Tapeçaria - 39 cm - 39 cm





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Dois gobelins de seda jacquard da segunda metade do século XIX (1850–1900), cada um com 39 × 39 cm, enquadrados, origem França, em bom estado com leves sinais de desgaste.
Descrição fornecida pelo vendedor
Para Belga-Franceses Gobelinos Mitológicos
Período: segunda metade do século XIX (estilo neoclassicista e rococó)
Técnica: jacquard, tecido densamente tecido, fios de seda e linho/algodão de alta qualidade
Dimensões: 39 × 39 cm cada painel (com moldura)
Moldura: Madeira de folha maciça, espessura 1,5 cm (irregular: de um lado 1,5 cm, do outro 1 cm), lixada à mão, poliuretano/laminado de madeira
Proteção: vidro antirreflexo museológico
Verso: Painel de madeira maciça, que protege e reforça o tecido
I. Estruturas e Construção Física
Cada um dos painéis está fechado em uma moldura quadrada de 39 cm de lado, o que proporciona proporções elegantes e harmônicas. As molduras são feitas de madeira de folha maciça, apresentando acabamento em folha de tom profundo de marrom chocolate com veios marcantes. O perfil da moldura é largo, liso, com leve inclinação para dentro, conduzindo o olhar e o toque em direção à imagem central. A madeira carrega sutis sinais do tempo: pequenas fissuras da camada de verniz, atestando seu caráter de mais de um século. O verso de cada painel é protegido por um painel de madeira maciça, que cumpre função estabilizadora e protetiva. Assim, o tecido não se deforma nem sofre danos. Ao fundo, também são visíveis marcas de cupim, o que é um testemunho natural da idade e da autenticidade.
II. Técnica de Execução e Materiais
Os gobelinos foram executados com técnica de jacquard, e não de pintura. O entrelace é extremamente denso e preciso. A urdidura corre verticalmente, e o fio colorido cria a composição detalhada. Os fios são finos, uma mistura de seda com linho ou algodão de alta qualidade, o que permite transições tonais suaves e um efeito quase pictórico de luz. A textura é aveludada, com traçado regular, e as cores mantêm tons vivos de bege, ocre, azuis e terracota. O estado de conservação é excelente – as cores não desbotaram, o material não sofreu descoloração, a superfície mantém a sensação suave e opaca característica dos velhos gobelinos de parede em pequeno formato.
III. Descrição de Motivos Iconográficos
Tecido Um: “Cena com flautista e pomba”
A composição apresenta uma paisagem arcaica com ruínas antigas ao fundo. No canto inferior esquerdo, há um jovem trajando uma túnica vermelha, tocando flauta transversal. Centralmente está uma mulher de túnica dourada, segurando uma pomba na mão – símbolo de paz ou atributo de Vênus. Ao lado dela, em um vestido azul, está outra mulher segurando uma lira. Ao fundo, pilares coríntios esguios e uma linha de horizonte com uma lâmina de água. A cena irradia tranquilidade, delicadeza e harmonia.
Tecido Dois: “Dança Apolínea”
A cena é dinâmica e rítmica. À direita, sentada, há uma figura tocando lira, associada a Apolo ou Orfeu. À sua frente, três mulheres com peplos esvoaçantes executam dança ou colheita ritual de flores. Uma delas se inclina para colher uma flor, as outras entrelaçam os braços, girando com leveza e graça. Ao fundo, ergue-se um portal monumental ou um fragmento de templo. A vegetação é estilizada, com toques suaves de árvores lembrando pinturas de Watteau e Fragonard. A paleta de cores é sóbria: ocre, bege, azuis apagados e terracota.
IV. Contexto Histórico e Manufatura
As obras provavelmente foram produzidas em manufaturas renomadas belgas (Mechelen, Oudenaarde) ou em centros têxteis franco-belgas (Roubaix, Tourcoing, Lyon), especializadas na produção de gobelinos de alta qualidade. O estilo é retrospectivo, remetendo a uma visão do século XVIII de Arcádia – um reino idealizado, paradisíaco. Os tecidos imitam a estética do neoclassicismo e do rococó, fazendo referência à tradição pictórica de François Boucher e a representações clássicas de música, dança e mitologia.
V. Análise Artística e Estética
Ambos gobelinos impressionam pela maestria da execução. O entrelaçar jacquard permite obter transições tonais sutis, e a composição revela controle magistral sobre detalhes e proporções. O primeiro painel enfatiza a narrativa e a simbolização (pomba, música), o segundo – o movimento, o ritmo e a dinâmica da cena de dança. As duas obras têm valor tanto estético quanto histórico, testemunhando o alto nível do artesanato decorativo europeu da segunda metade do século XIX.
VI. Idade, Origem e Valor
As molduras e os painéis posteriores são de madeira maciça. Os tecidos provavelmente foram produzidos no mesmo período, em estilo Belle Époque. Embora a temática remeta ao século XVIII, os tecidos são o resultado da produção mecânica jacquard da segunda metade do século XIX.
VII. Sumário para Colecionador
Um par de gobelinos é exemplar único de artesanato europeu, preservados em excelente estado. Molduras sólidas com histórico, excelente textura, maestria de entrelaçamento e riqueza iconográfica tornam-nos um objeto de coleção e decoração valioso. As obras combinam a beleza de cenas mitológicas neoclassicistas com a durabilidade prática do material da segunda metade do século XIX.
