Erasmo - Éloge de la Folie - 1757






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Éloge de la Folie, de Erasmo, é uma edição ilustrada em francês de 1757, com gravuras a partir de Charles Eisen e encadernação em pele.
Descrição fornecida pelo vendedor
ERASMO CONTRA A ESTUPIDEZ HUMANA – O CAPA-LOVO ILUSTRADO DE CHARLES EISEN
Uma edição refinada do século XVIII de um dos mais famosos masterpieces satíricos do Renascimento europeu.
Publicado originalmente em 1511, o Elogio da Loucura de Erasmo denuncia com ironia os vícios da sociedade, da Igreja e do poder. Esta preciosa edição francesa de 1757 apresenta a tradução de Nicolas Gueudeville, revista sobre o texto da edição de Basileia. Magnificamente ilustrada com gravuras em cobre extraídas das composições de Charles Eisen, protagonista da arte rococó francesa. Um encontro fascinante entre o humanismo de Erasmo e a elegância figurativa do Séc. XVIII, em uma encadernação antiga característica de couro integral.
ABSTRACT
Elegante edição francesa de 1757 de L'Éloge de la folie, célebre obra de Desiderio Erasmo da Holanda, na tradução de Nicolas Gueudeville, revisada e corrigida a partir do texto da edição de Basileia, com notas e um importante aparato iconográfico. Esta impressão oitocentista pertence à bem-sucedida tradição editorial ilustrada da obra e distingue-se pelas composições alegóricas de Charles Eisen, gravadas em cobre por alguns dos melhores gravadores franceses do período. A ilustração bibliograficamente prevista compreende uma antiporta alegórica, um friso figurado na página de rosto, uma vinheta inicial, treze tábuas fora do texto e uma gravação final, totalizando dezessete composições gráficas. A Loucura, personificada como protagonista e narradora, profere um discurso irônico em louvor próprio, desmascarando contradições, fraquezas e vaidades dos homens. Alvos de sua sátira são os sábios, os teólogos, os príncipes, os cortesãos, os religiosos, os poderosos e as convenções sociais. As ilustrações de Eisen traduzem esse universo literário em delicadas cenas alegóricas, caracterizadas pela vivacidade narrativa, pela elegância rococó e pelo humor sutil. Uma edição particularmente interessante para colecionadores de Erasmo, livros franceses ilustrados, literatura humanística e gravuras do século XVIII.
POR QUE COMPRAR
UM CAPA-LOBO DO HUMANISMO – L'Éloge de la folie é uma das obras fundamentais da literatura europeia, uma sátira universal da vaidade, da ignorância e da hipocrisia humanas. EDIÇÃO ILUSTRADA DE 1757 – Interesante impressão oitocentista pertencente à célebre tradição de edições francesas decoradas com composições de Charles Eisen. GRAVURAS DE CHARLES EISEN – Acervo figurativo requintado extraído dos esboços de um dos mais importantes ilustradores do rococó francês, com cenas alegóricas e satíricas de notável qualidade artística. TRADUÇÃO DE NICOLAS GUEUDEVILLE – Uma das versões francesas historicamente mais importantes da obra, revisada e acompanhada de notas explicativas. FRONTISPÍCIO EM VERMELHO E PRETO – Elegante composição tipográfica com título em duas cores, vinheta figurada e data em algarismos romanos, de acordo com o gosto da editora francesa oitocentista. ARTE E FILOSOFIA – Uma obra que reúne a força intelectual de Erasmo e o talento dos gravadores do século XVIII, particularmente atraente para uma biblioteca de clássicos ilustrados. ENCARTE ANTIGO – Exemplar conservado em couro integral com dorso em nervuras e ornamentos dourados, testemunho do gosto bibliográfico da época.
