Fabrizio Clerici (1913-1993) - Cammelli

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David Elberg
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Fabrizio Clerici, Cammelli, litografia em dois tons de 1977, assinada à mão e numerada 34/70, 50 x 70 cm, em excelente estado, Itália, edição limitada contemporânea.

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Descrição fornecida pelo vendedor

Litografia em papel a 2 cores - Obra assinada à mão na parte inferior direita e numerada na parte inferior esquerda - cm.50x70 - ano 1977 - edição limitada - exemplar que será enviado com certificado de garantia 34/70 - sem moldura - condições excelentes - coleção privada - compra e procedência Itália - envio via UPS - SDA - DHL - BRT - TNT.
Biografia
Fabrizio Clerici nasce em Milão em 1913, onde passa os primeiros anos de sua vida.
Em 1920 muda-se com a família para Roma, onde se formou em 1937 pela Scuola Superiore di Architettura. Nos anos 30 Clerici passa longos períodos em Milão, onde estabelece importantes relações com o meio cultural e, em especial, com Giorgio de Chirico. A permanência em Roma durante seus anos de juventude foi decisiva: os monumentos romanos, a pintura e a arquitetura renascentista e barroca o influenciam fortemente, assim como os ritos religiosos católicos que testemunha ao longo do tempo. Em Roma, ainda estudante universitário, assiste às conferências de Le Corbusier e, em 1936, faz amizade com Alberto Savinio. Entre os dois artistas nasce uma profunda estima mútua; em Ascolto il tuo cuore, città (1944), Savinio escreve: “Fabrizio, aliás, é tão naturalmente stendhaliano, no espírito, no caráter, no costume que, pela primeira vez, me é dado crer que a natureza fez as coisas como convinha”. Em 1938, em Milão, encontra Giorgio de Chirico, com quem mantêm longas conversas sobre técnicas de pintura, especialmente sobre a pintura a tempera. Depois de um período em Milão, finda a Segunda Guerra Mundial, retorna a Roma e aproxima-se dos estudos científicos de Athanasius Kircher, dos anamorfos de Erhard Schön e das teorias ótico-perspectivas do Padre Jean-François Niceron, Matemático da Ordem dos Minimi. Leonor Fini e Fabrizio Clerici se conhecem pela primeira vez, de passagem, em Paris, no final dos anos 30, na Galerie Jacques Bonjean, fundada pelo amigo comum Christian Dior. Dior e Leonor Fini haviam sido apresentados a Clerici pelo mesmo Jacques-Paul Bonjean. Fini e Clerici se reencontram depois em Milão e, por fim, em Roma, em 1943, firmando uma amizade importante que durará por toda a vida. A atmosfera de magia que marca o encontro com Leonor Fini é retomada por Clerici em um artigo de 1945 publicado na “Quadrante”. Na segunda metade dos anos 40 frequenta artistas e escritores do meio intelectual romano. Em janeiro de 1945 expõe tanto em Roma, com Savinio, Leonor Fini, Stanislao Lepri e outros artistas em uma coletiva apresentada por Mario Praz, quanto em Nova York, na Julien Levy Gallery, com Alberto Viviani. No ano seguinte encontra em Milão Tristan Tzara. Em setembro de 1948, em Veneza, firma amizade com Salvador Dalí. A partir de 1949 Clerici inicia sua atividade pictórica: as telas representam vastas composições nas quais o artista utiliza com frequência o desenho arquitetônico para criar estruturas imaginárias e oníricas que caracterizarão toda a sua obra. Em 1953 inicia uma série de peregrinações ao Oriente Médio. A primeira parada é o Egito e, posteriormente, suas viagens o levam à Síria, Jordânia, Líbia, Cirenaica e Turquia. As viagens ao Oriente Médio inspiram dois temas com que ele se confrontará por muito tempo: os Miragens e os Templos do Ovo. Em 1955 apresenta à Sagittarius Gallery de Nova York a maior parte das pinturas executadas naqueles anos. Paralelamente à pintura, que evolui segundo um direcionamento cada vez mais fantástico e mágico, dedica-se ao teatro. Ao retornar do Egito, Giorgio Strehler o convida a criar as cenas para A viúva astuta de Carlo Goldoni. Anteriormente, já havia trabalhado para o teatro, para o ballet e para a ópera, em espetáculos onde o tema do mundo fantástico era mais vivo e congênere. Em 1964 inicia a série de painéis para Orlando furioso de Ludovico Ariosto, trabalho que o ocupa por um longo período. Em 1977 são dedicadas a ele três importantes retrospectivas em Kiev (Museu de Arte Ocidental), Alma-Ata (Museu de Belas Artes), e Moscou (Museu de Belas Artes Pushkin) e, em 1983, inaugura-se uma importante mostra na Galleria Civica d’Arte Moderna – Palazzo dei Diamanti, em Ferrara, com apresentação em catálogo de Federico Zeri. Em 1987 abre uma retrospectiva no Palazzo Reale de Caserta com catálogo editado por Franco Maria Ricci. De 1988 a 1990 prepara a grande retrospectiva na Galleria Nazionale d’Arte Moderna de Roma (1990), na qual figuram mais de duascentas obras provenientes de coleções públicas e privadas. Após seu falecimento, ocorrido em Roma em 1993, é constituído o Arquivo Fabrizio Clerici, que hoje funciona como Associação cultural com sede no palácio Brancaccio, em Roma.

