Angeli - [Post Incunable] De Re Rustica - 1521
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Niccolò Angeli (editor) apresenta a edição latina ilustrada De Re rustica, Florença 1521, 1.ª edição neste formato, 732 páginas, capa meia pele, 215 × 146 mm, com ilustrações fora do texto, em bom estado.
Descrição fornecida pelo vendedor
A RESSURreição DA TÉCNICA AGRÁRIA: DA VILLA ROMANA À PROPRIEDADE RENASCIDA DO RENASCIMENTO
A edição florentina de 1521 dos Libri de re rustica, impressa pelos herdeiros de Filippo Giunta, representa um dos mais autoritativos compêndios renascentistas da sabedoria agronômica romana. Curada por Niccolò Angeli, reúne num único corpus as obras fundamentais da tradição agrária latina – Varrão, Columella, Palládio e o tratado De arboribus attribuído a Cícero – oferecendo um sistema coerente de conhecimentos técnicos, econômicos e morais. Esta segunda edição giuntina não é apenas uma reimpressão, mas uma estabilização filológica de um texto destinado a uma nova função: tornar-se ferramenta operacional para a gestão da terra no Renascimento, num momento em que agricultura, propriedade e governo coincidem com a construção da riqueza e da ordem social.
VALUE DE MERCADO
Exemplares completos costumam situar-se entre 1.200 e 4.000 euros; cópias particularmente frescas ou com proveniências relevantes podem superar esse patamar.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação posterior em meia-bazzana com cantos; dorso decorado com frisos e título em ouro num tasselo; cortes com spray azul. Ex-libris de Sir Ernest Ridley Debenham, importante colecionista britânico.
Pautas com algumas queimaduras e manchas. Marca tipográfica dos Giunta no volume final. Exemplar sólido, com sinais de uso coerentes com a tipologia e a consulta prática do texto.
Em livros antigos, com uma história multissécular, podem estar presentes algumas imperfeições nem sempre detectadas na descrição.
Colação: Pp. (2); 40 nn.; 436; 250; 2 nn.; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Libri de re rustica a Nicolao Angelio viro consumatissimo nuper maxima diligentia recogniti.
Florentiae, per heredes Philippi Iuntae, 1521.
Niccolò Angeli (editor)
Marcus Terentius Varro
Lucius Junius Moderatus Columella
Rutilius Taurus Aemilianus Palladius
Marcus Tullius Cicero (attribuição tradicional do De arboribus)
CONTEXTO E SIGNIFICADO
O corpus de re rustica constitui a síntese mais completa da agronomia antiga até o Renascimento. Varrão aborda a organização econômica da villa como unidade produtiva; Columella oferece o tratado técnico mais elaborado sobre a agricultura romana; Palládio estrutura o saber agrário em forma calendárica, tornando-o imediatamente aplicável; o De arboribus completa o sistema com uma trattazione específica da arboricultura.
No contexto humanista, estes textos não são recuperados como simples testemunho antiquário, mas como instrumentos vivos. A agricultura é percebida como alicerce da estabilidade social, modelo de virtude cívica e base econômica do Estado. O proprietário rural ideal do século XVI é ao mesmo tempo leitor de clássicos e administrador consciente, capaz de integrar saber teórico e prática quotidiana.
A edição giuntina de 1521 insere-se plenamente nesta visão: através da revisão filológica de Niccolò Angeli, o texto é tornato confiável e utilizável, transformando-se em manual operativo para uma elite culta. Nesse sentido, o volume representa um dos pontos de encontro mais significativos entre cultura clássica e a realidade econômica renascentista.
BIOGRAFIA DO EDITOR
Niccolò Angeli (Nicolao Angelio), humanista ativo nas primeiras décadas do século XVI, destacou-se como curador de textos latinos técnicos e literários. Sua atividade editorial reflete uma competência filológica madura e uma clara consciência da função prática dos textos. No caso dos Libri de re rustica, Angeli não se limita a transmitir o texto, mas o estabiliza e o torna utilizável para um público que inclui estudiosos, proprietários rurais e administradores. Seu trabalho situa-se no movimento humanista mais amplo voltado a recuperar e aplicar o saber antigo à realidade contemporânea.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A edição de 1521 representa a segunda impressão florentina do corpus, impressa pelos herdeiros de Filippo Giunta, uma das mais importantes dinastias tipográficas do Renascimento italiano. A oficina giuntina foi central na difusão dos clássicos, distinguindo-se pela qualidade tipográfica e atenção filológica.
O texto conheceu ampla circulação não apenas em ambientes acadêmicos, mas também entre os proprietários rurais e as elites administrativas. A sorte da obra prosseguiu ao longo do século XVI, com novas edições em Veneza e na área francesa, testemunhando a crescente importância da agronomia como disciplina.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
EDIT16 – CNCE, registro relativo à edição: Libri de re rustica, Firenze, Heredes Philippi Iuntae, 1521.
ICCU/OPAC SBN, censimentos nacionais da edição giuntina de 1521.
Adams, Herbert M., Catalogue of Books Printed on the Continent of Europe 1501–1600, Cambridge, 1967, R-258.
Mortimer, Ruth, Harvard Italian 16th Century Books, Cambridge (MA), 1974, vol. I, pp. 280–283 (edições Giunta).
Renouard, Philippe, Annales de l’imprimerie des Giunta, Paris, 1891, pp. 112–115.
White, Kenneth D., Roman Farming, London, Thames and Hudson, 1970, pp. 95–140 (para o conteúdo agronômico do corpus).
