Van Bleyswyck - Pharmacopoeia Leidensis - 1751

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Ilaria Colombo
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Pharmacopoeia Leidensis de Van Bleyswyck, 1751, edição ilustrada em latim num único volume, encadernação em pergaminho, 230 páginas, formato 211×128 mm, com gravuras fora do texto.

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Descrição fornecida pelo vendedor

[Observe que o cenário de fundo em algumas imagens foi criado com IA para apresentar os livros em um ambiente agradável. Esses elementos de fundo não alteram nem afetam a verdadeira representação e o estado dos livros]

ARGENTO - LAPIS INFERNALIS : PIETRE FILOSOFALI, VELENI E RIMEDI NELLA FARMACOPEA SEGRETA
A Pharmacopoea Leidensis de 1751 constitui um dos testemunhos mais fascinantes da sobrevivência da alquimia médica dentro da ciência iluminista. Embora concebida como farmacopeia oficial destinada a médicos e farmacêuticos da cidade de Leida, a obra conserva inúmeras vestígios de uma concepção da matéria herdada da tradição hermética e paracelsiana. Entre preparados metálicos, compostos minerais e substâncias elaboradas nos laboratórios farmacêuticos, emergem ingredientes que durante séculos foram considerados capazes de exercer uma ação não apenas física, mas quase transformativa sobre o organismo. Particularmente sugestiva é a presença do célebre Lapis Infernalis, a “Pedra Infernal” obtida a partir do nitrato de prata, utilizada como potente agente cauterizante e símbolo da transformação do metal lunar em instrumento terapêutico. Antimônio, mercúrio, enxofre, cinnabaro e sais metálicos convivem nestas páginas com a medicina botânica tradicional, documentando um dos últimos momentos em que ciência, farmácia e alquimia falavam ainda uma linguagem comum. O volume representa, portanto, não apenas um documento fundamental da história da medicina europeia, mas também um testemunho raro da metamorfose progressiva da antiga arte alquímica na química farmacêutica moderna.

MARKET VALUE
As edições do século XVIII da Pharmacopoea Leidensis são comercializadas entre colecionadores de história da medicina, da farmácia e da alquimia científica. Exemplares completos com antiporta gravada e conservados na encadernação coeva costumam situar-se entre 700 e 1.000 euros. Cópias particularmente frescas, com proveniência médica ou acadêmica documentada, podem superar esse intervalo de avaliação.

PHYSICAL DESCRIPTION AND CONDITION - COLLECTOR'S COPY
Encadernação coeva em pleno couro entero rígido com remate manuscrito na lombada. Antiporta calcográfica alegórica retratando uma imponente farmácia monumental com figuras simbólicas e brasão da cidade. Frontispício impresso em vermelho e preto. Texto integralmente em latim. Presença de índices e repertórios das preparações medicinais. Cartas com leves amarelamentos e florações esparsas. Pequenas marcas de uso e manchas marginais modestas. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre relatadas na descrição. Pp. (2); 28 nn.; 176; 20 nn.; (4).

FULL TITLE AND AUTHOR
Pharmacopoea Leidensis, amplissimorum magistratuum auctoritate instaurata.
Lugduni Batavorum, Apud Samuelem Luchtmans et Filios, 1751.
A cura do Collegio Médico e das Magistraturas da Cidade de Leida.
Revisão e ampliações atribuídas a Franciscus (François) van Bleyswyck.

CONTEXT AND SIGNIFICANCE
Entre os aspectos mais interessantes da Pharmacopoea Leidensis está o amplo espaço reservado à chamada medicina química, desenvolvida a partir dos ensinamentos de Paracelso e destinada a revolucionar a farmacopeia europeia entre os séculos XVII e XVIII. Ao lado das drogas vegetais tradicionais, emergem numerosos preparados derivados de minerais e metais, considerados instrumentos terapêuticos de eficácia extraordinária.

Particular relevância assume o Lapis Infernalis, o nitrato de prata obtido mediante elaboraciones químicas do prata puro. Utilizado para cauterizar feridas, ulcerações e tecidos patológicos, ele representava uma das substâncias mais célebres da farmacopeia europeia e personificava perfeitamente o princípio alquímico da transformação da matéria. O metal associado simbolicamente à Lua era convertido em um preparado capaz de modificar e curar o corpo humano.

