AA. VV. - Danse Macabre - 1862





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A DANÇA DOS OSSOS, QUE FAZ AUMENTAR O PODER DO RE, PAPI E IMPERADORES
Entre os livros ilustrados mais célebres do final da Idade Média europeia, a Danse Macabre representa uma das mais poderosas meditações sobre a fragilidade da condição humana já confiadas à imprensa. Nascida na França do século XV e consagrada pela célebre edição de Guyot Marchant, a obra encena uma procissão universal na qual a Morte convoca homens e mulheres de todos os estratos sociais, lembrando que todo poder terreno está destinado à dissolução. Por meio de uma combinação extraordinária de poesia moral, espiritualidade cristã e imagens de eficácia comovente, a Danza Macabre tornou-se um dos fenômenos culturais mais influentes da Europa renascentista. Suas xilogravuras fixaram por séculos o imaginário ocidental da morte, enquanto o texto continuou a ser lido, reimpresso e reinterpretado até a era moderna.
VALUE DE MERCADO
As edições da Danse Macabre figuram entre as obras mais procuradas de toda a produção ilustrada francesa. Os exemplares antigos completos, especialmente aqueles derivados da tradição inaugurada por Guyot Marchant, gozam de interesse constante entre colecionadores, instituições e estudiosos da cultura medieval. Esta reedição oitocentista, filologicamente impecável, situa-se entre 800 e 1.200 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Volume contendo uma das mais célebres redacções da Danse Macabre francesa. Frontispício tipográfico com título ornamentado figurado. Papel de boa qualidade com traços fisiológicos do tempo. Encadernação coeva em meia pele. Conservação globalmente boa. Pp. 72.
Em livros antigos, com história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
La Grande Danse Macabre des Hommes et des Femmes.
Précédée du Dict des Trois Morts et des Trois Vifs, du Débat du Corps et de l'Âme et de la Complainte de l'Âme Damnée.
Texto anônimo francês do século XV.
Lille, imprimé par Horemans pour Baillieu, circa 1862.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A obra constitui uma rara reedição antiquária realizada por volta de 1862 pelo livreiro-editor Baillieu. O projeto editorial nasceu do desejo de reavivar uma das obras ilustradas mais célebres do final da Idade Média francesa mediante o uso dos antigos blocos xilográficos preservados na tradição tipográfica de Troyes, considerados derivados dos modelos iconográficos da Danse Macabre do século XV.
Baillieu procurou deliberadamente reproduzir o aspecto das antigas edições francesas, conservando a diagramação, as imagens e a atmosfera tipográfica. A impressão foi executada em Lille, na oficina de Horemans, em papel vergado, com numerosas xilogravuras intercaladas no texto.
O modelo de referência continua sendo, no entanto, a célebre edição publicada em Paris por Guyot Marchant em 1485 e ampliada em 1486 com a Danse Macabre des Femmes. Aquelas edições constituem o verdadeiro capostipite da tradição editorial da Danza Macabra e representam um dos pontos altos da xilografia incunábula europeia. As imagens reproduzidas na edição Baillieu testemunham a extraordinária sobrevivência desse patrimônio iconográfico ao longo de quase quatro séculos de história do livro.
CONTEXT O SIGNIFICADO
Embora impressa no século XIX, esta edição é filologicamente impecável. Ela representa, de fato, uma das tentativas mais significativas de recuperação do imaginário medieval francês durante a era romântica e historicista. Através da reprodução das antigas xilografias, o volume permite aproximar-se da célebre Danza Macabra que decorava o Cimetière des Innocents de Paris, destruído no final do século XVIII.
Segundo a tradição, o grande ciclo mural parisiense foi realizado nos primeiros anos do século XV e rapidamente tornou-se uma das imagens mais célebres da cultura europeia. De dele derivaram as edições de Guyot Marchant e, indiretamente, toda a iconografia ocidental da Danse de la Mort. A edição Baillieu constitui, portanto, um precioso elo de ligação entre a cultura medieval e o redescoberto romantismo do Medievo.
