Tito Livio - Le Deche delle Historie Romane - 1540

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Ilaria Colombo
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Descrição fornecida pelo vendedor

O autor do original
Tito Lívio (Padova, 59 a.C. – 17 d.C.) é um dos maiores historiadores da Roma antiga. Sua obra monumental, Ab Urbe Condita Libri, narrava a história de Roma desde a fundação mitológica (753 a.C.) até a morte de Druso (9 a.C.) em 142 livros. Destes, chegaram até nós apenas 35 livros completos (as Deche I, III, IV e parte da V), além de resumos (Periochae) dos demais. Lívio escreveu sob Augusto, celebrando as virtudes da república e o destino de Roma, com um estilo elevado e moralisador que influenciou profundamente o humanismo renascentista.
O tradutor
Jacopo (ou Iacopo) Nardi (Florença, 1476 – Veneza, 1563) foi historiador, literato e homem político florentino de firme fé republicana. Participou ativamente da vida da República florentina, foi Seigneur e Gonfaloneiro, frequentou os Jardins Oricellari e esteve próximo às ideias de Maquiavel. Após o retorno dos Medici e a queda definitiva da República (1530-1532), foi declarado rebelde, teve seus bens confiscados e refugiou-se em Veneza, onde viveu como exilado.
A tradução de Lívio, publicada em 1540, nasceu justamente nesse período de exílio: Nardi nela trabalhou por necessidade econômica e por ideologia. Lívio representava para ele o modelo da virtude cívica e da liberdade republicana, em claro contraste com o principado mediciano. A obra é dedicada a Alfonso d’Avalos, marquês do Vasto, capitão-general do imperador Carlos V na Itália.
O impressor
A edição saiu pelas mãos dos herdeiros de Luc’Antonio Giunti (ou Giunta), uma das mais importantes famílias de livreiros do Renascimento. Luc’Antonio Giunti, o Velho (Florença 1457 – Veneza 1538), florentino transferido para Veneza, fundou uma poderosa tipografia especializada em obras litúrgicas e clássicos. À sua morte (1538) a empresa passou aos filhos Tommaso e Giovanni Maria, que continuaram assinando-se “Eredi di Luc’Antonio Giunti Fiorentino”. O célebre marca tipográfica do lírio florentino (visível no frontispício) era o seu distintivo. A edição de 1540 é em fólio e representa um típico produto de alta qualidade da tipografia veneziana do Cinquecento.
Conteúdo e características da edição
Nardi traduz as Deche remanescentes de Lívio em um toscano culto e fluente. Acrescenta:

postilhas marginais que explicam termos antigos, topônimos, rios, montes e lugares, atualizando-os com os nomes modernos;
a moeda das moedas romanas convertida em valores do Cinquecento;
a declaração das medidas antigas.

Estes recursos tornavam a obra acessível e útil não apenas aos literatos, mas também àqueles que desejavam compreender concretamente o mundo romano. Reimpressões subsequentes (1547, 1554 etc.) enriqueceram ainda mais o texto com índices e tabelas.
Significado histórico e ligações
Esta tradução tem um forte valor político e cultural. Em 1540 Cosimo I de' Medici estava consolidando o Ducado da Toscana e a República florentina já era uma lembrança. Nardi, exilado em Veneza, escolhe deliberadamente Lívio – o historiador da libertas romana – como modelo. A operação insere-se na tradição humanística florentina que, a partir de Maquiavel (Discourses on the First Decade of Titus Livius) em diante, via Lívio como mestre da virtude cívica e do governo republicano.
Conexões históricas relevantes:

a queda da República florentina (1529-1530) e o cerco de Florença;
o exílio dos dissidentes para Veneza;
a figura de Alfonso d’Avalos, dedicatário e poderoso militar imperial;
a continuidade com o pensamento maquiavélico e com os ambientes dos Jardins Oricellari.
A obra contribuiu ainda para consolidar o vernáculo toscano como língua literária e historiográfica, em um momento em que a questão da língua ainda estava em aberto.
Conclusão
As Deche das Historie Romane na tradução de Jacopo Nardi de 1540 não são apenas uma bela edição tipográfica do Renascimento veneziano, mas um texto carregado de significado político e cultural. Através da voz de Lívio, um exilado florentino ainda falava de liberdade, virtude e civismo em uma Itália dominada por príncipes e imperadores. Hoje este volume, com suas páginas antigas e o frontispício ornado pelo lírio dos Giunti, permanece como uma testemunha concreta do diálogo contínuo entre Roma antiga e a Itália do Cinquecento, e do papel que a tradução teve em manter viva a ideia republicana mesmo nos momentos mais sombrios.

Colação e estado de preservação:
6pp; (484pp) ótimo estado de preservação a destacar leves florescimentos e arredondamentos mas no conjunto excelente exemplar

Envio:
expresso que lhe permitirá receber o livro em apenas 24h úteis em toda a UE, enquanto para os países fora da UE são 48h úteis.

