Chien Vili Nkisi - República Democrática do Congo





Adicione aos seus favoritos para receber um alerta quando o leilão começar.

Uma década de experiência em armas históricas, armaduras e arte africana.
Proteção do comprador da Catawiki
O seu pagamento está seguro connosco até receber o seu objeto.Ver detalhes
Trustpilot 4.4 | 132990 avaliações
Classificada como Excelente na Trustpilot.
Descrição fornecida pelo vendedor
Origem. República Democrática do Congo
Nome da tribo. Bakongo.
Material. Madeira
Dimensão. 38 cm
Modo de envio. Colissimo em 24-48h, abra.
Esta escultura é um exemplo fascinante da arte ritual da África Central. Mais precisamente, trata-se de um Nkisi Nkondi (no plural minkisi) na forma animal, muitas vezes identificado como um cão (Kozo), proveniente das culturas Kongo ou Vili (República Democrática do Congo, República do Congo ou Angola).
Postura: O cão está representado em pé, numa atitude de alerta. Entre os Vili, o cão é considerado um mediador entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, pois é capaz de circular em ambos os mundos (a aldeia e a floresta/cemitério).
Expressão: A boca está entreaberta, revelando presas afiadas, o que ressalta seu papel de protetor agressivo ou de "caçador" de malfeitores.
Os Olhos: Observam-se frequentemente olhos incrustados (às vezes de vidro, de espelho ou de porcelana branca). O branco simboliza clarividência e a capacidade de ver além do mundo visível para desmascarar feiticeiros ou espíritos mal-intencionados.
O termo Nkisi designa um objeto habitado por um espírito. Não é uma simples estátua decorativa, mas um receptáculo de forças espirituais.
O Espelho e a Carga Mágica: Observa-se frequentemente nas costas ou no ventre desses cães uma cavidade selada por um espelho ou resina. Essa cavidade contém o bilongo (substâncias medicinais, ervas, terra de cemitério, garras), que conferem poder ao objeto.
O Papel do Caçador: Ao contrário dos minkisi antropomorfos (humanos) que costumam selar pactos, o cão Kozo é especificamente utilizado para rastrear e punir os culpados, mentirosos ou aqueles que quebram juramentos.
Madeira e Pigmentos: A escultura é esculpida em madeira densa, com uma patina sombria e crosta, resultado da aplicação de substâncias rituais (óleo de palma, sangue sacrificiel, terra).
O Colar: O elemento ao redor do pescoço parece um vínculo ou colar de proteção, reforçando seu status de animal doméstico "sagrado" porém temível.
Por que é importante?
Na cosmologia Kongo/Vili, acredita-se que os cães têm quatro olhos (dois visíveis e dois espirituais). Esta estátua é, portanto, a ferramenta de um vidente (Nganga) usado para manter a ordem social. Se uma pessoa adoecesse sem razão aparente, o Nganga ativava o cão ritual para que ele "sinta" e rastre a origem espiritual do mal.
É uma peça poderosa que testemunha a complexidade do sistema judicial e espiritual dos povos da costa atlântica da África Central.
Origem. República Democrática do Congo
Nome da tribo. Bakongo.
Material. Madeira
Dimensão. 38 cm
Modo de envio. Colissimo em 24-48h, abra.
Esta escultura é um exemplo fascinante da arte ritual da África Central. Mais precisamente, trata-se de um Nkisi Nkondi (no plural minkisi) na forma animal, muitas vezes identificado como um cão (Kozo), proveniente das culturas Kongo ou Vili (República Democrática do Congo, República do Congo ou Angola).
Postura: O cão está representado em pé, numa atitude de alerta. Entre os Vili, o cão é considerado um mediador entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, pois é capaz de circular em ambos os mundos (a aldeia e a floresta/cemitério).
Expressão: A boca está entreaberta, revelando presas afiadas, o que ressalta seu papel de protetor agressivo ou de "caçador" de malfeitores.
Os Olhos: Observam-se frequentemente olhos incrustados (às vezes de vidro, de espelho ou de porcelana branca). O branco simboliza clarividência e a capacidade de ver além do mundo visível para desmascarar feiticeiros ou espíritos mal-intencionados.
O termo Nkisi designa um objeto habitado por um espírito. Não é uma simples estátua decorativa, mas um receptáculo de forças espirituais.
O Espelho e a Carga Mágica: Observa-se frequentemente nas costas ou no ventre desses cães uma cavidade selada por um espelho ou resina. Essa cavidade contém o bilongo (substâncias medicinais, ervas, terra de cemitério, garras), que conferem poder ao objeto.
O Papel do Caçador: Ao contrário dos minkisi antropomorfos (humanos) que costumam selar pactos, o cão Kozo é especificamente utilizado para rastrear e punir os culpados, mentirosos ou aqueles que quebram juramentos.
Madeira e Pigmentos: A escultura é esculpida em madeira densa, com uma patina sombria e crosta, resultado da aplicação de substâncias rituais (óleo de palma, sangue sacrificiel, terra).
O Colar: O elemento ao redor do pescoço parece um vínculo ou colar de proteção, reforçando seu status de animal doméstico "sagrado" porém temível.
Por que é importante?
Na cosmologia Kongo/Vili, acredita-se que os cães têm quatro olhos (dois visíveis e dois espirituais). Esta estátua é, portanto, a ferramenta de um vidente (Nganga) usado para manter a ordem social. Se uma pessoa adoecesse sem razão aparente, o Nganga ativava o cão ritual para que ele "sinta" e rastre a origem espiritual do mal.
É uma peça poderosa que testemunha a complexidade do sistema judicial e espiritual dos povos da costa atlântica da África Central.