VALOR NO MERCADO
As edições ilustradas da Elogio da Loucura de Erasmo ocupam uma posição consolidada no mercado de antiguarias, especialmente quando conservam o aparato figurativo original. As impressões francesas do século XVIII ilustradas por Charles Eisen são procuradas pela elegância das gravuras e pela qualidade da tradição editorial a que pertencem. O valor depende sobretudo da completude das treze tábuas fora do texto, da frescura das impressões, do estado da encadernação e da integridade dos papéis. Para a edição de 1757, há ofertas antiguaristas em torno de €500 por exemplares em boas condições.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação antiga em couro marrom integral, dorso em nervuras com compartimentos decorados por motivos florais gravados a ouro, placas simples com marcas naturais do tempo. Internamente, papéis com algumas manchas fisiológicas e manchas. Em livros antigos, com história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre descritas. Esta inserção contém Visualizações AI. Consulte as fotografias originais para verificar as condições reais do objeto. As imagens são parte integrante da descrição. Pp. (2); 6nn; 24; 222; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Desiderius Erasmus Roterodamus.
L'Éloge de la folie.
1757.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Composto em 1509 e publicado pela primeira vez em Paris em 1511, o Moriae Encomium, universalmente conhecido como Elogio da Loucura, representa um dos ápices da literatura humanística europeia. Erasmo concebeu a obra durante uma estadia na Inglaterra, dedicando-a ao amigo Thomas More, o futuro autor de Utopia. Através de um brilhante artifício retórico, a Loucura assume a palavra e profere um longo discurso no qual aparentemente celebra seus próprios méritos, revelando, na prática, as fraquezas e contradições do comportamento humano. Nenhuma categoria social escapa à sátira: filósofos, grammatici, teólogos, monges, religiosos, soberanos, cortesãos, mercadores e homens comuns são apresentados como prisioneiros do amor-próprio, da ambição, da superstição ou da busca por prestígio. A crítica de Erasmo não se limita, no entanto, ao costume social, mas atinge questões morais e religiosas profundamente ligadas à renovação espiritual da Europa do início do século XVI. O texto propõe uma visão da religiosidade cristã baseada na simplicidade evangélica e na sinceridade interior, contrapondo-a ao formalismo e às pretensões de autoridade. Seu extraordinário sucesso editorial acompanhou as transformações culturais da Reforma e da Contrarreforma, garantindo-lhe circulação contínua nos séculos seguintes. A edição francesa de 1757 demonstra a vitalidade da obra na Era das Luzes, quando a crítica da intolerância, da ignorância e do autoritarismo encontrava novas ressonâncias no pensamento europeu. As gravuras de Eisen, com sua linguagem alegórica e teatral, restaurem visualmente o caráter lúdico e ao mesmo tempo corrosivo da sátira erasmiana.
BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR
Desiderio Erasmo da Rotterdam, provavelmente nascido em 1466 ou 1469 e falecido em Basileia em 1536, foi um dos maiores humanistas do Renascimento europeu. Monge agostiniano, filólogo, teólogo e escritor, dedicou sua vida ao estudo dos clássicos gregos e latinos, à crítica dos textos sagrados e à promoção de um cristianismo baseado no conhecimento, na moderação e na liberdade intelectual. Viajou amplamente pela Europa, morando nos Países Baixos, na França, na Inglaterra, na Itália e na Suíça, mantendo relações com os principais estudiosos e homens políticos de seu tempo. Entre suas obras mais importantes figuram os Adágios, o Enchiridion militis Christiani, os Colloquia e a edição crítica do Novo Testamento grego de 1516, destinada a exercer profunda influência na história dos estudos bíblicos. Embora criticasse ásperamente os abusos eclesiásticos, Erasmo recusou aderir à ruptura confessional promovida por Martinho Lutero, defendendo uma perspectiva de reforma pacífica e o valor do livre arbítrio. Seu Elogio da Loucura permanece o texto mais famoso de sua produção literária e uma das mais duradouras expressões da capacidade do humanismo de unir erudição, ironia e crítica moral.
