Escola italiana (XVII) - Il giudizio di Paride






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Il giudizio di Paride, pintura a óleo italiana do século XVII em tela, 77 x 59 cm, vendida com moldura.
Descrição fornecida pelo vendedor
Escola Italiana do século XVII - Âmbito vêneto-emiliano
“ Il giudizio di Paride “
- Óleo sobre tela
- Período: 1670-1700
- Âmbito vêneto-emiliano, final do século XVII
- Medidas: 77 x 59 cm em moldura antiga
- Tela: 66,5 x 50 cm
SOGGETTO E ICONOGRAFIA
A cena representa um dos episódios mais célebres da mitologia clássica, Il giudizio di Paride, antefato mitológico da guerra de Troia.
Segundo o relato, Paride, príncipe troiano criado como pastor, é encarregado de determinar qual entre Juno, Minerva e Vênere é a mais bela, atribuindo-lhe a maçã de ouro. A escolha recairá sobre Vênere, que lhe promete o amor de Helena.
No quadro o relato está condensado em um grupo de quatro protagonistas.
À direita aparece Paride, sentado sobre uma rocha e envolto em um amplo drapeado vermelho. O torso nu e a pose inclinada em direção às deusas sublinham o seu papel de juiz.
No centro-esquerda é imediatamente reconhecível Minerva/Atena, caracterizada pelo elmo emplumado e pela longa haste. A presença do elmo constitui um dos atributos iconográficos tradicionais da deusa no Giudizio di Paride.
As outras duas figuras femininas correspondem a Juno e Vênere. Particularmente importante é a jovem ajoelhada em primeiro plano, vista quase completamente de costas, cuja torção constitui o fulcro formal da composição.
A figura feminina isolada na extrema esquerda, acompanhada por uma drapeação clara, fecha a cena segundo um andamento quase teatral.
Uma pequena figura também aparece ao fundo direito, inserida no paisaje escuro.
⸻
ANALISI COMPOSITIVA
A construção da cena é evidentemente estudada.
O autor dispõe os protagonistas segundo uma sequência semicircular que conduz o olhar:
O movimento culmina no encontro entre a figura ajoelhada e Paride.
Muito eficaz é o sistema de diagonais contrappostas: a haste empunhada por Minerva sobe para a direita, enquanto o corpo da mulher ajoelhada introduz uma diagonal oposta. Paride completa essa estrutura através da forte massa cromática do drapeado vermelho.
A figura ajoelhada constitui provavelmente a invenção mais bem-sucedida da obra: as costas iluminadas, a torção do busto e a perna projetada diagonalmente no espaço produzem uma considerável profundidade.
Não se trata, portanto, de uma composição ingênua: por trás da imagem é reconhecível uma cultura figurativa culta, alimentada pela tradição maneirista e pós-maneirista italiana.
⸻
ANALISI STILISTICA
A obra conserva diversos elementos derivados da cultura do tardo Maneirismo: corpos femininos alongados, cabeças relativamente pequenas, torsões artificiais, elegância das poses e prevalência da linha sobre a descrição naturalística.
Ao mesmo tempo, o forte contraste chiaroscuro, a maior consistência das anatomias e o drapeado vermelho de Paride introduzem elementos já plenamente setecentistas.
Particularmente significativos aparecem:
* a anatomia alongada das figuras femininas;
* os perfis pequenos e afiados;
* a figura ajoelhada construída através de uma torção complexa;
* a Minerva quase estatuária;
* a paleta dominada por tons claros emergentes de um fundo muito escuro;
* o uso do vermelho como principal acento cromático;
* o paisaje reduzido a quinta cenográfica.
No conjunto, portanto, uma cultura figurativa entre o tardo maneirismo e o classicismo setecentista, mais que uma linguagem setecentista madura.
⸻
AMBITO ATRIBUTIVO
A composição mostra, porém, relações com aquela vasta cultura pictórica desenvolvida no norte da Itália entre o final do XVI e o XVII século, na qual continuaram a circular modelos maneiristas ao lado das novas soluções classicistas.
É interessante lembrar o quanto o Giudizio di Paride tenha sido difundido através de quadros, desenhos e, sobretudo, gravuras. Um dos protótipos fundamentais foi a gravura de Marcantonio Raimondi depois de Rafael, datável por volta de 1513-14, que teve uma imensa fortuna figurativa.
Mesmo no Século XVII o tema permaneceu particularmente difundido: Francesco Albani, por exemplo, realizou uma célebre versão por volta de 1650-60.
