Tijs Dragtsma (1992) - A Canal's Silent Mirror






Possui mestrado em Cinema e Artes Visuais; curador, escritor e pesquisador experiente.
€30 | ||
|---|---|---|
€3 | ||
€2 | ||
Proteção do comprador da Catawiki
O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes
Trustpilot 4.4 | 141331 avaliações
Classificada como Excelente na Trustpilot.
Artista: Tijs Dragtsma (1992); Título: A Canal's Silent Mirror; Edição original, 2026, técnica mista sobre vidro acrílico criada por arranhões controlados, 51 × 51 cm, preto e branco, assinado, vendido com frame, em excelente estado, direto do artista.
Descrição fornecida pelo vendedor
O Silent Mirror do Canal guarda um dos gestos mais antigos de Amsterdã: uma fileira de casas estreitas do século XVII, colocadas de ombro a ombro acima de água ainda, cada frontão com uma silhueta diferente contra a noite, cada janela um pequeno sol privado. O canal abaixo faz o que os canais sempre fizeram, devolver a cidade a si mesma, suavizada, duplicada, nunca igual duas vezes.
Nesta obra, essa repetição não é pintada nem impressa. Nem tinta. Nem gravura. A imagem é formada por arranhões controlados em vidro acrílico, um campo de marcas finas que removem em vez de acrescentar, de modo que as casas e seu reflexo emergem do que foi removido, em vez do que foi colocado.
As janelas iluminadas mantêm o brilho como campos de arranhões densos e finos, brilhantes o suficiente para ler calor de um cômodo à distância. Os frontões e o trabalho de tijolo sobrevivem como linhas mais finas, arquitetura silenciosa que sustenta sua forma no escuro. Onde a água começa, os mesmos sinais afrouxam e amolecem, de modo que a cidade refletida parece um passo mais longe da certeza do que as casas acima dela.
A imagem está sempre presente, com ou sem luz direta. A luz não cria a imagem. Ela a aguça. Sob um ângulo variável, as janelas se aprofundam, o reflexo ganha peso e o canal passa a ter mais ou menos tranquilidade, sem jamais perder sua forma.
De outro lado da sala, a obra se lê como uma única cena noturna monumental, uma rua que sustenta seu próprio reflexo como um segredo que quase quer guardar. Aproximando-se, essa certeza se dissolve em um campo de marcas individuais, prova de que a imagem foi construída do modo como a memória é feita, marca a marca, nunca completamente.
Sob a arquitetura repousa algo mais pessoal, a antiga ideia de que um lar é também uma espécie de testemunha, que fica sobre uma água que viu cada versão da cidade surgir e partir. O reflexo muda com a luz, a estação, a hora, muito parecido com a própria memória.
A Canal's Silent Mirror continua a série Art with Scratch, de Tijs Dragtsma, na qual a imagem é construída por meio de danos controlados na superfície, em vez de pigmento ou impressão. Uma linguagem visual onde o dano não é destruição, mas estrutura.
"A casa se lembra. A água apenas repete o que lhe é dito."
Sobre Art with Scratch
Art with Scratch é um conjunto de obras em que a imagem não é desenhada, mas libertada. Talhada linha a linha em uma superfície preta profunda, cada obra surge através de incontáveis arranhões precisos que captam a luz e trazem forma à escuridão.
De longe, a imagem parece quase fotográfica. Poderosa, reconhecível e plena de presença. No entanto, de perto, a obra se dissolve em um campo denso de marcas individuais. Fina, frágil e quase sem peso. O que parecia sólido revela-se como uma delicada teia de linhas, cada uma um gesto deliberado, cada uma essencial ao todo.
A luz não cria a imagem. Ela a aperfeiçoa. O esmalte preto absorve, enquanto as linhas arranhadas refletem. Conforme a luz se move pela superfície, a imagem respira. De um ângulo, a figura fica clara e definida. De outro, amolece e recua para perto da escuridão de onde veio, sem jamais desaparecer. Sob holofotes focados, o contraste se aprofunda e a imagem adquire uma qualidade escultórica, quase luminosa.
