Miquel Torner de Semir (1938) - El cántaro y la copa





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Descrição fornecida pelo vendedor
A Pictura Galeria apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Miquel Torner de Semir, que representa uma mesa repleta de frutas, recipientes e tecidos decorativos como símbolo de abundância, hospitalidade, tradição e memória doméstica. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.
• Dimensões da obra: 60x73x2 cm.
• Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista no canto esquerdo da obra, Miquel Torner de Semir.
• A peça encontra-se em bom estado de conservação.
A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descriçao do lote.
A obra será embalada de forma profissional por um expert da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo do embalamento profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado pelos Correios ou GLS com acompanhamento. Envíos disponíveis a nível internacional.
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Este quadro apresenta um natureza-morta exuberante e cuidadosamente organizada, no qual frutas, recipientes, tecidos e objetos decorativos convivem dentro de um espaço íntimo e profundamente evocador. A composição é construída pela sobreposição de numerosos elementos que ocupam quase toda a superfície, criando uma cena abundante, complexa e cheia de pequenos detalhes. No centro destaca-se uma grande taça elevada repleta de frutas de cores intensas, enquanto ao seu redor surge uma jarra decorada, uma taça de cristal, um cantaro ao fundo e vários fragmentos têxteis. O conjunto transmite uma sensação de riqueza doméstica, memória e celebração dos objetos cotidianos.
A taça de frutas constitui o principal centro visual da obra. Sua forma ampla e arredondada eleva-se sobre um pé estreito que lhe confere elegância e a transforma numa presença quase cerimonial. O recipiente aparece dividido em várias zonas de cor branca, cinza, creme e azul pálido, com contornos escuros que definem claramente sua silhueta. Seu volume destaca-se sobre o fundo marrom e parece projetar-se em direção ao espectador, ocupando uma posição privilegiada dentro da mesa.
No interior da taça acumula-se uma seleção de frutas arredondadas que trazem luminosidade e vitalidade. As frutas apresentam tonalidades vermelhas, amarelas, laranjas, verdes, turquesas e violetas, criando uma combinação alegre e surpreendente. Alguns lembram maçãs, laranjas ou limões, embora a liberdade cromática permita contemplá-las também como formas imaginárias. As diferenças de tamanho e posição evitam uma disposição rígida e geram a sensação de abundância natural, espontânea e generosa.
As frutas avermelhadas trazem calor e energia ao centro da cena. Sua cor intensa contrasta com os tons frios das frutas azuladas e verdosas situadas ao redor. Por sua vez, os amarelos parecem captar a luz do ambiente e atuam como pequenos focos luminosos dentro da composição. Essa alternância entre cores quentes e frias confere dinamismo ao natureza-morta e faz com que o olhar se desloque continuamente entre os diferentes elementos.
Sobre as frutas aparecem algumas folhas alongadas de cor turquesa e verde-azulado. Suas formas elevam-se em direção à zona superior direita e aportam uma nota vegetal que rompe com a redondeza dominante dos frutos. As linhas escuras que percorrem seu interior sugerem as nervuras das folhas e reforçam seu caráter decorativo. O ângulo dessas formas introduz movimento e permite imaginar um galho recém cortado que ainda conserva parte de sua frescura.
Abaixo da taça principal surge uma jarra alta e estilizada que partilha protagonismo com o recipiente superior. Seu corpo estreita e alarga de forma irregular, adotando uma silhueta elegante e sinuosa. A superfície é dominada por tons claros, tons de cinza, amarelados e azulados, acompanhados por um grande motivo espiral de cor azul-escuro. Essa decoração confere ritmo e transforma a jarra num objeto singular, situado entre o funcional e o ornamental.
O motivo azul da jarra chama especialmente a atenção pela sua aparência ondulante. Pode lembrar uma onda, uma voluta, uma planta em crescimento ou um símbolo antigo. Seu movimento curvo contrasta com as linhas horizontais e verticais que aparecem em outros pontos da obra. Esse detalhe contribui para a sensação de diversidade e prova que cada objeto possui uma identidade própria dentro do conjunto.
Ao lado esquerdo encontra-se uma taça de cristal representada por tonalidades brancas, cinzas e azuladas. Sua silhueta delicada e translúcida introduz uma sensação de leveza diante do peso visual da taça de frutas e do cantaro ao fundo. O corpo triangular e o pé estreito destacam-se sobre uma zona clara da mesa, permitindo que o objeto mantenha sua presença sem tornar-se dominante. A taça vazia pode ser interpretada como um convite, uma lembrança de uma refeição compartilhada ou o anúncio de uma celebração ainda por começar.