HISTÓRICO DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
O Elogio da Loucura teve uma fortuna editorial extraordinária desde a primeira edição latina de 1511. Ao longo do século XVI surgiram inúmeras edições e traduções, frequentemente acompanhadas por aparatos figurativos que contribuíram para a difusão internacional do texto. Particularmente famosa permanece a tradição das ilustrações de Hans Holbein, o Jovem, autor dos desenhos marginais realizados em uma cópia da edição de Basileia de 1515. No século XVIII a obra foi reeditada em novas traduções e em edições ilustradas segundo os cânones estéticos da época. A versão francesa de Nicolas Gueudeville atingiu ampla difusão e foi posteriormente revista e anotada por Meusnier de Querlon. Um momento particularmente importante na história iconográfica da obra foi representado pela edição ilustrada de 1751, embelezada pelos desenhos de Charles Eisen. A edição de 1757 aqui apresentada retoma essa bem-sucedida linha gráfica em formato menor, com gravuras adaptadas ao décimo segundo. O aparato figurativo compreende uma antiporta, uma vinheta na página de rosto, um friso inicial, treze tábuas fora do texto e uma gravação final, totalizando dezessete elementos gráficos. As composições foram gravadas em cobre por diversos gravadores, entre eles Noël Le Mire, Jean-Jacques Flipart, Jacques Aliamet, Jean-Baptiste Delafosse, Pierre-François Tardieu e outros mestres atuantes no meio artístico francês. Charles Eisen soube adaptar a linguagem morais e alegórica de Erasmo à elegância figurativa rococó, transformando a obra em um dos mais interessantes livros ilustrados do Rococó francês. Esta impressão constitui, portanto, uma significativa testemunha do encontro entre um capolavoro da literatura renascentista e a refinada cultura visual da Era das Luzes.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Cohen-De Ricci, Guide de l'amateur de livres à gravures du XVIIIe siècle, pp. 348–349, edições ilustradas do Éloge de la folie. Bibliothèque nationale de France, Catalogue général, edição de 1757 ilustrada por Charles Eisen. WorldCat / OCLC, L'Éloge de la folie, traduit du latin d'Erasme par M. Gueudeville, 1757. Erasmus Online, registro bibliográfico n. 2591. Desiderius Erasmus, Moriae Encomium, Paris, 1511, primeira edição latina. Repertórios bibliográficos das obras de Erasmo e das edições francesas ilustradas do século XVIII. Catálogos histórico-artísticos dedicados a Charles Eisen e à gravura francesa rococó.
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ERASMO CONTRA A ESTUPIDEZ HUMANA – O CAPA-LOVO ILUSTRADO DE CHARLES EISEN
Uma edição refinada do século XVIII de um dos mais famosos masterpieces satíricos do Renascimento europeu.
Publicado originalmente em 1511, o Elogio da Loucura de Erasmo denuncia com ironia os vícios da sociedade, da Igreja e do poder. Esta preciosa edição francesa de 1757 apresenta a tradução de Nicolas Gueudeville, revista sobre o texto da edição de Basileia. Magnificamente ilustrada com gravuras em cobre extraídas das composições de Charles Eisen, protagonista da arte rococó francesa. Um encontro fascinante entre o humanismo de Erasmo e a elegância figurativa do Séc. XVIII, em uma encadernação antiga característica de couro integral.
ABSTRACT
Elegante edição francesa de 1757 de L'Éloge de la folie, célebre obra de Desiderio Erasmo da Holanda, na tradução de Nicolas Gueudeville, revisada e corrigida a partir do texto da edição de Basileia, com notas e um importante aparato iconográfico. Esta impressão oitocentista pertence à bem-sucedida tradição editorial ilustrada da obra e distingue-se pelas composições alegóricas de Charles Eisen, gravadas em cobre por alguns dos melhores gravadores franceses do período. A ilustração bibliograficamente prevista compreende uma antiporta alegórica, um friso figurado na página de rosto, uma vinheta inicial, treze tábuas fora do texto e uma gravação final, totalizando dezessete composições gráficas. A Loucura, personificada como protagonista e narradora, profere um discurso irônico em louvor próprio, desmascarando contradições, fraquezas e vaidades dos homens. Alvos de sua sátira são os sábios, os teólogos, os príncipes, os cortesãos, os religiosos, os poderosos e as convenções sociais. As ilustrações de Eisen traduzem esse universo literário em delicadas cenas alegóricas, caracterizadas pela vivacidade narrativa, pela elegância rococó e pelo humor sutil. Uma edição particularmente interessante para colecionadores de Erasmo, livros franceses ilustrados, literatura humanística e gravuras do século XVIII.