Litografia em papel a 2 cores - Obra assinada à mão na parte inferior direita e numerada na parte inferior esquerda - cm.50x70 - ano 1977 - edição limitada - exemplar que será enviado com certificado de garantia 34/70 - sem moldura - condições excelentes - coleção privada - compra e procedência Itália - envio via UPS - SDA - DHL - BRT - TNT.
Biografia
Fabrizio Clerici nasce em Milão em 1913, onde passa os primeiros anos de sua vida.
Em 1920 muda-se com a família para Roma, onde se formou em 1937 pela Scuola Superiore di Architettura. Nos anos 30 Clerici passa longos períodos em Milão, onde estabelece importantes relações com o meio cultural e, em especial, com Giorgio de Chirico. A permanência em Roma durante seus anos de juventude foi decisiva: os monumentos romanos, a pintura e a arquitetura renascentista e barroca o influenciam fortemente, assim como os ritos religiosos católicos que testemunha ao longo do tempo. Em Roma, ainda estudante universitário, assiste às conferências de Le Corbusier e, em 1936, faz amizade com Alberto Savinio. Entre os dois artistas nasce uma profunda estima mútua; em Ascolto il tuo cuore, città (1944), Savinio escreve: “Fabrizio, aliás, é tão naturalmente stendhaliano, no espírito, no caráter, no costume que, pela primeira vez, me é dado crer que a natureza fez as coisas como convinha”. Em 1938, em Milão, encontra Giorgio de Chirico, com quem mantêm longas conversas sobre técnicas de pintura, especialmente sobre a pintura a tempera. Depois de um período em Milão, finda a Segunda Guerra Mundial, retorna a Roma e aproxima-se dos estudos científicos de Athanasius Kircher, dos anamorfos de Erhard Schön e das teorias ótico-perspectivas do Padre Jean-François Niceron, Matemático da Ordem dos Minimi. Leonor Fini e Fabrizio Clerici se conhecem pela primeira vez, de passagem, em Paris, no final dos anos 30, na Galerie Jacques Bonjean, fundada pelo amigo comum Christian Dior. Dior e Leonor Fini haviam sido apresentados a Clerici pelo mesmo Jacques-Paul Bonjean. Fini e Clerici se reencontram depois em Milão e, por fim, em Roma, em 1943, firmando uma amizade importante que durará por toda a vida. A atmosfera de magia que marca o encontro com Leonor Fini é retomada por Clerici em um artigo de 1945 publicado na “Quadrante”. Na segunda metade dos anos 40 frequenta artistas e escritores do meio intelectual romano. Em janeiro de 1945 expõe tanto em Roma, com Savinio, Leonor Fini, Stanislao Lepri e outros artistas em uma coletiva apresentada por Mario Praz, quanto em Nova York, na Julien Levy Gallery, com Alberto Viviani. No ano seguinte encontra em Milão Tristan Tzara. Em setembro de 1948, em Veneza, firma amizade com Salvador Dalí. A partir de 1949 Clerici inicia sua atividade pictórica: as telas representam vastas composições nas quais o artista utiliza com frequência o desenho arquitetônico para criar estruturas imaginárias e oníricas que caracterizarão toda a sua obra. Em 1953 inicia uma série de peregrinações ao Oriente Médio. A primeira parada é o Egito e, posteriormente, suas viagens o levam à Síria, Jordânia, Líbia, Cirenaica e Turquia. As viagens ao Oriente Médio inspiram dois temas com que ele se confrontará por muito tempo: os Miragens e os Templos do Ovo. Em 1955 apresenta à Sagittarius Gallery de Nova York a maior parte das pinturas executadas naqueles anos. Paralelamente à pintura, que evolui segundo um direcionamento cada vez mais fantástico e mágico, dedica-se ao teatro. Ao retornar do Egito, Giorgio Strehler o convida a criar as cenas para A viúva astuta de Carlo Goldoni. Anteriormente, já havia trabalhado para o teatro, para o ballet e para a ópera, em espetáculos onde o tema do mundo fantástico era mais vivo e congênere. Em 1964 inicia a série de painéis para Orlando furioso de Ludovico Ariosto, trabalho que o ocupa por um longo período. Em 1977 são dedicadas a ele três importantes retrospectivas em Kiev (Museu de Arte Ocidental), Alma-Ata (Museu de Belas Artes), e Moscou (Museu de Belas Artes Pushkin) e, em 1983, inaugura-se uma importante mostra na Galleria Civica d’Arte Moderna – Palazzo dei Diamanti, em Ferrara, com apresentação em catálogo de Federico Zeri. Em 1987 abre uma retrospectiva no Palazzo Reale de Caserta com catálogo editado por Franco Maria Ricci. De 1988 a 1990 prepara a grande retrospectiva na Galleria Nazionale d’Arte Moderna de Roma (1990), na qual figuram mais de duascentas obras provenientes de coleções públicas e privadas. Após seu falecimento, ocorrido em Roma em 1993, é constituído o Arquivo Fabrizio Clerici, que hoje funciona como Associação cultural com sede no palácio Brancaccio, em Roma.

Dados

Artista
Fabrizio Clerici (1913-1993)
Vendido por
Proprietário ou revendedor
Edição
Edição limitada
Edition number
34/70
Título da obra de arte
Cammelli
Técnica
Litografia
Assinatura
Assinado à mão
País de origem
Itália
Ano
1977
Estado
Excelente estado
Altura
70 cm
Largura
50 cm
Imagem/Tema
Animais
Estilo
Contemporâneo
Período
1970-1980
Vendido com moldura
Não
Vendido por
ItáliaVerificado
Privado

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