AA.VV - Manoscritto Ge'ez - 1700






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Manuscrito Ge’ez de AA.VV é um volume único na língua Ge’ez original, com lombada de capa rígida, 274 páginas, dimensões 112 × 154 mm, datado entre os séculos XVII e XIX, em bom estado, com ilustrações coloridas à mão e assinatura.
Descrição fornecida pelo vendedor
UM CÓDIGO AFRICANO NA LÍNGUA ATAVICA GE’EZ: RITO E MEMÓRIA NO CORAÇÃO DA ETIÓPIA
Manuscrito em pergaminho - de área etíope na língua ge’ez - datável entre o século XVIII e XIX: uma das mais antigas tradições cristãs do mundo, a Igreja Ortodoxa Etíope, enraizada desde o século IV e profundamente entrelaçada com crenças religiosas pré-cristãs africanas. A religião etíope distingue-se, de fato, pela notável continuidade entre elementos bíblicos, culto dos santos, uso apotrópico de textos e práticas de proteção espiritual de origem arcaica. O manuscrito, com sua escrita alternando entre vermelho e preto e as evidentes marcas de uso, configura-se não apenas como livro litúrgico, mas como objeto ritual, amuleto e instrumento de mediação entre o mundo visível e o invisível.
VALOR DE MERCADO
Os manuscritos etíopes devocionais apresentam um mercado estável, porém seletivo. Exemplares bem conservados, com decorações e encadernações inteiras, podem alcançar valores entre 1.800 e 2.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação em couro inteiro, provavelmente da época, solta e com sinais de desgaste; estrutura interna visível com reforços artesanais.
Manuscrito em pergaminho em formato pequeno, composto por numerosas folhas não numeradas. Texto em ge’ez disposto em página cheia, com rubricas em vermelho e preto segundo a tradição litúrgica etiopica.
Presença de elementos decorativos lineares e molduras estilizadas. Anotações manuais posteriores e desenhos nas primeiras páginas.
Em livros antigos, com uma história de vários séculos, podem estar presentes algumas imperfeições nem sempre detectadas na descrição.
Colação: pp. (2); 276; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Manuscrito litúrgico e devocional em ge’ez (Etiopia), autor anônimo.
Etiopia, século XVII–XIX.
AA.VV. (Autores variados)
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
A tradição religiosa etíope representa uma das formas mais antigas e autônomas do cristianismo mundial, oficialmente adotado no Reino de Aksum no IV século. Contudo, não se desenvolve como mera derivação do cristianismo bizantino ou latino, mas como um sistema complexo em que a fé cristã se entrelaça com crenças africanas pré-existentes.
Elementos fundamentais desta religiosidade são a forte dimensão apotropaica da palavra escrita, o uso dos textos sagrados como instrumentos de proteção contra doenças, espíritos malignos e influências invisíveis, e a presença de práticas rituais que remontam a tradições arcaicas locais. O livro em si não é apenas veículo de conteúdo, mas objeto sagrado dotado de eficácia espiritual.
A língua ge’ez, já língua litúrgica na Idade Média etíope, conserva um valor sagrado analógico ao latim no Ocidente. A alternância de vermelho e preto no texto não é apenas decorativa, mas sinaliza hierarquias rituais, passagens importantes e fórmulas sagradas.
Nesse sentido, o volume representa uma síntese única entre o cristianismo antigo e a tradição espiritual africana, onde o texto sagrado se torna simultaneamente oração, proteção e memória.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Autor anônimo. Os manuscritos etíopes eram geralmente produzidos por escribas formados em ambientes monásticos ou eclesiásticos. A transmissão dos textos ocorria por cópia manual, com adaptações locais e variações, em uma tradição coletiva desprovida de uma concepção moderna de autor individual.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Trata-se de um produto manuscrito, não tipográfico. A tradição librária etíope manteve a produção manual até épocas bastante tardias, mesmo após a difusão da imprensa em outras áreas do mundo.
Estes códices circulavam em contextos locais, muitas vezes sem mercado organizado, e eram usados até o desgaste material. Sua sobrevivência é, portanto, relativamente rara e vinculada a condições favoráveis de conservação.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Uhlig, Siegbert (ed.), Encyclopaedia Aethiopica, Wiesbaden, Harrassowitz.
Heldman, Marilyn, African Zion: The Sacred Art of Ethiopia, Yale University Press.
Balicka-Witakowska, Ewa et al., Ethiopian Art: The Walters Art Museum, Walters Art Museum.
Getatchew Haile, Catalogue of Ethiopian Manuscripts, Hill Monastic Manuscript Library.
British Library, Catalogue of Ethiopian Manuscripts.
Vatican Library, Collezioni etiopiche.
Ethio-SPaRe Project, database dei manoscritti etiopici.