BIOGRAFIA DO AUTOR
A obra é atribuída a um autor francês anônimo do século XV. Sua extraordinária sorte editorial e iconográfica, no entanto, superou a identidade do compilador, transformando a Danse Macabre em um patrimônio coletivo da civilização europeia. O texto insere-se na grande tradição da literatura moral da Alta Baixa Idade Média e constitui uma das expressões mais elevadas da sensibilidade religiosa e simbólica da França quartecente.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A Danse Macabre alcançou sua forma mais célebre com a edição ilustrada publicada por Guyot Marchant em Paris em 1485, seguida em 1486 pela Danse Macabre des Femmes. Estas edições representam um dos mais altos topes da incunabulística francesa e da história da ilustração xilográfica europeia.
A obra conheceu uma difusão extraordinária já no final do Quatrocento, sendo rapidamente reimpressa e imitata em numerosos países europeus. Suas imagens tornaram-se o modelo iconográfico fundamental para as representações subsequentes da morte e influenciaram profundamente artistas, gravadores, escritores e pregadores. A Danza Macabra permanece hoje como uma das mais célebres testemunhas da cultura figurativa e espiritual do tardio Medievo.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
GW 8220-8227.
ISTC id00362000.
Brunet, Manuel du Libraire, II, pp. 487-489.
Graesse, Trésor de Livres Rares et Précieux, II, pp. 339-341.
Douce, Francis, The Dance of Death, London, 1833.
Huizinga, Johan, L'Autunno del Medioevo, capitoli sulla spiritualità della morte.
Rosenfeld, Hellmut, The Dance of Death in Western Art.
Hind, Arthur M., An Introduction to a History of Woodcut.
BnF, Réserve des Incunables, edizioni Guyot Marchant della Danse Macabre.
ISTC, Incunabula Short Title Catalogue, voci relative alle edizioni parigine del 1485 e 1486.
GW, Gesamtkatalog der Wiegendrucke, Guyot Marchant, Danse Macabre.
ICCU / OPAC SBN, censimenti degli esemplari conservati nelle biblioteche italiane.
WorldCat, registrazioni bibliograficas internacionais das principais edições históricas da Danse Macabre.
Mais sobre o vendedor
A DANÇA DOS OSSOS, QUE FAZ AUMENTAR O PODER DO RE, PAPI E IMPERADORES
Entre os livros ilustrados mais célebres do final da Idade Média europeia, a Danse Macabre representa uma das mais poderosas meditações sobre a fragilidade da condição humana já confiadas à imprensa. Nascida na França do século XV e consagrada pela célebre edição de Guyot Marchant, a obra encena uma procissão universal na qual a Morte convoca homens e mulheres de todos os estratos sociais, lembrando que todo poder terreno está destinado à dissolução. Por meio de uma combinação extraordinária de poesia moral, espiritualidade cristã e imagens de eficácia comovente, a Danza Macabre tornou-se um dos fenômenos culturais mais influentes da Europa renascentista. Suas xilogravuras fixaram por séculos o imaginário ocidental da morte, enquanto o texto continuou a ser lido, reimpresso e reinterpretado até a era moderna.
VALUE DE MERCADO
As edições da Danse Macabre figuram entre as obras mais procuradas de toda a produção ilustrada francesa. Os exemplares antigos completos, especialmente aqueles derivados da tradição inaugurada por Guyot Marchant, gozam de interesse constante entre colecionadores, instituições e estudiosos da cultura medieval. Esta reedição oitocentista, filologicamente impecável, situa-se entre 800 e 1.200 euros.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Volume contendo uma das mais célebres redacções da Danse Macabre francesa. Frontispício tipográfico com título ornamentado figurado. Papel de boa qualidade com traços fisiológicos do tempo. Encadernação coeva em meia pele. Conservação globalmente boa. Pp. 72.
Em livros antigos, com história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre detectadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
La Grande Danse Macabre des Hommes et des Femmes.
Précédée du Dict des Trois Morts et des Trois Vifs, du Débat du Corps et de l'Âme et de la Complainte de l'Âme Damnée.
Texto anônimo francês do século XV.
