Signé ; Albert Paraz - Inédits sur Céline - 1948





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Albert PARAZ | INÉDITAS SOBRE SARTRE/CÉLINE.
Conjunto inédito e de primeira mão sobre Louis-Ferdinand Céline, composto por:
- Duas cartas assinadas por Albert Paraz a propósito de Louis-Ferdinand Céline, justificando a publicação de cartas de Céline em 1948, quando ele estava em residência vigiada na Dinamarca e processado pela justiça francesa por colaboração.
- Um exemplar de « Valsez Saucisses » de Albert Paraz, no qual aparece sua correspondência com Céline e no qual ele retorna sobre seus desentendimentos com o editor para Le Gala des Vaches, como já mencionado anteriormente nas cartas anexadas. Com envio autografado.
« Very perplexe com os dizeres de Céline, uns dizem tam-tam, outros silêncio. Falar dele apenas do ponto de vista literário não pode fazer mal. (Sugerindo que ele é mil vezes inocente, mas sem provocação)
Vamos, infelizmente, ter que esperar o fim desses abomináveis tribunais de exceção, que vergonha! » (carta aqui presente)
Nestes dois textos, Paraz menciona as vendas de seu livro Le Gala des vaches, publicado pelas Éditions l’Elan em 1948. É neste ouvrage que se publica pela primeira vez «A carta de Céline sobre Sartre e o existencialismo, À l'agité du bocal»:
« Ainda estou um pouco preocupado com o fato de o meu editor da Elan tentar me fazer crer que vendeu no total apenas 4.600 exemplares e que não corre atrás de relançamento.
Céline está convencido de que vendeu um certo número no mercado negro. Estou muito surpreso que o « Gala des vaches » não tenha vendido mais do que isso. (…) Tivemos com o editor uma conversa em que ele reconheceu que muitos desses livros quase proibidos se vendiam muito bem à vista e sem nota fiscal. » (carta aqui presente)
Albert Paraz (1899-1957) iniciou carreira de escritor entre as guerras. Tornou-se amigo de Louis-Ferdinand Céline e manteve com ele uma correspondência farta. Céline o recomenda ao editor dele, Robert Denoël, que publica seus primeiros trabalhos. Albert Paraz apoia Céline com fervor após a guerra, quando este permaneceu refugiado na Dinamarca até 1951:
« Primeiro relutante, Céline logo compreende o partido que pode tirar desse zelador que se esforça como um demônio para que ele seja absolvido e o defenderá mais tarde como crítico, sem hesitar, ainda que esteja completamente tabu, em publicar suas cartas em seu Gala des vaches, no final de 1948 - livro logo seguido de um Valsez, saucisses integrando o mesmo procedimento, dois anos depois. Instrumentalização recíproca não desprovida de reticências de ambas as partes? Certamente, mas que faz de Paraz o primeiro “editor” de uma correspondência céliniana e mais ainda.» (Le Monde, 2009)
As cartas a Albert Paraz (1947-1957) aparecem em 1981 na 6ª edição dos Cahiers Céline, reeditadas em 2009 nos Cahiers de la NRF.
Albert PARAZ | INÉDITAS SOBRE SARTRE/CÉLINE.
Conjunto inédito e de primeira mão sobre Louis-Ferdinand Céline, composto por:
- Duas cartas assinadas por Albert Paraz a propósito de Louis-Ferdinand Céline, justificando a publicação de cartas de Céline em 1948, quando ele estava em residência vigiada na Dinamarca e processado pela justiça francesa por colaboração.
- Um exemplar de « Valsez Saucisses » de Albert Paraz, no qual aparece sua correspondência com Céline e no qual ele retorna sobre seus desentendimentos com o editor para Le Gala des Vaches, como já mencionado anteriormente nas cartas anexadas. Com envio autografado.
« Very perplexe com os dizeres de Céline, uns dizem tam-tam, outros silêncio. Falar dele apenas do ponto de vista literário não pode fazer mal. (Sugerindo que ele é mil vezes inocente, mas sem provocação)
Vamos, infelizmente, ter que esperar o fim desses abomináveis tribunais de exceção, que vergonha! » (carta aqui presente)
Nestes dois textos, Paraz menciona as vendas de seu livro Le Gala des vaches, publicado pelas Éditions l’Elan em 1948. É neste ouvrage que se publica pela primeira vez «A carta de Céline sobre Sartre e o existencialismo, À l'agité du bocal»:
« Ainda estou um pouco preocupado com o fato de o meu editor da Elan tentar me fazer crer que vendeu no total apenas 4.600 exemplares e que não corre atrás de relançamento.
Céline está convencido de que vendeu um certo número no mercado negro. Estou muito surpreso que o « Gala des vaches » não tenha vendido mais do que isso. (…) Tivemos com o editor uma conversa em que ele reconheceu que muitos desses livros quase proibidos se vendiam muito bem à vista e sem nota fiscal. » (carta aqui presente)
Albert Paraz (1899-1957) iniciou carreira de escritor entre as guerras. Tornou-se amigo de Louis-Ferdinand Céline e manteve com ele uma correspondência farta. Céline o recomenda ao editor dele, Robert Denoël, que publica seus primeiros trabalhos. Albert Paraz apoia Céline com fervor após a guerra, quando este permaneceu refugiado na Dinamarca até 1951:
« Primeiro relutante, Céline logo compreende o partido que pode tirar desse zelador que se esforça como um demônio para que ele seja absolvido e o defenderá mais tarde como crítico, sem hesitar, ainda que esteja completamente tabu, em publicar suas cartas em seu Gala des vaches, no final de 1948 - livro logo seguido de um Valsez, saucisses integrando o mesmo procedimento, dois anos depois. Instrumentalização recíproca não desprovida de reticências de ambas as partes? Certamente, mas que faz de Paraz o primeiro “editor” de uma correspondência céliniana e mais ainda.» (Le Monde, 2009)
As cartas a Albert Paraz (1947-1957) aparecem em 1981 na 6ª edição dos Cahiers Céline, reeditadas em 2009 nos Cahiers de la NRF.

