Comines - Mémoires - 1747






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Mémoires de Philippe de Commynes (Comines), em francês, 1ª edição neste formato, publicada em 1747 em quatro volumes com encadernação em pele, 265 × 207 mm, 2796 páginas, com mapas ou tábuas dobráveis, em bom estado.
Descrição fornecida pelo vendedor
COMINES : O CONFIDENTE DOS REIS, ENTRE POLÍTICA E VERDADE
Esta edição de 1747 das Mémoires de Philippe de Commynes representa uma das mais ambiciosas reinterpretações do século XVIII de um texto fundante da historiografia política europeia. Enriquecida pelos comentários eruditos dos Godefroy e ampliada pelo abade Lenglet du Fresnoy, a obra passa de memória pessoal a construção histórica estratificada, na qual documentos, notas e anexos genealógicos consolidam o valor crítico do texto. O imprint “Londres”, acompanhado pela distribuição parisiense pela Rollin, reflete as dinâmicas editoriais da época, entre ficção tipográfica e realidade comercial. Desse modo emerge uma obra que une análise do poder, memória direta e construção erudita da história da França entre o XV e o XVIII século.
VALOR DE MERCADO
Exemplares completos em 4 volumes em quarto, com aparato iconográfico íntegro e encadernação coeva, costumam situar-se entre 800 e 1.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDICIONAMENTO - CÓPIA DE COLECIONADOR
Encadernação coeva em couro inteiro marmorizado, dorso com nervuras ricamente decoradas a ouro, cortes vermelhos; leves desgaste. 4 volumes ilustrados com um frontispício alegórico gravado por Duflos, a partir de um desenho de Bernard Picart, 4 retratos (Commynes, Luís XI, Carlos o Temerário e Carlos VIII), 5 cabeçários xilográficos (alguns repetidos) e 2 gravuras genealógicas dobradas. Páginas com algumas amareladas e manchas. Proveniência: Marquis de Gages (ex-libris heráldico no vol. I, coberto pelo subsequente); Comte L. de Nédonchel, biblioteca de Boussoit (ex-libris heráldico). Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre descritas.
Pp.:
Vol. I: (4); 6nn; 118; 632; (4).
Vol. II: (4); 4nn; 10; 660; (4).
Vol. II: (4); 4nn; 20; 650; (4).
Vol. IV: (4); 4nn; 8; 432; 216; (4).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Mémoires.
Londres e se encontra em Paris, Rollin, 1747.
Philippe de Commynes.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
As Mémoires de Commynes são consideradas uma pedra angular no nascimento da historiografia moderna pela sua capacidade de conciliar testemunho direto e análise política. Nesta edição, o trabalho dos Godefroy e de Lenglet du Fresnoy amplia o texto original por meio de um imponente aparato crítico e documental, transformando-o em uma ferramenta de estudo sistemático da monarquia francesa entre Luís XI e Carlos VIII. As tábuas genealógicas e os retratos contribuem para fortalecer a dimensão dinástica e visual da obra, enquanto o imprint londrino fictício, aliado à distribuição parisiense, testemunha as estratégias editoriais utilizadas para ampliar a circulação e possivelmente contornar restrições comerciais ou censórias.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Philippe de Commynes (c. 1447–1511) foi um dos mais importantes cronistas e diplomatas de seu tempo. Depois de servir Carlos o Temerário, passou a serviço de Luís XI, tornando-se um de seus conselheiros mais fiéis. Suas Mémoires oferecem um olhar único sobre a política europeia do século XV, caracterizado por realismo, introspecção psicológica e atenção às dinâmicas do poder, influenciando profundamente a historiografia posterior.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As Mémoires foram publicadas pela primeira vez no século XVI e numerousamente reimpresas. A edição de 1747 representa uma das versões setecentistas mais importantes, enriquecida pelos intervenções dos Godefroy e de Lenglet du Fresnoy. A indicação “Londres” constitui um imprint fictício, enquanto a expressão “se trouve à Paris, Rollin, fils” indica a real distribuição parisiense. Essa dupla indicação reflete uma prática editorial difundida no século XVIII. A obra teve ampla circulação entre círculos eruditos europeus e foi considerada fonte imprescindível para o estudo da monarquia francesa tardo-medieval.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Brunet, Manuel du libraire, I, col. 665 (para as edições das Mémoires); catálogos ICCU/OPAC SBN (busca por Commynes, ed. 1747) para exemplares conservados; WorldCat para a descrição da edição de 1747; estudos sobre Jean Godefroy e Lenglet du Fresnoy como editores e comentadores; literatura crítica sobre a tradição editorial das Mémoires entre XVII e XVIII século; de Jonghe d’Ardoye para repertórios de ex-libris nobiliários (cfr. entradas Gages e Nédonchel).
