Plautus - Captivi Comoedia - 1817





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O JOGO DAS MÁSCARAS ENTRE RISOS E DISCIPLINA: A RESSIGNIFICAÇÃO DA COMÉDIA LATINA
Esta edição da Captivi de Plauto, dirigida por Joannes Bosscha e publicada em Amsterdã em 1817, situa-se no coração da grande temporada filológica européia, na qual os textos clássicos são submetidos a um processo de revisão crítica sistemática, transformando-se de obras literárias vivas em objetos de análise rigorosa. Nesse contexto, a comédia plautina — originalmente destinada ao palco, ao público e ao riso — é reinterpretada como instrumento didático e linguístico, em que cada verso se torna matéria de estudo e cada solução métrica um problema a resolver. A edição reflete plenamente essa tensão entre vitalidade teatral e disciplina acadêmica: por um lado conserva a energia expressiva, os jogos linguísticos e a construção cênica de Plauto; por outro, submete-os a um controle filológico que visa reconstruir a forma mais autêntica do texto. O resultado é uma obra que testemunha um momento decisivo da cultura europeia, em que o teatro antigo não é apenas transmissions, mas re-fundado segundo os critérios da racionalidade moderna, tornando-se fundamento do ensino universitário e da formação intelectual.
VALOR DE MERCADO
O mercado para as edições acadêmicas de Plauto do início do século XIX, em especial as holandesas editadas por filólogos de relevo, apresenta uma faixa de valor relativamente estável: exemplares com encadernação coeva, brasão dourado e destinação institucional podem atingir 400–600 euros, especialmente se bem conservados e completos, refletindo o interesse pela filologia clássica e pelos manuais universitários de alta qualidade.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO - EXEMPLO DE COLECIONADOR
Encadernação coeva em plena pergaminação, com brasão dourado da cidade de Amsterdã impresso nas folhas, dorso com título em ouro e presença de laços de fecho, elemento que reforça a hipótese de destinação acadêmica ou prêmio escolar. Papel com amarelamento e mottle fisiológico, típicos da produção do começo do século XIX, sem comprometimento significativo da legibilidade. Exemplar estruturalmente sólido. Collação: pp. (4); 16; 234; (4). Em livros antigos, com uma história secular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Captivi comoedia.
Amsterdã, Joannis Altheer et Petri den Hengst, 1817.
Plautus, Titus Maccius.
CONTEXTO E SIGNIFICÂNCIA
Plauto representa o ápice da comédia latina arcaica e uma das fontes mais influentes para o desenvolvimento do teatro europeu, desde Terêncio até a tradição renascentista e moderna. A Captivi ocupa uma posição particular dentro do corpus plautino: desprovida dos excessos farsescos mais marcados, apresenta uma construção mais equilibrada e uma reflexão mais evidente sobre temas morais, como lealdade, identidade e liberdade. Justamente por essas características, a obra se presta de modo ideal ao uso didático e acadêmico. A edição de Bosscha insere-se no movimento filológico oitocentista que visa restabelecer o texto segundo critérios científicos, através do estudo de manuscritos, da análise métrica e da coerência linguística. Nesse quadro, Plauto é progressivamente transformado de autor teatral a objeto de estudo sistemático, tornando-se um ponto de referência para a compreensão do latim arcaico e de sua evolução.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Titus Maccius Plautus (aprox. 254–184 a.C.), originário provavelmente da Úmbria, foi o mais importante autor de comédias na Roma republicana. Suas obras, inspiradas na nova comédia grega, distinguem-se pelo uso inovador da língua latina, pela vivacidade dos diálogos e pela construção cênica dinâmica. Sua influência atravessa toda a história do teatro ocidental, contribuindo para a definição dos modelos cômicos e da caracterização dos personagens.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As edições acadêmicas publicadas nos Países Baixos e na região alemã no início do século XIX refletem o papel central das universidades na transmissão dos textos clássicos. Nesse contexto, editores e filólogos cooperam para produzir versões confiáveis e eficazes didaticamente, destinadas a estudantes avançados e estudiosos. A edição de 1817 da Captivi, dirigida por Bosscha, insere-se nesta rede internacional de produção filológica, contribuindo para a padronização do texto plautino e para a sua difusão nos programas universitários europeus.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ICCU/OPAC SBN, fichas catalográficas relativas a Plautus, Captivi, edição Amsterdã 1817, com localizações em bibliotecas italianas.
WorldCat, Plautus, Captivi comoedia, Amsterdã 1817, com indicação das cópias institucionais conservadas.
Lindsay, W. M., The Text of Plautus, Oxford, Clarendon Press, 1903, pp. 12–25 (sobre a tradição manuscrita e a reconstrução do texto).
Duckworth, G. E., The Nature of Roman Comedy, Princeton University Press, 1952, pp. 98–112 (análise da estrutura e dos temas da Captivi).