MARCO:
MOLDURA:
Moldura: moldura de madeira esculpida e dourada, de gosto neoclassico, com gola larga lisa e margem interna ornamentada por motivo contínuo em relevo. Manufatura italiana, final XVIII – início XIX século, com douração atingida por abrasões naturais, desgaste e pequenas lacunas.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO – RELATÓRIO DE CONSERVAÇÃO
Suporte:
A obra foi sujeita a recorte/reostentação. A tela aparece atualmente suficientemente estável e regularmente tensionada. O chassi é de madeira, de construção tradicional, com travessa central vertical.
Superfície pictórica:
Pelas imagens a superfície parece globalmente estável. Há craquelé difusa, geralmente coerente com o envelhecimento da matéria pictórica.
Observam-se abrasões e redução localizada, principalmente nas áreas escuras e nos passagens mais delicados dos incarnatos.
São plausíveis retoques e integrações pictóricas decorrentes de restaurações anteriores.
A verniz superficial parece apresentar certo grau de alteração/oxidação, com eventual abaixamento dos contrastes e modificação da legibilidade dos tons mais escuros.
Não observo, nas fotografias, ressaltos macroscópicos ou quedas extensas da película pictórica.
Estado global
Discreto/bom em relação à idade e aos intervenções conservativas sofridas.
*** Nota fotográfica
Algumas imagens fotográficas da obra foram feitas com auxílio de iluminação e spots de estúdio profissionais, a fim de permitir uma melhor legibilidade da composição, dos detalhes e da matéria pictórica. Tal iluminação pode provocar leves variações na percepção cromática e na luminescência em relação à visão direta da obra. As fotografias têm apenas finalidade ilustrativa e documental.
A moldura é fornecida gratuitamente e como cortesia com a obra e, portanto, deve ser considerada elemento acessório, não incluído na avaliação econômica do quadro. Em razão da natural fragilidade das molduras antigas e douradas, eventuais danos, descolamentos, quebras ou perdas de partes da moldura ocorridos durante o transporte ou envio não poderão ser objeto de reembolso, indenização ou contestação relativa ao valor da obra. A embalagem será, de qualquer forma, preparada com o máximo cuidado para assegurar, sempre que possível, um transporte seguro.
Envio com seguro
Perícia Atribuitiva Expertise
*** Por questões de interesse histórico a obra não poderá ser enviada para fora da comunidade europeia / envio com seguro em caixa de madeira
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Escola Italiana do século XVII - Âmbito vêneto-emiliano
“ Il giudizio di Paride “
- Óleo sobre tela
- Período: 1670-1700
- Âmbito vêneto-emiliano, final do século XVII
- Medidas: 77 x 59 cm em moldura antiga
- Tela: 66,5 x 50 cm
SOGGETTO E ICONOGRAFIA
A cena representa um dos episódios mais célebres da mitologia clássica, Il giudizio di Paride, antefato mitológico da guerra de Troia.
Segundo o relato, Paride, príncipe troiano criado como pastor, é encarregado de determinar qual entre Juno, Minerva e Vênere é a mais bela, atribuindo-lhe a maçã de ouro. A escolha recairá sobre Vênere, que lhe promete o amor de Helena.
No quadro o relato está condensado em um grupo de quatro protagonistas.
À direita aparece Paride, sentado sobre uma rocha e envolto em um amplo drapeado vermelho. O torso nu e a pose inclinada em direção às deusas sublinham o seu papel de juiz.
No centro-esquerda é imediatamente reconhecível Minerva/Atena, caracterizada pelo elmo emplumado e pela longa haste. A presença do elmo constitui um dos atributos iconográficos tradicionais da deusa no Giudizio di Paride.
As outras duas figuras femininas correspondem a Juno e Vênere. Particularmente importante é a jovem ajoelhada em primeiro plano, vista quase completamente de costas, cuja torção constitui o fulcro formal da composição.
A figura feminina isolada na extrema esquerda, acompanhada por uma drapeação clara, fecha a cena segundo um andamento quase teatral.
Uma pequena figura também aparece ao fundo direito, inserida no paisaje escuro.
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ANALISI COMPOSITIVA
A construção da cena é evidentemente estudada.
O autor dispõe os protagonistas segundo uma sequência semicircular que conduz o olhar:
O movimento culmina no encontro entre a figura ajoelhada e Paride.
Muito eficaz é o sistema de diagonais contrappostas: a haste empunhada por Minerva sobe para a direita, enquanto o corpo da mulher ajoelhada introduz uma diagonal oposta. Paride completa essa estrutura através da forte massa cromática do drapeado vermelho.