POR QUE COMPRAR
UM CAPA-LOBO DO HUMANISMO – L'Éloge de la folie é uma das obras fundamentais da literatura europeia, uma sátira universal da vaidade, da ignorância e da hipocrisia humanas. EDIÇÃO ILUSTRADA DE 1757 – Interesante impressão oitocentista pertencente à célebre tradição de edições francesas decoradas com composições de Charles Eisen. GRAVURAS DE CHARLES EISEN – Acervo figurativo requintado extraído dos esboços de um dos mais importantes ilustradores do rococó francês, com cenas alegóricas e satíricas de notável qualidade artística. TRADUÇÃO DE NICOLAS GUEUDEVILLE – Uma das versões francesas historicamente mais importantes da obra, revisada e acompanhada de notas explicativas. FRONTISPÍCIO EM VERMELHO E PRETO – Elegante composição tipográfica com título em duas cores, vinheta figurada e data em algarismos romanos, de acordo com o gosto da editora francesa oitocentista. ARTE E FILOSOFIA – Uma obra que reúne a força intelectual de Erasmo e o talento dos gravadores do século XVIII, particularmente atraente para uma biblioteca de clássicos ilustrados. ENCARTE ANTIGO – Exemplar conservado em couro integral com dorso em nervuras e ornamentos dourados, testemunho do gosto bibliográfico da época.
VALOR NO MERCADO
As edições ilustradas da Elogio da Loucura de Erasmo ocupam uma posição consolidada no mercado de antiguarias, especialmente quando conservam o aparato figurativo original. As impressões francesas do século XVIII ilustradas por Charles Eisen são procuradas pela elegância das gravuras e pela qualidade da tradição editorial a que pertencem. O valor depende sobretudo da completude das treze tábuas fora do texto, da frescura das impressões, do estado da encadernação e da integridade dos papéis. Para a edição de 1757, há ofertas antiguaristas em torno de €500 por exemplares em boas condições.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO
Encadernação antiga em couro marrom integral, dorso em nervuras com compartimentos decorados por motivos florais gravados a ouro, placas simples com marcas naturais do tempo. Internamente, papéis com algumas manchas fisiológicas e manchas. Em livros antigos, com história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre descritas. Esta inserção contém Visualizações AI. Consulte as fotografias originais para verificar as condições reais do objeto. As imagens são parte integrante da descrição. Pp. (2); 6nn; 24; 222; (2).
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Desiderius Erasmus Roterodamus.
L'Éloge de la folie.
1757.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Composto em 1509 e publicado pela primeira vez em Paris em 1511, o Moriae Encomium, universalmente conhecido como Elogio da Loucura, representa um dos ápices da literatura humanística europeia. Erasmo concebeu a obra durante uma estadia na Inglaterra, dedicando-a ao amigo Thomas More, o futuro autor de Utopia. Através de um brilhante artifício retórico, a Loucura assume a palavra e profere um longo discurso no qual aparentemente celebra seus próprios méritos, revelando, na prática, as fraquezas e contradições do comportamento humano. Nenhuma categoria social escapa à sátira: filósofos, grammatici, teólogos, monges, religiosos, soberanos, cortesãos, mercadores e homens comuns são apresentados como prisioneiros do amor-próprio, da ambição, da superstição ou da busca por prestígio. A crítica de Erasmo não se limita, no entanto, ao costume social, mas atinge questões morais e religiosas profundamente ligadas à renovação espiritual da Europa do início do século XVI. O texto propõe uma visão da religiosidade cristã baseada na simplicidade evangélica e na sinceridade interior, contrapondo-a ao formalismo e às pretensões de autoridade. Seu extraordinário sucesso editorial acompanhou as transformações culturais da Reforma e da Contrarreforma, garantindo-lhe circulação contínua nos séculos seguintes. A edição francesa de 1757 demonstra a vitalidade da obra na Era das Luzes, quando a crítica da intolerância, da ignorância e do autoritarismo encontrava novas ressonâncias no pensamento europeu. As gravuras de Eisen, com sua linguagem alegórica e teatral, restaurem visualmente o caráter lúdico e ao mesmo tempo corrosivo da sátira erasmiana.
BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR
Desiderio Erasmo da Rotterdam, provavelmente nascido em 1466 ou 1469 e falecido em Basileia em 1536, foi um dos maiores humanistas do Renascimento europeu. Monge agostiniano, filólogo, teólogo e escritor, dedicou sua vida ao estudo dos clássicos gregos e latinos, à crítica dos textos sagrados e à promoção de um cristianismo baseado no conhecimento, na moderação e na liberdade intelectual. Viajou amplamente pela Europa, morando nos Países Baixos, na França, na Inglaterra, na Itália e na Suíça, mantendo relações com os principais estudiosos e homens políticos de seu tempo. Entre suas obras mais importantes figuram os Adágios, o Enchiridion militis Christiani, os Colloquia e a edição crítica do Novo Testamento grego de 1516, destinada a exercer profunda influência na história dos estudos bíblicos. Embora criticasse ásperamente os abusos eclesiásticos, Erasmo recusou aderir à ruptura confessional promovida por Martinho Lutero, defendendo uma perspectiva de reforma pacífica e o valor do livre arbítrio. Seu Elogio da Loucura permanece o texto mais famoso de sua produção literária e uma das mais duradouras expressões da capacidade do humanismo de unir erudição, ironia e crítica moral.
HISTÓRICO DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
O Elogio da Loucura teve uma fortuna editorial extraordinária desde a primeira edição latina de 1511. Ao longo do século XVI surgiram inúmeras edições e traduções, frequentemente acompanhadas por aparatos figurativos que contribuíram para a difusão internacional do texto. Particularmente famosa permanece a tradição das ilustrações de Hans Holbein, o Jovem, autor dos desenhos marginais realizados em uma cópia da edição de Basileia de 1515. No século XVIII a obra foi reeditada em novas traduções e em edições ilustradas segundo os cânones estéticos da época. A versão francesa de Nicolas Gueudeville atingiu ampla difusão e foi posteriormente revista e anotada por Meusnier de Querlon. Um momento particularmente importante na história iconográfica da obra foi representado pela edição ilustrada de 1751, embelezada pelos desenhos de Charles Eisen. A edição de 1757 aqui apresentada retoma essa bem-sucedida linha gráfica em formato menor, com gravuras adaptadas ao décimo segundo. O aparato figurativo compreende uma antiporta, uma vinheta na página de rosto, um friso inicial, treze tábuas fora do texto e uma gravação final, totalizando dezessete elementos gráficos. As composições foram gravadas em cobre por diversos gravadores, entre eles Noël Le Mire, Jean-Jacques Flipart, Jacques Aliamet, Jean-Baptiste Delafosse, Pierre-François Tardieu e outros mestres atuantes no meio artístico francês. Charles Eisen soube adaptar a linguagem morais e alegórica de Erasmo à elegância figurativa rococó, transformando a obra em um dos mais interessantes livros ilustrados do Rococó francês. Esta impressão constitui, portanto, uma significativa testemunha do encontro entre um capolavoro da literatura renascentista e a refinada cultura visual da Era das Luzes.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
Cohen-De Ricci, Guide de l'amateur de livres à gravures du XVIIIe siècle, pp. 348–349, edições ilustradas do Éloge de la folie. Bibliothèque nationale de France, Catalogue général, edição de 1757 ilustrada por Charles Eisen. WorldCat / OCLC, L'Éloge de la folie, traduit du latin d'Erasme par M. Gueudeville, 1757. Erasmus Online, registro bibliográfico n. 2591. Desiderius Erasmus, Moriae Encomium, Paris, 1511, primeira edição latina. Repertórios bibliográficos das obras de Erasmo e das edições francesas ilustradas do século XVIII. Catálogos histórico-artísticos dedicados a Charles Eisen e à gravura francesa rococó.
