Joannes Smith - Aeschylus - 1828





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O TEATRO DOS DEUSES: O CANONE GRECO RESSURRE A CAMBRIDGE
Esta edição acadêmica das obras de Escilo, organizada por Jacobus Scholefield e publicada em Cambridge em 1828, representa um dos momentos mais significativos da tradição filológica britânica, em que o mundo clássico não apenas é preservado, mas ativamente integrado no sistema educativo das elites. Nesse contexto, a tragédia grega assume uma função que vai muito além da dimensão literária: torna-se instrumento de disciplina intelectual, arena linguística e modelo ético para a formação do pensamento. A imprensa universitária de Cambridge, com sua precisão tipográfica e o rigor crítico, traduz o patrimônio antigo em um código moderno, acessível e normativo, capaz de moldar gerações de estudiosos e administradores. Eschilo, com sua visão do destino, da justiça e da relação entre homem e divindade, é assim reinscrito em um sistema pedagógico que visa construir não apenas conhecimento, mas caráter e autoridade cultural, em um perfeito equilíbrio entre tradição e modernidade.
VALOR DE MERCADO
O mercado para edições acadêmicas de Eschilo publicadas em Cambridge no início do século XIX mantém-se sólido, porém não especulativo: cópias em encadernação de época, uniforme e com brasões institucionais bem conservados podem alcançar 400–600 euros, sobretudo se estiverem completas e em bom estado, refletindo o interesse pela tradição educativa britânica e pelos textos fundadores da cultura clássica.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO - CÓPIA DE COLECIONADOR
Encadernação da época em plena pergaminha, com brasão dourado da cidade de Amsterdã impresso nas capas, título em ouro na lombada e traços dos lacres originais, indicativa de uma possível destinação acadêmica ou prêmio escolar. Papel com amarelecimentos fisiológicos e manchas, típicos da produção do início do século XIX, sem comprometer a legibilidade global. Estrutura sólida e compacta. Colação: pp. (4); 6 nn.; 436; (4). Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre mencionadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Aeschylus.
Cambridge, Typis ac sumptibus Academicis, excudit Joannes Smith; veneunt apud J. & J. J. Deighton Cantabrigiae et C. & J. Rivington, Londini, 1828.
Aeschylus.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Esquilo representa a própria origem da tragédia grega e um dos pilares da cultura ocidental, não apenas por sua inovação formal — como a introdução do segundo ator e o incremento da estrutura dramática — mas pela profundidade de suas reflexões sobre justiça, culpa e ordem cósmica. A edição organizada por Scholefield insere-se plenamente na tradição acadêmica inglesa, onde o estudo do grego antigo era considerado essencial para a formação das elites dirigentes. Nesse contexto, o texto escílio torna-se estabilizado por meio de um trabalho filológico rigoroso, que inclui a comparação entre manuscritos, a normalização linguística e o aparato crítico, convertendo a obra em uma ferramenta didática altamente estruturada. A tragédia torna-se assim um modelo de pensamento: não apenas para compreender, mas para interiorizar, em um sistema educativo que vê na antiguidade o alicerce da racionalidade moderna.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Esquilo (c. 525–456 a.C.), nascido em Eleusis, foi o primeiro grande tragógrafo da Grécia antiga e uma figura fundamental no desenvolvimento do teatro ocidental. Combatente nas guerras persas, levou para sua obra uma visão profundamente religiosa e política do mundo, na qual o destino humano está entrelaçado com a vontade divina. Entre suas obras mais célebres está a Orestéia, trilogia que explora a transição da vingança privada à justiça institucional, marcando um dos momentos mais altos da reflexão ética antiga.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As edições de Cambridge do século XIX constituem um dos pilares da transmissão moderna dos textos clássicos. Produzidas dentro de um sistema universitário altamente estruturado, essas edições destinavam-se tanto ao uso didático quanto à difusão internacional, contribuindo para consolidar o predomínio britânico nos estudos clássicos. A edição de 1828, organizada por Scholefield, reflete essa dupla função: de um lado, manual para estudantes avançados, de outro, texto de referência para estudiosos, inserido numa rede editorial que ligava Cambridge a Londres e ao resto da Europa.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ESTC (English Short Title Catalogue), registro para Aeschylus, Cambridge, 1828, com indicação dos editores Deighton e Rivington.
ICCU/OPAC SBN, fichas catalográficas relativas a edições oitocentistas de Eschilo com proveniência acadêmica.
WorldCat, Aeschylus, Cambridge University Press editions, 19th century, com localizações institucionais.
Dickey, E., Ancient Greek Scholarship, Oxford University Press, 2007, pp. 112–118 (sobre a tradição filológica e o uso didático dos textos gregos).
Turner, F. M., The Greek Heritage in Victorian Britain, Yale University Press, 1981, pp. 45–67 (sobre a centralidade do grego na educação britânica).