A mesa encontra-se coberta por uma sucessão de tecidos e superfícies decoradas que adicionam profundidade e complexidade à cena. Na zona central aparece um tecido de listras horizontais vermelhas e brancas, parcialmente oculto pela taça de frutas. Suas linhas regulares conferem ordem e direção dentro de uma composição dominada por formas curvas e irregulares. Perto dele distingue-se outro fragmento com listras azuis e claras, que estabelece uma correspondência cromática com a decoração da jarra.
No lado direito estende-se um tecido especialmente ornamental, decorado com flores e folhas em tons vermelhos, rosados, granadas e escuros sobre um fundo claro. Este elemento desce verticalmente pela borda da mesa e cria uma forte presença decorativa. Seus motivos vegetais estabelecem uma relação com as folhas que emergem da taça de frutas e com os adornos do cantaro situado ao fundo. A riqueza do tecido transmite uma sensação de calor doméstico e lembra interiores repletos de objetos herdados, memórias familiares e peças reunidas ao longo do tempo.
Sobre o tecido de listras azuis aparece uma fruta isolada de cor amarela, verde e turquesa. Sua posição separada do recipiente principal cria um pequeno ponto de atenção na zona inferior direita. Poderia tratar-se de uma fruta que caiu da taça ou que foi colocada deliberadamente sobre a mesa. Essa separação introduce uma narrativa mínima dentro do natureza-morta, sugerindo que os objetos não estão completamente imóveis, mas fazem parte de uma cena vivida.
Na esquina inferior esquerda observa-se um pequeno fragmento claro com uma forma vermelha em seu interior. Esse detalhe pode lembrar uma toalha de papel dobrada, um papel, um envelope ou uma peça decorativa. Sua localização parcialmente recortada pelo limite da imagem faz pensar que a mesa continua para além do campo visível e que existem mais objetos ao redor. Desse modo, a composição parece pertencer a um espaço mais amplo que o espectador só pode contemplar parcialmente.
O fundo esquerdo é ocupado por uma grande cantara de aspecto antigo. Seu corpo largo e suas alças laterais aparecem recortados sobre uma superfície decorada com motivos vegetais. No centro do recipiente surge uma forma floral escura rodeada por folhas e ramos, enquanto a parte superior está adornada com listras onduladas e pequenos pontos. Este objeto transmite uma sensação de antiguidade e permanência, como se fosse uma peça conservada por gerações.
A presença do cantaro introduz uma dimensão histórica na obra. Sua aparência lembra os recipientes tradicionais usados tanto para armazenar líquidos quanto para decorar os lares. Ao situá-lo atrás da taça de cristal e da mesa, parece fazer parte de um conjunto de objetos cuidadosamente escolhidos pelo seu valor afetivo. Não se apresenta apenas como um utensílio, mas como uma peça carregada de memória e significado.
O fundo escuro, formado principalmente por marrons, cinzas, pretos e pequenos matizes avermelhados, permite que os objetos do primeiro plano se destaquem com grande intensidade. Sua aparência irregular cria a sensação de uma parede envelhecida, um interior antigo ou um espaço construído através de camadas de lembranças. Algumas áreas claras parecem reflexos difusos, enquanto outras adquirem uma densidade profunda e misteriosa. Essa escuridão envolve a cena e acentua o seu caráter íntimo.
Uma faixa diagonal acinzentada desce desde a parte superior direita em direção à taça de frutas. Sua presença rompe a horizontalidade do fundo e poderia sugerir uma entrada de luz, uma sombra arquitetônica ou uma estrutura situada atrás da mesa. Esse diagonal dirige o olhar para as frutas e as folhas, reforçando sua importância. Ao mesmo tempo, cria uma separação entre as distintas zonas do fundo e adiciona profundidade ao espaço.
A composição combina objetos de aparências e procedências diversas, mas todos ficam unidos pela repetição de certas cores e formas. Os azuis aparecem na taça de cristal, nas frutas, nas folhas, na jarra e nos tecidos; os vermelhos repetem-se nos frutos, nas listras e nos motivos florais; os amarelos iluminam as frutas e algumas zonas dos recipientes. Essas correspondências cromáticas proporcionam coesão e evitam que a abundância de elementos resulte desordenada.
As formas arredondadas possuem uma presença especialmente importante. Aparecem nas frutas, no corpo da taça principal, no cantaro e em alguns motivos decorativos. Diante delas, as linhas retas dos tecidos e as divisões do fundo introduzem estabilidade. A convivência de curvas e retas constrói um equilíbrio dinâmico, no qual os objetos parecem manter-se unidos apesar de sua diversidade.