Para Belga-Franceses Gobelinos Mitológicos
Período: segunda metade do século XIX (estilo neoclassicista e rococó)
Técnica: jacquard, tecido densamente tecido, fios de seda e linho/algodão de alta qualidade
Dimensões: 39 × 39 cm cada painel (com moldura)
Moldura: Madeira de folha maciça, espessura 1,5 cm (irregular: de um lado 1,5 cm, do outro 1 cm), lixada à mão, poliuretano/laminado de madeira
Proteção: vidro antirreflexo museológico
Verso: Painel de madeira maciça, que protege e reforça o tecido
I. Estruturas e Construção Física
Cada um dos painéis está fechado em uma moldura quadrada de 39 cm de lado, o que proporciona proporções elegantes e harmônicas. As molduras são feitas de madeira de folha maciça, apresentando acabamento em folha de tom profundo de marrom chocolate com veios marcantes. O perfil da moldura é largo, liso, com leve inclinação para dentro, conduzindo o olhar e o toque em direção à imagem central. A madeira carrega sutis sinais do tempo: pequenas fissuras da camada de verniz, atestando seu caráter de mais de um século. O verso de cada painel é protegido por um painel de madeira maciça, que cumpre função estabilizadora e protetiva. Assim, o tecido não se deforma nem sofre danos. Ao fundo, também são visíveis marcas de cupim, o que é um testemunho natural da idade e da autenticidade.
II. Técnica de Execução e Materiais
Os gobelinos foram executados com técnica de jacquard, e não de pintura. O entrelace é extremamente denso e preciso. A urdidura corre verticalmente, e o fio colorido cria a composição detalhada. Os fios são finos, uma mistura de seda com linho ou algodão de alta qualidade, o que permite transições tonais suaves e um efeito quase pictórico de luz. A textura é aveludada, com traçado regular, e as cores mantêm tons vivos de bege, ocre, azuis e terracota. O estado de conservação é excelente – as cores não desbotaram, o material não sofreu descoloração, a superfície mantém a sensação suave e opaca característica dos velhos gobelinos de parede em pequeno formato.
III. Descrição de Motivos Iconográficos
Tecido Um: “Cena com flautista e pomba”
A composição apresenta uma paisagem arcaica com ruínas antigas ao fundo. No canto inferior esquerdo, há um jovem trajando uma túnica vermelha, tocando flauta transversal. Centralmente está uma mulher de túnica dourada, segurando uma pomba na mão – símbolo de paz ou atributo de Vênus. Ao lado dela, em um vestido azul, está outra mulher segurando uma lira. Ao fundo, pilares coríntios esguios e uma linha de horizonte com uma lâmina de água. A cena irradia tranquilidade, delicadeza e harmonia.
Tecido Dois: “Dança Apolínea”
A cena é dinâmica e rítmica. À direita, sentada, há uma figura tocando lira, associada a Apolo ou Orfeu. À sua frente, três mulheres com peplos esvoaçantes executam dança ou colheita ritual de flores. Uma delas se inclina para colher uma flor, as outras entrelaçam os braços, girando com leveza e graça. Ao fundo, ergue-se um portal monumental ou um fragmento de templo. A vegetação é estilizada, com toques suaves de árvores lembrando pinturas de Watteau e Fragonard. A paleta de cores é sóbria: ocre, bege, azuis apagados e terracota.
IV. Contexto Histórico e Manufatura
As obras provavelmente foram produzidas em manufaturas renomadas belgas (Mechelen, Oudenaarde) ou em centros têxteis franco-belgas (Roubaix, Tourcoing, Lyon), especializadas na produção de gobelinos de alta qualidade. O estilo é retrospectivo, remetendo a uma visão do século XVIII de Arcádia – um reino idealizado, paradisíaco. Os tecidos imitam a estética do neoclassicismo e do rococó, fazendo referência à tradição pictórica de François Boucher e a representações clássicas de música, dança e mitologia.
V. Análise Artística e Estética
Ambos gobelinos impressionam pela maestria da execução. O entrelaçar jacquard permite obter transições tonais sutis, e a composição revela controle magistral sobre detalhes e proporções. O primeiro painel enfatiza a narrativa e a simbolização (pomba, música), o segundo – o movimento, o ritmo e a dinâmica da cena de dança. As duas obras têm valor tanto estético quanto histórico, testemunhando o alto nível do artesanato decorativo europeu da segunda metade do século XIX.
VI. Idade, Origem e Valor
As molduras e os painéis posteriores são de madeira maciça. Os tecidos provavelmente foram produzidos no mesmo período, em estilo Belle Époque. Embora a temática remeta ao século XVIII, os tecidos são o resultado da produção mecânica jacquard da segunda metade do século XIX.
VII. Sumário para Colecionador
Um par de gobelinos é exemplar único de artesanato europeu, preservados em excelente estado. Molduras sólidas com histórico, excelente textura, maestria de entrelaçamento e riqueza iconográfica tornam-nos um objeto de coleção e decoração valioso. As obras combinam a beleza de cenas mitológicas neoclassicistas com a durabilidade prática do material da segunda metade do século XIX.

