J.-J. Rousseau - Les Confessions. - 1860





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O HOMEM QUE SE DESPÕE: AS CONFISSÕES DE ROUSSEAU ENTRE VERDADE E ESPETÁCULO
A peça central da modernidade europeia, as Confissões de Jean-Jacques Rousseau inauguram uma nova forma de autobiografia, radicalmente introspectiva e construída sobre a ideia – tão ambiciosa quanto problemática – de uma verdade total do eu. Esta elegante edição em três volumes, publicada em Paris pela Librairie des Bibliophiles, reflete o gosto bibliófilo oitocentista pelos clássicos do pensamento iluminista, unindo sobriedade editorial e refinamento material. O texto, que marca a transição da memória aristocrática para a confissão burguesa, apresenta-se aqui numa versão que exalta a continuidade entre introspecção moral e objeto-livro como espaço de autorrepresentação.
VALUE MARKET
Edições bibliophiles oitocentistas das Confissões em vários volumes, em encadernações da época ou ligeiramente posteriores de boa qualidade, situam-se geralmente numa faixa entre 300 e 900 euros, com picos superiores (até 1.200–1.500 euros) para exemplares em condições excelentes, completos e com encadernações assinadas ou proveniências relevantes. O presente exemplar, por uniformidade e elegância da encadernação, posiciona-se verossimilmente na faixa médio-alta do mercado.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
3 volumes, encadernação em meio couro marrom com lombos em pele e placas em papel marmorizado, lombos com nervuras e títulos e motivos florais gravados a ouro, numeração dos tomos na base. Páginas bem conservadas, com leve amarelamento uniforme típico do papel oitocentista; margens limpas. Encadernação robusta com sinais de uso nos lombos e nas quinas, pequenas abrasões diffusadas coerentes com a idade. Exemplar globalmente bom, esteticamente muito agradável. Em livros antigos, com uma história de séculos, podem existir algumas imperfeições, nem sempre detectáveis na descrição. Pp. 359; 281; 414.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
J.-J. Rousseau, Les Confessions.
Paris, Librairie des Bibliophiles, E. Flammarion, successeur, 26 Rue Racine.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
As Confessions representam uma virada decisiva na história da literatura ocidental: Rousseau não se limita a contar sua vida, mas constrói um dispositivo narrativo fundamentado na ideia de transparência absoluta do eu. A obra situa-se entre o Iluminismo e a sensibilidade prerromântica, antecipando a centralidade do indivíduo, da emoção e da memória subjetiva. Contudo, a sinceridade declarada do autor convive com uma forte construção retórica: Rousseau seleciona, enfatiza, interpreta, dando origem a um “eu narrado” que é tanto revelação quanto máscara. Essa tensão torna a obra fundamental não apenas para a história da literatura, mas também para o nascimento da psicologia moderna e da autoconsciência burguesa. A edição aqui apresentada, de caráter bibliophilo, testemunha a fortuna oitocentista do texto, quando Rousseau é definitivamente canonizado como fundador da subjetividade moderna.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em 1712 e morreu em Ermenonville em 1778. Filósofo, escritor e músico, foi uma das figuras mais influentes do Iluminismo europeu. Autor do Contrat social, do Émile e das Confissões, desenvolveu uma reflexão original sobre a relação entre natureza e sociedade, liberdade e corrupção civil. Sua obra exerceu influência decisiva sobre a Revolução Francesa, sobre o pensamento político moderno e sobre o nascimento do Romantismo.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As Confessions foram publicadas postumamente: a primeira parte apareceu em 1782 e a segunda em 1789. Desde o início, a obra conheceu ampla difusão e numerosas reimpressões, tornando-se um dos textos mais lidos e discutidos da época. Ao longo do século XIX, com o aflorar do culto ao autor e da subjetividade, as edições multiplicaram-se, muitas vezes em séries de prestígio destinadas a um público burgês culto e colecionista. A edição da Librairie des Bibliophiles insere-se nessa tradição, com especial atenção à qualidade material e à legibilidade do texto.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Dufour, Théophile, Recherches bibliographiques sur les œuvres de J.-J. Rousseau, Paris, 1925, pp. 145–180.
Gagnebin, Bernard – Raymond, Marcel (eds.), Rousseau, Œuvres complètes, Paris, Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, vol. I, pp. IX–XXXV.
Tchemerzine, A., Bibliographie d’éditions originales et rares d’auteurs français, Paris, 1934, V, pp. 423–430.