O que torna esse meio tão envolvente é a sua tensão silenciosa. O ato de arranhar é direto e irreversível. Cada linha é uma decisão que não pode ser desfeita. Yet, o resultado não é áspero. É íntimo, atmosférico e cheio de movimento. Dureza vira suavidade. Destruição vira criação. A ausente torna-se presença.
Em obras como este retrato, a figura nunca fica completamente fixa. Através da interação de linha, luz e sombra, a imagem se move com a perspectiva e a atmosfera. Em certos momentos, o sujeito parece dar um passo à frente saindo do preto. Em outros, ele recua para a quietude. É nesse movimento, entre nitidez e calma, que a obra ganha vida.
Como todos os materiais tocados pelo tempo, a superfície carrega sua própria vida silenciosa. Cada arranhão guarda um momento, uma respiração, um gesto. Juntos, formam não apenas uma imagem, mas uma presença, que continua a revelar-se a cada mudança de luz.
Sobre o Artista
Meu nome é Tijs Dragtsma, fundador do TD Fine Art Studio.
Como artista, sou movido por um desejo constante de explorar novas linguagens visuais. Não vejo a arte como um estilo fixo, mas como um campo de descoberta em evolução, onde material, estrutura, luz e emoção se unem.
Meu trabalho geralmente começa com uma pergunta simples. Como pode um material falar de uma forma nova. Como a dureza pode tornar-se intimidade. Como a precisão pode criar emoção. Essa busca está no coração de tudo o que crio.
Dentro do TD Fine Art Studio, cada corpo de trabalho é abordado como seu próprio mundo, com sua própria lógica, atmosfera e identidade visual. Algumas obras são construídas por meio de ritmo, repetição e estrutura. Outras emergem através da ausência, sombra, reflexão ou tensão. O que as conecta é um compromisso compartilhado com originalidade, clareza e presença emocional.
Sou fascinado pelo contraste. Entre força e fragilidade. Entre controle e sentimento. Entre o que é visível e o que fica aberto à interpretação. Meu objetivo não é apenas criar uma imagem, mas criar uma obra que prenda a atenção, proponha reflexão e continue a revelar-se ao longo do tempo.
TD Fine Art Studio é o espaço onde essas explorações se reúnem. Não é apenas um estúdio, mas um universo artístico em evolução moldado pela curiosidade, pela precisão e pela ambição de criar obras que pareçam distintas, intencionais e vivas.
O Silent Mirror do Canal guarda um dos gestos mais antigos de Amsterdã: uma fileira de casas estreitas do século XVII, colocadas de ombro a ombro acima de água ainda, cada frontão com uma silhueta diferente contra a noite, cada janela um pequeno sol privado. O canal abaixo faz o que os canais sempre fizeram, devolver a cidade a si mesma, suavizada, duplicada, nunca igual duas vezes.
Nesta obra, essa repetição não é pintada nem impressa. Nem tinta. Nem gravura. A imagem é formada por arranhões controlados em vidro acrílico, um campo de marcas finas que removem em vez de acrescentar, de modo que as casas e seu reflexo emergem do que foi removido, em vez do que foi colocado.
As janelas iluminadas mantêm o brilho como campos de arranhões densos e finos, brilhantes o suficiente para ler calor de um cômodo à distância. Os frontões e o trabalho de tijolo sobrevivem como linhas mais finas, arquitetura silenciosa que sustenta sua forma no escuro. Onde a água começa, os mesmos sinais afrouxam e amolecem, de modo que a cidade refletida parece um passo mais longe da certeza do que as casas acima dela.
A imagem está sempre presente, com ou sem luz direta. A luz não cria a imagem. Ela a aguça. Sob um ângulo variável, as janelas se aprofundam, o reflexo ganha peso e o canal passa a ter mais ou menos tranquilidade, sem jamais perder sua forma.
De outro lado da sala, a obra se lê como uma única cena noturna monumental, uma rua que sustenta seu próprio reflexo como um segredo que quase quer guardar. Aproximando-se, essa certeza se dissolve em um campo de marcas individuais, prova de que a imagem foi construída do modo como a memória é feita, marca a marca, nunca completamente.