Mercier, Jacques, Art that Heals: The Image as Medicine in Ethiopia, Prestel.
Mais sobre o vendedor
Traduzido pelo Google TradutorUM CÓDIGO AFRICANO NA LÍNGUA ATAVICA GE’EZ: RITO E MEMÓRIA NO CORAÇÃO DA ETIÓPIA
Manuscrito em pergaminho - de área etíope na língua ge’ez - datável entre o século XVIII e XIX: uma das mais antigas tradições cristãs do mundo, a Igreja Ortodoxa Etíope, enraizada desde o século IV e profundamente entrelaçada com crenças religiosas pré-cristãs africanas. A religião etíope distingue-se, de fato, pela notável continuidade entre elementos bíblicos, culto dos santos, uso apotrópico de textos e práticas de proteção espiritual de origem arcaica. O manuscrito, com sua escrita alternando entre vermelho e preto e as evidentes marcas de uso, configura-se não apenas como livro litúrgico, mas como objeto ritual, amuleto e instrumento de mediação entre o mundo visível e o invisível.
VALOR DE MERCADO
Os manuscritos etíopes devocionais apresentam um mercado estável, porém seletivo. Exemplares bem conservados, com decorações e encadernações inteiras, podem alcançar valores entre 1.800 e 2.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação em couro inteiro, provavelmente da época, solta e com sinais de desgaste; estrutura interna visível com reforços artesanais.
Manuscrito em pergaminho em formato pequeno, composto por numerosas folhas não numeradas. Texto em ge’ez disposto em página cheia, com rubricas em vermelho e preto segundo a tradição litúrgica etiopica.
Presença de elementos decorativos lineares e molduras estilizadas. Anotações manuais posteriores e desenhos nas primeiras páginas.
Em livros antigos, com uma história de vários séculos, podem estar presentes algumas imperfeições nem sempre detectadas na descrição.
Colação: pp. (2); 276; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Manuscrito litúrgico e devocional em ge’ez (Etiopia), autor anônimo.
Etiopia, século XVII–XIX.
AA.VV. (Autores variados)
CONTEXTUALIZAÇÃO E SIGNIFICADO
A tradição religiosa etíope representa uma das formas mais antigas e autônomas do cristianismo mundial, oficialmente adotado no Reino de Aksum no IV século. Contudo, não se desenvolve como mera derivação do cristianismo bizantino ou latino, mas como um sistema complexo em que a fé cristã se entrelaça com crenças africanas pré-existentes.
Elementos fundamentais desta religiosidade são a forte dimensão apotropaica da palavra escrita, o uso dos textos sagrados como instrumentos de proteção contra doenças, espíritos malignos e influências invisíveis, e a presença de práticas rituais que remontam a tradições arcaicas locais. O livro em si não é apenas veículo de conteúdo, mas objeto sagrado dotado de eficácia espiritual.
A língua ge’ez, já língua litúrgica na Idade Média etíope, conserva um valor sagrado analógico ao latim no Ocidente. A alternância de vermelho e preto no texto não é apenas decorativa, mas sinaliza hierarquias rituais, passagens importantes e fórmulas sagradas.
Nesse sentido, o volume representa uma síntese única entre o cristianismo antigo e a tradição espiritual africana, onde o texto sagrado se torna simultaneamente oração, proteção e memória.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Autor anônimo. Os manuscritos etíopes eram geralmente produzidos por escribas formados em ambientes monásticos ou eclesiásticos. A transmissão dos textos ocorria por cópia manual, com adaptações locais e variações, em uma tradição coletiva desprovida de uma concepção moderna de autor individual.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Trata-se de um produto manuscrito, não tipográfico. A tradição librária etíope manteve a produção manual até épocas bastante tardias, mesmo após a difusão da imprensa em outras áreas do mundo.
Estes códices circulavam em contextos locais, muitas vezes sem mercado organizado, e eram usados até o desgaste material. Sua sobrevivência é, portanto, relativamente rara e vinculada a condições favoráveis de conservação.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Uhlig, Siegbert (ed.), Encyclopaedia Aethiopica, Wiesbaden, Harrassowitz.
Heldman, Marilyn, African Zion: The Sacred Art of Ethiopia, Yale University Press.
Balicka-Witakowska, Ewa et al., Ethiopian Art: The Walters Art Museum, Walters Art Museum.
Getatchew Haile, Catalogue of Ethiopian Manuscripts, Hill Monastic Manuscript Library.
British Library, Catalogue of Ethiopian Manuscripts.
Vatican Library, Collezioni etiopiche.
Ethio-SPaRe Project, database dei manoscritti etiopici.
Mercier, Jacques, Art that Heals: The Image as Medicine in Ethiopia, Prestel.