O autor do original
Tito Lívio (Padova, 59 a.C. – 17 d.C.) é um dos maiores historiadores da Roma antiga. Sua obra monumental, Ab Urbe Condita Libri, narrava a história de Roma desde a fundação mitológica (753 a.C.) até a morte de Druso (9 a.C.) em 142 livros. Destes, chegaram até nós apenas 35 livros completos (as Deche I, III, IV e parte da V), além de resumos (Periochae) dos demais. Lívio escreveu sob Augusto, celebrando as virtudes da república e o destino de Roma, com um estilo elevado e moralisador que influenciou profundamente o humanismo renascentista.
O tradutor
Jacopo (ou Iacopo) Nardi (Florença, 1476 – Veneza, 1563) foi historiador, literato e homem político florentino de firme fé republicana. Participou ativamente da vida da República florentina, foi Seigneur e Gonfaloneiro, frequentou os Jardins Oricellari e esteve próximo às ideias de Maquiavel. Após o retorno dos Medici e a queda definitiva da República (1530-1532), foi declarado rebelde, teve seus bens confiscados e refugiou-se em Veneza, onde viveu como exilado.
A tradução de Lívio, publicada em 1540, nasceu justamente nesse período de exílio: Nardi nela trabalhou por necessidade econômica e por ideologia. Lívio representava para ele o modelo da virtude cívica e da liberdade republicana, em claro contraste com o principado mediciano. A obra é dedicada a Alfonso d’Avalos, marquês do Vasto, capitão-general do imperador Carlos V na Itália.
O impressor
A edição saiu pelas mãos dos herdeiros de Luc’Antonio Giunti (ou Giunta), uma das mais importantes famílias de livreiros do Renascimento. Luc’Antonio Giunti, o Velho (Florença 1457 – Veneza 1538), florentino transferido para Veneza, fundou uma poderosa tipografia especializada em obras litúrgicas e clássicos. À sua morte (1538) a empresa passou aos filhos Tommaso e Giovanni Maria, que continuaram assinando-se “Eredi di Luc’Antonio Giunti Fiorentino”. O célebre marca tipográfica do lírio florentino (visível no frontispício) era o seu distintivo. A edição de 1540 é em fólio e representa um típico produto de alta qualidade da tipografia veneziana do Cinquecento.
Conteúdo e características da edição
Nardi traduz as Deche remanescentes de Lívio em um toscano culto e fluente. Acrescenta:

postilhas marginais que explicam termos antigos, topônimos, rios, montes e lugares, atualizando-os com os nomes modernos;
a moeda das moedas romanas convertida em valores do Cinquecento;
a declaração das medidas antigas.

Estes recursos tornavam a obra acessível e útil não apenas aos literatos, mas também àqueles que desejavam compreender concretamente o mundo romano. Reimpressões subsequentes (1547, 1554 etc.) enriqueceram ainda mais o texto com índices e tabelas.
Significado histórico e ligações
Esta tradução tem um forte valor político e cultural. Em 1540 Cosimo I de' Medici estava consolidando o Ducado da Toscana e a República florentina já era uma lembrança. Nardi, exilado em Veneza, escolhe deliberadamente Lívio – o historiador da libertas romana – como modelo. A operação insere-se na tradição humanística florentina que, a partir de Maquiavel (Discourses on the First Decade of Titus Livius) em diante, via Lívio como mestre da virtude cívica e do governo republicano.
Conexões históricas relevantes:

a queda da República florentina (1529-1530) e o cerco de Florença;
o exílio dos dissidentes para Veneza;
a figura de Alfonso d’Avalos, dedicatário e poderoso militar imperial;
a continuidade com o pensamento maquiavélico e com os ambientes dos Jardins Oricellari.
A obra contribuiu ainda para consolidar o vernáculo toscano como língua literária e historiográfica, em um momento em que a questão da língua ainda estava em aberto.
Conclusão
As Deche das Historie Romane na tradução de Jacopo Nardi de 1540 não são apenas uma bela edição tipográfica do Renascimento veneziano, mas um texto carregado de significado político e cultural. Através da voz de Lívio, um exilado florentino ainda falava de liberdade, virtude e civismo em uma Itália dominada por príncipes e imperadores. Hoje este volume, com suas páginas antigas e o frontispício ornado pelo lírio dos Giunti, permanece como uma testemunha concreta do diálogo contínuo entre Roma antiga e a Itália do Cinquecento, e do papel que a tradução teve em manter viva a ideia republicana mesmo nos momentos mais sombrios.

Colação e estado de preservação:
6pp; (484pp) ótimo estado de preservação a destacar leves florescimentos e arredondamentos mas no conjunto excelente exemplar

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Dados

Número de livros
1
Tema
Filosofia, History, História da guerra, Incunábulos e primeiras impressões, Literatura, Política
Título do livro
Le Deche delle Historie Romane
Autor/ Ilustrador
Tito Livio
Estado
Excelente
Artigo mais antigo do ano de publicação
1540
Edição
1ª edição
Idioma
Italiano
Idioma original
Não
Editor
Venezia
Encadernação
Velino
Número de páginas
484
ItáliaVerificado
4
Objetos vendidos
Privado

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