Fauteuil - Madeira, Pele





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Conjunto antigo do final do século XIX/início do XX composto por um cadeirão de braços e duas cadeiras de alto espaldar, em pau-santo e mogno, com revestimento em couro lavrado e pregaria metálica, em estilo Barroco revivalista.
Descrição fornecida pelo vendedor
Portugal, finais do século XIX / inícios do século XX, circa 1880–1910. Conjunto constituído por um cadeirão de braços e duas cadeiras de espaldar alto, executado em pau-santo e mogno, com decoração torneada, entalhada e moldurada, revestimentos em couro lavrado/relevado e pregaria metálica.
O cadeirão apresenta espaldar alto e arquitetónico, enquadrado lateralmente por duas colunas de pronunciado torcido helicoidal, interrompidas por elementos torneados em forma de balaústre. O remate superior, de composição horizontal e escalonada, apresenta sucessivos frisos moldurados, incluindo decoração de tremidos, pequenas reservas geométricas entalhadas e molduras de inspiração seiscentista.
Ao centro do espaldar encontra-se um grande painel retangular de couro escuro, fixado por pregaria de cabeça hemisférica, profusamente decorado em relevo com grande flor estilizada central, enrolamentos vegetalistas, palmetas e motivos florais simétricos. O tratamento ornamental do couro aproxima-se da tradição ibérica do couro lavrado ou estampado utilizado no mobiliário português dos séculos XVII e XVIII, tradição que foi largamente recuperada pelo mobiliário historicista de finais do século XIX. Exemplares portugueses históricos e revivalistas com esta combinação de espaldar alto, couro relevado e pregaria encontram-se documentados em coleções e leilões.
Os braços são retos, ligeiramente moldurados, terminando anteriormente em apoios quadrangulares e assentando sobre suportes torneados. O assento é também revestido em couro lavrado, com decoração floral e vegetalista em composição simétrica, destacando-se uma grande flor central rodeada por volutas. A frente do aro apresenta uma sequência de grandes tachas metálicas decorativas.
As pernas dianteiras apresentam extensos segmentos em torcido, alternados com elementos torneados e blocos quadrangulares. O conjunto é consolidado inferiormente por travejamento periférico, igualmente torneado, com elementos espiralados e balaústres. As pernas posteriores, mais simples e retas, prolongam os montantes do espaldar.
As duas cadeiras seguem a mesma linguagem decorativa do cadeirão, mas numa escala menor, mantendo os espaldares altos, colunas torcidas, remates arquitetónicos com tremidos, assentos e costas revestidos a couro lavrado e pregaria metálica.
A utilização conjunta de colunas espiraladas, tremidos, couro lavrado e pregaria constitui precisamente um dos elementos mais característicos da interpretação revivalista do mobiliário português dos séculos XVII e início do XVIII. Um exemplar português de finais do século XIX vendido pela Strauss apresenta uma configuração extremamente próxima: pau-santo, costas e assento em couro, colunas torcidas, remate superior escalonado, pregaria e pernas torneadas.
Estado de conservação: O conjunto apresenta uma patina antiga bastante expressiva. Observam-se desgaste e abrasões no couro, sobretudo nas margens anteriores dos assentos, riscos e pequenas perdas superficiais no acabamento da madeira, marcas decorrentes do uso e envelhecimento, bem como rachadura. Existem ainda vestígios de atividade xilófaga, particularmente visíveis em algumas superfícies inferiores. Uma limpeza e estabilização conservativa é preferível a repintura ou substituição, porque a patina contribui significativamente para o caráter e valor comercial do conjunto.
Medidas: cadeirão 122 × 57 × 47 cm; cada cadeira 103 × 45 × 38 cm.
Portugal, finais do século XIX / inícios do século XX, circa 1880–1910. Conjunto constituído por um cadeirão de braços e duas cadeiras de espaldar alto, executado em pau-santo e mogno, com decoração torneada, entalhada e moldurada, revestimentos em couro lavrado/relevado e pregaria metálica.
O cadeirão apresenta espaldar alto e arquitetónico, enquadrado lateralmente por duas colunas de pronunciado torcido helicoidal, interrompidas por elementos torneados em forma de balaústre. O remate superior, de composição horizontal e escalonada, apresenta sucessivos frisos moldurados, incluindo decoração de tremidos, pequenas reservas geométricas entalhadas e molduras de inspiração seiscentista.
Ao centro do espaldar encontra-se um grande painel retangular de couro escuro, fixado por pregaria de cabeça hemisférica, profusamente decorado em relevo com grande flor estilizada central, enrolamentos vegetalistas, palmetas e motivos florais simétricos. O tratamento ornamental do couro aproxima-se da tradição ibérica do couro lavrado ou estampado utilizado no mobiliário português dos séculos XVII e XVIII, tradição que foi largamente recuperada pelo mobiliário historicista de finais do século XIX. Exemplares portugueses históricos e revivalistas com esta combinação de espaldar alto, couro relevado e pregaria encontram-se documentados em coleções e leilões.
Os braços são retos, ligeiramente moldurados, terminando anteriormente em apoios quadrangulares e assentando sobre suportes torneados. O assento é também revestido em couro lavrado, com decoração floral e vegetalista em composição simétrica, destacando-se uma grande flor central rodeada por volutas. A frente do aro apresenta uma sequência de grandes tachas metálicas decorativas.
As pernas dianteiras apresentam extensos segmentos em torcido, alternados com elementos torneados e blocos quadrangulares. O conjunto é consolidado inferiormente por travejamento periférico, igualmente torneado, com elementos espiralados e balaústres. As pernas posteriores, mais simples e retas, prolongam os montantes do espaldar.
As duas cadeiras seguem a mesma linguagem decorativa do cadeirão, mas numa escala menor, mantendo os espaldares altos, colunas torcidas, remates arquitetónicos com tremidos, assentos e costas revestidos a couro lavrado e pregaria metálica.
A utilização conjunta de colunas espiraladas, tremidos, couro lavrado e pregaria constitui precisamente um dos elementos mais característicos da interpretação revivalista do mobiliário português dos séculos XVII e início do XVIII. Um exemplar português de finais do século XIX vendido pela Strauss apresenta uma configuração extremamente próxima: pau-santo, costas e assento em couro, colunas torcidas, remate superior escalonado, pregaria e pernas torneadas.
Estado de conservação: O conjunto apresenta uma patina antiga bastante expressiva. Observam-se desgaste e abrasões no couro, sobretudo nas margens anteriores dos assentos, riscos e pequenas perdas superficiais no acabamento da madeira, marcas decorrentes do uso e envelhecimento, bem como rachadura. Existem ainda vestígios de atividade xilófaga, particularmente visíveis em algumas superfícies inferiores. Uma limpeza e estabilização conservativa é preferível a repintura ou substituição, porque a patina contribui significativamente para o caráter e valor comercial do conjunto.
Medidas: cadeirão 122 × 57 × 47 cm; cada cadeira 103 × 45 × 38 cm.

