Skulptur, Pieta - 19th Century - 78 cm - Trä






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Grupo escultórico devocional português do século XIX, executado em madeira entalhada, esculpida, policromada e parcialmente dourada, representando a Pietà, ou Nossa Senhora da Piedade, com a Virgem Maria sentada e sustentando nos braços o corpo de Jesus Cristo após a descida da cruz. A Virgem encontra-se representada frontalmente, com expressão serena e profundamente dolorosa. O rosto, ligeiramente elevado, apresenta feições delicadas e olhar contemplativo, transmitindo uma dor contida e resignada. A cabeça encontra-se coberta por véu de tonalidade clara, envolvido por amplo manto verde, realçado por filetes dourados. Maria enverga túnica comprida em tonalidade azul-acinzentada, decorada na parte inferior com motivos vegetalistas stylizados, pintados a dourado. O tratamento das vestes, marcado por pregas largas e de modelação relativamente simplificada, reforça o carácter popular e devocional da obra. Sobre o colo da Virgem repousa o corpo inerte de Cristo, disposto diagonalmente e quase na horizontal. Maria ampara-lhe a cabeça com a mão direita, enquanto a esquerda sustenta o braço e a zona superior do corpo. Esta posição acentua a relação maternal entre as duas figuras e constitui um dos elementos mais expressivos da composição. Cristo apresenta a cabeça inclinada para trás, olhos fechados, cabelos ondulados e barba cuidadosamente modelada. O corpo revela os sinais da Paixão, nomeadamente feridas pintadas no peito, nos braços e nas pernas. O braço direito encontra-se pendente, enquanto as pernas descem lateralmente sobre o colo da Virgem. Em torno da cintura conserva-se o perizónio, trabalhado com pregas e atado lateralmente. Atrás do grupo ergue-se uma grande cruz em madeira, de execução deliberadamente rústica, com superfície irregular pintada em tonalidades castanhas e escuras, evocando a madeira natural. A sua escala elevada prolonga verticalmente a composição e identifica imediatamente o episódio representado como posterior à Crucificação. A escultura encontra-se assente sobre base de configuração rochosa, formada por elementos irregulares em madeira, pintados em tons castanhos e negros, simbolizando o monte do Calvário. Todo o conjunto repousa sobre base oval em madeira escura, moldurada e elevada por pequenos pés torneados. O grupo seria ainda acompanhado por resplendor em prata, elemento destinado a sublinhar a dignidade sagrada da Virgem ou de Cristo, embora este atributo não se encontre claramente visível na fotografia apresentada. A iconografia da Pietà representa o momento em que a Virgem recebe nos braços o corpo de Cristo depois da descida da cruz. Muito difundida na arte cristã desde o final da Idade Média, esta representação constitui uma meditação sobre o sofrimento, a maternidade, o sacrifício e a redenção. Em Portugal, foi particularmente frequente em igrejas, capelas, confrarias e oratórios particulares. O tratamento expressivo das figuras, a frontalidade da composição, a policromia de carácter popular e a decoração dourada das vestes permitem enquadrar a obra na tradição da imaginária religiosa portuguesa oitocentista, provavelmente destinada a um altar secundário, capela particular, irmandade ou espaço de devoção doméstica. Apresenta sinais de antiguidade e uso compatíveis com a época. Portugal, século XIX. Madeira entalhada, esculpida, policromada e dourada; cruz e base em madeira; resplendor em prata. Dimensões do grupo escultórico: 38 × 27 cm. Dimensões totais com a cruz: 78 × 27 cm.
Grupo escultórico devocional português do século XIX, executado em madeira entalhada, esculpida, policromada e parcialmente dourada, representando a Pietà, ou Nossa Senhora da Piedade, com a Virgem Maria sentada e sustentando nos braços o corpo de Jesus Cristo após a descida da cruz. A Virgem encontra-se representada frontalmente, com expressão serena e profundamente dolorosa. O rosto, ligeiramente elevado, apresenta feições delicadas e olhar contemplativo, transmitindo uma dor contida e resignada. A cabeça encontra-se coberta por véu de tonalidade clara, envolvido por amplo manto verde, realçado por filetes dourados. Maria enverga túnica comprida em tonalidade azul-acinzentada, decorada na parte inferior com motivos vegetalistas stylizados, pintados a dourado. O tratamento das vestes, marcado por pregas largas e de modelação relativamente simplificada, reforça o carácter popular e devocional da obra. Sobre o colo da Virgem repousa o corpo inerte de Cristo, disposto diagonalmente e quase na horizontal. Maria ampara-lhe a cabeça com a mão direita, enquanto a esquerda sustenta o braço e a zona superior do corpo. Esta posição acentua a relação maternal entre as duas figuras e constitui um dos elementos mais expressivos da composição. Cristo apresenta a cabeça inclinada para trás, olhos fechados, cabelos ondulados e barba cuidadosamente modelada. O corpo revela os sinais da Paixão, nomeadamente feridas pintadas no peito, nos braços e nas pernas. O braço direito encontra-se pendente, enquanto as pernas descem lateralmente sobre o colo da Virgem. Em torno da cintura conserva-se o perizónio, trabalhado com pregas e atado lateralmente. Atrás do grupo ergue-se uma grande cruz em madeira, de execução deliberadamente rústica, com superfície irregular pintada em tonalidades castanhas e escuras, evocando a madeira natural. A sua escala elevada prolonga verticalmente a composição e identifica imediatamente o episódio representado como posterior à Crucificação. A escultura encontra-se assente sobre base de configuração rochosa, formada por elementos irregulares em madeira, pintados em tons castanhos e negros, simbolizando o monte do Calvário. Todo o conjunto repousa sobre base oval em madeira escura, moldurada e elevada por pequenos pés torneados. O grupo seria ainda acompanhado por resplendor em prata, elemento destinado a sublinhar a dignidade sagrada da Virgem ou de Cristo, embora este atributo não se encontre claramente visível na fotografia apresentada. A iconografia da Pietà representa o momento em que a Virgem recebe nos braços o corpo de Cristo depois da descida da cruz. Muito difundida na arte cristã desde o final da Idade Média, esta representação constitui uma meditação sobre o sofrimento, a maternidade, o sacrifício e a redenção. Em Portugal, foi particularmente frequente em igrejas, capelas, confrarias e oratórios particulares. O tratamento expressivo das figuras, a frontalidade da composição, a policromia de carácter popular e a decoração dourada das vestes permitem enquadrar a obra na tradição da imaginária religiosa portuguesa oitocentista, provavelmente destinada a um altar secundário, capela particular, irmandade ou espaço de devoção doméstica. Apresenta sinais de antiguidade e uso compatíveis com a época. Portugal, século XIX. Madeira entalhada, esculpida, policromada e dourada; cruz e base em madeira; resplendor em prata. Dimensões do grupo escultórico: 38 × 27 cm. Dimensões totais com a cruz: 78 × 27 cm.