Lille, imprimé par Horemans pour Baillieu, circa 1862.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A obra constitui uma rara reedição antiquária realizada por volta de 1862 pelo livreiro-editor Baillieu. O projeto editorial nasceu do desejo de reavivar uma das obras ilustradas mais célebres do final da Idade Média francesa mediante o uso dos antigos blocos xilográficos preservados na tradição tipográfica de Troyes, considerados derivados dos modelos iconográficos da Danse Macabre do século XV.
Baillieu procurou deliberadamente reproduzir o aspecto das antigas edições francesas, conservando a diagramação, as imagens e a atmosfera tipográfica. A impressão foi executada em Lille, na oficina de Horemans, em papel vergado, com numerosas xilogravuras intercaladas no texto.
O modelo de referência continua sendo, no entanto, a célebre edição publicada em Paris por Guyot Marchant em 1485 e ampliada em 1486 com a Danse Macabre des Femmes. Aquelas edições constituem o verdadeiro capostipite da tradição editorial da Danza Macabra e representam um dos pontos altos da xilografia incunábula europeia. As imagens reproduzidas na edição Baillieu testemunham a extraordinária sobrevivência desse patrimônio iconográfico ao longo de quase quatro séculos de história do livro.
CONTEXT O SIGNIFICADO
Embora impressa no século XIX, esta edição é filologicamente impecável. Ela representa, de fato, uma das tentativas mais significativas de recuperação do imaginário medieval francês durante a era romântica e historicista. Através da reprodução das antigas xilografias, o volume permite aproximar-se da célebre Danza Macabra que decorava o Cimetière des Innocents de Paris, destruído no final do século XVIII.
Segundo a tradição, o grande ciclo mural parisiense foi realizado nos primeiros anos do século XV e rapidamente tornou-se uma das imagens mais célebres da cultura europeia. De dele derivaram as edições de Guyot Marchant e, indiretamente, toda a iconografia ocidental da Danse de la Mort. A edição Baillieu constitui, portanto, um precioso elo de ligação entre a cultura medieval e o redescoberto romantismo do Medievo.
BIOGRAFIA DO AUTOR
A obra é atribuída a um autor francês anônimo do século XV. Sua extraordinária sorte editorial e iconográfica, no entanto, superou a identidade do compilador, transformando a Danse Macabre em um patrimônio coletivo da civilização europeia. O texto insere-se na grande tradição da literatura moral da Alta Baixa Idade Média e constitui uma das expressões mais elevadas da sensibilidade religiosa e simbólica da França quartecente.
HISTÓRIA DA IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
A Danse Macabre alcançou sua forma mais célebre com a edição ilustrada publicada por Guyot Marchant em Paris em 1485, seguida em 1486 pela Danse Macabre des Femmes. Estas edições representam um dos mais altos topes da incunabulística francesa e da história da ilustração xilográfica europeia.
A obra conheceu uma difusão extraordinária já no final do Quatrocento, sendo rapidamente reimpressa e imitata em numerosos países europeus. Suas imagens tornaram-se o modelo iconográfico fundamental para as representações subsequentes da morte e influenciaram profundamente artistas, gravadores, escritores e pregadores. A Danza Macabra permanece hoje como uma das mais célebres testemunhas da cultura figurativa e espiritual do tardio Medievo.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
GW 8220-8227.
ISTC id00362000.
Brunet, Manuel du Libraire, II, pp. 487-489.
Graesse, Trésor de Livres Rares et Précieux, II, pp. 339-341.
Douce, Francis, The Dance of Death, London, 1833.
Huizinga, Johan, L'Autunno del Medioevo, capitoli sulla spiritualità della morte.
Rosenfeld, Hellmut, The Dance of Death in Western Art.
Hind, Arthur M., An Introduction to a History of Woodcut.
BnF, Réserve des Incunables, edizioni Guyot Marchant della Danse Macabre.
ISTC, Incunabula Short Title Catalogue, voci relative alle edizioni parigine del 1485 e 1486.
GW, Gesamtkatalog der Wiegendrucke, Guyot Marchant, Danse Macabre.
ICCU / OPAC SBN, censimenti degli esemplari conservati nelle biblioteche italiane.
WorldCat, registrazioni bibliograficas internacionais das principais edições históricas da Danse Macabre.