Ao lado da prata figuram antimônio, mercúrio, enxofre, vidros medicinais, preparações ferruginosas e compostos derivados do cinnabaro. Muitas dessas substâncias eram consideradas dotadas de virtude que iam além da simples ação farmacológica, refletindo uma visão da natureza na qual os minerais participavam de forças e de correspondências cósmicas. A farmacopeia testemunha, assim, o momento de transição entre o saber hermético renascentista e a nascente química experimental, oferecendo uma panorâmica extraordinária das substâncias que alimentaram por séculos o imaginário médico e alquímico europeu.

BIOGRAPHY OF THE INSTITUTION
A Universidade de Leida, fundada em 1575 por Guilherme de Orange, foi um dos principais centros científicos europeus da idade moderna. Graças aos seus ensinamentos de medicina, botânica e química, a cidade tornou-se um dos mais influentes laboratórios intelectuais do continente. A fama de estudiosos como Herman Boerhaave atraiu estudantes de toda a Europa e contribuiu para a difusão internacional das práticas médicas desenvolvidas nos Países Baixos.

BIOGRAPHY OF THE AUTHOR
Franciscus van Bleyswyck (1699-1763 aproximadamente) foi um médico e erudito holandês atuante em Leida durante o século XVIII. Participou da revisão das principais obras farmacêuticas utilizadas na República das Províncias Unidas e contribuiu para a difusão de uma medicina cada vez mais orientada para a química experimental. Seu nome permanece ligado sobretudo às subsequentes redações da Pharmacopoea Leidensis, um dos códigos farmacêuticos mais autoriçados da Europa iluminista.

PRINTING HISTORY AND CIRCULATION
A presente edição traz a indicação "Editio tertia prioribus auctior & emendatior", atestando uma revisão e ampliação em relação às versões anteriores. Impressa na importante oficina de Samuel Luchtmans e de seus herdeiros, entre os mais prestigiosos editores universitários holandeses do século XVIII, ela foi concebida como texto normativo destinado à atividade cotidiana de médicos, farmacêuticos e speziali. As edições subsequentes da Pharmacopoea Leidensis contribuíram para a normalização das preparações medicinais e para a difusão das novas práticas químico-farmacêuticas em toda a Europa.

BIBLIOGRAPHY AND REFERENCES
WorldCat, Pharmacopoea Leidensis, Lugduni Batavorum, 1751.
Koninklijke Bibliotheek (Den Haag), catálogos históricos das Pharmacopoeae Leidenses.
Wellcome Collection Library, Historical Pharmacopoeias Collection.
National Library of Medicine, Historical Pharmacopoeias and Medical Formularies.
Urdang, George, History of Pharmacy, Philadelphia, 1940, pp. 186-205.
Kremers, Edward – Urdang, George, Kremers and Urdang's History of Pharmacy, Madison, pp. 131-159.
Porter, Roy, The Greatest Benefit to Mankind, London, pp. 284-301.
Cook, Harold J., Matters of Exchange: Commerce, Medicine and Science in the Dutch Golden Age, New Haven, Yale University Press.
Lindeboom, G. A., Herman Boerhaave: The Man and His Work, London.
USTC – Universal Short Title Catalogue, registros das edições da Pharmacopoea Leidensis.
ICCU – OPAC SBN, censimentos italianos das edições do século XVIII.
HathiTrust Digital Library, Pharmacopoea Leidensis, edição de 1751.
Archive.org, cópias digitalizadas das farmacopeias europeias do século XVIII.