Sob a arquitetura repousa algo mais pessoal, a antiga ideia de que um lar é também uma espécie de testemunha, que fica sobre uma água que viu cada versão da cidade surgir e partir. O reflexo muda com a luz, a estação, a hora, muito parecido com a própria memória.
A Canal's Silent Mirror continua a série Art with Scratch, de Tijs Dragtsma, na qual a imagem é construída por meio de danos controlados na superfície, em vez de pigmento ou impressão. Uma linguagem visual onde o dano não é destruição, mas estrutura.
"A casa se lembra. A água apenas repete o que lhe é dito."
Sobre Art with Scratch
Art with Scratch é um conjunto de obras em que a imagem não é desenhada, mas libertada. Talhada linha a linha em uma superfície preta profunda, cada obra surge através de incontáveis arranhões precisos que captam a luz e trazem forma à escuridão.
De longe, a imagem parece quase fotográfica. Poderosa, reconhecível e plena de presença. No entanto, de perto, a obra se dissolve em um campo denso de marcas individuais. Fina, frágil e quase sem peso. O que parecia sólido revela-se como uma delicada teia de linhas, cada uma um gesto deliberado, cada uma essencial ao todo.
A luz não cria a imagem. Ela a aperfeiçoa. O esmalte preto absorve, enquanto as linhas arranhadas refletem. Conforme a luz se move pela superfície, a imagem respira. De um ângulo, a figura fica clara e definida. De outro, amolece e recua para perto da escuridão de onde veio, sem jamais desaparecer. Sob holofotes focados, o contraste se aprofunda e a imagem adquire uma qualidade escultórica, quase luminosa.
O que torna esse meio tão envolvente é a sua tensão silenciosa. O ato de arranhar é direto e irreversível. Cada linha é uma decisão que não pode ser desfeita. Yet, o resultado não é áspero. É íntimo, atmosférico e cheio de movimento. Dureza vira suavidade. Destruição vira criação. A ausente torna-se presença.
Em obras como este retrato, a figura nunca fica completamente fixa. Através da interação de linha, luz e sombra, a imagem se move com a perspectiva e a atmosfera. Em certos momentos, o sujeito parece dar um passo à frente saindo do preto. Em outros, ele recua para a quietude. É nesse movimento, entre nitidez e calma, que a obra ganha vida.
Como todos os materiais tocados pelo tempo, a superfície carrega sua própria vida silenciosa. Cada arranhão guarda um momento, uma respiração, um gesto. Juntos, formam não apenas uma imagem, mas uma presença, que continua a revelar-se a cada mudança de luz.
Sobre o Artista
Meu nome é Tijs Dragtsma, fundador do TD Fine Art Studio.
Como artista, sou movido por um desejo constante de explorar novas linguagens visuais. Não vejo a arte como um estilo fixo, mas como um campo de descoberta em evolução, onde material, estrutura, luz e emoção se unem.
Meu trabalho geralmente começa com uma pergunta simples. Como pode um material falar de uma forma nova. Como a dureza pode tornar-se intimidade. Como a precisão pode criar emoção. Essa busca está no coração de tudo o que crio.
Dentro do TD Fine Art Studio, cada corpo de trabalho é abordado como seu próprio mundo, com sua própria lógica, atmosfera e identidade visual. Algumas obras são construídas por meio de ritmo, repetição e estrutura. Outras emergem através da ausência, sombra, reflexão ou tensão. O que as conecta é um compromisso compartilhado com originalidade, clareza e presença emocional.
Sou fascinado pelo contraste. Entre força e fragilidade. Entre controle e sentimento. Entre o que é visível e o que fica aberto à interpretação. Meu objetivo não é apenas criar uma imagem, mas criar uma obra que prenda a atenção, proponha reflexão e continue a revelar-se ao longo do tempo.
TD Fine Art Studio é o espaço onde essas explorações se reúnem. Não é apenas um estúdio, mas um universo artístico em evolução moldado pela curiosidade, pela precisão e pela ambição de criar obras que pareçam distintas, intencionais e vivas.