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O TEATRO DOS DEUSES: O CANONE GRECO RESSURRE A CAMBRIDGE
Esta edição acadêmica das obras de Escilo, organizada por Jacobus Scholefield e publicada em Cambridge em 1828, representa um dos momentos mais significativos da tradição filológica britânica, em que o mundo clássico não apenas é preservado, mas ativamente integrado no sistema educativo das elites. Nesse contexto, a tragédia grega assume uma função que vai muito além da dimensão literária: torna-se instrumento de disciplina intelectual, arena linguística e modelo ético para a formação do pensamento. A imprensa universitária de Cambridge, com sua precisão tipográfica e o rigor crítico, traduz o patrimônio antigo em um código moderno, acessível e normativo, capaz de moldar gerações de estudiosos e administradores. Eschilo, com sua visão do destino, da justiça e da relação entre homem e divindade, é assim reinscrito em um sistema pedagógico que visa construir não apenas conhecimento, mas caráter e autoridade cultural, em um perfeito equilíbrio entre tradição e modernidade.
VALOR DE MERCADO
O mercado para edições acadêmicas de Eschilo publicadas em Cambridge no início do século XIX mantém-se sólido, porém não especulativo: cópias em encadernação de época, uniforme e com brasões institucionais bem conservados podem alcançar 400–600 euros, sobretudo se estiverem completas e em bom estado, refletindo o interesse pela tradição educativa britânica e pelos textos fundadores da cultura clássica.
DESCRIÇÃO FÍSICA E CONDIÇÃO - CÓPIA DE COLECIONADOR
Encadernação da época em plena pergaminha, com brasão dourado da cidade de Amsterdã impresso nas capas, título em ouro na lombada e traços dos lacres originais, indicativa de uma possível destinação acadêmica ou prêmio escolar. Papel com amarelecimentos fisiológicos e manchas, típicos da produção do início do século XIX, sem comprometer a legibilidade global. Estrutura sólida e compacta. Colação: pp. (4); 6 nn.; 436; (4). Em livros antigos, com uma história plurissecular, podem estar presentes algumas imperfeições, nem sempre mencionadas na descrição.
TÍTULO COMPLETO E AUTOR
Aeschylus.
Cambridge, Typis ac sumptibus Academicis, excudit Joannes Smith; veneunt apud J. & J. J. Deighton Cantabrigiae et C. & J. Rivington, Londini, 1828.
Aeschylus.
CONTEXTO E SIGNIFICADO
Esquilo representa a própria origem da tragédia grega e um dos pilares da cultura ocidental, não apenas por sua inovação formal — como a introdução do segundo ator e o incremento da estrutura dramática — mas pela profundidade de suas reflexões sobre justiça, culpa e ordem cósmica. A edição organizada por Scholefield insere-se plenamente na tradição acadêmica inglesa, onde o estudo do grego antigo era considerado essencial para a formação das elites dirigentes. Nesse contexto, o texto escílio torna-se estabilizado por meio de um trabalho filológico rigoroso, que inclui a comparação entre manuscritos, a normalização linguística e o aparato crítico, convertendo a obra em uma ferramenta didática altamente estruturada. A tragédia torna-se assim um modelo de pensamento: não apenas para compreender, mas para interiorizar, em um sistema educativo que vê na antiguidade o alicerce da racionalidade moderna.
BIOGRAFIA DO AUTOR
Esquilo (c. 525–456 a.C.), nascido em Eleusis, foi o primeiro grande tragógrafo da Grécia antiga e uma figura fundamental no desenvolvimento do teatro ocidental. Combatente nas guerras persas, levou para sua obra uma visão profundamente religiosa e política do mundo, na qual o destino humano está entrelaçado com a vontade divina. Entre suas obras mais célebres está a Orestéia, trilogia que explora a transição da vingança privada à justiça institucional, marcando um dos momentos mais altos da reflexão ética antiga.
HISTÓRIA DE IMPRESSÃO E CIRCULAÇÃO
As edições de Cambridge do século XIX constituem um dos pilares da transmissão moderna dos textos clássicos. Produzidas dentro de um sistema universitário altamente estruturado, essas edições destinavam-se tanto ao uso didático quanto à difusão internacional, contribuindo para consolidar o predomínio britânico nos estudos clássicos. A edição de 1828, organizada por Scholefield, reflete essa dupla função: de um lado, manual para estudantes avançados, de outro, texto de referência para estudiosos, inserido numa rede editorial que ligava Cambridge a Londres e ao resto da Europa.
BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
ESTC (English Short Title Catalogue), registro para Aeschylus, Cambridge, 1828, com indicação dos editores Deighton e Rivington.
ICCU/OPAC SBN, fichas catalográficas relativas a edições oitocentistas de Eschilo com proveniência acadêmica.
WorldCat, Aeschylus, Cambridge University Press editions, 19th century, com localizações institucionais.
Dickey, E., Ancient Greek Scholarship, Oxford University Press, 2007, pp. 112–118 (sobre a tradição filológica e o uso didático dos textos gregos).
Turner, F. M., The Greek Heritage in Victorian Britain, Yale University Press, 1981, pp. 45–67 (sobre a centralidade do grego na educação britânica).