Mais sobre o vendedor
COMINES : O CONFIDENTE DOS REIS, ENTRE POLÍTICA E VERDADE
Esta edição de 1747 das Mémoires de Philippe de Commynes representa uma das mais ambiciosas reinterpretações do século XVIII de um texto fundante da historiografia política europeia. Enriquecida pelos comentários eruditos dos Godefroy e ampliada pelo abade Lenglet du Fresnoy, a obra passa de memória pessoal a construção histórica estratificada, na qual documentos, notas e anexos genealógicos consolidam o valor crítico do texto. O imprint “Londres”, acompanhado pela distribuição parisiense pela Rollin, reflete as dinâmicas editoriais da época, entre ficção tipográfica e realidade comercial. Desse modo emerge uma obra que une análise do poder, memória direta e construção erudita da história da França entre o XV e o XVIII século.
VALOR DE MERCADO
Exemplares completos em 4 volumes em quarto, com aparato iconográfico íntegro e encadernação coeva, costumam situar-se entre 800 e 1.000 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDICIONAMENTO - CÓPIA DE COLECIONADOR
Encadernação coeva em couro inteiro marmorizado, dorso com nervuras ricamente decoradas a ouro, cortes vermelhos; leves desgaste. 4 volumes ilustrados com um frontispício alegórico gravado por Duflos, a partir de um desenho de Bernard Picart, 4 retratos (Commynes, Luís XI, Carlos o Temerário e Carlos VIII), 5 cabeçários xilográficos (alguns repetidos) e 2 gravuras genealógicas dobradas. Páginas com algumas amareladas e manchas. Proveniência: Marquis de Gages (ex-libris heráldico no vol. I, coberto pelo subsequente); Comte L. de Nédonchel, biblioteca de Boussoit (ex-libris heráldico). Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre descritas.
Pp.:
Vol. I: (4); 6nn; 118; 632; (4).
Vol. II: (4); 4nn; 10; 660; (4).
Vol. II: (4); 4nn; 20; 650; (4).
Vol. IV: (4); 4nn; 8; 432; 216; (4).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Mémoires.
Londres e se encontra em Paris, Rollin, 1747.
Philippe de Commynes.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
As Mémoires de Commynes são consideradas uma pedra angular no nascimento da historiografia moderna pela sua capacidade de conciliar testemunho direto e análise política. Nesta edição, o trabalho dos Godefroy e de Lenglet du Fresnoy amplia o texto original por meio de um imponente aparato crítico e documental, transformando-o em uma ferramenta de estudo sistemático da monarquia francesa entre Luís XI e Carlos VIII. As tábuas genealógicas e os retratos contribuem para fortalecer a dimensão dinástica e visual da obra, enquanto o imprint londrino fictício, aliado à distribuição parisiense, testemunha as estratégias editoriais utilizadas para ampliar a circulação e possivelmente contornar restrições comerciais ou censórias.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Philippe de Commynes (c. 1447–1511) foi um dos mais importantes cronistas e diplomatas de seu tempo. Depois de servir Carlos o Temerário, passou a serviço de Luís XI, tornando-se um de seus conselheiros mais fiéis. Suas Mémoires oferecem um olhar único sobre a política europeia do século XV, caracterizado por realismo, introspecção psicológica e atenção às dinâmicas do poder, influenciando profundamente a historiografia posterior.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As Mémoires foram publicadas pela primeira vez no século XVI e numerousamente reimpresas. A edição de 1747 representa uma das versões setecentistas mais importantes, enriquecida pelos intervenções dos Godefroy e de Lenglet du Fresnoy. A indicação “Londres” constitui um imprint fictício, enquanto a expressão “se trouve à Paris, Rollin, fils” indica a real distribuição parisiense. Essa dupla indicação reflete uma prática editorial difundida no século XVIII. A obra teve ampla circulação entre círculos eruditos europeus e foi considerada fonte imprescindível para o estudo da monarquia francesa tardo-medieval.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Brunet, Manuel du libraire, I, col. 665 (para as edições das Mémoires); catálogos ICCU/OPAC SBN (busca por Commynes, ed. 1747) para exemplares conservados; WorldCat para a descrição da edição de 1747; estudos sobre Jean Godefroy e Lenglet du Fresnoy como editores e comentadores; literatura crítica sobre a tradição editorial das Mémoires entre XVII e XVIII século; de Jonghe d’Ardoye para repertórios de ex-libris nobiliários (cfr. entradas Gages e Nédonchel).
