Mesa de centro - Various wood and parquetry






Tem 18 anos de experiência, foi especialista júnior na Sotheby’s e gerente na Kunsthandel Jacques Fijnaut.
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Mesa de centro D. Maria, circa 1900, em madeira pau-santo com embutidos de pau-cetim e pau-rosa, estilo neoclássico português, tampo hexagonal, cintura hexagonal, seis pernas direitas e afuniladas, dimensões 78 cm de altura por 84 cm de largura.
Descrição fornecida pelo vendedor
Mesa de centro D. Maria. Portuguesa, 1900, executada em madeira de pau-santo, com delicados embutidos em pau-cetim e pau-rosa, segundo a linguagem neoclássica característica do mobiliário de gosto D. Maria. Apresenta tampo de formato hexagonal, de linhas rigorosas e equilibradas, enriquecido por uma cuidada composição geométrica de folheados e embutidos. A superfície organiza-se em sucessivas reservas concêntricas, definidas por filetes contrastantes, criando um elegante efeito de profundidade e simetria. Ao centro destaca-se uma reserva geométrica hexagonal, formada pela disposição radial dos veios da madeira e enquadrada por embutidos claros. A partir desta composição desenvolvem-se sucessivas faixas de pau-santo dispostas em diferentes sentidos, tirando partido das tonalidades e do veio natural da madeira. O perímetro do tampo é sublinhado por filetes e embutidos alternados em pau-cetim e pau-rosa, formando discretos motivos geométricos e denticulados. O tampo apresenta bordo ligeiramente saliente e moldurado, acompanhando integralmente o desenho hexagonal da mesa. A cintura, igualmente de configuração hexagonal, é composta por seis faces lisas, cada uma decorada por duplas linhas de pequenos embutidos quadrangulares alternados, formando faixas contínuas de efeito pontilhado ou axadrezado. Nos encontros das diferentes faces observam-se reservas verticais mais sóbrias, estabelecendo a transição para as pernas. Assenta sobre seis pernas altas, direitas e ligeiramente afuniladas, correspondentes aos vértices do tampo, de desenho elegante e esbelto, típico do repertório neoclássico. As pernas apresentam discretos filetes embutidos que acentuam a sua verticalidade. A sobriedade estrutural da peça contrasta com a riqueza proporcionada pela escolha das madeiras e pela precisão dos embutidos. O pau-santo, de tonalidade profunda e veio pronunciado, é animado pelos tons mais claros do pau-cetim e pelos apontamentos quentes do pau-rosa, produzindo um refinado jogo cromático sem recurso a ornamentação excessiva. A composição geométrica, a simetria, as pernas afuniladas e o emprego de filetes e embutidos de madeiras contrastantes são particularmente representativos do gosto D. Maria, marcado em Portugal pela assimilação das correntes neoclássicas europeias e por uma preferência por mobiliário de linhas leves e decoração contida.
Origem: Portugal
Época: 1900
Estilo: Neoclássico português
Madeira principal: pau-santo
Embutidos: pau-cetim e pau-rosa
Tampo: hexagonal, com composição geométrica de folheados e filetes contrastantes
Cintura: hexagonal, decorada com faixas de pequenos embutidos geométricos
Pernas: seis, direitas e afuniladas, com filetes embutidos
Dimensões: 78 cm de altura × 84 cm de largura máxima
Mesa de centro D. Maria. Portuguesa, 1900, executada em madeira de pau-santo, com delicados embutidos em pau-cetim e pau-rosa, segundo a linguagem neoclássica característica do mobiliário de gosto D. Maria. Apresenta tampo de formato hexagonal, de linhas rigorosas e equilibradas, enriquecido por uma cuidada composição geométrica de folheados e embutidos. A superfície organiza-se em sucessivas reservas concêntricas, definidas por filetes contrastantes, criando um elegante efeito de profundidade e simetria. Ao centro destaca-se uma reserva geométrica hexagonal, formada pela disposição radial dos veios da madeira e enquadrada por embutidos claros. A partir desta composição desenvolvem-se sucessivas faixas de pau-santo dispostas em diferentes sentidos, tirando partido das tonalidades e do veio natural da madeira. O perímetro do tampo é sublinhado por filetes e embutidos alternados em pau-cetim e pau-rosa, formando discretos motivos geométricos e denticulados. O tampo apresenta bordo ligeiramente saliente e moldurado, acompanhando integralmente o desenho hexagonal da mesa. A cintura, igualmente de configuração hexagonal, é composta por seis faces lisas, cada uma decorada por duplas linhas de pequenos embutidos quadrangulares alternados, formando faixas contínuas de efeito pontilhado ou axadrezado. Nos encontros das diferentes faces observam-se reservas verticais mais sóbrias, estabelecendo a transição para as pernas. Assenta sobre seis pernas altas, direitas e ligeiramente afuniladas, correspondentes aos vértices do tampo, de desenho elegante e esbelto, típico do repertório neoclássico. As pernas apresentam discretos filetes embutidos que acentuam a sua verticalidade. A sobriedade estrutural da peça contrasta com a riqueza proporcionada pela escolha das madeiras e pela precisão dos embutidos. O pau-santo, de tonalidade profunda e veio pronunciado, é animado pelos tons mais claros do pau-cetim e pelos apontamentos quentes do pau-rosa, produzindo um refinado jogo cromático sem recurso a ornamentação excessiva. A composição geométrica, a simetria, as pernas afuniladas e o emprego de filetes e embutidos de madeiras contrastantes são particularmente representativos do gosto D. Maria, marcado em Portugal pela assimilação das correntes neoclássicas europeias e por uma preferência por mobiliário de linhas leves e decoração contida.
Origem: Portugal
Época: 1900
Estilo: Neoclássico português
Madeira principal: pau-santo
Embutidos: pau-cetim e pau-rosa
Tampo: hexagonal, com composição geométrica de folheados e filetes contrastantes
Cintura: hexagonal, decorada com faixas de pequenos embutidos geométricos
Pernas: seis, direitas e afuniladas, com filetes embutidos
Dimensões: 78 cm de altura × 84 cm de largura máxima