Mais sobre o vendedor
O HOMEM QUE SE DESPÕE: AS CONFISSÕES DE ROUSSEAU ENTRE VERDADE E ESPETÁCULO
A peça central da modernidade europeia, as Confissões de Jean-Jacques Rousseau inauguram uma nova forma de autobiografia, radicalmente introspectiva e construída sobre a ideia – tão ambiciosa quanto problemática – de uma verdade total do eu. Esta elegante edição em três volumes, publicada em Paris pela Librairie des Bibliophiles, reflete o gosto bibliófilo oitocentista pelos clássicos do pensamento iluminista, unindo sobriedade editorial e refinamento material. O texto, que marca a transição da memória aristocrática para a confissão burguesa, apresenta-se aqui numa versão que exalta a continuidade entre introspecção moral e objeto-livro como espaço de autorrepresentação.
VALUE MARKET
Edições bibliophiles oitocentistas das Confissões em vários volumes, em encadernações da época ou ligeiramente posteriores de boa qualidade, situam-se geralmente numa faixa entre 300 e 900 euros, com picos superiores (até 1.200–1.500 euros) para exemplares em condições excelentes, completos e com encadernações assinadas ou proveniências relevantes. O presente exemplar, por uniformidade e elegância da encadernação, posiciona-se verossimilmente na faixa médio-alta do mercado.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
3 volumes, encadernação em meio couro marrom com lombos em pele e placas em papel marmorizado, lombos com nervuras e títulos e motivos florais gravados a ouro, numeração dos tomos na base. Páginas bem conservadas, com leve amarelamento uniforme típico do papel oitocentista; margens limpas. Encadernação robusta com sinais de uso nos lombos e nas quinas, pequenas abrasões diffusadas coerentes com a idade. Exemplar globalmente bom, esteticamente muito agradável. Em livros antigos, com uma história de séculos, podem existir algumas imperfeições, nem sempre detectáveis na descrição. Pp. 359; 281; 414.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
J.-J. Rousseau, Les Confessions.
Paris, Librairie des Bibliophiles, E. Flammarion, successeur, 26 Rue Racine.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
As Confessions representam uma virada decisiva na história da literatura ocidental: Rousseau não se limita a contar sua vida, mas constrói um dispositivo narrativo fundamentado na ideia de transparência absoluta do eu. A obra situa-se entre o Iluminismo e a sensibilidade prerromântica, antecipando a centralidade do indivíduo, da emoção e da memória subjetiva. Contudo, a sinceridade declarada do autor convive com uma forte construção retórica: Rousseau seleciona, enfatiza, interpreta, dando origem a um “eu narrado” que é tanto revelação quanto máscara. Essa tensão torna a obra fundamental não apenas para a história da literatura, mas também para o nascimento da psicologia moderna e da autoconsciência burguesa. A edição aqui apresentada, de caráter bibliophilo, testemunha a fortuna oitocentista do texto, quando Rousseau é definitivamente canonizado como fundador da subjetividade moderna.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em 1712 e morreu em Ermenonville em 1778. Filósofo, escritor e músico, foi uma das figuras mais influentes do Iluminismo europeu. Autor do Contrat social, do Émile e das Confissões, desenvolveu uma reflexão original sobre a relação entre natureza e sociedade, liberdade e corrupção civil. Sua obra exerceu influência decisiva sobre a Revolução Francesa, sobre o pensamento político moderno e sobre o nascimento do Romantismo.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As Confessions foram publicadas postumamente: a primeira parte apareceu em 1782 e a segunda em 1789. Desde o início, a obra conheceu ampla difusão e numerosas reimpressões, tornando-se um dos textos mais lidos e discutidos da época. Ao longo do século XIX, com o aflorar do culto ao autor e da subjetividade, as edições multiplicaram-se, muitas vezes em séries de prestígio destinadas a um público burgês culto e colecionista. A edição da Librairie des Bibliophiles insere-se nessa tradição, com especial atenção à qualidade material e à legibilidade do texto.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Dufour, Théophile, Recherches bibliographiques sur les œuvres de J.-J. Rousseau, Paris, 1925, pp. 145–180.
Gagnebin, Bernard – Raymond, Marcel (eds.), Rousseau, Œuvres complètes, Paris, Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, vol. I, pp. IX–XXXV.
Tchemerzine, A., Bibliographie d’éditions originales et rares d’auteurs français, Paris, 1934, V, pp. 423–430.