A figura ajoelhada constitui provavelmente a invenção mais bem-sucedida da obra: as costas iluminadas, a torção do busto e a perna projetada diagonalmente no espaço produzem uma considerável profundidade.
Não se trata, portanto, de uma composição ingênua: por trás da imagem é reconhecível uma cultura figurativa culta, alimentada pela tradição maneirista e pós-maneirista italiana.
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ANALISI STILISTICA
A obra conserva diversos elementos derivados da cultura do tardo Maneirismo: corpos femininos alongados, cabeças relativamente pequenas, torsões artificiais, elegância das poses e prevalência da linha sobre a descrição naturalística.
Ao mesmo tempo, o forte contraste chiaroscuro, a maior consistência das anatomias e o drapeado vermelho de Paride introduzem elementos já plenamente setecentistas.
Particularmente significativos aparecem:
* a anatomia alongada das figuras femininas;
* os perfis pequenos e afiados;
* a figura ajoelhada construída através de uma torção complexa;
* a Minerva quase estatuária;
* a paleta dominada por tons claros emergentes de um fundo muito escuro;
* o uso do vermelho como principal acento cromático;
* o paisaje reduzido a quinta cenográfica.
No conjunto, portanto, uma cultura figurativa entre o tardo maneirismo e o classicismo setecentista, mais que uma linguagem setecentista madura.
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AMBITO ATRIBUTIVO
A composição mostra, porém, relações com aquela vasta cultura pictórica desenvolvida no norte da Itália entre o final do XVI e o XVII século, na qual continuaram a circular modelos maneiristas ao lado das novas soluções classicistas.
É interessante lembrar o quanto o Giudizio di Paride tenha sido difundido através de quadros, desenhos e, sobretudo, gravuras. Um dos protótipos fundamentais foi a gravura de Marcantonio Raimondi depois de Rafael, datável por volta de 1513-14, que teve uma imensa fortuna figurativa.
Mesmo no Século XVII o tema permaneceu particularmente difundido: Francesco Albani, por exemplo, realizou uma célebre versão por volta de 1650-60.
MARCO:
MOLDURA:
Moldura: moldura de madeira esculpida e dourada, de gosto neoclassico, com gola larga lisa e margem interna ornamentada por motivo contínuo em relevo. Manufatura italiana, final XVIII – início XIX século, com douração atingida por abrasões naturais, desgaste e pequenas lacunas.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO – RELATÓRIO DE CONSERVAÇÃO
Suporte:
A obra foi sujeita a recorte/reostentação. A tela aparece atualmente suficientemente estável e regularmente tensionada. O chassi é de madeira, de construção tradicional, com travessa central vertical.
Superfície pictórica:
Pelas imagens a superfície parece globalmente estável. Há craquelé difusa, geralmente coerente com o envelhecimento da matéria pictórica.
Observam-se abrasões e redução localizada, principalmente nas áreas escuras e nos passagens mais delicados dos incarnatos.
São plausíveis retoques e integrações pictóricas decorrentes de restaurações anteriores.
A verniz superficial parece apresentar certo grau de alteração/oxidação, com eventual abaixamento dos contrastes e modificação da legibilidade dos tons mais escuros.
Não observo, nas fotografias, ressaltos macroscópicos ou quedas extensas da película pictórica.
Estado global
Discreto/bom em relação à idade e aos intervenções conservativas sofridas.
*** Nota fotográfica
Algumas imagens fotográficas da obra foram feitas com auxílio de iluminação e spots de estúdio profissionais, a fim de permitir uma melhor legibilidade da composição, dos detalhes e da matéria pictórica. Tal iluminação pode provocar leves variações na percepção cromática e na luminescência em relação à visão direta da obra. As fotografias têm apenas finalidade ilustrativa e documental.
A moldura é fornecida gratuitamente e como cortesia com a obra e, portanto, deve ser considerada elemento acessório, não incluído na avaliação econômica do quadro. Em razão da natural fragilidade das molduras antigas e douradas, eventuais danos, descolamentos, quebras ou perdas de partes da moldura ocorridos durante o transporte ou envio não poderão ser objeto de reembolso, indenização ou contestação relativa ao valor da obra. A embalagem será, de qualquer forma, preparada com o máximo cuidado para assegurar, sempre que possível, um transporte seguro.
Envio com seguro
Perícia Atribuitiva Expertise
*** Por questões de interesse histórico a obra não poderá ser enviada para fora da comunidade europeia / envio com seguro em caixa de madeira