O natureza-morta transmite uma sensação de abundância que vai além da riqueza material. As frutas representam fertilidade, alimento e plenitude; os recipientes sugerem hospitalidade e cuidado; os tecidos trazem calor, identidade e memória. Todos esses elementos criam a imagem de um lar habitado, mesmo que não apareça nenhuma figura humana. A presença das pessoas intui-se através da disposição dos objetos, como se alguém tivesse acabado de preparar a mesa ou estivesse prestes a retornar.
A obra convida a observar lentamente cada canto e descobrir novas relações entre seus componentes. À primeira vista, a taça de frutas domina a cena, mas depois o olhar desloca-se para o cantaro, a taça vazia, os tecidos, a fruta isolada e os pequenos detalhes do fundo. Esse percurso transforma a contemplação em uma experiência de descoberta. Cada objeto parece guardar uma história e contribuir para a atmosfera geral de intimidade e lembrança.
Também pode perceber-se um diálogo entre o cotidiano e o extraordinário. Os elementos representados pertencem à vida doméstica, mas suas cores intensas, a disposição e as proporções transformam-nos em objetos cheios de personalidade. A mesa deixa de ser apenas um espaço funcional e transforma-se num cenário onde frutas, vasilhas e tecidos adquirem uma presença quase simbólica. A realidade doméstica aparece reinterpretada como um universo de formas, cores e lembranças.
No conjunto, este quadro constitui um natureza-morta vibrante e profundamente evocador que celebra a abundância, a beleza dos objetos cotidianos e a memória ligada ao lar. A taça transbordante de frutas aporta vitalidade e cor, enquanto a jarra decorada, o cantaro antigo, a taça vazia e os diferentes tecidos constroem uma atmosfera íntima e acolhedora. A variedade de formas e adornos sugere um mundo doméstico repleto de histórias, celebrações e lembranças, transformando a mesa num espaço simbólico onde convivem tradição, hospitalidade e o prazer de contemplar as coisas simples.
A Pictura Galeria apresenta esta magnífica obra de arte pertencente a Miquel Torner de Semir, que representa uma mesa repleta de frutas, recipientes e tecidos decorativos como símbolo de abundância, hospitalidade, tradição e memória doméstica. A pintura destaca-se pela excelente técnica e pela grande qualidade pictórica que transmite.
• Dimensões da obra: 60x73x2 cm.
• Óleo sobre tela assinado à mão pelo artista no canto esquerdo da obra, Miquel Torner de Semir.
• A peça encontra-se em bom estado de conservação.
A obra procede de uma exclusiva coleção privada em Girona.
Nota importante: as fotografias incluídas fazem parte integrante da descriçao do lote.
A obra será embalada de forma profissional por um expert da IVEX (https://www.instagram.com/ivex.online/), utilizando materiais de alta qualidade para garantir a proteção. O preço do envio cobre tanto o custo do embalamento profissional quanto o próprio transporte.
O envio será realizado pelos Correios ou GLS com acompanhamento. Envíos disponíveis a nível internacional.
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Este quadro apresenta um natureza-morta exuberante e cuidadosamente organizada, no qual frutas, recipientes, tecidos e objetos decorativos convivem dentro de um espaço íntimo e profundamente evocador. A composição é construída pela sobreposição de numerosos elementos que ocupam quase toda a superfície, criando uma cena abundante, complexa e cheia de pequenos detalhes. No centro destaca-se uma grande taça elevada repleta de frutas de cores intensas, enquanto ao seu redor surge uma jarra decorada, uma taça de cristal, um cantaro ao fundo e vários fragmentos têxteis. O conjunto transmite uma sensação de riqueza doméstica, memória e celebração dos objetos cotidianos.
A taça de frutas constitui o principal centro visual da obra. Sua forma ampla e arredondada eleva-se sobre um pé estreito que lhe confere elegância e a transforma numa presença quase cerimonial. O recipiente aparece dividido em várias zonas de cor branca, cinza, creme e azul pálido, com contornos escuros que definem claramente sua silhueta. Seu volume destaca-se sobre o fundo marrom e parece projetar-se em direção ao espectador, ocupando uma posição privilegiada dentro da mesa.
No interior da taça acumula-se uma seleção de frutas arredondadas que trazem luminosidade e vitalidade. As frutas apresentam tonalidades vermelhas, amarelas, laranjas, verdes, turquesas e violetas, criando uma combinação alegre e surpreendente. Alguns lembram maçãs, laranjas ou limões, embora a liberdade cromática permita contemplá-las também como formas imaginárias. As diferenças de tamanho e posição evitam uma disposição rígida e geram a sensação de abundância natural, espontânea e generosa.