Doody, Aude, The Transmission of Technical Knowledge in Antiquity and the Renaissance, Cambridge, 2010, pp. 167–189.
Mais sobre o vendedor
Traduzido pelo Google TradutorA RESSURreição DA TÉCNICA AGRÁRIA: DA VILLA ROMANA À PROPRIEDADE RENASCIDA DO RENASCIMENTO
A edição florentina de 1521 dos Libri de re rustica, impressa pelos herdeiros de Filippo Giunta, representa um dos mais autoritativos compêndios renascentistas da sabedoria agronômica romana. Curada por Niccolò Angeli, reúne num único corpus as obras fundamentais da tradição agrária latina – Varrão, Columella, Palládio e o tratado De arboribus attribuído a Cícero – oferecendo um sistema coerente de conhecimentos técnicos, econômicos e morais. Esta segunda edição giuntina não é apenas uma reimpressão, mas uma estabilização filológica de um texto destinado a uma nova função: tornar-se ferramenta operacional para a gestão da terra no Renascimento, num momento em que agricultura, propriedade e governo coincidem com a construção da riqueza e da ordem social.
VALUE DE MERCADO
Exemplares completos costumam situar-se entre 1.200 e 4.000 euros; cópias particularmente frescas ou com proveniências relevantes podem superar esse patamar.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação posterior em meia-bazzana com cantos; dorso decorado com frisos e título em ouro num tasselo; cortes com spray azul. Ex-libris de Sir Ernest Ridley Debenham, importante colecionista britânico.
Pautas com algumas queimaduras e manchas. Marca tipográfica dos Giunta no volume final. Exemplar sólido, com sinais de uso coerentes com a tipologia e a consulta prática do texto.
Em livros antigos, com uma história multissécular, podem estar presentes algumas imperfeições nem sempre detectadas na descrição.
Colação: Pp. (2); 40 nn.; 436; 250; 2 nn.; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Libri de re rustica a Nicolao Angelio viro consumatissimo nuper maxima diligentia recogniti.
Florentiae, per heredes Philippi Iuntae, 1521.
Niccolò Angeli (editor)
Marcus Terentius Varro
Lucius Junius Moderatus Columella
Rutilius Taurus Aemilianus Palladius
Marcus Tullius Cicero (attribuição tradicional do De arboribus)
CONTEXTO E SIGNIFICADO
O corpus de re rustica constitui a síntese mais completa da agronomia antiga até o Renascimento. Varrão aborda a organização econômica da villa como unidade produtiva; Columella oferece o tratado técnico mais elaborado sobre a agricultura romana; Palládio estrutura o saber agrário em forma calendárica, tornando-o imediatamente aplicável; o De arboribus completa o sistema com uma trattazione específica da arboricultura.
No contexto humanista, estes textos não são recuperados como simples testemunho antiquário, mas como instrumentos vivos. A agricultura é percebida como alicerce da estabilidade social, modelo de virtude cívica e base econômica do Estado. O proprietário rural ideal do século XVI é ao mesmo tempo leitor de clássicos e administrador consciente, capaz de integrar saber teórico e prática quotidiana.
A edição giuntina de 1521 insere-se plenamente nesta visão: através da revisão filológica de Niccolò Angeli, o texto é tornato confiável e utilizável, transformando-se em manual operativo para uma elite culta. Nesse sentido, o volume representa um dos pontos de encontro mais significativos entre cultura clássica e a realidade econômica renascentista.
BIOGRAFIA DO EDITOR
Niccolò Angeli (Nicolao Angelio), humanista ativo nas primeiras décadas do século XVI, destacou-se como curador de textos latinos técnicos e literários. Sua atividade editorial reflete uma competência filológica madura e uma clara consciência da função prática dos textos. No caso dos Libri de re rustica, Angeli não se limita a transmitir o texto, mas o estabiliza e o torna utilizável para um público que inclui estudiosos, proprietários rurais e administradores. Seu trabalho situa-se no movimento humanista mais amplo voltado a recuperar e aplicar o saber antigo à realidade contemporânea.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A edição de 1521 representa a segunda impressão florentina do corpus, impressa pelos herdeiros de Filippo Giunta, uma das mais importantes dinastias tipográficas do Renascimento italiano. A oficina giuntina foi central na difusão dos clássicos, distinguindo-se pela qualidade tipográfica e atenção filológica.
O texto conheceu ampla circulação não apenas em ambientes acadêmicos, mas também entre os proprietários rurais e as elites administrativas. A sorte da obra prosseguiu ao longo do século XVI, com novas edições em Veneza e na área francesa, testemunhando a crescente importância da agronomia como disciplina.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
EDIT16 – CNCE, registro relativo à edição: Libri de re rustica, Firenze, Heredes Philippi Iuntae, 1521.
ICCU/OPAC SBN, censimentos nacionais da edição giuntina de 1521.
Adams, Herbert M., Catalogue of Books Printed on the Continent of Europe 1501–1600, Cambridge, 1967, R-258.
Mortimer, Ruth, Harvard Italian 16th Century Books, Cambridge (MA), 1974, vol. I, pp. 280–283 (edições Giunta).
Renouard, Philippe, Annales de l’imprimerie des Giunta, Paris, 1891, pp. 112–115.
White, Kenneth D., Roman Farming, London, Thames and Hudson, 1970, pp. 95–140 (para o conteúdo agronômico do corpus).
Doody, Aude, The Transmission of Technical Knowledge in Antiquity and the Renaissance, Cambridge, 2010, pp. 167–189.