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O JOGO DAS MÁSCARAS ENTRE RISOS E DISCIPLINA: A RESSIGNIFICAÇÃO DA COMÉDIA LATINA
Esta edição da Captivi de Plauto, dirigida por Joannes Bosscha e publicada em Amsterdã em 1817, situa-se no coração da grande temporada filológica européia, na qual os textos clássicos são submetidos a um processo de revisão crítica sistemática, transformando-se de obras literárias vivas em objetos de análise rigorosa. Nesse contexto, a comédia plautina — originalmente destinada ao palco, ao público e ao riso — é reinterpretada como instrumento didático e linguístico, em que cada verso se torna matéria de estudo e cada solução métrica um problema a resolver. A edição reflete plenamente essa tensão entre vitalidade teatral e disciplina acadêmica: por um lado conserva a energia expressiva, os jogos linguísticos e a construção cênica de Plauto; por outro, submete-os a um controle filológico que visa reconstruir a forma mais autêntica do texto. O resultado é uma obra que testemunha um momento decisivo da cultura europeia, em que o teatro antigo não é apenas transmissions, mas re-fundado segundo os critérios da racionalidade moderna, tornando-se fundamento do ensino universitário e da formação intelectual.
VALOR DE MERCADO
O mercado para as edições acadêmicas de Plauto do início do século XIX, em especial as holandesas editadas por filólogos de relevo, apresenta uma faixa de valor relativamente estável: exemplares com encadernação coeva, brasão dourado e destinação institucional podem atingir 400–600 euros, especialmente se bem conservados e completos, refletindo o interesse pela filologia clássica e pelos manuais universitários de alta qualidade.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO - EXEMPLO DE COLECIONADOR
Encadernação coeva em plena pergaminação, com brasão dourado da cidade de Amsterdã impresso nas folhas, dorso com título em ouro e presença de laços de fecho, elemento que reforça a hipótese de destinação acadêmica ou prêmio escolar. Papel com amarelamento e mottle fisiológico, típicos da produção do começo do século XIX, sem comprometimento significativo da legibilidade. Exemplar estruturalmente sólido. Collação: pp. (4); 16; 234; (4). Em livros antigos, com uma história secular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Captivi comoedia.
Amsterdã, Joannis Altheer et Petri den Hengst, 1817.
Plautus, Titus Maccius.
CONTEXTO E SIGNIFICÂNCIA
Plauto representa o ápice da comédia latina arcaica e uma das fontes mais influentes para o desenvolvimento do teatro europeu, desde Terêncio até a tradição renascentista e moderna. A Captivi ocupa uma posição particular dentro do corpus plautino: desprovida dos excessos farsescos mais marcados, apresenta uma construção mais equilibrada e uma reflexão mais evidente sobre temas morais, como lealdade, identidade e liberdade. Justamente por essas características, a obra se presta de modo ideal ao uso didático e acadêmico. A edição de Bosscha insere-se no movimento filológico oitocentista que visa restabelecer o texto segundo critérios científicos, através do estudo de manuscritos, da análise métrica e da coerência linguística. Nesse quadro, Plauto é progressivamente transformado de autor teatral a objeto de estudo sistemático, tornando-se um ponto de referência para a compreensão do latim arcaico e de sua evolução.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Titus Maccius Plautus (aprox. 254–184 a.C.), originário provavelmente da Úmbria, foi o mais importante autor de comédias na Roma republicana. Suas obras, inspiradas na nova comédia grega, distinguem-se pelo uso inovador da língua latina, pela vivacidade dos diálogos e pela construção cênica dinâmica. Sua influência atravessa toda a história do teatro ocidental, contribuindo para a definição dos modelos cômicos e da caracterização dos personagens.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As edições acadêmicas publicadas nos Países Baixos e na região alemã no início do século XIX refletem o papel central das universidades na transmissão dos textos clássicos. Nesse contexto, editores e filólogos cooperam para produzir versões confiáveis e eficazes didaticamente, destinadas a estudantes avançados e estudiosos. A edição de 1817 da Captivi, dirigida por Bosscha, insere-se nesta rede internacional de produção filológica, contribuindo para a padronização do texto plautino e para a sua difusão nos programas universitários europeus.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ICCU/OPAC SBN, fichas catalográficas relativas a Plautus, Captivi, edição Amsterdã 1817, com localizações em bibliotecas italianas.
WorldCat, Plautus, Captivi comoedia, Amsterdã 1817, com indicação das cópias institucionais conservadas.
Lindsay, W. M., The Text of Plautus, Oxford, Clarendon Press, 1903, pp. 12–25 (sobre a tradição manuscrita e a reconstrução do texto).
Duckworth, G. E., The Nature of Roman Comedy, Princeton University Press, 1952, pp. 98–112 (análise da estrutura e dos temas da Captivi).
