Klaus-Jürgen Sembach - Art Nouveau - 2000





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Possui licenciaturas em Direito e História da Arte, mais diploma de leiloeira da École du Louvre.
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Art Nouveau
A utopia da harmonia
Organização de Klaus-Jürgen Sembach
A Art Nouveau tem representado uma das temporadas mais cativantes e revolucionárias da história da arte europeia, apresentando-se como um movimento de ruptura total em relação ao historicismo e ao academismo do século XIX. Em seu célebre ensaio intitulado "Art Nouveau: A utopia da harmonia", editado pela Taschen, o historiador Klaus-Jürgen Sembach traça um perfil profundo e detalhado dessa corrente, evidenciando como não tenha sido apenas um fenômeno decorativo, mas sim um projeto cultural e ético de alcance vastíssimo. O objetivo primário dos artistas e designers da época era superar a ruptura entre as belas-artes tradicionais, como pintura e escultura, e as artes aplicadas destinadas à vida do dia a dia. Essa visão visava à criação de uma obra de arte total capaz de transformar radicalmente o ambiente cotidiano do homem moderno, fundindo arquitetura, mobiliário, gráfica e objetos de uso comum em uma linguagem expressiva única e coerente, guiada pelo conceito de harmonia. Sembach ressalta no texto como a Art Nouveau tenha se movido constantemente ao longo de um delicado fio de tensão suspensa entre a recuperação da sabedoria artesanal e o inevitável avanço da produção industrial em massa, buscando nobilitar este último através da beleza das formas. A inspiração dominante vinha do mundo natural, identificável nas curvas sinuosas e nos motivos florais que invadiram as fachadas dos palácios, os cartazes publicitários, as joias e até as grades de ferro forjado das primeiras metrópoles urbanas. No entanto, o volume também ressalta as diferentes almas geográficas do movimento, mostrando como a utopia harmônica tenha tomado caminhos distintos conforme os territórios, passando pelo dinamismo orgânico franco-belga de Victor Horta e Hector Guimard até chegar à geometria e à rigorosa essencialidade da Secessão vienense e da escola escocesa de Glasgow, liderada por Charles Rennie Mackintosh. O que emerge da análise crítica do autor é justamente o caráter intrinsecamente utópico desta extraordinária aventura visual, que sonhava conciliar o inconciliável e que, embora tenha esgotado ao longo de poucas décadas, lançou as bases fundamentais para o nascimento do design moderno e da arquitetura do século XX.
O volume apresenta-se em excelentes condições globais. Sobrecapa com leves sinais de uso. Capa bem conservada. Ligação bem firme. Páginas internas limpas, sem vincos nem manchas. Excelente exemplar de coleção/consulta.
Art Nouveau
A utopia da harmonia
Organização de Klaus-Jürgen Sembach
A Art Nouveau tem representado uma das temporadas mais cativantes e revolucionárias da história da arte europeia, apresentando-se como um movimento de ruptura total em relação ao historicismo e ao academismo do século XIX. Em seu célebre ensaio intitulado "Art Nouveau: A utopia da harmonia", editado pela Taschen, o historiador Klaus-Jürgen Sembach traça um perfil profundo e detalhado dessa corrente, evidenciando como não tenha sido apenas um fenômeno decorativo, mas sim um projeto cultural e ético de alcance vastíssimo. O objetivo primário dos artistas e designers da época era superar a ruptura entre as belas-artes tradicionais, como pintura e escultura, e as artes aplicadas destinadas à vida do dia a dia. Essa visão visava à criação de uma obra de arte total capaz de transformar radicalmente o ambiente cotidiano do homem moderno, fundindo arquitetura, mobiliário, gráfica e objetos de uso comum em uma linguagem expressiva única e coerente, guiada pelo conceito de harmonia. Sembach ressalta no texto como a Art Nouveau tenha se movido constantemente ao longo de um delicado fio de tensão suspensa entre a recuperação da sabedoria artesanal e o inevitável avanço da produção industrial em massa, buscando nobilitar este último através da beleza das formas. A inspiração dominante vinha do mundo natural, identificável nas curvas sinuosas e nos motivos florais que invadiram as fachadas dos palácios, os cartazes publicitários, as joias e até as grades de ferro forjado das primeiras metrópoles urbanas. No entanto, o volume também ressalta as diferentes almas geográficas do movimento, mostrando como a utopia harmônica tenha tomado caminhos distintos conforme os territórios, passando pelo dinamismo orgânico franco-belga de Victor Horta e Hector Guimard até chegar à geometria e à rigorosa essencialidade da Secessão vienense e da escola escocesa de Glasgow, liderada por Charles Rennie Mackintosh. O que emerge da análise crítica do autor é justamente o caráter intrinsecamente utópico desta extraordinária aventura visual, que sonhava conciliar o inconciliável e que, embora tenha esgotado ao longo de poucas décadas, lançou as bases fundamentais para o nascimento do design moderno e da arquitetura do século XX.
O volume apresenta-se em excelentes condições globais. Sobrecapa com leves sinais de uso. Capa bem conservada. Ligação bem firme. Páginas internas limpas, sem vincos nem manchas. Excelente exemplar de coleção/consulta.