As frutas avermelhadas trazem calor e energia ao centro da cena. Sua cor intensa contrasta com os tons frios das frutas azuladas e verdosas situadas ao redor. Por sua vez, os amarelos parecem captar a luz do ambiente e atuam como pequenos focos luminosos dentro da composição. Essa alternância entre cores quentes e frias confere dinamismo ao natureza-morta e faz com que o olhar se desloque continuamente entre os diferentes elementos.
Sobre as frutas aparecem algumas folhas alongadas de cor turquesa e verde-azulado. Suas formas elevam-se em direção à zona superior direita e aportam uma nota vegetal que rompe com a redondeza dominante dos frutos. As linhas escuras que percorrem seu interior sugerem as nervuras das folhas e reforçam seu caráter decorativo. O ângulo dessas formas introduz movimento e permite imaginar um galho recém cortado que ainda conserva parte de sua frescura.
Abaixo da taça principal surge uma jarra alta e estilizada que partilha protagonismo com o recipiente superior. Seu corpo estreita e alarga de forma irregular, adotando uma silhueta elegante e sinuosa. A superfície é dominada por tons claros, tons de cinza, amarelados e azulados, acompanhados por um grande motivo espiral de cor azul-escuro. Essa decoração confere ritmo e transforma a jarra num objeto singular, situado entre o funcional e o ornamental.
O motivo azul da jarra chama especialmente a atenção pela sua aparência ondulante. Pode lembrar uma onda, uma voluta, uma planta em crescimento ou um símbolo antigo. Seu movimento curvo contrasta com as linhas horizontais e verticais que aparecem em outros pontos da obra. Esse detalhe contribui para a sensação de diversidade e prova que cada objeto possui uma identidade própria dentro do conjunto.
Ao lado esquerdo encontra-se uma taça de cristal representada por tonalidades brancas, cinzas e azuladas. Sua silhueta delicada e translúcida introduz uma sensação de leveza diante do peso visual da taça de frutas e do cantaro ao fundo. O corpo triangular e o pé estreito destacam-se sobre uma zona clara da mesa, permitindo que o objeto mantenha sua presença sem tornar-se dominante. A taça vazia pode ser interpretada como um convite, uma lembrança de uma refeição compartilhada ou o anúncio de uma celebração ainda por começar.
A mesa encontra-se coberta por uma sucessão de tecidos e superfícies decoradas que adicionam profundidade e complexidade à cena. Na zona central aparece um tecido de listras horizontais vermelhas e brancas, parcialmente oculto pela taça de frutas. Suas linhas regulares conferem ordem e direção dentro de uma composição dominada por formas curvas e irregulares. Perto dele distingue-se outro fragmento com listras azuis e claras, que estabelece uma correspondência cromática com a decoração da jarra.
No lado direito estende-se um tecido especialmente ornamental, decorado com flores e folhas em tons vermelhos, rosados, granadas e escuros sobre um fundo claro. Este elemento desce verticalmente pela borda da mesa e cria uma forte presença decorativa. Seus motivos vegetais estabelecem uma relação com as folhas que emergem da taça de frutas e com os adornos do cantaro situado ao fundo. A riqueza do tecido transmite uma sensação de calor doméstico e lembra interiores repletos de objetos herdados, memórias familiares e peças reunidas ao longo do tempo.
Sobre o tecido de listras azuis aparece uma fruta isolada de cor amarela, verde e turquesa. Sua posição separada do recipiente principal cria um pequeno ponto de atenção na zona inferior direita. Poderia tratar-se de uma fruta que caiu da taça ou que foi colocada deliberadamente sobre a mesa. Essa separação introduce uma narrativa mínima dentro do natureza-morta, sugerindo que os objetos não estão completamente imóveis, mas fazem parte de uma cena vivida.
Na esquina inferior esquerda observa-se um pequeno fragmento claro com uma forma vermelha em seu interior. Esse detalhe pode lembrar uma toalha de papel dobrada, um papel, um envelope ou uma peça decorativa. Sua localização parcialmente recortada pelo limite da imagem faz pensar que a mesa continua para além do campo visível e que existem mais objetos ao redor. Desse modo, a composição parece pertencer a um espaço mais amplo que o espectador só pode contemplar parcialmente.
