J.M.G. Le Clézio - Haï - 1971





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Haï de J.M.G. Le Clézio, edição ilustrada original publicada pela Albert Skira em 1971, livro em brochura, 172 páginas, língua original francesa, em muito bom estado.
Descrição fornecida pelo vendedor
J.M.G. Le Clézio. HAÏ
Éditions Skira, coleção "Les sentiers de la création", Genebra, 1971, (21,5 x 16,6 cm), 172 páginas, cubierta ilustrada com abas.
101 ilustrações em preto e cor, a maioria fora do texto.
Edição original em muito bom estado, salvo defeitos de uso na primeira capa da contracapa com pequenos defeitos do verniz, como é habitual para esta coleção, interior em excelente estado.
Haï é um ensaio de Jean-Marie Gustave Le Clézio publicado inicialmente em 1971 pelas edições Albert Skira, dentro da coleção Les Sentiers de la création. Este livro, que se abre com a afirmação “Soy Indio”, é fruto de uma estada de quatro anos (1970-1974) que o autor passou entre os emberás e waunanas, povos ameríndios, no Panamá. A obra estrutura-se em três capítulos que correspondem às etapas de um ceremonial de cura indígena (Tahu Sa, Beka, Kakwahai) e propõe uma reflexão sobre a necessidade de encontrar-se com o mundo indígena para compreender o mundo moderno. Le Clézio opõe à visão do índio sobre a arte, a morte e o meio ambiente a sociedade ocidental urbana, que critica como agente destrutivo e insensível às vibrações da terra.
Haï é muito mais do que um simples relato de viagem: é uma experiência iniciática vivida por J.M.G. Le Clézio no início dos anos setenta, durante uma estada de quatro anos entre os Emberás e Waunanas, povos ameríndios que vivem na selva tropical do Darién, no Panamá. A obra, publicada em 1971, toma a forma de um ensaio híbrido que mistura testemunho etnológico, reflexão filosófica e meditação poética.
Essa estrutura reflete uma trajetória espiritual e uma transformação interior do autor. O texto alterna com fotografias de objetos (estatuetas, cabazas, cestas) e de paisagens, às vezes juxtapostas a imagens da sociedade de consumo, sublinhando o contraste entre os dois mundos.
A coleção Les Sentiers de la création, publicada pela Éditions d'Art Albert Skira entre 1969 e 1976, representa uma aventura editorial única na encruzilhada das artes, da literatura e do pensamento visual. Dirigida por Albert Skira em colaboração com Gaëtan Picon, essa coleção reúne obras inéditas de escritores, artistas e pensadores de referência da época, convidados a explorar o seu próprio caminho criador misturando texto e imagem.
A originalidade da coleção reside no seu princípio fundacional: cada autor está não apenas convidado a escrever, mas também a ilustrar ele mesmo a sua obra, seja criando imagens originais ou selecionando reproduções existentes. Esse gesto de autoilustração transforma a imagem em um meio de expressão suplementar ao texto, às vezes até em tensão com ele, criando um diálogo singular entre o verbal e o visual.
Os autores participavam ativamente na concepção da maquete, em estreita colaboração com a equipa editorial, o que reforçava a unidade artística de cada volume.
J.M.G. Le Clézio. HAÏ
Éditions Skira, coleção "Les sentiers de la création", Genebra, 1971, (21,5 x 16,6 cm), 172 páginas, cubierta ilustrada com abas.
101 ilustrações em preto e cor, a maioria fora do texto.
Edição original em muito bom estado, salvo defeitos de uso na primeira capa da contracapa com pequenos defeitos do verniz, como é habitual para esta coleção, interior em excelente estado.
Haï é um ensaio de Jean-Marie Gustave Le Clézio publicado inicialmente em 1971 pelas edições Albert Skira, dentro da coleção Les Sentiers de la création. Este livro, que se abre com a afirmação “Soy Indio”, é fruto de uma estada de quatro anos (1970-1974) que o autor passou entre os emberás e waunanas, povos ameríndios, no Panamá. A obra estrutura-se em três capítulos que correspondem às etapas de um ceremonial de cura indígena (Tahu Sa, Beka, Kakwahai) e propõe uma reflexão sobre a necessidade de encontrar-se com o mundo indígena para compreender o mundo moderno. Le Clézio opõe à visão do índio sobre a arte, a morte e o meio ambiente a sociedade ocidental urbana, que critica como agente destrutivo e insensível às vibrações da terra.
Haï é muito mais do que um simples relato de viagem: é uma experiência iniciática vivida por J.M.G. Le Clézio no início dos anos setenta, durante uma estada de quatro anos entre os Emberás e Waunanas, povos ameríndios que vivem na selva tropical do Darién, no Panamá. A obra, publicada em 1971, toma a forma de um ensaio híbrido que mistura testemunho etnológico, reflexão filosófica e meditação poética.
Essa estrutura reflete uma trajetória espiritual e uma transformação interior do autor. O texto alterna com fotografias de objetos (estatuetas, cabazas, cestas) e de paisagens, às vezes juxtapostas a imagens da sociedade de consumo, sublinhando o contraste entre os dois mundos.
A coleção Les Sentiers de la création, publicada pela Éditions d'Art Albert Skira entre 1969 e 1976, representa uma aventura editorial única na encruzilhada das artes, da literatura e do pensamento visual. Dirigida por Albert Skira em colaboração com Gaëtan Picon, essa coleção reúne obras inéditas de escritores, artistas e pensadores de referência da época, convidados a explorar o seu próprio caminho criador misturando texto e imagem.
A originalidade da coleção reside no seu princípio fundacional: cada autor está não apenas convidado a escrever, mas também a ilustrar ele mesmo a sua obra, seja criando imagens originais ou selecionando reproduções existentes. Esse gesto de autoilustração transforma a imagem em um meio de expressão suplementar ao texto, às vezes até em tensão com ele, criando um diálogo singular entre o verbal e o visual.
Os autores participavam ativamente na concepção da maquete, em estreita colaboração com a equipa editorial, o que reforçava a unidade artística de cada volume.