Mais sobre o vendedor

RareBooks NO-RESERVE traz o charme da antiguidade para a era digital — com vendas selecionadas, ofertas excepcionais e histórias que valem a pena colecionar. Porque possuir um livro raro deve parecer uma descoberta, não um luxo. RareBooks NO-RESERVE está revolucionando o mercado online de livros antigos e raros. Como pioneira no comércio eletrônico, a empresa transforma o acesso a edições valiosas e colecionáveis ao lançar vendas relâmpago exclusivas nas principais plataformas — oferecendo descontos significativos em livros que normalmente estão disponíveis apenas a preços premium. Com foco aguçado em visibilidade, inovação digital e precificação estratégica, a RareBooks NO-RESERVE transforma a raridade em oportunidade, construindo fidelidade duradoura dos clientes por meio de ofertas irresistíveis e propostas de valor cuidadosamente selecionadas.
Traduzido pelo Google Tradutor

[Observe que o cenário de fundo em algumas imagens foi criado com IA para apresentar os livros em um ambiente agradável. Esses elementos de fundo não alteram nem afetam a verdadeira representação e o estado dos livros]

ARGENTO - LAPIS INFERNALIS : PIETRE FILOSOFALI, VELENI E RIMEDI NELLA FARMACOPEA SEGRETA
A Pharmacopoea Leidensis de 1751 constitui um dos testemunhos mais fascinantes da sobrevivência da alquimia médica dentro da ciência iluminista. Embora concebida como farmacopeia oficial destinada a médicos e farmacêuticos da cidade de Leida, a obra conserva inúmeras vestígios de uma concepção da matéria herdada da tradição hermética e paracelsiana. Entre preparados metálicos, compostos minerais e substâncias elaboradas nos laboratórios farmacêuticos, emergem ingredientes que durante séculos foram considerados capazes de exercer uma ação não apenas física, mas quase transformativa sobre o organismo. Particularmente sugestiva é a presença do célebre Lapis Infernalis, a “Pedra Infernal” obtida a partir do nitrato de prata, utilizada como potente agente cauterizante e símbolo da transformação do metal lunar em instrumento terapêutico. Antimônio, mercúrio, enxofre, cinnabaro e sais metálicos convivem nestas páginas com a medicina botânica tradicional, documentando um dos últimos momentos em que ciência, farmácia e alquimia falavam ainda uma linguagem comum. O volume representa, portanto, não apenas um documento fundamental da história da medicina europeia, mas também um testemunho raro da metamorfose progressiva da antiga arte alquímica na química farmacêutica moderna.

MARKET VALUE
As edições do século XVIII da Pharmacopoea Leidensis são comercializadas entre colecionadores de história da medicina, da farmácia e da alquimia científica. Exemplares completos com antiporta gravada e conservados na encadernação coeva costumam situar-se entre 700 e 1.000 euros. Cópias particularmente frescas, com proveniência médica ou acadêmica documentada, podem superar esse intervalo de avaliação.

PHYSICAL DESCRIPTION AND CONDITION - COLLECTOR'S COPY
Encadernação coeva em pleno couro entero rígido com remate manuscrito na lombada. Antiporta calcográfica alegórica retratando uma imponente farmácia monumental com figuras simbólicas e brasão da cidade. Frontispício impresso em vermelho e preto. Texto integralmente em latim. Presença de índices e repertórios das preparações medicinais. Cartas com leves amarelamentos e florações esparsas. Pequenas marcas de uso e manchas marginais modestas. Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre relatadas na descrição. Pp. (2); 28 nn.; 176; 20 nn.; (4).

FULL TITLE AND AUTHOR
Pharmacopoea Leidensis, amplissimorum magistratuum auctoritate instaurata.
Lugduni Batavorum, Apud Samuelem Luchtmans et Filios, 1751.
A cura do Collegio Médico e das Magistraturas da Cidade de Leida.
Revisão e ampliações atribuídas a Franciscus (François) van Bleyswyck.

CONTEXT AND SIGNIFICANCE
Entre os aspectos mais interessantes da Pharmacopoea Leidensis está o amplo espaço reservado à chamada medicina química, desenvolvida a partir dos ensinamentos de Paracelso e destinada a revolucionar a farmacopeia europeia entre os séculos XVII e XVIII. Ao lado das drogas vegetais tradicionais, emergem numerosos preparados derivados de minerais e metais, considerados instrumentos terapêuticos de eficácia extraordinária.

Particular relevância assume o Lapis Infernalis, o nitrato de prata obtido mediante elaboraciones químicas do prata puro. Utilizado para cauterizar feridas, ulcerações e tecidos patológicos, ele representava uma das substâncias mais célebres da farmacopeia europeia e personificava perfeitamente o princípio alquímico da transformação da matéria. O metal associado simbolicamente à Lua era convertido em um preparado capaz de modificar e curar o corpo humano.