O fundo esquerdo é ocupado por uma grande cantara de aspecto antigo. Seu corpo largo e suas alças laterais aparecem recortados sobre uma superfície decorada com motivos vegetais. No centro do recipiente surge uma forma floral escura rodeada por folhas e ramos, enquanto a parte superior está adornada com listras onduladas e pequenos pontos. Este objeto transmite uma sensação de antiguidade e permanência, como se fosse uma peça conservada por gerações.
A presença do cantaro introduz uma dimensão histórica na obra. Sua aparência lembra os recipientes tradicionais usados tanto para armazenar líquidos quanto para decorar os lares. Ao situá-lo atrás da taça de cristal e da mesa, parece fazer parte de um conjunto de objetos cuidadosamente escolhidos pelo seu valor afetivo. Não se apresenta apenas como um utensílio, mas como uma peça carregada de memória e significado.
O fundo escuro, formado principalmente por marrons, cinzas, pretos e pequenos matizes avermelhados, permite que os objetos do primeiro plano se destaquem com grande intensidade. Sua aparência irregular cria a sensação de uma parede envelhecida, um interior antigo ou um espaço construído através de camadas de lembranças. Algumas áreas claras parecem reflexos difusos, enquanto outras adquirem uma densidade profunda e misteriosa. Essa escuridão envolve a cena e acentua o seu caráter íntimo.
Uma faixa diagonal acinzentada desce desde a parte superior direita em direção à taça de frutas. Sua presença rompe a horizontalidade do fundo e poderia sugerir uma entrada de luz, uma sombra arquitetônica ou uma estrutura situada atrás da mesa. Esse diagonal dirige o olhar para as frutas e as folhas, reforçando sua importância. Ao mesmo tempo, cria uma separação entre as distintas zonas do fundo e adiciona profundidade ao espaço.
A composição combina objetos de aparências e procedências diversas, mas todos ficam unidos pela repetição de certas cores e formas. Os azuis aparecem na taça de cristal, nas frutas, nas folhas, na jarra e nos tecidos; os vermelhos repetem-se nos frutos, nas listras e nos motivos florais; os amarelos iluminam as frutas e algumas zonas dos recipientes. Essas correspondências cromáticas proporcionam coesão e evitam que a abundância de elementos resulte desordenada.
As formas arredondadas possuem uma presença especialmente importante. Aparecem nas frutas, no corpo da taça principal, no cantaro e em alguns motivos decorativos. Diante delas, as linhas retas dos tecidos e as divisões do fundo introduzem estabilidade. A convivência de curvas e retas constrói um equilíbrio dinâmico, no qual os objetos parecem manter-se unidos apesar de sua diversidade.
O natureza-morta transmite uma sensação de abundância que vai além da riqueza material. As frutas representam fertilidade, alimento e plenitude; os recipientes sugerem hospitalidade e cuidado; os tecidos trazem calor, identidade e memória. Todos esses elementos criam a imagem de um lar habitado, mesmo que não apareça nenhuma figura humana. A presença das pessoas intui-se através da disposição dos objetos, como se alguém tivesse acabado de preparar a mesa ou estivesse prestes a retornar.
A obra convida a observar lentamente cada canto e descobrir novas relações entre seus componentes. À primeira vista, a taça de frutas domina a cena, mas depois o olhar desloca-se para o cantaro, a taça vazia, os tecidos, a fruta isolada e os pequenos detalhes do fundo. Esse percurso transforma a contemplação em uma experiência de descoberta. Cada objeto parece guardar uma história e contribuir para a atmosfera geral de intimidade e lembrança.
Também pode perceber-se um diálogo entre o cotidiano e o extraordinário. Os elementos representados pertencem à vida doméstica, mas suas cores intensas, a disposição e as proporções transformam-nos em objetos cheios de personalidade. A mesa deixa de ser apenas um espaço funcional e transforma-se num cenário onde frutas, vasilhas e tecidos adquirem uma presença quase simbólica. A realidade doméstica aparece reinterpretada como um universo de formas, cores e lembranças.
No conjunto, este quadro constitui um natureza-morta vibrante e profundamente evocador que celebra a abundância, a beleza dos objetos cotidianos e a memória ligada ao lar. A taça transbordante de frutas aporta vitalidade e cor, enquanto a jarra decorada, o cantaro antigo, a taça vazia e os diferentes tecidos constroem uma atmosfera íntima e acolhedora. A variedade de formas e adornos sugere um mundo doméstico repleto de histórias, celebrações e lembranças, transformando a mesa num espaço simbólico onde convivem tradição, hospitalidade e o prazer de contemplar as coisas simples.

