pode ser interpretado como uma representação do amor, ainda que não necessariamente de cariz romântico. O abraço é um dos gestos humanos mais universais e pode expressar alegria, gratidão, proteção, perdão, despedida ou consolo. A obra mantém todas essas possibilidades abertas. Sua força reside justamente em não explicar o que aconteceu antes nem o que acontecerá depois.

Também pode ser entendido como uma imagem de refúgio diante da solidão. O fundo escuro sugere um mundo exterior incerto, enquanto a união dos corpos cria um espaço luminoso e seguro. As figuras parecem encontrar na presença do outro aquilo que não existe ao redor. O abraço torna-se assim numa forma de resistência frente ao medo, à perda ou à fragilidade.

A mão apoiada sobre o ombro transmite a necessidade de manter aquele instante. Seus dedos abertos parecem afirmar a presença da outra pessoa e confirmar que o contato é real. Esse pequeno gesto concentra uma imensa intensidade emocional. Pode ser lido como uma promessa silenciosa de acompanhamento e permanência.

A figura central, ao inclinar a cabeça e mostrar as costas, expressa uma entrega absoluta. Não existe um olhar para o espectador nem uma consciência aparente de estar a ser observado. Toda a sua atenção dirige-se para a pessoa abraçada. Essa atitude transforma a cena num momento profundamente privado e concede ao espectador o papel de testemunha silenciosa.

A segunda figura, mais oculta, pode ser percebida como uma presença protetora. Sua postura vertical e a colocação da mão transmitem estabilidade. No entanto, o facto de também esconder o rosto sugere que as duas pessoas precisam do abraço por igual. Não existe uma figura completamente forte e outra completamente vulnerável, mas uma dependência mútua baseada no afeto.

A pintura convida a recordar aqueles momentos em que as palavras são insuficientes. Em determinadas situações, um abraço pode comunicar mais do que qualquer explicação, pois permite compartilhar uma emoção sem necessidade de nomeá-la. As figuras parecem ter encontrado precisamente essa linguagem silenciosa. Sua proximidade expressa compreensão e aceitação.

A cena possui uma beleza contida que decorre da simplicidade. Não há objetos, paisagens nem elementos narrativos que expliquem a relação entre os personagens. Permanecem apenas os corpos, a mão, a luz e a tela. Essa redução faz com que a emoção se apresente de forma direta e universal.

No conjunto, este quadro representa o abraço profundo de duas figuras que encontram refúgio, consolo e segurança na proximidade mútua. As costas unidas, os rostos ocultos, a mão apoiada sobre o ombro e a tela clara que envolve os corpos constroem uma imagem íntima e profundamente emotiva. A escuridão do fundo isola os protagonistas do mundo exterior, enquanto a luz suave revela o calor de sua união. A obra transforma um gesto cotidiano em um símbolo universal do amor, da proteção, da confiança e da necessidade humana de se sentir acompanhado.

Mais sobre o vendedor

Somos a Pictura Auctions e a nossa missão é proporcionar um espaço online onde amantes da arte, colecionadores e entusiastas possam mergulhar num vasto repertório de obras-primas, desde as vanguardas mais revolucionárias até joias clássicas que resistiram ao teste do tempo. Nossa equipe de curadores especializados montou cuidadosamente uma coleção diversificada e emocionante, selecionando as peças mais significativas e comoventes de diferentes épocas e culturas.
Traduzido pelo Google Tradutor

Dados

Artista
Domingo Alvarez Gomez (1942)
Vendido com moldura
Sim
Vendido por
Galeria
Edição
Original
Título da obra de arte
Cerca de ti
Técnica
Pastel
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Espanha
Estado
Bom estado
Altura
61,5 cm
Largura
43,5 cm
Estilo
Realismo
Período
1980-1990
Vendido por
EspanhaVerificado
2602
Objetos vendidos
100%
protop

Objetos semelhantes

Para si em

Arte clássica e impressionismo