Ao lado da prata figuram antimônio, mercúrio, enxofre, vidros medicinais, preparações ferruginosas e compostos derivados do cinnabaro. Muitas dessas substâncias eram consideradas dotadas de virtude que iam além da simples ação farmacológica, refletindo uma visão da natureza na qual os minerais participavam de forças e de correspondências cósmicas. A farmacopeia testemunha, assim, o momento de transição entre o saber hermético renascentista e a nascente química experimental, oferecendo uma panorâmica extraordinária das substâncias que alimentaram por séculos o imaginário médico e alquímico europeu.

BIOGRAPHY OF THE INSTITUTION
A Universidade de Leida, fundada em 1575 por Guilherme de Orange, foi um dos principais centros científicos europeus da idade moderna. Graças aos seus ensinamentos de medicina, botânica e química, a cidade tornou-se um dos mais influentes laboratórios intelectuais do continente. A fama de estudiosos como Herman Boerhaave atraiu estudantes de toda a Europa e contribuiu para a difusão internacional das práticas médicas desenvolvidas nos Países Baixos.

BIOGRAPHY OF THE AUTHOR
Franciscus van Bleyswyck (1699-1763 aproximadamente) foi um médico e erudito holandês atuante em Leida durante o século XVIII. Participou da revisão das principais obras farmacêuticas utilizadas na República das Províncias Unidas e contribuiu para a difusão de uma medicina cada vez mais orientada para a química experimental. Seu nome permanece ligado sobretudo às subsequentes redações da Pharmacopoea Leidensis, um dos códigos farmacêuticos mais autoriçados da Europa iluminista.

PRINTING HISTORY AND CIRCULATION
A presente edição traz a indicação "Editio tertia prioribus auctior & emendatior", atestando uma revisão e ampliação em relação às versões anteriores. Impressa na importante oficina de Samuel Luchtmans e de seus herdeiros, entre os mais prestigiosos editores universitários holandeses do século XVIII, ela foi concebida como texto normativo destinado à atividade cotidiana de médicos, farmacêuticos e speziali. As edições subsequentes da Pharmacopoea Leidensis contribuíram para a normalização das preparações medicinais e para a difusão das novas práticas químico-farmacêuticas em toda a Europa.

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WorldCat, Pharmacopoea Leidensis, Lugduni Batavorum, 1751.
Koninklijke Bibliotheek (Den Haag), catálogos históricos das Pharmacopoeae Leidenses.
Wellcome Collection Library, Historical Pharmacopoeias Collection.
National Library of Medicine, Historical Pharmacopoeias and Medical Formularies.
Urdang, George, History of Pharmacy, Philadelphia, 1940, pp. 186-205.
Kremers, Edward – Urdang, George, Kremers and Urdang's History of Pharmacy, Madison, pp. 131-159.
Porter, Roy, The Greatest Benefit to Mankind, London, pp. 284-301.
Cook, Harold J., Matters of Exchange: Commerce, Medicine and Science in the Dutch Golden Age, New Haven, Yale University Press.
Lindeboom, G. A., Herman Boerhaave: The Man and His Work, London.
USTC – Universal Short Title Catalogue, registros das edições da Pharmacopoea Leidensis.
ICCU – OPAC SBN, censimentos italianos das edições do século XVIII.
HathiTrust Digital Library, Pharmacopoea Leidensis, edição de 1751.
Archive.org, cópias digitalizadas das farmacopeias europeias do século XVIII.

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Dados

Número de livros
1
Tema
Medicina
Título do livro
Pharmacopoeia Leidensis
Autor/ Ilustrador
Van Bleyswyck
Estado
Bom
Artigo mais antigo do ano de publicação
1751
Altura
211 mm
Edição
1ª edição neste formato, Edição ilustrada
Largura
128 mm
Idioma
Latim
Idioma original
Sim
Editor
Lugduni Batavorum, Apud Samuelem Luchtmans et Filios, 1751
Encadernação
Velino
Extras
Extratextos
Número de páginas
230
Vendido por
ItáliaVerificado
292
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