Comté de Namur - Livre Noir - 1790





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LIBRO NERO, ARQUIVO SECRETO: AS SOMBRAS DO DOMÍNIO AUSTRÍACO NOS PAÍSES BAIXOS À VÉSPERA DA REVOLUÇÃO
Obra de interesse histórico-político extraordinário, o Livre noir du comté de Namur insere-se no clima irritante do final do século XVIII, quando os territórios dos Países Baixos austríacos eram atravessados por tensões institucionais e impulsos revolucionários. Este volume reúne e divulga correspondências oficiais do governo austríaco de Bruxelas, transformando-se em uma ferramenta de denúncia e memória política. O próprio título, “Livro negro”, evoca uma dimensão quase judiciária e esotérica: um arquivo de verdades incômodas, destinado a desmascarar dinâmicas de poder e práticas administrativas obscuras. A cópia, preservada em estado não recortado e em brochura coeva, mantém intacto o fascínio material e documental de uma publicação concebida para circular rapidamente em um contexto de urgência política.
VALUE DE MERCADO
Cópias completas em condições similares (não recortadas e em brochura original) são relativamente raras no mercado e situam-se entre 200 e 500 euros. Valores superiores podem ocorrer para cópias bem conservadas e com proveniências significativas.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação em brochura coeva. Papel decorado com impressão de motivos manchados na capa, típica das encadernações de expectativa do final do século XVIII. Margens intactas. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre relatadas na descrição. Pp. (2); 4nn; 140; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Livre noir du comté de Namur, ou Correspondance du ci-devant gouvernement autrichien de Bruxelles; com suas agentes subalternos no comté de Namur.
Bruxelas, na livraria Lemaire, 1790.
S.A.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Publicado no crucial ano de 1790, durante a breve experiência dos Estados Belgas Unidos e no pleno das revoltas contra o domínio austríaco, o Livre noir representa um documento político de importância primária. A obra reúne cartas, despachos e comunicações administrativas do governo austríaco, oferecendo um retrato direto do funcionamento do poder nos territórios periféricos do Império. A escolha editorial de tornar públicas tais correspondências reflete uma vontade polemica e reveladora: transformar o arquivo em arma política. O texto situa-se, portanto, entre panfleto, documento oficial e instrumento de propaganda, contribuindo para a construção de uma memória crítica da administração imperial. Nesse sentido, o “livro negro” assume também um valor simbólico: um repertório de culpas, omissões e estratégias, quase um grimório laico do poder burocrático.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Obra anônima, atribuível a um ambiente político e editorial próximo aos meios revolucionários dos Países Baixos austríacos. A publicação de documentos governamentais sugere o acesso a fontes internas ou a circuitos de difusão semi-clandestinos, típicos das fases de crise institucional.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Imprimido em Bruxelas pela Lemaire em 1790, o texto pertence a uma produção editorial rápida e contingente, ligada aos eventos políticos imediatos. Não se trata de uma edição de luxo, mas de um livro pensado para circulação e leitura ativa, frequentemente distribuído em forma não recortada. A sobrevivência de cópias completas em condições originais é hoje relativamente limitada, também devido ao uso intenso e à natureza “militante” da obra.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ICCU/OPAC SBN: a verificar (edição 1790 Bruxelas, Lemaire)
WorldCat: múltiplos relatos para edição de 1790, Bruxelas
Catálogo geral BnF: edição Bruxelas, 1790 (notice bibliographique a confirmer avec collazione completa)
Estudos sobre a Revolução do Brabante e os Estados Belgas Unidos: cf. J. Craeybeckx, Les États belgiques unis (1790), Bruxelas
Repertórios de imprensa revolucionária nos Países Baixos austríacos: dados a integrar com verificação pontual das assinaturas e da collazione completa do exemplar
Mais sobre o vendedor
LIBRO NERO, ARQUIVO SECRETO: AS SOMBRAS DO DOMÍNIO AUSTRÍACO NOS PAÍSES BAIXOS À VÉSPERA DA REVOLUÇÃO
Obra de interesse histórico-político extraordinário, o Livre noir du comté de Namur insere-se no clima irritante do final do século XVIII, quando os territórios dos Países Baixos austríacos eram atravessados por tensões institucionais e impulsos revolucionários. Este volume reúne e divulga correspondências oficiais do governo austríaco de Bruxelas, transformando-se em uma ferramenta de denúncia e memória política. O próprio título, “Livro negro”, evoca uma dimensão quase judiciária e esotérica: um arquivo de verdades incômodas, destinado a desmascarar dinâmicas de poder e práticas administrativas obscuras. A cópia, preservada em estado não recortado e em brochura coeva, mantém intacto o fascínio material e documental de uma publicação concebida para circular rapidamente em um contexto de urgência política.
VALUE DE MERCADO
Cópias completas em condições similares (não recortadas e em brochura original) são relativamente raras no mercado e situam-se entre 200 e 500 euros. Valores superiores podem ocorrer para cópias bem conservadas e com proveniências significativas.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação em brochura coeva. Papel decorado com impressão de motivos manchados na capa, típica das encadernações de expectativa do final do século XVIII. Margens intactas. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem ocorrer algumas imperfeições, nem sempre relatadas na descrição. Pp. (2); 4nn; 140; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Livre noir du comté de Namur, ou Correspondance du ci-devant gouvernement autrichien de Bruxelles; com suas agentes subalternos no comté de Namur.
Bruxelas, na livraria Lemaire, 1790.
S.A.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Publicado no crucial ano de 1790, durante a breve experiência dos Estados Belgas Unidos e no pleno das revoltas contra o domínio austríaco, o Livre noir representa um documento político de importância primária. A obra reúne cartas, despachos e comunicações administrativas do governo austríaco, oferecendo um retrato direto do funcionamento do poder nos territórios periféricos do Império. A escolha editorial de tornar públicas tais correspondências reflete uma vontade polemica e reveladora: transformar o arquivo em arma política. O texto situa-se, portanto, entre panfleto, documento oficial e instrumento de propaganda, contribuindo para a construção de uma memória crítica da administração imperial. Nesse sentido, o “livro negro” assume também um valor simbólico: um repertório de culpas, omissões e estratégias, quase um grimório laico do poder burocrático.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Obra anônima, atribuível a um ambiente político e editorial próximo aos meios revolucionários dos Países Baixos austríacos. A publicação de documentos governamentais sugere o acesso a fontes internas ou a circuitos de difusão semi-clandestinos, típicos das fases de crise institucional.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
Imprimido em Bruxelas pela Lemaire em 1790, o texto pertence a uma produção editorial rápida e contingente, ligada aos eventos políticos imediatos. Não se trata de uma edição de luxo, mas de um livro pensado para circulação e leitura ativa, frequentemente distribuído em forma não recortada. A sobrevivência de cópias completas em condições originais é hoje relativamente limitada, também devido ao uso intenso e à natureza “militante” da obra.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ICCU/OPAC SBN: a verificar (edição 1790 Bruxelas, Lemaire)
WorldCat: múltiplos relatos para edição de 1790, Bruxelas
Catálogo geral BnF: edição Bruxelas, 1790 (notice bibliographique a confirmer avec collazione completa)
Estudos sobre a Revolução do Brabante e os Estados Belgas Unidos: cf. J. Craeybeckx, Les États belgiques unis (1790), Bruxelas
Repertórios de imprensa revolucionária nos Países Baixos austríacos: dados a integrar com verificação pontual das assinaturas e da collazione completa do exemplar
