Lanterna - Caminho de Santiago - Ferro - Neogótico






Possui licenciaturas em Direito e História da Arte, mais diploma de leiloeira da École du Louvre.
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Descrição fornecida pelo vendedor
É um farol que preserva toda a personalidade neogótica do século XIX, mesmo que sua eletrificação seja posterior. A estrutura metálica mantém esse linguagem vertical, solene e um pouco teatral próprio do historicismo do século XIX: colunas torcidas que emolduram os cristais, mascarões e rostos fantásticos na coroa, arabescos que parecem brotar como vegetação pétrea, e uma rematação superior que lembra os pináculos e tracerias dos templos medievais reinterpretados pelo gosto romântico.
Os cristais, grossos e texturizados, exibem restos de pintura antiga: castelos, conchas, motivos que remetem diretamente ao Caminho de Santiago, como se o farol tivesse acompanhado viajantes, casas de passagem ou espaços devocionais vinculados à rota. Essa pintura, hoje fragmentada e velada pelo tempo, oferece uma camada narrativa preciosa: não é apenas decoração, é memória visual.
A eletricidade adicionada — aquele prato metálico superior com fiação moderna — não rompe a estética original; pelo contrário, integra-se como uma adaptação necessária que permite continuar usando a peça sem perder o seu caráter histórico. O metal, com sua pátina irregular, mostra traços do passar do tempo: zonas mais escuras, desgaste natural, pequenas oxidações que não diminuem a beleza, mas fortalecem a autenticidade de um objeto que já viveu mais de um século.
No conjunto, é um farol que combina neogótico, tradição jacobita e envelhecimento nobre, uma peça com alma de época que continua irradiando presença escultórica e um encanto lendário.
Envio certificado e bom embrulho.
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É um farol que preserva toda a personalidade neogótica do século XIX, mesmo que sua eletrificação seja posterior. A estrutura metálica mantém esse linguagem vertical, solene e um pouco teatral próprio do historicismo do século XIX: colunas torcidas que emolduram os cristais, mascarões e rostos fantásticos na coroa, arabescos que parecem brotar como vegetação pétrea, e uma rematação superior que lembra os pináculos e tracerias dos templos medievais reinterpretados pelo gosto romântico.
Os cristais, grossos e texturizados, exibem restos de pintura antiga: castelos, conchas, motivos que remetem diretamente ao Caminho de Santiago, como se o farol tivesse acompanhado viajantes, casas de passagem ou espaços devocionais vinculados à rota. Essa pintura, hoje fragmentada e velada pelo tempo, oferece uma camada narrativa preciosa: não é apenas decoração, é memória visual.
A eletricidade adicionada — aquele prato metálico superior com fiação moderna — não rompe a estética original; pelo contrário, integra-se como uma adaptação necessária que permite continuar usando a peça sem perder o seu caráter histórico. O metal, com sua pátina irregular, mostra traços do passar do tempo: zonas mais escuras, desgaste natural, pequenas oxidações que não diminuem a beleza, mas fortalecem a autenticidade de um objeto que já viveu mais de um século.
No conjunto, é um farol que combina neogótico, tradição jacobita e envelhecimento nobre, uma peça com alma de época que continua irradiando presença escultórica e um encanto lendário.
Envio certificado e bom embrulho.
